A Morte Das Areias do Saara

54 Operação de resgate


Notas iniciais
olá! bem vindos à mais um capítulo! espero q gostem ♥

Você está falando comigo, mas eu não o ouço. Estou na sua presença, mas sou ignorante de mim mesmo.

Então ele me colocou em sua boca e me levou para sua morada, seu lugar de felicidade, e me deixou intocado, eu não estava ferido, nada me fora tirado. Ele abriu a boca para mim enquanto eu estava de barriga na presença dele.

Então ele me disse: "Quem te trouxe, quem te trouxe, plebeu? Quem te trouxe a esta ilha no mar cujos lados estão na água?"

~ Fragmento de “O conto do marinheiro naufragado”

Anput respirou fundo e aquele último portão pelo qual tinham que passar começou a lhe parecer cada vez mais ameaçador. Quando Anúbis ameaçou continuar a andar para cruzar o portão que faltava, ela lhe segurou o pulso impedindo que continuasse. Não muito surpreendentemente, aquilo foi o suficiente para fazer ele virar-se para ela.

— Tudo bem? — perguntou ele ao notar a preocupação no olhar dela.

— Isso é lá pergunta que se faça? — disse Anput — Acha mesmo que está tudo bem entrar assim no reino de Ereshkigal para provavelmente enfrentar ela estando com menos poder do que quando chegamos na entrada da caverna?

— Admito que é uma quantidade que faz falta mas… está sentindo tanta diferença assim? — perguntou ele mostrando uma expressão difícil de ser lida que misturada a curiosidade, a preocupação e o questionamento enquanto inclinava um pouco a cabeça — Quer voltar e trazer Hórus pra cá também? Mesmo tirando poderes a cada portão, certeza que nós três temos juntos teríamos mais que Ereshkigal.

— E deixar Imhotep aqui sozinho por mais tempo? — questionou Anput — Num submundo ainda por cima! O pior lugar para se deixar um humano ainda vivo por muito tempo. Sem falar que não me agrada a ideia de falar para Hórus que deixamos Imhotep ser sequestrado.

— Pensei exatamente o mesmo. — disse Anúbis soltando um pesado suspiro — Quanto menos tempo deixarmos Imhotep aqui, melhor. Sem falar que se Hórus souber disso vai ficar nos incomodando por no mínimo uns 150 anos.

— E se- — começou Anput a dizer até sua fala ser bruscamente interrompida.

A interrupção que chegou até a fala de Anput foi um grito que foi tão alto que os dois não duvidavam nada que tivesse chegado até a entrada da caverna. O fato de ser um grito de um homem deixou Anput e Anúbis ainda mais preocupados. Uma preocupação que chegou ao ponto de ignorar o detalhe de que podia ser qualquer um o dono daquele grito, não necessariamente Imhotep. Afinal, ali era o mundo dos mortos, o Kur, e almas sofrendo era o que mais havia ali.

Sentindo o desespero crescer, os dois cruzaram o último portão que restava e entraram no kur. Cada passo apressado da corrida que eles davam levantava a areia cinzenta que dominava o chão de tão tenebroso lugar. Felizmente, eles não encontraram nenhum dos seres que horas antes voavam e os encaravam das sombras quando entraram ali com Ereshkigal. Com certeza seria útil poder simplesmente sumir e reaparecer onde queriam, mas ali era o Kur, era o reino de Ereshkigal, e tais coisas não pareciam funcionar direito ali. Justamente por isso que Anúbis demorou tanto à perceber que Imhotep estava ali. Todavia, como agora podia sentir onde ele estava, não foi tão difícil assim seguir não só a sensação como também o som do grito, pois os dois vinham do mesmo lugar.

Apesar da intensidade do grito que ouviram, Anúbis e Anput tiveram que entrar profundamente no Kur. Não demorou muito para eles notarem que provavelmente estavam numa área que não era muito frequentada pois, por mais deprimente que o Kur fosse, em sua entrada e perto dela era fácil ver palácios, cômodos, estalactites e estalagmites e objetos largados pelo caminho. Mas aquela parte da qual eles se aproximavam tinha cada vez mais nada. Literalmente nada. Apenas a areia cinzenta, o chão e as paredes de pedra e eventualmente um penhasco que descia para a escuridão absoluta.

