Notas iniciais
N/A:
Hey, amores! Td bem com vcs??
Mais um capítulo - um pouco dramático, porém muito importante e emocionante.
Um pouco atrasado, eu sei, mas foi extramente difícil escrevê-lo, estava sem inspiração e não saia nada, mas consegui termina-lo.
Ficou um pouco grande e sei que é cansativo de ler, mas acho que vcs vão gostar.
Capítulo betado pela Lais, minha beta, leitora e incentivadora. Obg Lais, por me ajudar com a ANDP.
Até a nota final.
Boa leitura!
N/B:
Ola gatas do meu Brasil!!
Tudo bem com vcs?
Bom queria muito agradecer a Le por essa oportunidade de betar o capitulo!
Ta simplesmente perfeito!
Espero que curtam cada trecho que ela escreveu pois ela fez com muito amor e carinho!
Boa Leitura!!!!

Capítulo 18

Renesmee tinha acordado! Ah, meu Deus! Isso é ótimo. Absorvi as palavras uma a uma e como resultado um grande sorriso acompanhando de uma lágrima de felicidade surgiu.

Nunca vi Edward tão feliz como agora, tão ansioso e esperançoso.

- Ela acordou, amor! — Repetiu sorrindo pela terceira vez.

— Isso é maravilhoso, meu amor! — sorri o abraçando. Eu também estava feliz. Saber que Nessie estava de volta era muito bom; depois de tudo o que ela passou e sofreu, eu torcia pela sua recuperação.

Edward deu a partida no carro saindo da garagem da editora.

— Edward... pode me deixar em casa?

— Não vai para o hospital? Não quer ver a Nessie?

— Sim, claro que sim. Na verdade eu preciso de um banho antes, entende?

— Ah, claro. Tudo bem, amor, eu deixo você na sua casa.

— Obrigada — sorri.

Devo levar flores? O que você acha? — ele perguntou segundos depois.

- Legal! Mas acho que pode comprar balões de boas-vindas também.

— Ótimo. Balões e flores! — assentiu.

Logo chegamos a minha casa. O mais estranho foi o silêncio durante o percurso. Permaneci quieta em meus pensamentos. Aqueles, da qual, eu já imaginava o pior. Isso era típico de minha personalidade; meu maior medo seria a reação de Nessie ao ver Rachel e saber que eu e Edward ainda estamos juntos, algo me dizia que ela não aceitaria aquilo.

Abri a porta do Volvo quando Edward estacionou no meio fio, mas ele me puxou para um beijo antes de me deixar sair.

— Quer que eu venha lhe buscar?

— Não, vou com o meu carro, não se preocupe.

- Ok.

- Vai devolver minha calcinha? – perguntei sorrindo.

- Não! — sorriu e me beijou outra vez sem deixar-me reclamar.

Esperei o volvo dobrar a esquina e entrei. Dei a notícia a Renée e Charlie e suspiraram aliviados e agradeceram aos santos da qual fez orações.

Entrei embaixo do chuveiro me perdendo em pensamentos. O quer que fosse que estaria por vir, não seria bom, meu peito doía em uma agonia lancinante, uma angustia que fazia querer chorar; era um pressentimento negativo e o sujeito que eu via sofrer em meus pensamentos tinha o mesmo semblante que o meu.

Renesmee's POV

Pisquei lentamente tentando aplacar o clarão que machucava os meus olhos. Uma, duas, três vezes, até que desisti e os deixei fechados, não sei porquê doíam tanto.

Aliás, onde eu estava?

Um bipe incessante chegava aos meus ouvidos, antes eu não o tinha percebido, mas agora poderiam machucar meus ouvidos se fossem um oitavo mais alto.

Tentei abrir os olhos novamente, o grande clarão ainda estava ali, mas desta vez pude ver um corpo a minha frente. Uma pessoa sentada pelo que pude perceber, mas minha visão estava tão turva que eu não sabia distinguir se era homem ou mulher ou qual era a cor de sua roupa. Não sei.

Fechei os olhos.

Apaguem a luz, por favor! Pedi, mas ninguém me ouvira ou eu tinha apenas imaginado isso?

— Nessie, a mamãe está aqui com você... sei que pode me ouvir, meu amor...?

Uma voz baixa e calma dizia, eu a ouvia quase todos os dias, na verdade, está voz feminina era novidade; sempre fora uma voz rouca, com uma tonalidade grossa, outrora uma voz fininha, amável. Sempre ouvia vozes diferentes, mas nunca consegui encontrá-las de verdade, mas hoje eu consegui, podia ouvi-la melhor e ver, mesmo que ofuscadamente. Era uma mulher que estava ali, sua voz era linda.

As Luzes, por favor, apaguem as luzes! — não entendia porque não faziam o que eu pedia, se eu podia ouvi-la na certa ela também podia me ouvir, então porque não fazia?

Senti algo diferente então, um de meus membros se mexeu.

A linda voz parou de cantarolar no segundo seguinte. Senti o membro da qual mexi sendo embalado por mãos quentes, ah sim, eu tinha mexido os meus dedos. Claro, minha mão.

— Nessie? Filha? — a voz linda parecia alarmada, preocupada. — Nessie, amor, você está ouvindo a mamãe?

Fiz o mesmo movimento com a mão, senti agora os dedos da dona da linda voz. Ah, era uma sensação boa, era como se não fizesse aquilo há tempos. Estranho!

— Carlisle! — a linda voz gritou chorando. — Carlisle, ela apertou minha mão — disse a mulher.

Algumas pisadas, passos ao meu redor e o ambiente mudou.

— Ela está acordando Carlisle! — disse a mulher.

— Calma, ela está voltando aos poucos, pode ser que não acorde ainda hoje. — disse a voz masculina, estava emocionada também e eu já tinha ouvido esta antes, sem dúvidas.

