A Máfia

8 Amor e ódio andam lado a lado


Notas iniciais
Fiquei feliz com os comentários passados e decidi postar mais cedo! Vejo vocês lá em baixo, ok? :)

_É assim que recebe sua melhor amiga, Valentina? Vai ficar ai parada sem falar nada?

Lia estava sentada no sofá com as pernas cruzadas e me olhava sorrindo. Aqueles sorrisos falsos que as pessoas dão quando na verdade elas querem arrancar a sua cabeça com as próprias mãos...

_Quanta consideração... – disse melancólica. Levantou-se e começou a caminhar até a mim. – Você não sabe o que eu passei para te ver. Primeiro tive que enfrentar o seu pai e mais uns vinte seguranças daquele lugar para saber a sua localização, depois inventei que estava com câncer e pedi umas férias para meu chefe e peguei o primeiro avião para Chicago. Aí, quando eu finalmente chego aqui, vejo um puto de um gostoso segurando uma plaquinha com o meu nome escrito nela e imediatamente me apresento e ele diz que foi enviando para me pegar. Então eu entro no carro e o inesperado aconteceu. Quer saber o final da história, Valentina?

Perguntou ela mostrando aquele sorriso do gato de Cheshire. O gatinho do país das maravilhas.

_Pois bem, — continuou ela. – O nosso carro foi atacado, pelo o que parece ser uma Máfia rival, e depois de percorrer mais de, sei lá, quase uma hora desta maneira, eu percebi que as balas que o seu motorista e segurança estavam atirando e as balas da suposta Máfia eram de borracha. Ai eu parei e analisei alguns tópicos que surgiram na minha cabeça. (A) Ou essas Máfias decidiram fazer guerra sem fazer feridos, (B) eles se esqueceram de trocar os pentes de balas de borracha pela as de balas de verdade ou, (C) minha melhor amiga, a pessoa que eu mais confio e amo no mundo todo, armou tudo isso para me afastar.

Me falta ar nesse momento. Ouvi-la falando do meu plano me fez pensar na grande merda que eu havia feito. E se algo tivesse dado errado? Como um acidente de carro e coisas assim? Ela estaria morta. E eu, me sentindo um lixo. Eu já estou me sentindo um lixo nesse exato momento.

_Lia, por favor, me escute. – comecei a falar, mas logo fui interrompida por ela aos gritos.

_Te escutar? E o que é que você tem para me falar? Droga, Valentina. Tudo o que eu queria era ter noticias de você, saber se você ao menos estava viva! Mas eu não tinha nada, nem uma pista se quer. E ai, quando eu finalmente descubro que você, está sim, viva, meu Deus, foi como ter ganhado na porcaria da loteria. Não penso duas vezes e venho correndo atrás de você e quando chego aqui, sou recebida desta maneira. E o pior, isso tudo foi planejado por você!

Eu posso levar cem socos na cara e no estomago, nada vai se comparar com a dor que sinto agora ao ouvir tudo isso. Eu sou uma cretina. Já sabia disso, mas dessa vez consegui superar todos os níveis de cretinices do mundo. Lia tem os olhos marejados e todo o seu corpo está com bolinhas e manchas vermelhas, causados pela raiva que ela sente no momento. Seu peito desce e sobe em segundos, arfando. Sua blusa que, um dia já foi branca, está toda suja de terra. Sua calça laranja está rasgada no joelho e seu cabelo está todo desgrenhado. Me corta o coração só de pensar no que ela passou para estar dessa maneira.

_Me desculpa. – sussurro enquanto tento conter as lágrimas que insistem em cair.

_Desculpar?! – diz ela e meu coração congela.

Mas é claro que ela não me perdoaria, eu jamais vou me perdoar por isso. Ela tem todo o direito de nunca mais olhar na minha cara.

_Eu estou te odiando neste momento, mas eu quero muito ouvir os seus motivos para ter elaborado um plano desses.

_Claro, eu vou te explicar tudo. – me apresso a dizer e a puxo para o escritório de Vitor.

Abro a porta e deixo-a passar, entrando logo em seguida. Ela fica parada no meio da sala e eu vou para trás da mesa de Vitor, não me sento, só quero ficar frente a frente com ela.

_Comece quando quiser. – diz ela.

Respiro fundo e tento me lembrar do motivo de ter feito tudo isso.

