A Máfia

2 Prazer em te conhecer.


Notas iniciais
Outro capítulo para vocês, espero que gostem :)

Já era quase meia noite quando estaciono o carro em frente ao apartamento de Lia e a avisto sentada, com hobbies nos cabelos e com um roupão ridículo na cor roxa na entrada do prédio.

Mas que merda essa garota esta fazendo?- Penso antes de desligar o carro e caminhar em sua direção.

_Me diz que isso ai que você esta usando é a nova moda do momento nas baladas. – digo me aproximando dela um pouco irritada.

_Não consegui arranjar uma roupa decente! – choraminga.

Respiro fundo e tento contar até dez antes de pular no pescoço dela.

_Lia, há dez minutos você me ligou dizendo que eu estava mais atrasada do que uma noiva em dia de casamento e se caso eu não chegasse há exatos dez minutos você iria comer meus fígados no café da manhã. – digo calma. – E agora você está me dizendo QUE NÃO ESTÁ PRONTA? – me exalto em quanto gesticulo freneticamente com a mão.

_Me desculpa, mas eu estava pronta há dez minutos. – se defendeu.

_E por que não está mais?

_Me senti gorda com aquela roupa e não quero mais sair para balada nenhuma. – choraminga novamente enquanto abraça a si mesma. Suspiro cansada e me sento ao lado dela, a confortando. Estávamos as duas sentadas na escadaria do seu prédio com ela vestida igual à dona Florinda e eu vestida para matar.

_Você é incrivelmente sexy Lia, sério. E agora, nesse exato momento, eu também estou incrivelmente sexy e tudo o que eu mais quero é me sentir sexy com a minha melhor amiga dentro de uma balada cheia de homens que também são sexy. Então vamos voltar lá pra dentro e te deixar mais sexy ainda, porque eu não sei se homens gostam de uma mulher com hobbies no cabelo. – disse eu.

_Você disse muito a palavra “sexy”. E agora eu também quero ficar sexy, vem! – Lia levanta tão rápida quanto caiu nesse tipo de depressão. Pega a minha mãe e, juntas, saímos correndo em direção à porta do prédio e em seguida para seu apartamento no décimo andar.

O apartamento dela é bem charmoso e colorido. Totalmente aconchegante. Ela não é rica e nem herdeira de uma fortuna, mas é dedicada e determinada, assim como eu. E foi assim que ela conseguiu um emprego daqueles em uma grande empresa de publicidade e está ganhando uma boa quantia para se manter. Já seu quarto, era uma bagunça total. Com roupas e acessórios femininos espalhados por todos os cantos possíveis.

_Queria saber como é que você faz quando traz um cara para cá. – digo analisando a bagunça que ela havia feito, provavelmente enquanto se arrumava.

_Regra número um: nunca traga um homem para transar na sua casa. – diz enquanto tirava os hobbies da cabeça e mostrava os belos cachinhos pretos que se formaram. – Foi você que me ensinou isso.

_Sim, mas isso não é desculpa para você não arrumar o seu quarto de vez em quando. – digo enquanto me jogo em sua cama cheia de roupas. – Que roupa vai usar? E por favor, seja breve.

Lia para diante de seu guarda-roupa e coloca as duas mãos na cintura, pensativa. Como se seu guarda-roupa fosse um cubo mágico gigante. Ela fica um bom tempo assim, até que finalmente tira de lá um vestido preto.

_Nem pensar Lia! Eu já estou de vestido preto, arranje outra coisa. – digo.

Ela bufa e volta a encarar o imenso guarda-roupa. É engraçado o jeito como ela faz isso, é como se telepaticamente ela falasse com ele “vamos lá, me mostre algo esplêndido e me surpreenda!”. Depois de uma olhada aqui e outra ali ela revela uma saia jeans e uma blusa com um decote em V nas costas.

_Isso aqui é sexy o bastante para você, senhorita Baldocchi? – ela me pergunta mostrando as peças de roupas.