A mão da mulher voltou a segurar a minha e senti algo macio tocando meus dedos, seguido de um estalido. Um beijo.

Forcei mais uma vez minha mente e me concentrei em fazer o que tinha feito minutos atrás. Pisquei os olhos e pude ver melhor agora o rosto da mulher que chorava.

— Ah, meu Deus! Filha! — senti a mulher me envolver em um abraço e pude manter meus olhos abertos, pois, seus cabelos em meu rosto ofuscavam a luz.

— Nessie, a mamãe te ama! — chorou a mulher.

Mãe? Ela disse mamãe?

Olhei em seus olhos uma vez quando se afastou, seus olhos azuis do jeito que eu lembrava. Seu cabelo ruivo cobre, seu rosto angelical.

Meu Deus, agora eu me lembrava de tudo, de tudo.

— Mãe? — perguntei piscando novamente.

- Sim, meu amor. Estou aqui.

- Mãe? É... — não conseguir terminar, minha voz falhou e mais nenhum som saia. Minha garganta ardia.

Mamãe me abraçou e eu chorei tentando abraça-la também, mas eu não consegui mover meus braços, eles doíam demasiadamente.

Parecia estar em um sonho, como aqueles que eu sempre tivera, e se esse realmente fosse um sonho eu não poderia acordar.

— Mamãe — repeti. — É mesmo você? Está aqui? — minha voz soava tão baixa que mamãe teve que encostar o ouvido aos meus lábios para melhor ouvir-me.

— Sim, meu amor... Ah, Nessie, senti tanto a sua falta.

— Você não está morta — fiz uma convicção. Eu não conseguia acreditar.

— Não, bebê. Tive tanto medo de te perder...

— Nessie? — alguém me chamou, próximo a mim estava um homem alto, loiro.

— Vovô?

— Sim — ele sorriu. — Como se sente?

Olhei para ele por um minuto.

— Não sei... confusa. Por que estou aqui? — perguntei olhando para o meu corpo imóvel pela primeira vez, dezenas de fios ligados ao meu corpo. Uma agulha da qual incomodava meu braço, tentei tirar.

— Não, não pode — disseram ambos, mamãe e vovô.

Vovô começou a me examinar no mesmo momento em que se aproximou, com um sorriso encantador nos lábios, enquanto lágrimas de felicidade permaneciam em meu olhar enquanto eu olhava para minha mãe. Em momento algum soltei sua mão da minha.

— Por que estou aqui? Assim? Não me lembro de nada.

— Sofreu um acidente, Nessie – informou Carlisle.

Cenas vieram a minha mente. Luzes, buzinas, muita dor e meu pai.

— Ah, agora me lembro, eu acho.

— Ficou em coma, durante um mês.

— Estou aqui há um mês?

— Sim... vamos contar tudo o que aconteceu, querida. Mas, precisa descansar, Nessie.

Assenti.

— Vou avisar Edward — Carlisle disse a mamãe e discou um número no celular.

Tudo era muito confuso, não estava entendendo nada e no mesmo tempo eu sabia quem eram aquelas pessoas, mas não tinha total noção de tempo.

— Por que meus braços doem quando tento movimentá-los?

— Ficou muito tempo sem movimentá-lo, querida. Vamos fazer isso aos poucos, O.K?

Assenti novamente.

— Eu posso beber água? — perguntei assim que Carlisle terminou sua ligação. Dissera ao meu pai que tinha sido um milagre.

— Claro, vou pegar para você.

Carlisle saiu do quarto.

Sorri para mamãe e ela sorriu também.

— Como se sente, querida? Alguma dor?

— Não exatamente... só me sinto confusa, me lembro do acidente e me lembro o motivo também. É tão bom ter você aqui mamãe, eu não sei o que dizer... senti tanto a sua falta, foi horrível quando...

— Shhh! Tem que ficar calma, Nessie.

Apertou minha mão delicadamente.

— Promete nunca mais me deixar?

— Eu prometo.

— Onde esteve? Quer dizer...

- Tudo bem, Nessie. Teremos todo o tempo do mundo e vou contar tudo o que aconteceu. Agora fique quietinha, o doutor quer examiná-la. — Mamãe meneou a cabeça na direção do médico, que não era Carlisle.

Parecia ter sido uma eternidade até que senti minha garganta sendo molhada pelo líquido fresco, insípido e inodoro. A sensação era tão boa que Carlisle deixou que eu repetisse a dose, bebi toda água do copo pelo canudinho.

— Beba devagar ou irá lhe fazer mal — Disse o outro médico.

— Como isso pode ter acontecido Dr. Carlisle? — murmurou o homem.

Carlisle meneou a cabeça.

— Há dois dias a saúde dela era instável e agora já pode respirar sozinha.

— O edema diminuiu muito rápido.

— Tem razão, mas ainda assim ela não deveria ter acordado hoje...

— Há dois dias que ela já não era mais induzida ao coma, Dr. Brandon, sei que é pouquíssimo tempo, mas sabe, nossa família acredita em milagres.

— Definitivamente é incrível isso, estou estupefato pela recuperação dela.

— Eu também, meu amigo, eu também.

Carlisle e Brandon olharam para a porta juntos quando uma batida na mesma soou e chegou aos seus ouvidos.

Um homem alto passou por ela, ele trazia algo em suas mãos, algo colorido e divertido.

Virei minha cabeça em sua direção e meu olhar se encontrou com dele. No mesmo momento um lindo sorriso se abriu seguido de lágrimas e lamento.

— Filha! — o homem me abraçou chorando. — Ah, Nessie! — soluçou em meu cabelo e com pesar e dor levantei um de meus braços e o envolvi.

— Papai!

— Sim, meu amor — chorou mais ao ouvir me murmurar. — Eu te amo, Nessie. Sempre te amei, filha.