_Me casei com a pessoa errada e agora estou definitivamente dentro da Máfia, li suas mensagens apenas hoje de manhã e me desesperei quando soube que estava vindo para cá.

_E por quê?

_Porque as coisas são mais complicadas agora Lia, não sou mais uma adolescente saindo com as amigas. Agora eu comando uma Máfia! Qualquer pessoa que não seja desse meio, mas é um conhecido, pode se machucar e, quando digo se machucar estou me referindo a morrer. Se eles vissem você aqui, em menos de uma hora eles já iriam saber quem você é e sabe se Deus o que fariam com você apenas por maldade. Claro que eu não deixaria nada acontecer com você.

_Sempre tive seguranças de olho em mim, seu pai sempre se prontificou a me proteger, sabe disso. – rebate ela.

_Sim, mas quando uma pessoa quer Lia, ela consegue. Se você fosse vista aqui comigo e depois voltasse para Palerma como se nada tivesse acontecido seria o seu fim. Eles iriam pegar você porque você trabalha, sai com os amigos, vai a baladas e a festas. Seria muito fácil para eles te sequestrarem, mesmo com o meu pai de olho em você.

Tento explicar meu ponto de vista a ela que me olha intensamente. Um silêncio se estabelece entre nós e juro que consigo ouvir a cabeça dela pensando e analisando o que eu que acabei de dizer.

_É, talvez você possa estar certa, mas porra Valentina, você me assustou pra caramba. Troca de tiros em alta velocidade? Me senti no filme Velozes e Furiosos, só falto um Vin Diesel para me fazer companhia.

Sorrio com seu comentário.

_Eu sei, foi o que eu consegui de última hora. – digo.

_Foi um ótimo plano, uma pena eu ser uma garota superdotada e ter descoberto tudo.

Lia sorri e todo o peso que sinto parece desaparecer. Sem pensar duas vezes vou até ela e a abraço, que retribui e me aperta ainda mais. Ficamos assim por um bom tempo, posso até dizer que ambas choraram, mas não quero parecer tão sentimental assim.

_Eu sinto muito pelo o que seu pai fez. Ele foi um grande filha da puta fazendo isso com você. – sussurra ela.

_É, eu sei. Acho que nem pai eu tenho mais. – digo com um peso no coração.

Lia me aperta um pouco mais e me aconchego a ela. Acho que é a primeira vez que alguém me abraça assim desde que meu mundo caiu. E me sinto tão bem aqui com ela.

_Eu to aqui. Calma, não precisa chorar.

_Eu não estou chorando. – defendo-me me afastando e secando as lágrimas.

Lia ri.

_Claro que não, só encharcou minha blusa.

Rimos um pouco descontraídas e volto para detrás da mesa de Vitor e me sento. Lia senta na cadeira a minha frente e me lembro de perguntar como ela conseguiu chegar aqui. A mesma esboça um sorriso travesso:

_Até que não foi tão difícil. Como eu disse antes, quando o suposto tiroteio e a perseguição começaram eu fiquei bem assustada, sério, quase fiz xixi nas calças. E tinha também aqueles seus seguranças que não foram nada educados comigo, me mandando abaixar e parar de colocar a cabeça para fora do carro para tirar fotos e essas coisas, três otários. – disse fazendo uma cara de desdém.

_E por que diabos você estava colocando a cabeça para fora pra tirar fotos? – pergunto rindo.

_Ué, não é sempre que a gente fica no meio do fogo cruzado, minha querida. Além do mais, eu poderia fazer uma matéria e ficaria famosa versus rica com aquelas fotos. Mas enfim, continuando o que eu estava dizendo, eu estava lá tirando algumas fotos do carro de trás e de repente eles atiraram na câmera. Assustada, voltei a me sentar e me abaixei, e quando vi, a bala era de borracha. Foi ai que alguns fiozinhos na minha cabeça começaram a se ligar, no calor do momento eu peguei a arma de um dos seus seguranças e verifiquei o pente de balas, tudo de borracha.

_Não queria que ninguém se machucasse principalmente você. – disse eu, explicando.

_Ah, claro. Diga isso pro babaca que atirou na minha câmera. – Lia disse sarcástica. – Pois bem, depois de ver que as balas eram todas de borrachas e os confrontei e os ordenei que me trouxessem até você. E cá estou eu, suja, com fome e precisando imediatamente de um banho e de uma cama.

Lia massageia os próprios ombros e percebo o quanto ela deve estar cansada. Tanto da viagem de avião quanto da perseguição.

