Notas iniciais
Yoo! Peço desculpas por ter sumido, acho que voltei, o capítulo ficou curto e não tão bom, mas pouco a pouco volto a me adaptar com a fanfic do jeito que estava, ok?
Estou muito feliz por não ter cancelado essa fanfic, que amo muito escrever e é só isso, me desculpem e espero que gostem do capítulo, boa leitura!

Capítulo 4 — Contagem.

H9 POV.

Meus olhos estavam embaçados, sentia dor. Vi um jovem me olhando, enquanto jogava uma pedra para cima, como se esperasse algo. Eu o reconheci um pouco depois, era o Humano número três. Mais uma vez, não acordei deste terrível pesadelo...

- O que houve? Como vim parar aqui? — Perguntei, tentando me levantar.

- Acalme-se, fique deitada por enquanto. — Ele me deitou novamente, enquanto voltava a falar. — Eu também não sei, nem como eu parei aqui, só sei que só restam 12... — Olhei para ele, via seu olhar um pouco preocupado, mas não sabia com o que ele estava se preocupando.

- Está com medo? — Sorri de leve, segurando a mão dele, mas ele se soltou. — Não precisa disso, tudo na vida tem um motivo de acontecer.

- Não, apenas são os fatos que estão acontecendo... Eu não consigo raciocinar um com o outro e juntar as peças do quebra-cabeça e isto é realmente irritante... Estou perdendo. — Ele se levantou do chão, se espreguiçando. — Tenho que sair daqui e não vou te deixar sozinha aqui para morrer, então, descanse por mais uns dois minutos para se recuperar e vamos sair daqui.

- Certo. — Respondi para ele, ele parecia mais satisfeito.

Tudo que estava acontecendo, as pessoas ao meu redor, os fatos... Me dão a ideia de lembranças. Qual era o real motivo de tudo que estava ocorrendo? Nunca fui muito boa em relacionar os fatos, não podia fazer nada e em uma situação como aquelas, eu tentava manter a calma, mas era difícil de esconder.

Levantei-me do chão, estava com dor nas costas.

- Por onde vamos? — Perguntei.

- Procurar por alguém, quanto menos pessoas tivermos, pior será, não acha? — Ele respondeu, de maneira que realmente estava certo.

- Sim. Mas é estranho, por que ele está demorando para nos matar se pode fazer isso de maneira tão rápida? Vimos do que ele é capaz... — Logo veio na minha mente a morte do Humano número seis, senti dor de cabeça, talvez comigo pensando em tudo aquilo, eu ficaria ainda mais nervosa.

- Porque ele quer saber como iremos reagir a cada morte, se entraremos em desespero, se tentaremos sobreviver, se ficaremos calmo e assim vai indo... Pelo menos é o que eu penso. — Ele me disse, enquanto saía do lugar onde estávamos, não parei para observar nem como era o lugar, sou bastante distraída...

Humano Número três POV.

Por que não caí com outra pessoa? Acho que seria mais fácil para eu avançar e descobrir mais sobre tudo e achar meus '' amigos ''. Poderia achar isso mesmo?

Soltei um leve riso baixo, para a H9 não ouvir, era ridículo eu considerar pessoas que não me salvariam se pudesse me salvar.

- Ei, você é sempre tão quieto? — Novamente ela voltava a me fazer perguntas, enquanto observava a minha face, como ela não percebia que eu não agüentava mais ela?

- Sim, gosto de manter meus pensamentos em foco... Não existe nada melhor do que pensar para se distrair. — Continuava andando, com calma, o local em que estávamos era estranho ainda, nunca tinha visto. — Ei, venha, vamos ali. — Apontei para uma porta vermelha, ela estava um pouco arrombada.

- Certo. — Ela ficou ao meu lado e chutei a porta, entrando na frente, vendo se não tinha nada. Tudo estava limpo, não havia ninguém ali, apenas algumas fotos, comecei a ver algumas delas.

Em uma delas, tinha vários adolescentes, pareciam uma sala de escola, todos estavam animados, as meninas estavam mais para o lado direito conversando, enquanto no outro lado, estavam mais os meninos, que pareciam ser mais normais e no meio alguns professores com alguns alunos que provavelmente eram os chamados inteligentes.

- Ei, o que é isso...? — H9 me perguntou, enquanto via a foto.

- Uma foto de uma turma de uma sala qualquer de alguma escola. — Ela pegou a foto da minha mão e apontou para um menino que estava cercado de amigos.