— Te amo, papai! Desculpe-me?

— Shhh, tudo bem, tudo bem.

— A mamãe voltou, pai. Ela está aqui.

— Sim, amor, ela está aqui. Senti tanto medo de te perder, filha. Senti tanto a sua falta — disse ele passando a mão em meu rosto secando minhas lágrimas.

- Mas estamos juntos agora e eu prometo que nunca mais irei te magoar novamente, ou mentir para você. Vou te proteger Nessie e te amar cada dia mais...

- Eu me lembro de quase tudo agora, papai. As coisas fazem sentido.

- Sim, meu amor. Não tem problema se não lembrar agora, isso vai acontecer com o tempo.

Assenti e voltei a olhar para minha mãe. Ela estava tão linda, do jeito que sempre a imaginei.

- Hei, eu tenho uma novidade para você – disse ela minutos depois, enquanto meu pai conversava com o meu avô.

- Que novidade? – perguntei animada.

- Você tem uma irmãzinha! – mamãe sorriu batendo palmas.

Sorri junto. Fiquei boquiaberta.

- Ela está aqui? Posso vê-la? Qual o nome dela? – formulei todas as perguntas em um intervalo de cinco segundos.

- Não, ela não está aqui, está em casa – mamãe sorriu. – O nome dela é Melanie, mas nós a chamamos de Mel... Tenho uma foto dela aqui em minha carteira.

Minha mãe entregou-me a foto; Mel era mesmo muito lindinha e muito parecida com a minha mãe e tinha uns traços do papai também, como os olhos verdes.

Devolvi-lhe a foto e em seguida a porta do quarto se abriu novamente. Uma linda mulher passou por ela. Seu sorriso era lindo, seus cabelos morenos e sua pele jovial.

- Oh, Nessie! – sua voz de sinos cantantes.

- Vovó!

Ela me abraçou por um momento, secou as lágrimas rapidamente.

- Como está? – fizera a mesma pergunta que os outros e dei-lhe a mesma resposta, na verdade soou como pergunta.

- Bem? – sorri.

Ela sorriu novamente e meu pai a abraçou sorrindo.

- Eu não disse que ela ficaria bem? – perguntou ela para o meu pai.

Ele assentiu e em seguida deu um beijo na bochecha da minha avó.

- Renesmee, está com fome? – perguntou Carlisle.

Pensei por um momento. Algo reclamou dentro de mim e depois assenti.

- Isso é um bom sinal – disse Brandon.

- É sim. Ela só está precisando de algumas vitaminas – informou meu avô.

- Vou providenciar; no entanto, acho que ela deveria descansar, toda está agitação não faz bem.

- Tem razão – meu avô assentiu.

Carlisle olhou para o meu pai, Esme e depois para minha mãe.

- Não quero descansar, na verdade eu estava pensando... quanto tempo você disse que eu estou aqui mesmo?

- Você ficou em coma um mês e quatro dias, hoje é o quinto dia.

- Certo. Uma gestação leva nove meses, certo? Então mamãe como...?

- Ah, já entendi sua duvida, meu amor! É uma longa história. Prometo que contarei tudo quando você estiver em casa, agora precisa descansar como o seu médico disse.

- Mas, Mel é filha do papai também, certo?

- Claro! – minha mãe olhou para o meu pai por um momento. – Vou lhe contar tudo depois.

- O.K.

- Tome esse comprimido, é para a dor no corpo – entregou-me uma enfermeira que em seguida saiu.

Havias tantas pessoas ali no quarto, mas eu sabia e sentia a falta de mais pessoas.

- Onde está o tio Emm? Rose? Alice; ah, o Brian?

- Emmett e Rose viram mais tarde. Alice e Jasper amanhã; estão arrumando as coisas e Brian está um pouco gripado, Alice quer ficar o tempo todo com ele – disse meu pai.

- Bem, eu vou voltar para casa, filho. Amanhã eu voltarei, Nessie! – disse minha avó.

Eu sorri e com beijo em minha testa ela deixou o quarto.

Só restou eu, meu pai e minha mãe no quarto. Ambos em silêncio, enquanto eu formulava milhares de perguntas em minha mente, mas papai quebrou o silêncio.

- Nessie, no acidente você perdeu muito sangue e foi preciso fazer uma transfusão – começou ele, ainda olhava pela janela para o lado de fora que dava de frente ao estacionamento do hospital. Como se estivesse esperando algo ou alguém. – Nenhum de nós tinha o mesmo tipo sanguíneo que o seu então a...

- Bella! – exclamou meu pai para uma moça que acabara de entrar no quarto. Ela era jovem, seu cabelo e os olhos cor de chocolate chamavam atenção. Meu pai a abraçou e deu-lhe um breve beijo.

Olhei para minha mãe sem entender, ela revirou os olhos e voltou a olhar para frente.

Eu sabia quem era ela. Era Isabella Swan, causadora dos meus problemas.

Ainda sorrindo ela andou em direção a mim, nossos olhares se encontraram e pude ver o quanto ela estava feliz em me ver bem.

- Oi – sua voz saiu em um murmúrio rouco, por causa da poucas lágrimas que em seus olhos se concentravam.

- Oi – respondi ainda olhando para os seus olhos.

- Fico feliz que esteja bem... é muito bom saber que... você foi forte o bastante. Edward não sobreviveria sem você.

Assenti e depois olhei para o meu pai que sorria.

- Eu posso te dar um abraço? – ela perguntou segundos depois, com um tanto de receio.

- Claro! – sorri e deixei que seus braços me envolvessem. De todos os abraços, eu sentia que aquele tinha sido o mais sincero e o mais caloroso.

- Você tem um cheiro bom – sorri.

- Obrigada! – ela sorriu e depois sorriu para o meu pai. Estava bem mais agitada agora.