_Me diga você. – sorrio. – Agora ande logo, hoje briguei com meu pai e tudo que eu desejo no momento é me divertir um pouco. – digo enquanto deito mais confortável em sua cama.

_Quando você diz se divertir um pouco quer dizer beber todas e pegar todos? – fala entrando no banheiro de seu quarto começando a se trocar.

_Eu não faço isso! – protesto. – Eu bebo até me satisfazer e pego quem me agrada. E você não fica muito atrás não, dona Lia.

_Às vezes eu acho que tudo o que você precisa é se apaixonar. – diz com um tom mais baixo, como se estivesse com medo de falar. – Já pensou nisso? – pergunta colocando a cabeça para fora do banheiro e me olhando.

_Sim, mas eu não consigo... – falo frustrada.

_Não é que você não consiga você tem medo de se apaixonar. É diferente. Você só precisa se abrir um pouco mais e parar de dar o número de seu telefone errado para os caras que você conhece.

Rimos com seu comentário, ela tinha razão. Sempre conheci caras legais e bonitos, mas sempre dei um passo para trás quando o assunto era compromisso ou amor. O ato de amar para mim não me parecia algo sincero, eu não acreditava que alguém podia me amar com a mesma intensidade. Por isso me fechei e comecei a curtir a vida. Mas talvez, só talvez, Lia tenha razão. Talvez seja uma boa ideia começar um relacionamento.

_E se apaixonando você se livra de uma grande pedra em seu sapato. – olho confusa para ela, que calça um sapato alto marrom com correntinhas. – Seu pai. Apaixonada você se casa e se casando você se livra da tão tenebrosa Máfia. E pode ir curtir a vida apaixonada.

_Você disse a palavra “apaixonada” várias vezes, acho que vou ir vomitar. – disse me levantando e correndo para o banheiro. Ela dá uma risada falsa e começa a se maquiar. Volto para o quarto e me observo no espelho. Não querendo me gabar, mas... Eu estava gostosa pra caralho!

Eu usava um vestido preto de alcinha, ele era solto e reto. Mas era cheio de paetês, então talvez não seja tão simples assim. Na boca, um batom vermelho e uma maquiagem leve nos olhos, pois não queria parecer uma vadia, e os cabelos estavam presos em um coque falso, com vários fios caindo.

Olho pela janela do quarto e observo o céu repleto de estrelas. O tempo sempre foi muito favorável aqui em Palermo.

Palermo é uma comuna italiana, capital da província de Palermo e da Região Siciliana, sendo a maior cidade da ilha da Sicília, está localizada na costa norte da ilha e é a quinta mais populosa cidade italiana. As praias são maravilhosas, o mar é lindo, as casas são antigas e a maioria são feitas de pedras. É uma cidade cheia de romance e muito visitada. Meus pais escolheram ficar aqui por que foi nessa mesma cidade que a Cosa Nostra começou. Sendo assim, meu pai como um dos maiores governantes da Cosa Nostra preferiu ficar em suas raízes e comandar ela dali mesmo.

Em Palermo não há muitas casas de festas ou bares, mas a única que tem e vale a pena ir é Mostriie, uma boate. É lá que eu e minhas amigas nos aventurávamos a ir à procura de namorados e ficantes. Mas agora só sobrou Lia e eu, já que as outras acharam esses tais homens perfeitos e se casaram.

_Estou pronta, podemos ir? – Lia saiu do banheiro deslumbrante.

Os olhos marcantes deixam seus olhos mais atraentes e na boca um gloss sem cor. Os cabelos estão soltos e agora, sim, ela está vestida decentemente.

_Está linda, vamos. – ela sorri e dá pequenos pulinhos de entusiasmo. Juntas, saímos do apartamento e vamos até meu carro.

A viagem até a boate é bem divertida, Lia e eu vamos cantando e brincando uma com a outra, fazendo piadas e falando dos outros. A um quarteirão da boate, estaciono o carro e seguimos a pé.

_Mostriie parece estar lotada hoje, veja! – exclamou apontando para a entrada do local, havia um aglomerado imenso de pessoas e carros. – Ainda bem que temos passe livre. Deus é que me livre de ficar nessa fila.