_Claro, vou pedir para Dominique preparar um quarto para você agora mesmo. Enquanto isso iremos saborear a primeira coisa que virmos na geladeira. – digo me levantando e estendendo a mão para ela.

Ela pega e juntas vamos direto para a cozinha, onde comemos uma torta de frango deliciosa.

_Meu Deus, nunca achei que encontraria alguém que cozinhasse tão bem quanto Edna. – diz Lia de boca cheia.

Sorrio dela e as cozinheiras da casa – duas, na verdade – agradeceram o elogio. Depois disso subimos para o segundo andar e peço para Dominique mostrar o quarto de Lia para ela. Me despeço de ambas e vou para o meu, onde tomo outro banho. Visto uma calça de flanela xadrez na cor vermelha e uma regata fina preta e saio à procura de Vitor.

Vou primeiro no escritório dele no segundo andar na casa, já que era lá onde eu estava. E acerto. Vitor estava sentado atrás de sua mesa e via alguns papéis quando entrei.

_Podemos conversar? – pergunto na porta.

Vitor, sem levantar a cabeça, pede para que eu entre.

_É sobre Lia. – começo.

Vitor continua lendo concentrado.

_Tem certeza que pode conversar agora? – pergunto me aproximando um pouco dele e esticando a cabeça para ver o que ele lia.

_Eu estou te ouvindo. – diz.

_No que está trabalhando? – pergunto indo até ele e olhando os papéis espalhados em sua mesa.

_Nada. – diz escondendo os papeis, então olha para mim. – O que tem Lia?

Afasto-me, voltando para o meio da sala e volto a olha-lo. O que ele estava escondendo, afinal?

_Estou preocupada por ela ter vindo até aqui. – digo.

_Seu pai me ligou avisando sobre ela. – diz.

_E por que não me avisou? – pergunto perplexa. – Vitor você sabia que ela não podia ser vista conosco. – esbravejo.

_Não me importei muito na hora e muito menos me lembrei disso. Quando dei por mim você já tinha tomado providências. Aliás, belo plano, é uma pena não ter dado certo.

_Você não se importa com ninguém a não ser com você mesmo, não é?

Digo tomada pela raiva. Tenho plena certeza que estou mais vermelha que um pimentão. E eu achando que ele não iria mais me tirar do sério.

_Calma Valentina, não vai acontecer nada com ela. – diz ele.

_Não vai acontecer nada com ela? E quando ela decidir voltar para Palerma? Ou melhor, quando ela decidir viver a vida dela e querer viajar o mundo por ai sem se preocupar com nada? – pergunto, ou melhor dizendo, grito para ele.

Vitor se levanta e coça a cabeça, percebo que ele se segura para não gritar comigo.

_Valentina, por favor, você está fazendo uma tempestade em copo d’água. – tenta falar calmo, mas estava claro que ele estava irritado.

_Fala pra mim o número de pessoas que morreram por ser apenas amigos da Máfia. Vamos, me diga uma pessoa que não foi assassina por isso? Diferente de você, eu me preocupo com as pessoas. Eu me preocupo com ela. E se você sabia que ela viria para cá devia ter dado um jeito dela não chegar aqui!

Eu gritei.

_E você queria que eu fizesse o que? Que derrubasse o avião? Não pode me culpar por ela ser tão insistente. Então pare, sim, de fazer pouco caso e de inventar motivos para vim brigar comigo. Você quer discutir comigo? Então brigue pelo real motivo desta tua raiva toda! – gritou ele também.

Fico um pouco paralisada com as suas palavras, elas me surpreenderam. Não sei se foi pelo tom de voz que ele usou para dizê-las ou pela verdade que elas continham. Eu estava preocupada com Lia, mas a raiva por Vitor era de outra coisa. Por ele ter me enganado, era disso que ele estava se referindo. Eu ainda não tive tempo de fazer isso, achei que seria desnecessário porque isso não iria mudar a minha situação. Mas a raiva estava sempre ali, se acumulando, se escondendo atrás da decepção e desilusão. Apenas esperando o momento certo para se revelar. E o momento foi esse.