- Meu pai não terminou de me contar quando você passou pela porta, mas acho que já sei o resto da história. Aliás, obrigada por doar seu sangue, sei que não mereço nem a metade do que você fez por mim e você salvou minha vida.

Ela balançou a cabeça negativamente.

- Faria isso por qualquer pessoa que eu amo, então...

- Mas, eu quero que saiba que isso não muda nada entre nós – cortei seu discurso.

Ela abriu a boca uma, duas vezes para falar algo, mas não conseguiu. A única coisa que fez foi olhar para o meu pai e apertar mais seus dedos na alça da bolsa que segurava.

- Eu não fiz isso com interesse algum...

- Pai, eu não entendo... depois de tudo o que aconteceu. Por que ainda estão juntos?

- Ah não! Renesmee, não, por favor? – ele pediu.

- A mamãe voltou – chorei. Eu podia ouvir o bipe aumentando seu ritmo com frequência a modo que minha respiração aumentava e meus batimentos também. – Ela voltou e nós somos uma família de novo, como você havia prometido... eu tenho uma irmãzinha...

- Calma, Renesmee você não pode se alterar – disse meu avô quando entrou no quarto enquanto eu me lastimava. Colocou algo em meu soro.

- Pensei que enfim você entenderia, Renesmee – disse meu pai indignado.

- Ele a ama, filha – disse minha mãe.

- O que? – perguntei indignada. Eu sentia um sono horrível me tomar, tentava manter meus olhos abertos, mas era cada vez mais difícil e então cai na inércia.

Bella’s POV.

Ela ainda me odiava, como eu havia imaginado.

Sem nada dizer em andei e direção a porta e sai do quarto. Edward veio atrás de mim e segurou meu braço me impedindo de sair.

- Espere! – pediu.

- Ela ainda me odeia, Edward – falei de uma só vez.

- Isso não muda em nada.

- Claro que não! – disse sarcástica. – É ótimo ser odiada pelo mundo inteiro.

- Desde quando Renesmee é o mundo inteiro?

Balancei a cabeça e mastiguei o lábio inferior à procura de palavras.

- Ela vai entender meu amor. Rachel, eu e ela vamos conversar quando as coisas estiverem melhores e ela vai ver que Rachel respeita o nosso relacionamento.

- Tentando transar com você! – sorri ainda nervosa. – É, ela respeita muito o nosso relacionamento.

- Eu amo você. Achei que isso era o mais importante – Edward disse baixinho.

- É importante, Edward. É muito. Mas até quando iremos ficar assim? Ela mal acordou e... – sorri. Eu não estava nada feliz, meu sorriso foi de nervoso mesmo.

- Tudo vai mudar. Ela vai entender.

Assenti. Já não podia mais acreditar naquelas palavras.

- Vou para casa. Não tenho mais nada para fazer aqui. – soltei minha mão da sua.

Ele assentiu e me deixou ir.

Renesmee’s POV

Pisquei várias vezes até meus olhos se acostumarem com as luzes do ambiente, que para falar a verdade eram bem baixas. Não havia ninguém ali ao meu lado como da primeira vez.

Era noite. Olhei para o relógio que marcava 2:00 horas da manhã. Onde estaria o meu pai? Ou minha mãe?

Eu sabia o quão errada eu estive nesta tarde. Não devia ter dito aquelas coisas a Bella e nem ao meu pai. Se eles, meu pais, não estavam juntos era pelo simples fato de não se amarem mais, na verdade, eu sabia que minha mãe ainda amava o meu pai, mas meu pai não amava minha mãe e isso mudava tudo.

Eu tinha que pedir desculpas a ele... mais uma vez.

A porta do banheiro se abriu e lá estava ele, mesmo eu sendo egoísta ele estava ali comigo, cuidando de mim, me fazendo companhia, algo que eu não merecia.

- Pai? – chamei.

- Ah, você acordou – disse se sentando ao meu lado.

- Me desculpe por hoje mais cedo.

Ele suspirou.

- Não é comigo que tem que tem de se desculpar.

- Eu sei – suspirei também. – Eu não pensei, desculpe. Não vou mais interferir na sua relação com a Bella. Se querem ficar juntos, então ok. E, depois de tudo o que eu fiz para ela e vocês continuam juntos – sorri. – Ela é persistente. Se a mamãe voltou e você não a deixou é porque realmente a ama e Bella é boa demais para ser tratada da forma que eu a trato. Eu sinto muito, pai. Não quero mais ser a bruxa da história.

Ele assentiu e me abraçou.

- Sabe, a Bella ficou triste, mas sei que ela vai voltar amanhã. – sorriu.

- Ela sempre volta.

- Pode dizer tudo o que me disse agora para ela.

- O.K.

- Agora volte a dormir. – mandou.

Assenti.

- Esse sofá é confortável? – perguntei segundos depois.

- Oh, nossa! Depois de um mês dormindo aqui acho que dormiria no chão sem reclamar – gargalhou.

- Wow! Quem mais já passou a noite aqui?

- Bella, sua mãe, Esme, Rosalie. A Família inteira, eu acho.

- OMG! Esse sofá deve ser o mais odiado do mundo.

- Durma! – reclamou.

- O.K.

Alguns minutos passaram.

- Pai?

- Ah, por favor, filha. Estou realmente cansado.

- Só mais uma perguntinha. Prometo que essa será a última.

- Tudo bem.

- Jacob veio me visitar?

- Não – ele respondeu rapidamente.

Não disse mais nada era só isso que eu gostaria de saber. Fechei meus olhos o imaginando. Teria ele me esperado? Ficaríamos juntos como eu imaginava?

- O Jacob não veio, mas muitas outras pessoas vieram, como por exemplo, o Charlie e a Renée; sua amiga Natalie e Seth também. Sabe o Seth, aquele da qual você chamou de pobre e feio?