Concordo mentalmente com ela, às vezes ser membro de uma família que governa praticamente a cidade toda tem suas vantagens. Andamos confiantes ate o local, chamando a atenção de todos, ultrapassamos a imensa fila com vaias e risadinhas. Vejo uma garota olhando para nós e debochando, com certeza ela não sabe quem eu sou, mas nem deveria. Olho feio para a garota e quando encontro os seguranças na porta, faço questão de avisar que ela e suas amiguinhas não estavam autorizadas a entrar. Quem é que está rindo agora, hein?

_O que deu em você? Por que fez isso? – Lia perguntou me repreendendo.

_Não fui com a cara dela. – falei e dei de ombros.

Entrego minha bolsa para um jovem que trabalha no local e ela fez o mesmo.

_Sabe, você é mais parecida com o seu pai do que eu imaginava. – comenta rindo.

Acabo fazendo o mesmo, isso, eu não podia negar.

_Sabia que você fala demais? – disse eu adentrando na boate seguida por ela.

A música que toca é do Avicci, Wake me up, e todos estão pulando e dançando como se não houvesse amanhã. Adoro essa sensação. Mas antes de me jogar na pista de dança, vou até o bar e peço duas margueritas. O barman nos serve e nos sentamos por alguns minutos, até a bebida acabar, depois Lia sai acompanhada com um cara que conheço no bar. Eu vou logo depois sozinha. Outra música eletrônica começa a tocar, vou mais para o meio da pista e começo a soltar o corpo, apenas sentindo a batida da música. Vários caras vem e vão, alguns até são bonitinhos, mas não eram o que eu queria. Mais afastado, um cara me encara, e noto que era ele quem eu queria essa noite. Ele era alto e vestia uma blusa preta com gola V e calça jeans, sua pele era clara e tinha uma barba rala. Tinha uma afeição fechada e sombria, mas então ele sorri. E senhor que sorriso lindo. Puta que pariu, ele é perfeito. Mas o que mais me chamava atenção são seus olhos. Seu jeito de me olhar. A intensidade com que ele me olha me dava medo ao mesmo tempo em que me deixa intrigada. O encaro de volta e volto para o bar, na intenção de que ele me siga e tenha sua chance. E é o que ele faz. Ele se senta ao meu lado e me encara, olho confiante para ele e sorrio.

_Posso te pagar uma bebida? – sua voz não é grossa e nem fina, é apenas o jeito que os italianos falam que deixa a coisa bem mais, hun, quente? Faço que sim com a cabeça e ele pede duas vodkas. Olha-me novamente e passa seus olhos pelo meu corpo, e que olhada. – Seu nome é?

_Valentina. – digo pegando minha bebida e dou um longo gole. – E o seu?

_Vitor. – diz.

_Belo nome. – elogio.

_Digo o mesmo do seu. – sorri maliciosamente.

Algo me diz que ele é um mafioso, e algo me diz que ele é só um cara normal e incrivelmente sexy. Espero que a segunda opção esteja certa, porque eu realmente quero dormir com esse cara essa noite.

_Não vai me chamar para dançar? – disparo, retribuindo o sorriso sujo.

_Já ia fazer isso. – disse ele se levantando. Estende sua mão para mim e eu a pego sem hesitar.

Clarity, do Zedd, começa a tocar, e céus, como eu adoro essa música. Sorrio e meu corpo todo se enche de certa eletricidade. Adoro músicas eletrônicas. Começo a balançar o corpo de um jeito que faça Vitor ficar bem mais excitado quando olhou para minhas pernas. Em algum momento da música, ele me puxou com violência para si, me fazendo bater de costas em seu peito malhado. Ele deu um bravo suspiro em minha nuca que me arrepiou ate os últimos. Sorrio maliciosamente e rebolo ate o chão, e quando subo, me viro para ele e finalmente nos beijamos.