Minha respiração está descompensada por causa da raiva e pelo choro que tento segurar. Os olhos de Vitor brilham e cenas de nós dois antes da Máfia se passam pela minha cabeça. Todos os nossos beijos, abraços e noites que passamos juntos, todas elas foram perfeitas para mim. Na adolescência eu já tinha me conformado que não viveria um amor de novelas, mas eu desejava um, mesmo odiando romances e os protagonistas lesados. Só que Vitor fez me sentir uma menininha apaixonada e aqueles dias foram de longe os melhores da minha vida. Mas foi tudo encenação, tudo mentira.

Odiava Vitor por ter mentido e por ter me enganado, mas o odiava ainda mais por não conseguir parar de amá-lo.

_Odeio você! – digo, já sentindo as lágrimas quentes escorregarem pelo meu rosto. – Odeio você!

Em um grande ataque de raiva me aproximando da mesa dele e começo a jogar tudo que vejo em cima dele. Tudo, desde papéis a pesos de papéis. Depois me aproximei das estantes e começo a jogar livros, garrafas de bebidas e troféus. Vitor se desvencilha da maioria dos objetos enquanto eu grito e xingo ao mesmo tempo. De repente Vitor consegue chegar perto de mim e agarra o meu braço enquanto eu jogo outro livro nele, ele se esquiva e me empurra até a parede com força, segurando os meus braços para cima.

_Chega! – grita ele.

_Eu odeio você! – grito de volta.

Então vem o silêncio. Nossas respirações seguem um ritmo totalmente descompensados, nossas bocas e corpos estão mais próximas do que deviam e não consigo desviar meu olhar do dele. Os olhos de Vitor traçam um caminho de meus olhos até a minha boca, que mordo nervosa. Depois ele sobe o olhar e se aproxima ainda mais, sinto seu corpo também prensar o meu contra a parede.

_Tem certeza que me odeia, Valentina?

Vitor morde o lóbulo da minha orelha direita, me causando um turbilhão de arrepios. Depois ele desce sua boca e beija meu pescoço, gemo baixo e sinto minhas pernas fraquejarem.

_Diz que me odeia.

Vitor me olha e perco todo o ar que me restava, seus cabelos estavam bagunçados e seus olhos negros brilhavam, a boca parecia servir um coquetel que a minha boca estava louca para tomar. Todo ele estava irresistível.

_E-eu – gaguejo. – odeio...

Vitor invade a minha boca com um beijo selvagem. Sua língua explora cada canto dela enquanto eu faço o mesmo com a sua. Suas mãos descem e por alguns segundos pousam em minha nuca, depois ele me pega e minhas pernas rodeiam a sua cintura. Os beijos são de longe calmos, eles são quentes, cheios de desejo e vontade. Eu precisava de Vitor tanto quanto ele, e senti-lo me tocar e me beijar desta maneira é alucinante!

Comigo sem seu colo e sem parar de me beijar, Vitor dá um passos e sou colocada em cima de sua mesa assim que ele termina de jogar no chão as coisas que estão nela. Ele fica por cima de mim e suas mãos vagueiam por todo meu corpo. Nossos movimentos, assim como os beijos, são ferozes e nossos corpos clamam por mais do que beijos e não demorou muito para que começássemos com o trabalho de tirar as roupas. O primeiro é Vitor, que tira minha blusa sem pensar duas vezes e a joga em algum lugar, depois eu arranco a sua, fazendo botões voarem por todo o canto. Ele esboça um sorriso malicioso e volta a me beijar com vontade. Depois ele desce os beijos para o meu pescoço e começa a dar leves chupões, me deixando ainda mais excitada. Ele passa as mãos em minhas costas com leveza, me fazendo arqueá-las e gemer baixo. Ele para a mão na minha cintura e passa ela por de dentro da minha calça, alcançando logo a minha bunda, as mãos vão deslizando por ali até chegar à parte de trás das minhas coxas, descendo as calças junto com elas e então eu já estou apenas de calcinha e sutiã. Vitor começa novamente a dar leves chupões, mas dessa vez ele traça uma linha da minha coxa até a minha barriga, onde ele passa a língua em volta do meu umbigo e vai me mordiscando até um dos lados da minha cintura, repetindo o movimento do outro lado. Gemo novamente e aperto os cabelos dele que sobe o olhar e dá um sorriso malicioso ao ver o meu corpo, aproxima a sua boca da minha e me beija.

Como eu precisava de Vitor dentro de mim.

_Você não sabe o quão gostosa você fica quando veste uma lingerie preta. – diz ao pé do ouvido.