- Isso não vai fazer com que eu me sinta pior, pai. Não precisa ficar lembrando quantas pessoas eu já magoei.

- O.K, desculpe – ele suspirou.

O silencio tomou o quarto e voltei a sonhar com Jacob. Eu realmente não via hora de poder abraça-lo novamente.

Os dias passavam rapidamente. Já fazia duas semanas desde que acordei. As sessões de fisioterapia eram árduas, mas eu não reclamava, pois eu queria ir o mais rápido possível para casa e voltar a fazer as coisas que eu mais gostava.

Meu pai estava presente todos os dias. Saía da empresa e voltava para o hospital para ficar comigo, mesmo demonstrando seu cansaço.

Minha mãe ficava comigo também e eu podia ver que eles, meus pais, tinham uma amizade muito bonita. Não discutiam, entravam sempre em acordos, sorriam o tempo todo e cuidavam um do outro, isso era muito bom.

Fiquei feliz com tantas visitas que recebi, tantas flores e tantas pessoas emocionadas ao saberem que eu estava bem. Toda vez que a porta se abria eu tinha a esperança de que fosse ele, mas na verdade ele nunca estivera ali, ao menos deveria saber que estive doente.

Natalie trouxe diversão por um dia, no outro me desculpei com Seth. Bella, não voltou jamais, ela deveria ter ficado muito triste.

Era ótima a sensação que estava tendo naquele momento, o vento batendo no rosto, ver as pessoas andando de um lado ao outro, o sol, os diversos sons, o canto dos pássaros, as flores, os cheiros.

Enfim eu estava indo para casa, eu podia dizer: estou livre.

Meu pai me ajudou a entrar no carro, no banco de trás. Mesmo eu querendo andar com minhas próprias pernas, meu médico e avô disse que era melhor que eu usasse a cadeira de rodas por enquanto, pois eu não podia me esforçar muito e o gesso em minha perna quebrada quase recuperada era bem pesado.

Quando chegamos a nossa casa a primeira coisa que fiz foi ver Spoc em sua casinha. Meu pai disse que ele ficou muito triste e desanimado todo esse tempo, sentia minha falta também. Chorei quando o vi, abanando seu rabo rapidamente, me lambendo sem parar, em sua feição um sorriso animalesco. Agora tudo estava bem.

Minha mãe e meu pai tinham um sorriso bobo no rosto, como se escondessem algo de mim.

- O que foi?- resolvi perguntar.

- Nada – responderam juntos, sincronizados.

- É, não é nada – minha mãe sorriu e em seguida deu-me uma piscadela.

- Rachel? – disse meu pai indignado com a piscadela.

- O que? – ela perguntou sorrindo.

- Está fazendo sinais para ela, estou vendo – ele reclamou e paramos em frente à porta de entrada.

Eu podia ouvir um zumbido do lado de dentro através da porta, sussurros, a gargalhada do tio Emm.

Quando empurrei a porta um coro de “Surpresa” chegou aos meus ouvidos seguidos de palmas, risadas, assovios e confetes para todos os lados.

Todos estavam ali, a minha espera. Tia Rose e Emmett, Tia Alice e Jasper, Esme e Carlisle, Brian e minha linda irmãzinha Melanie que brincava encantada com os confetes em seus cabelos.

Sorri e entrei na sala observando tudo com a visão embaçada pelas lágrimas.

- Seja bem vinda de volta – disse tia Alice.

- Obrigada, tia Alice.

Na parede havia uma grande faixa escrita com letras em vermelho: “Nós te amamos”

Tudo aquilo e todas as pessoas ali presentes me fizeram ver o quão amada eu sou pela minha família, mesmo depois de tudo o que havia feito a todos eles, nunca, nunca haviam deixado de me amar.

Recebi abraços e conforto de todos.

Minha mãe ajudou-me a trocar de roupa e vestir algo mais leve, já que o dia estava quente.

Meu pai estava sempre tão protetor, cuidado com isso, cuidado com aquilo. Você está bem? Quer algo? Já está na hora de ser medicada?

Eu sempre sorria todas às vezes e dizia que estava bem, pois eu realmente estava, era como eu me sentia. Bem demais.

Melanie havia se encantado por mim assim como eu por ela. Era tão linda, tão frágil e engraçadinha com sua risadinha contagiante. Eu já a amava.

A tarde caiu, dando lugar a noite agradável. Todos ainda estavam ali, sorrindo e jogando conversa fora enquanto o jantar não ficava pronto.

Observei o ambiente e me aproximei de meu pai e minha mãe que riam divertidamente de Mel e Brian que conversavam em uma língua impossível de entender.

-... Eu acho que ela está brigando com ele – meu pai riu. – Ela é brava.

- Ela é um doce, com certeza ele contou alguma piada sem graça – minha mãe ironizou.

- Pai? – cortei a conversa dos dois.

- Sim.

- Venha até aqui – chamei me afastando um pouco da mamãe.

- O que foi? Você está bem? – perguntou pela centésima vez.

Revirei os olhos.

- Estou ótima, pai. Aliás, obrigada por tudo isso, sem duvida não mereço nem a metade disso.

- Claro que merece, merece muito mais. – ele sorriu. Isso não era verdade.

- Estou vendo todos aqui, mas sinto a falta de alguém, alguém com quem devo me desculpar. Onde ela está, pai? Cadê a Isabella?

- Ah... – ele coçou a cabeça e olhou para o visor do celular. – Não sei, ela deveria estar aqui para falar a verdade. Não me atende e não responde minhas mensagens de texto. Acho que ela não quer vir, Nessie.

- Entendi... queria poder me desculpar, mas acho que agora quem não quer mais saber de nada é ela. Tudo bem, eu procurei por isso...