- Esse não é... O humano número seis? — O menino da foto era idêntico ao número seis, a foto tinha um pequeno rasgão na ponta.

- Sim... Procure por mais fotos, rápido! Isto pode ser uma pista, estamos vivos, temos vida! — Uma lágrima escorreu dos meus olhos. — Vamos H9!

- Certo! — H9 sorriu e começamos a vasculhar a sala toda.

Mais algumas fotos, a maioria das fotos estavam rasgadas, não conseguia descobrir as pessoas das fotos, até que a porta se fechou sozinha.

- O que foi isso? — Perguntei, corri até H9 e a segurei pela mão. — Fique atrás de mim...

- Não precisa se preocupar comigo... — Ela tentou se soltar, mas a segurei.

- Não vou deixar que nada aconteça com você, você é a minha dupla nesta rodada e só mudará quando alguém morrer, não será um de nós. — Eu respondi.

- Então você também se preocupa comigo, obrigada. — H9 cochichava para mim, logo olhei pela pequena janela que o quarto possuía, vi uma pessoa saindo do corredor em que estávamos, então não chegou a ser ninguém, mas foi uma pessoa.

- Alguém fez isso... Será que foi um de nós doze? — Perguntei, comecei a pensar. Por que eu não conseguia juntar as peças desse quebra-cabeças?

- Não acha melhor ficarmos escondidos? — H9 me perguntou, minha resposta foi óbvia.

- Claro que não, isso pode ser ainda pior. — Ela fez um olhar triste.

- Entendo, tudo bem. Vamos. — Ela terminou de falar e abri a porta com cuidado, olhei aos corredores, não vi ninguém.

- Não sei quem esteve aqui e fechou a porta, mas esta pessoa já foi... — Falei baixo.

- Entendo, isso é bom. — H9 respondeu, dei um passo a frente, mas me arrependi, vi uma rachadura, a rachadura era grande, o piso estava leve, o chão foi quebrado e comecei a cair, logo caí em outra sala, que não estava fechada.

- Número três...? — Ouvi H9 falando de cima, olhei para cima, o piso havia se fechado.

- Droga! Eu estou indo aí, cuidado, tem várias armadilhas pelo caminho, o piso se fechou novamente! — Eu gritei.

- Certo... -Ela respondeu, com a voz baixa e demonstrando o medo.

Agora era hora de pensar: Eu iria até ela ou ficaria sozinho? Era melhor para mim ficar sozinho, mas se eu deixasse ela sozinha, ela poderia morrer e não quero que ninguém morra por minha culpa, teria que ir ajudá-la.

Apesar das armadilhas repetitivas desta casa, é impossível não cair, a pessoa está tão desesperada que não sabe o que está fazendo, o que deve fazer, como vai sair dali, o que já fez para tentar, etc.

- Ei, está bem? — Ouvi a voz doce de uma menina. Quando olhei para quem era, era uma pessoa que eu não esperava. H8.

- O que faz aqui? — Me afastei um pouco, ela era uma pessoa estranha.

- Só estou perdida... Você também? — Ela se aproximou de mim.

- Não, estou bem. Agora tenho que continuar. — Segui em frente, ignorando-a, mas ela me segurou.

- O que está acontecendo? Você está estranho comigo, você nunca foi assim. — Ela me olhava com um olhar como se estivesse preocupada comigo, eu não conseguia entender o que estava acontecendo.

- Nunca falei... Com você. Agora, tenho que ir. — Novamente, ela me segurou, agora com mais força.

- Você não se lembra de mim...? — Ela tirou do bolso da calça uma faca. — Um de nós sobreviventes é um assassino, essa pessoa só pode ser você... Irei te impedir! Achei que lembraria de mim...

- Você vai me matar? — Segurei-a e a empurrei para trás, ela jogou a faca em que ela tinha em minha direção, a faca acertou meu braço e deu um corte leve, para a minha sorte. Peguei a faca do chão e guardei. — Você não tem chances contra mim.

- Eu descobri toda a verdade... Sobre a nossa verdadeira vida e você matou o meu namorado de quando eu tinha uma vida! Você foi um psicopata, um assassino!

- Eu não fui isso.

Tentei falar com calma, mas, aquilo realmente ficou confuso. Ela também viu parte da vida e viu logo a minha? Eu tinha algo haver com ela e realmente era um assassino...?

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Notas finais
Reviews? Espero que tenham gostado,digam se gostaram ou não pelos reviews, deem critícas, ideias, etc, saudades de conversar com vocês KKK.
É só isso mesmo, vejo vocês no próximo capítulo, até!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.