Sua voz é tão sensual que eu poderia ter tido um orgasmo apenas com ele falando dessa maneira. Isso me causa outro arrepio, inclino minha cabeça para trás imersa em prazer. Ele volta a me beijar e sinto algo em meu estomago – e lá embaixo, também – arder em desejo. Suas mãos vão para as minhas costas até o fecho do sutiã e com muita habilidade ele o abre e sinto a peça de roupa escorregar do meu corpo. A minha fez de arrancar algo dele. Desço minhas mãos pela sua barriga sentindo sua musculatura definida e desejada até chegar ao fecho da calça, a desabotoo e empurro para baixo com meus pés, sentindo ainda mais o volume de trás da cueca. Com o dedo indicador eu puxou devagarzinho a parte de cima da sua box preta, sorrindo durante o ato. Ele me olha com desejo e a retira por completo. Passa a mão em minhas partes intimas e sorri ao ver o quanto estou molhada. Arfo... De desejo.

Eu o beijo e puxo com os dentes seu lábio inferior, ele geme enquanto retira a minha calcinha com as duas mãos. Em um movimento delicado ele me penetra, levanta a minha perna e a envolve em torno da própria cintura, gemo de prazer e ele também. Ele continua o movimento de vaivém, mais depressa, implacável, num ritmo incessante, e eu acompanho, respondendo aos seus estímulos. Vitor pega a minha cabeça nas mãos e me beija com força e dessa vez é ele quem puxa com os dentes meu lábio inferior. Ele se agita e sinto algo crescendo dentro de mim, meu corpo estremece, arqueia.

_Peça por mais.

A voz de Vitor é quase inaudível. É como um surrurro, um gemido. Mas o tom autoritário está lá, porém eu não me importo nem um pouco com isso, na verdade isso só serve para me estimular ainda mais. Sem pensar duas vezes eu peço.

Minha voz sai falha e cheia de desejo e vontade. Vitor acelera o ritmo e não demora muito para chegarmos ao clímax.

Isso foi incrível.

Abro os olhos, e ele está com a testa colada a minha, olhos fechados e com a respiração ofegante. Vitor abre os olhos e me encara com uma expressão sombria, mas meiga. Beija-me lentamente e sai de dentro de mim. Continua a me beijar, um beijo calmo e delicioso.

Estou esgotada e sem forças, fazer sexo em cima de uma mesa não é confortável. Erótico sim, confortável não!

Vitor para de beijar bem devagar, me trazendo aquela sensação de romance. Suspiro cansada e ele passa os dedos com delicadeza em meu rosto, contornando a minha boca por último.

_Vou te levar para a cama, ok? – diz em italiano.

Derreto-me por inteira ao ouvi-lo falar em italiano. Minhas pálpebras ficam pesadas e vou fechando elas lentamente. Não sou de ficar assim, tão cansada, após um ato sexual desses. Mas vamos levar em consideração tudo que eu fiz hoje. Vitor sai de cima de mim e ouço alguns barulhos, ele deve estar vestindo a calça. Depois sinto algo me cobrindo e ele me pega no colo, seu corpo está quente e me aninho a ele, sem me importar com nada. Momentos depois sou colocada na cama e Vitor segue para o banheiro. A blusa dele irá me servir como pijama esta noite, pois é o que encontro do meu lado, visto ela com tamanha preguiça e desabo novamente na cama. A porta do banheiro se abre e a luz do cômodo é apagada, fazendo o quarto ficar mais uma vez imerso na escuridão. Vitor se deita ao meu lado e instantaneamente me viro e jogo meus braços em cima de seu abdômen, me aconchegando ali, ele também me rodeia e sussurra algo que não consigo ouvir, pois caio em um sono profundo sem sonhos ou pesadelos.

Notas finais
AI MEU DEUS!!! GOSTARAM? ODIARAM? Comente com as opiniões, dúvidas e elogios de vocês, adoro ler eles e isso me incentiva muito. O que acharam da chegada da Lia? E desse pega no escritório do Vitor? Esses dois não se resolvem, mas é como dizem: amor e ódio andam lado a lado. Ah, é a primeira vez que escrevo uma cena hot e não sei se me sai muito bem, então agradeceria muito se vocês deixassem um comentário falando o que acharam. E eu sei que o capítulo está um pouco menor comparado aos outros, mas é que se eu continuasse ele iria ficar GIGANTE, sendo assim, achei melhor terminar dessa maneira. Bom é isso, aguardo vocês nos comentários :)