- Ela só está chateada, Nessie. Depois você pode dizer isso a ela.

- O.K. – sorri.

Talvez fosse tarde para pedir perdão a ela. Eu entenderia se ela não aceitasse.

Bella’s POV.

Eu sabia que se atendesse a ligação de Edward ele insistiria que eu fosse nesse jantar de família.

Como a própria Rachel dissera “Nossa família”, eu não fazia parte da família deles, mesmo que Edward dissesse que sim eu me sentiria deslocada sendo odiada por uma só pessoa. A razão pela quais todos estavam felizes.

Não que eu estivesse triste por saber que ela estava bem. Edward jamais mereceu tamanho sofrimento como aquele, mas confesso que os dias em que ela esteve em coma foram os únicos em paz que estive com Edward.

Os dias seguintes como seriam? Teria que reviver o pesadelo da ilha?

Meu celular tocou em mais um bipe de mensagem, era a vigésima só naquela última hora. Eu sei que Edward não merecia meu silêncio. Estava louca para ouvir a voz dele, beijá-lo e abraça-lo. Não o via há dois dias e a saudade me fazia sofrer.

Desci a escada e sentei-me no sofá ao lado de minha mãe e meu pai. Ambos olharam para minha cara emburrada.

- O que foi, Bella?

- Nada.

- Está parecendo um bebê chorão com essa cara.

- Me deixe em paz, pai – disse mal humorada.

- O.K. – ele suspirou.

- Pensei que já estava pronta para o jantar dos Cullen, aliás, já devem estar todos lá.

- Eu não vou.

- Por quê?

- Renesmee continua me odiando, o que vou fazer lá?

- Renesmee e mais quantos, Bella? – minha mãe perguntou um tanto alterada.

Não respondi.

- Edward está esperando você... se estive em seu lugar não desgrudaria dele agora que a ex-mulher voltou. Afinal, você ama ou não ama ele? Via desistir só porque a garota disse algo que você já ouviu antes?

Olhei para minha mãe e absorvi as palavras. Ela tinha toda razão.

Vesti-me rapidamente, peguei meu carro e dirigi até a casa de Edward.

Não importava o que Renesmee dissesse, não importava o que Rachel dissesse, só Edward era importante, somente ele.

Toquei a campainha duas vezes e um sorridente Edward apareceu. Ele ainda gargalhava quando olhou em meus olhos.

- Meu amor! – disse sério, um novo sorriso em seus lábios. – Eu te liguei tantas vezes hoje. – me abraçou.

- Eu sei – suspirei sentindo seu cheiro.

- Pensei que não iria vir. Estão todos perguntando de você – sorriu e depois me deu um beijo demorado. Era tão boa a sensação de tê-lo em meus braços, seus lábios nos meus, sua língua na minha, seu hálito me inebriando, seus toques me reconfortando cada vez mais. Queria nunca me separar dele, mas as pessoas pigarrearam. Emmett!

Sorrimos e Edward me rebocou para dentro.

- Bellinha! – Alice gritou e correu para me abraçar. – Pensei que não viria, não fica legal sem você.

- Obrigada, Alice – sorri.

- Bellita – Emmett cantarolou. – Espertinha, chegou só na hora do rango para não ter de esperar, não é? – brincou ele.

Sorri e adentrei mais a sala encontrando os rostos familiares.

Brian brincava com Melanie. Agora que a tinha visto acordada sorrindo. Era muito linda e encantadora.

Edward permaneceu ao meu lado por um tempo, mas depois foi dar atenção a Nessie e Melanie. Ele já a adorava como se a conhecesse há muito tempo. Tinham uma ligação especial. Ele brincava com ela, fazendo a pequena gargalhar.

Olhava ele brincar com a criança quando percebi que Renesmee se aproximou de mim, fora de sua cadeira de rodas, com um par de muletas em seus braços.

- Podemos conversar? – murmurou;

- Olha, eu já sei que você...

- Me desculpe?

- O que?

- Me perdoe, Bella?

Sorri não acreditando e mordi os lábios.

- Se quiser que eu vá embora é só dizer, não precisa fingir que...

- Por favor, só me escute por um momento, prometo que não vou tomar muito do seu tempo e tudo bem se não quiser, eu não tenho direito de te pedir nada mesmo.

Suspirei e olhei em seus olhos.

Balancei a cabeça positivamente para que ela continuasse.

