A Morte Está Próxima.
3 Reunião.
Notas iniciais
Enfim, espero que gostem desse capítulo, boa leitura.
Capítulo 3 — Reunião.
Quando percebi, estava em um tipo de tribunal, onde eu via apenas uma sombra ali, rindo de nós. Provavelmente ele era a causa de todo o sofrimento e de toda a agonia que todos que estavam ali sentiam. Era ele o meu maior inimigo naquela mansão.
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Aquela sombra olhava para todos nós, alguns o encaravam. Esse era o caso do Humano Número cinco, e outros ficavam com a cabeça abaixada, com um pouco de medo, como a H10.
- Hora de começar a reunião! — Aquela sombra disse, enquanto ela ria animadamente. — Iremos nos encontrar aqui sempre que alguém morre. Se acostumem com os seus lugares, humanos.
- Humanos? — O menino que estava na cadeira do Humano Número quatro perguntou, obviamente, ele era o Número quatro. — Como assim...? Se nós somos humanos, você é o que?
- Apenas alguém procurando um hobbie. — Aquela sombra respondeu, suspirando, demonstrando que estava entediado com a conversa. — E tem mais... Qual é a graça de eu ser um Deus, se eu não demonstrar isso para as pessoas inferiores?
- Com você sendo ou não um '' Deus '', brincar com os sentimentos e a vida dos outros, é legal para você? — H7 disse, ela parecia estar séria.
- Sim! — A sombra respondeu, enquanto voltava a soltar uma enorme risada maligna, era irritante, ainda mais pelo eco que fazia.
- Sua voz é irritante, que droga... — A menina que estava sentada na cadeira número oito disse. Ela era a H8 então.
- Fique tranqüila H8, em breve você morrerá e não ouvirá mais a minha voz e nem a de mais ninguém. — A sombra respondeu friamente.
De repente, das cadeiras saíram correntes, que acorrentaram a todos, inclusive eu. A sombra desceu de onde estava, revelando-se. Ele era magro, dava para ver que era homem, mas seu rosto estava sendo coberto por uma máscara, que era de uma caveira.
- O que é isso?! — Perguntei, estava ficando desesperado, como todos os outros.
- Irei provar que meu poder é pura verdade, quero ver o desespero de todos. — Novamente, ele começou a rir. Minha única vontade agora era de matá-lo, mas eu estava acorrentado e não podia fazer nada, estava sendo feito como uma pessoa inferior. E era exatamente isso que ele queria, fazer com que nos sentíssemos humilhados. — Vocês são apenas peças do meu jogo.
- Está errado! — Número dois gritou do seu lugar, logo pensei que ele iria acabar morrendo ali. — Seus pensamentos são egoístas, ridículos e fúteis. Seja lá quem você for, eu discordo de você e seus pensamentos, e sobre isso, eu nunca mudarei de opinião. — O olhar do Número dois era sério, ele realmente estava querendo vencer? Era quase impossível, mas... Ninguém podia desistir.
- É... — O homem começou a bater palma, calmamente. Senti raiva na hora. — Eu gosto dos seus pensamentos, Humano Número dois e esses seus pensamentos acabaram de me dar a idéia de um jogo, apenas para nos conhecermos melhor. Um a um irá falar o motivo de eu estar errado e o motivo para achar que vocês são vivos. O motivo mais '' sem graça '' ou o mais sem razão, perde. E o humano desse motivo, irá morrer sozinho na escuridão. Os outros irão sobreviver. O que me dizem? Aceitam o desafio para esse meu jogo? — O homem que se nomeava '' Deus '' estava animado, podia ver isso. — Vocês deviam se sentir honrados por serem desafiados por mim.
Passou-se cinco segundos, até nós falarmos a resposta.
- Aceitamos o seu desafio! — Todos falaram juntos, eu também.
- Perfeito! — '' Deus '' disse. — Tudo acontecerá em ordens de números, primeiro o Humano número um, depois o número dois, depois o número três e assim vai indo. Primeiro, você, Humano número um.
Humano número um tinha cerca de dezesseis anos, ele parecia ser uma pessoa calma e animada.
- Eu discordo de você pelo fato de não pensar nos outros e apenas em você! Sei que tenho uma vida de verdade porque alguém só cria algo que você quer vivo e não que você queira matar. — Humano número um disse.
- Se sabe que tem uma vida de verdade, prove. — Deus respondeu.
Humano número um não respondeu.
- Mas tudo bem, continuando... É a sua vez, Humano número dois! — Então era a vez do Número dois, torcia por ele.