Seu beijo é quente e feroz. Sua língua brinca com a minha e de vez em quando mordo seus lábios por puro prazer. Estávamos quase se comendo ali mesmo quando ele sussurrou algo sobre sua casa, concordei de imediato. Ele me guia até o lado de fora e vamos ate seu carro. A viagem até a casa dele não durou muito tempo e também não vou descrever os detalhes da casa dele, até porque meu objetivo aqui é outro. Quando entramos na sala, Vitor nem se dá ao luxo de acender as luzes e me puxa para si novamente e mais uma vez, começamos a nos beijar. Encosto em algo baixo, que presumo ser o sofá, e tombo para trás com Vitor caindo sobre mim. Rolamos e desabamos no chão, com ele por cima. Uma de suas mãos se deliciava em minha coxa em quanto à outra agarra o meu cabelo. Alguns minutos se passam e ele se senta, me fazendo ficar sentada em seu colo. Mordo seus lábios mais uma vez e o encaro. Seus olhos são pretos e parecem penetrar minha alma. Deus, quem é esse homem?

_Valentina, Valentina... – ele sussurra meu nome em meu ouvido me fazendo arquear as costas. E esse movimento foi o suficiente para ele atacar minha boca mais uma vez.

Ele se levanta comigo ainda em seu colo, e começa a andar. E para o bem dele é melhor que estejamos indo para seu quarto. Comigo ainda em seu colo e com sua boca na minha, ele com uma habilidade incrível, abre uma porta e depois de alguns passos, caio em uma cama macia e com lençóis de seda. Incrível.

_Primeira coisa: livre-se desse vestido ou não sobrará nada dele. – fala caminhando ate o banheiro.

Levanto-me rapidamente e retiro o vestido por baixo, tirando as alças e deixando-o deslizar lentamente pelo meu corpo, Vitor sai do banheiro sem camisa e vê a cena mordendo os lábios. Estou agora somente de calcinha e um tope, ambos pretos.

_Quer que eu tire o resto ou você dá conta do recado? – falei em um tom baixo e tentador.

Ele dá um belo sorriso e caminha lentamente até mim, estende o braço e agarra minha cintura, me puxando para ele. Laço seu pescoço e o encaro.

_Eu dou conta do recado. – sua voz sai sedenta por algo que eu sei bem o que é.

_Espero que dê mesmo. – provoco.

É em questão de segundos para eu estar em seu colo e depois em sua cama. Todos os nossos movimentos são agressivos. Vitor sobe suas mãos até o fecho de meu sutiã e com uma facilidade enorme abre o fecho. Esboço um sorrisinho entre os beijos trocados e ele também sorri. E agora sei que é minha vez, desço minhas mãos ate sua calça e desabotoo o botão e depois a estico e o zíper se abre. Com os meus pés, começo a puxar sua calça para baixo, a fim de me livrar dela, Vitor me ajuda nesse processo. Quando finalmente sua calça cai no piso do quarto, percebo o quão excitado ele e seu amiguinho estão, e pelo volume da sua Box branca, ele vai conseguir dar conta do recado.

Então só sobra duas coisas para serem tiradas: minha calcinha e sua... Agora só resta minha calcinha mesmo. Ele desce seus beijos para meu pescoço, depois para meus seios e termina em minha barriga. Ele beija e dá pequenas mordidas, me deixando com aquela sensação de estar em uma montanha-russa. Com as mãos ele retira o que o impede de me possuir, e juro que se ele não fizer isso logo, terei um orgasmo só pela tentação.

E tudo o que eu posso descrever no momento é que foi incrível. O corpo dele desaba em cima do meu e depois se deita ao meu lado, me puxando para si (tenho que lembrar que ele fez isso muitas vezes e eu gostei de todas elas). Nossas respirações estão totalmente descompensadas, devido ao bom, vocês sabem bem o que é.

_Eu não sei se eu disse isso, mas foi um grande prazer te conhecer. – Vitor falou com um pouco de falta de ar.

Sorrio com o duplo sentido.

_Também foi prazer imenso te conhecer.

Notas finais
Olá, alguém lendo? haha Gostaram?