- Sei que tenho sido um pesadelo para você e o meu pai e que por minha culpa você é menos feliz, sendo que não merece nada disso. Eu fui insana, egoísta e obtusa demais para não perceber que você ama muito o meu pai e ele também te ama e que é plenamente feliz ao seu lado. Por um momento eu senti ciúmes, de ambos, pois eu sabia que estava perdendo minha melhor amiga para o meu pai e meu pai para a minha melhor amiga. Você é sempre tão protetora, mas não percebi isso e acabei fazendo uma grande confusão, achando que você queria tomar o lugar da minha mãe – sorriu como se ela mesma não acreditasse no que tinha feito. – Claro, você nunca quis isso. O tempo todo você só queria que tudo fosse como antes, que tudo fosse normal e que pudéssemos ser felizes juntos. Pensei estar perdendo minha família para você, mas a única coisa que estavam fazendo era adicionar mais um membro aos Cullen. Eu fui completamente idiota com você. Eu te machuquei de várias formas Bella, tanto fisicamente como verbalmente. Eu me rebelei contra a minha família, fiz meu pai me odiar por alguns momentos. Fui a pior filha e enteada que alguém podia ter e mesmo assim, mesmo depois de tudo o que eu fiz, depois de tantas lágrimas que você derrubou por minha culpa você estava lá na hora em que eu mais precisei. Você salvou minha vida, não só dessa vez, mas digo várias vezes, com palavras, abraços, conselhos e carinho. A única coisa que eu sabia fazer era magoar você, a única coisa que eu queria era ver você longe do meu pai. Mas, no fundo eu não sabia o porquê de eu querer aquilo. Que beneficio aquilo me traria? Ver os dois sofrerem? Ver você sofrer? – ela perguntava para si mesma, derramando as lágrimas de arrependimento. Eu já não estava controlada há muito tempo, em sua primeira frase já estava em prantos. – O que leva uma pessoa gostar de ver a outra sofrer? – perguntou para si novamente. – Você teve razão todo esse tempo, eu só tinha inveja de você, Bella. Da pessoa que é, do seu caráter, do seu jeito apaixonante de conquistar as pessoas ao seu redor, sua bondade demasiada. Caramba! Só foi inveja todo esse tempo, apenas inveja. Eu nunca te odiei, ao contrário, eu te amo, Bella e cada vez que eu fazia algo contra você me doía lá no fundo. Eu lembrava as nossas promessas, nossos juramentos e ficava desolada ao saber que esses tinham se desfeito no momento em que eu menti, no momento em que eu disse que te odiava. Eu sempre menti, Bella. – Renesmee agora soluçava e suas palavras saiam mais rápido em um jato de confissões. – Obrigada por estar aqui e por nunca ter me deixado de verdade. Eu não mereço nem a metade que você fez por mim, eu sei que não mereço, mas você me perdoa, Bella? Eu estou realmente arrependida e vou entender se você nunca mais quiser olhar para mim, mas você me perdoa?

A pergunta parou no ar por um momento, todos ao nosso redor nos olhavam, esperando a minha resposta. Olhei para Nessie uma vez mais, seus olhos nos meus esperando ansiosa por uma resposta. Quanto mais tempo eu demorava em responder mais lágrimas desciam pela sua face dando a entender que eu diria não.

Balancei a cabeça sorrindo e a abracei como nunca antes, tão forte!

Aquela era a minha Nessie, aquela da qual esteve perdida em algum lugar apenas confusa com tudo. A Nessie da qual eu desejei ter para sempre ao meu lado. A Nessie da qual eu mataria se a magoassem, a Nessie da qual eu amava o sorriso e adorava fazer sorrir. A Nessie da qual eu sempre amei.

- Não importa o que tenha feito, Renesmee. Todas às vezes eu te perdoei, todas as palavras e insultos, todas as lágrimas que me fez derramar, todas as dores. Nada disso é maior do amor que eu sinto por você. Nada disso, nada foi maior do que a nossa amizade. Eu te perdoo, é claro que perdoo.

Renesmee chorou ainda mais ao ouvir minhas palavras. Abracei-a ainda mais forte e deixei que ela chorasse tudo o que tinha que chorar. Ficamos um tempo assim, apenas chorando.

Sequei suas lágrimas e ela sorriu.

- Obrigada – murmurou e um suspiro seguido de um soluço.

- É bom ter a minha Renesmee de volta – sorri.

- Minha Bella! – ela sorriu e me abraçou novamente.

Edward se aproximou de nós, ele sorriu para Nessie e depois para mim.

- Obrigado, filha.

- Devo te pedir desculpas também, pai – ela se levantou do lugar ao meu lado.

- Não. – Ele fez sinal com as mãos. – Você já fez tudo o que tinha que fazer, filha. É tão bom ver vocês assim juntas novamente.

Sorrimos.

- Eba! São amiguinhas de novo! – disse Alice e Rose.

- O.K. Será que depois de todo esse drama, nós já podemos comer? – Emmett perguntou chateado.

Todos riram.

- Sim, Emmett. Vamos! – anunciou Esme.

O restante da noite foi incrivelmente agradável. O jantar estava maravilhoso, acompanhado de muitas risadas.

Eu estava tão feliz, Edward estava feliz, todos estavam felizes.

Rachel aproveitou que todos estavam juntos e contou sua história. Exatamente como Edward havia me contado.

Renesmee ficou boquiaberta e abraçou a mãe depois que ela terminou de contar.

Edward estava sorridente e apoiou Rachel quando a mesma se emocionou. Ele a abraçou. Suspirei.

Edward não sabia se ficava ao meu lado ou se dava atenção à pequena que já o chamava de papai.

Ela adorava brincar com ele. Rachel estava lá também nos momentos em que Mel fazia uma gracinha e riam juntos. Por um momento Edward estava agindo como se eu não estivesse ali, como se Rachel e ele estivessem juntos, pois o abraço que dera nela agora para tirar a foto foi amoroso demais.

Eu sabia que Rachel ainda amava Edward. O jeito que ela o olhava, o jeito que ela conversava com ele e a forma de agir. Ela o amava e eu não tinha duvidas que ela faria de tudo para tê-lo de volta.

- Oh, vai com a mamãe – Edward entregou Mel para Rachel.

- Quer o papai – disse a pequena.

- Não, fica com a sua mamãe linda – ele sorriu e estava vindo em minha direção.

Mamãe linda? Eu ouvi direito?

Decidida a fazer algo que salvasse meu relacionamento eu puxei Alice e Rose para o banheiro comigo.

- Ai, o que foi, Bella? – Alice perguntou quando chegamos.

- É, e que cara é essa? Pensei que estivesse tudo certo entre você e Nessie.

- Está, por enquanto – suspirei.

- Então, o que foi?

- Sinto que estou perdendo o Edward – disse uma só vez.

- Ah, fala sério. O que foi agora?

- Ele e Rachel estão próximos demais. Acho que ele possa ter uma recaída ou algo assim.

- Ah não, Bells! Sério, você está traumatizada, amiga. Relaxa, está tudo certo agora.

- Não, Alice, não está certo. Eles estão próximos demais por causa da Melanie.

- Isso é verdade – Rose comentou.