- Meu motivo é bem simples. No começo desse '' jogo '', você disse que tinha nos criados, porem apenas os quatorze humanos estavam acordados . — Número dois sorriu.
- Como assim? — Deus perguntou.
- Você nos criou, mas nem isso você entendeu? Sabe que tenho mais de uma personalidade, ou seja, mais de uma pessoa também! Não somos apenas quatorze. E o motivo por eu discordar de você é por te achar um inútil. — Número dois terminou de falar, Deus sorriu.
- Gostei de você, não tenho respostas. Agora, é a sua vez, Humano número três! — E finalmente era a minha vez.
Eu tinha vários motivos, mas qual era a escolha certa para se falar?
- Discordo de você porque você não sabe de nada sobre nós, o que estamos passando, as nossas escolhas. E se tivesse nos criado, não estaria querendo saber as nossas opiniões. — Encerrei meus motivos ali.
- Claro que tenho motivos para saber, quero me divertir, afinal, vocês também podem ter pensamentos livres de vez em quando. Agora, é a hora do Humano Número quatro dizer os seus motivos. — '' Deus '' disse.
- Discordo de você, pelo simples fato de já se achar superior a alguém. Neste Mundo, ninguém é superior a ninguém, por mais que você tente, nunca poderá ser um Deus de verdade. Aposto que perdemos a memória e está tentando nos confundir com todo esse seu jogo. – Número quatro disse e ‘’ Deus ‘’ começou a rir.
- Em breve irei te mostrar o poder de um Deus. Tudo bem para você? – ‘’ Deus ‘’ disse e Número quatro afirmou com a cabeça. – Sua vez, Humano Número cinco!
- Estou adorando ficar aqui, é ótimo levar sustos e viver a vida ao limite, sabendo que posso ser o último ou o próximo a morrer, da aquela vontade de viver. E mesmo que eu não tenha vida, eu já encontrei a minha aqui. – Número cinco disse, era óbvio que ele estava jogando indireta para a H7, ele estava querendo que ‘’ Deus ‘’ a matasse?! – Mas discordo de você, seu plano não tem um objetivo, morte só trás mais sede de morte e mais sangue, acho que não é isso que você quer.
- Errado, eu quero isso sim! Porque eu fico entediado aqui... – ‘’ Deus ‘’ disse. – Humano Número seis, é a sua vez.
- Meus motivos são curtos. Você não tem amigos e quer descontar nos que tem, sei que tenho uma vida, mas ainda não posso provar. – Número seis terminou de falar.
- Só isso...? Certo, certo. Agora, H7 é a sua vez. Mostre-me a sua vontade própria.
- Certo... – H7 disse. – Se não tivéssemos vida, não pensaríamos tão bem a ponto de até te deixar sem resposta. Discordo de você porque você tenta ser a pessoa perfeita entre todas, mas não passa de alguém que só pensa em si mesmo. Se acha que acredito que você foi responsável pela morte, da H13, está errado! Sei que foi alguém que estava próximo a ela!
Seria possível isso...? Se fosse... Ou teria sido o Número dois ou H10. Mas... Por que não me mataram? Se for o Número dois, ele poderia ter matado H10 e eu, mas a H10 não, pois o Número dois com certeza é mais forte e esperto que ela.
- Esses seus motivos fazem pouco de sentido, mas valeu à tentativa... – A voz de ‘’ Deus ‘’ soou meio irônica. – H8, sua vez!
- Sei que estou viva. Se eu não estivesse, não teria sentimento algum. E só nisso, você perdeu o pouco de razão que tinha, por isso não concordo com você. – H8 disse. Ela parecia uma menina comum, como ela não estava intimidada com tudo? Não sou machista, mas... Todos dali tinham algo de estranho.
- Entendo... Um curto pensamento. H9, sua vez! – E o jogo continuou.
H9 era alguém comum, um pouco baixa, devia ter cerca de quinze anos.
- Sei que estou viva, pois tudo que vejo nas pessoas me é familiar. É como se as conhecesse há muito tempo. E meu motivo para discordar de você é que você acha que o individualismo vai te levar a algum lugar, enquanto você não conhecer a dor, só vai continuar machucando as pessoas! – É uma boa maneira de pensar, em minha opinião, mas aí tem muito heroísmo.
- Entendo... Certo, agora é a vez da H10!- ‘’ Deus ‘’ disse. H10 era a mais nervosa de todas para falar, mas ela foi se acalmando para falar.
- Bom... Discordo de você! Você tenta ser superior a todos, mas... Não passa de uma pessoa que nunca teve amor das outras pessoas! Eu anuncio para você: Irei vencer esse jogo! Comigo tendo vida ou não, meu destino é te vencer. — H10 sorriu, fiquei impressionado na hora.
- Entendo... Um desafio, em um desafio. — '' Deus '' começou a rir. — Interessante. H11, é a sua vez!
- Bom... — H11 começou a falar. Ela era loira, alta, parecia ter 18 anos. — Até aqui, eu estive sozinha, se sobrevivi até aqui, tenho algum motivo para isso, que pode ser voltar a minha vida, ou seja, eu tenho uma vida, mas você está tentando roubar, não só a minha, mas também como a de todos. Discordo de você por este fato sendo o principal, você não tem vida e quer tirar dos que tem. Você não passa de uma criança!
- Entendo, mas que madura. — A voz de '' Deus '' soou ironicamente, ele riu de leve. — Certo, vamos continuar... H12, é a sua vez, o jogo só termina quando um morre.
- Sei que estou viva, sinto o cheiro de várias coisas que são reais. E você não pode misturar uma falsidade com uma realidade, seria '' suicídio '', digamos assim. Você não entende os outros, se achando que matando-os vai entender, está errado. Você é uma farsa! — H12 terminou de falar, sorri. Parecia que '' Deus '' estava sendo humilhado por todos.
- Nossa, essa doeu. — '' Deus '' começou a rir ironicamente novamente. Um '' Deus '' irônico, quem diria? — E por ultimo... Humano número catorze.
- Eu... — Humano Número catorze começou a falar, ele estava nervoso e soando. — Eu quero... Te matar! — O olhar dele ficou meio psicopata, me assustei um pouco. — Você me trancou aqui para conhecer um bando de pessoas que acreditam que o bem é o certo! Eu... Quero te matar!
- Interessante. — '' Deus '' começou a rir. — Então vamos fazer um trato, certo? Te darei este poder, isto ainda irá provar que sou um Deus, esse poder vai para seu punho se você acertar em mim um soco eu irei morrer. Mas se errar, perde esse poder. Feito?
- Feito! — Humano número catorze sorriu. Que idéia idiota era aquela?
- Certo. — '' Deus '' sorriu, a mão direita do Humano número catorze começou a brilhar. — Boa sorte! — Todas as correntes se soltaram, mas por que ele libertou todos?
Sem pensar duas vezes, Humano número catorze foi em direção a '' Deus '', se ele acertasse, estaríamos realmente salvos? Número catorze se aproximou de '' Deus '', ele tentou desviar, mas não conseguiu e uma explosão aconteceu, abrindo uma enorme fumaça. Ninguém via nada, nem mesmo eu.
- Humano Número catorze, conseguiu? — Ouvi a voz do Humano Número quatro, era ele que tinha falado.
- Como... — Número catorze começou a falar, a fumaça abaixou e '' Deus '' estava de pé, e Humano número seis estava na frente dele, explodido, só a cabeça dele restava. Ele havia sido morto pelo Humano Número catorze... A mão direita dele voltou ao normal, ele caiu no chão.
- E com isso, eu confirmo ser um Deus! — Deus falou, ele começava a rir. — O Humano Número seis teve a pior resposta, digno de morte! Agora, acho que está na hora de eu partir, vocês serão separados em novas duplas, onde terão que se salvar neste jogo, vejo vocês em breve, na próxima reunião, minhas peças de diversão! — De repente, Deus desapareceu, um vento veio em minha direção e eu não consegui enxergar mais nada, senti como se o vento estivesse me levando, não sentia a minha força.
Quando vi, estava no chão. Me levantei, sentia uma leve dor, olhei para meu lado e vi a H9. Ela estava desmaiada, provavelmente eu também estava, até acordar antes dela.
Olhei ao meu redor, tinha vários eletrodomésticos antigos, quebrados e velhos. Caixas de ferramentas, várias construções caseiras. Era um cômodo abandonado pelo jeito, estava tudo empoeirado.
Comecei a andar, vendo se achava algo, eu mancava um pouco, talvez tenham me machucado antes de eu desmaiar.
Já haviam dois mortos, H13 e Humano número seis. Restavam doze pessoas, olhei no meu bolso, as pedras que tinha nele não estavam mais lá, era interessante saber isso. De repente, todo aquele jogo fazia mais sentido.
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Notas finais
Um escritor tem que se contatar com os leitores, né? xD
Vejo vocês no próximo capítulo, até!
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