- É, estão mesmo – Alice deu de ombro.

- Ele... ele acabou de chamar Rachel de linda – disse indignada.

- OMG! Isso é sério?

- Escutem, eu não passei pelo furacão Renesmee para chegar essa vadia e tirá-lo de mim, não mesmo. Ele é meu e não quero perde-lo. Vocês precisam me ajudar.

- Garota possessiva sai desse corpo – Rose estalou os dedos em volta de mim.

A fuzilei com os olhos e parou no mesmo momento.

- Não posso deixá-la seduzir ele, eu tenho que fazer isso. Tenho que fazê-lo me desejar cada vez mais, assim não terá olhos para ela.

- Bella, isso não é preciso, se ele realmente te ama.

- Ele me ama, eu sei, mas...

- Você não confia nele.

- Confio. Claro que confio. É nela que eu não confio.

- O.K. O que podemos fazer para te ajudar, amiga?

- Sabem aquelas aulas de sexo que vocês me prometeram? – perguntei corando.

- OMG! – Rose deu pulinhos.

- O bebê, Rose – Alice disse indignada.

Rose parou no mesmo momento e acariciou a barriga.

- Então, meninas? – perguntei.

- Ótimo. Você vai seduzir nosso maninho, essa eu quero ver.

- Ninguém vai ver nada. Só preciso de umas dicas.

- O.K. Quero você, amanhã em casa antes das 7:00 hrs da manhã.

- 7:00 hrs?- perguntei boquiaberta.

- Sim, vamos fazer compras, mudar totalmente seu look, lingeries, pintar o cabelo e...

- Ok, ok. – suspirei já me arrependendo.

- Ele vai comer na sua mão, Bella – Alice murmurou.

Assenti.

- Vamos tirar a Rachel do caminho de vocês. Mas, duvido muito que Edward troca uma gostosa que nem você por ela – Rose comentou.

- Ótimo. – respondi. – Obrigada, vocês são demais.

- Não nos agradeça ainda.

- Vamos voltar – disse saindo na frente delas e indo para sala e sorri para Edward.

Nós iríamos ter uma conversinha mais tarde, ele ia ter que me explicar que estória de linda era essa, mas só mais tarde, pois agora eu estava imaginando as cenas dos dias que viram.

I won't give up — Jason Mraz

Oh, senhor Cullen, você é meu e só meu.

Sim, sou possessiva e não, eu não jogaria meu esforço e amor todo no lixo, afinal, ninguém disse que seria fácil!

Quando olho em seus olhos

É como observar o céu de noite

Ou um belo amanhecer
Eles carregam tanta coisa
E como as estrelas antigas
Vejo que você evoluiu muito
Para estar bem aonde está
Qual a idade da sua alma?

Não desistirei de nós
Ainda que os céus fiquem violentos
Estou lhe dando todo meu amor
Ainda olho para cima

E quando precisar de seu espaço
Para navegar um pouco
Esperarei pacientemente
Para ver o que você descobrirá

Porque até as estrelas queimam
Algumas também caem sobre a terra
Temos muito a aprender
Deus sabe que somos dignos
Não, eu não desistirei

Não quero ser alguém que vai embora facilmente
Estou aqui para ficar e fazer a diferença que posso fazer
Nossas diferenças, elas fazem muito nos ensinando a usar
As ferramentas e os dons que temos, sim, há muito em jogo
E no fim, você ainda é minha amiga,
Pelo menos não tivemos a intenção
Para funcionarmos, não quebramos, não queimamos
Tivemos de aprender a ceder sem ceder à pressão do mundo
Tive que aprender o que tenho e o que não sou
E quem sou

Não desistirei de nós
Mesmo se os céus ficarem violentos
Estou te dando todo meu amor
Ainda olho para cima
Ainda olho para cima

Não desistirei de nós
Deus sabe que sou forte, ele sabe
Temos muito a aprender
Deus sabe que somos dignos

Não desistirei de nós
Mesmo que os céus fiquem violentos
Estou lhe dando todo meu amor
Ainda olho para cima

Continua...

Notas finais
N/A:
@.@
Quando não é uma coisa é outra, poxa!
Então, gostaram do capítulo?
Bella e Nessie amigas de novo! o/ demorou mais a Nessie se tocou, mas ainda tem a Rachel nessa história.
Nossa Bellinha está cada vez mais possessiva gente, estou com medo dela, huahua.
Esse capítulo é um dos mais importantes na fic, pois tem a reconciliação entre Bella e Nessie. Eu achei muito lindo e especial. Digam-me vcs o que acharam.
Twihard/ Krisbian mode on:
ahhhh, pára tudo, quem ai viu On The Road??
Mew, é muito foda, muito, muito bom ver a Kristen atuando neste filme. Ai gente, só não vou dar ataque Krisbian porque tem menor lendo minha fic, porque pqp, Kristen ta muito gostosa nesse filme, pronto falei.
ahh, não posso esquecer, não posso deixar de compartilhar com vcs.
Ganhei uma foto autografada pela Kristen! Muita linda, muita perfeita gente. Tive muita sorte.
Ok, depois do meu ataque Twihard Krisbian volta a escritora.
Obrigada pelos comentários no capítulo anterior, sério fiquei tão feliz, 20 reviews, 20 lindos reviews. Muito obg.
Comentem nesse também, por favor, ele é super importante.
Recomendem também.
Me deixem feliz com os comentários de vcs.
Até breve.
Bjos mil da LSCullen
N/B:
E ai se emocionaram muito no pedido de desculpas da Nessie??
Muito bom ver a Bella e a Renesmee sendo amigas novamentee(dancinha da vitoria modo on)
E a Bella decidida a nao desistir do Edward!!
Foram tantas emoções nesse capituloo!!!(Chorando litros aki)
Beijos ate o próximo!!