Dentre todas as coisas que Anúbis e Anput esperavam encontrar na origem dos gritos, uma delas certamente não era Ereshkigal segurando brutalmente pelo queixo um homem que, estranhamente para os padrões sumérios, mal tinha barba. Os cabelos, igualmente estranhamente loiros, eram ondulados e grudavam levemente no sangue divino que saía de sua bochecha arranhada pelas unhas longas e ameaçadoras de Ereshkigal. O lado bom, ao menos, era que isso era uma prova de que os gritos não vinham de Imhotep.

Ao lado de uma extremamente raivosa Ereshkigal, estava um menino de aparentemente 10 anos cujos cabelos castanhos lhe caíam pelas costas dando-lhe quase uma aparência de menina. Ali também montando o conjunto da estranha cena, estava uma estranha rachadura nas rochas que formavam a parede. A rachadura não era nem grande o suficiente para enfiar o braço nela, mas era grande o suficiente para deixar escapar uma ruídos, sombras e luzes causadas pelo fogo.

— COMO OUSA?! — esbravejava Ereshkigal em sumério para o homem que estava sob seu poder — TRAIR-ME… TRAIR-NOS DESSE JEITO?!

Ereshkigal estava tão concentrada em esbravejar sua raiva, que nem notou quando os dois egípcios se aproximaram. O primeiro a notar foi o garoto que estava ao seu lado que se virou ao ouvir os passos apressados de Anúbis e Anput.

— Mãe… — disse a criança atraindo a atenção de Ereshkigal — Eles vieram, assim como você disse.

Ereshkigal virou lentamente o rosto quando viu os dois se aproximando e então jogou no chão o homem que ameaçava. O homem resmungou algo que podia até nem ter significado algum, podia ser meramente uma reação de sua dor e humilhação, mas Ereshkigal achou por direito chutar a cabeça dele e apoiar o pé direito sobre ela.

— E não ouse fugir. — enfatizou ela para o homem — Os dois devem querer resolver coisas com você.

— “Os dois”... diz… a gente? — perguntou Anput com hostilidade na voz — Quem é esse homem? E onde está Imhotep?

Nem foi necessário responder a segunda pergunta pois, ao som da voz da deusa, um grito abafado, como se a pessoa estivesse amordaçada, foi ouvido vindo de dentro da estranha rachadura. Era fácil deduzir então o óbvio, era ali que estava Imhotep. Outro som que muito disse sobre a situação foi ouvir que alguém dentro da rachadura havia o golpeado fazendo com que se calasse.

— Ou melhor… o que ele está fazendo aqui? — perguntou Anúbis também com voz de poucos amigos.

Já passando por cima de quaisquer questionamentos, Anput estendeu a mão e invocou um feitiço de abertura de portas e selos. Contudo, talvez até dentro do esperado, nada aconteceu. A única coisa fora do comum foi que por um breve segundo uma luz azulada emanou das bordas da rachadura.

— Não vão conseguir abrir… — disse Ereshkigal soltando um pesado e irritado suspiro.

— Temos que passar por cima de você primeiro ou algo assim? — perguntou Anúbis.

— Oh não vão jogando a culpa em mim. Estou tão irada e surpresa quanto vocês. Nunca que eu faria isso quando sim, assim como disse, um conflito não é algo que nenhum de nós dois quer no momento. Isso e mais esse bosta pode responder melhor. — disse Ereshkigal com desprezo para o homem que estava literalmente sob seus pés — Esse bando de bosta talvez não conheçam ainda. É Enmesarra. Ele teoricamente é um deus que dita as regras do submundo. Mas os humanos cuja fé fizeram ele existir foram poucos. Não passa de um deus menor e inútil que não consegue exercer seu propósito pois não estou nem um pouco disposta a dividir o que é meu!

— E? — perguntou Anúbis não vendo o que podia lhes interessar na informação que havia sido fornecida.

— Ninazu estava passando por aqui brincando por aí… — disse Ereshkigal olhando rapidamente para o menino de 10 anos que era seu filho — Quando notou algo estranho acontecendo aqui com essa rachadura e com Enmesarra do lado de fora falando com quem estava dentro. Bem havia notado que haviam entrado no meu reino sem minha permissão. Era justamente isso que eu estava tentando descobrir. No geral eu consigo detectar facilmente mas, pra eu não ter conseguido perceber imediatamente, tudo indica que uma das pessoas que está aí dentro é Nergal. Além de ele ser a única coisa que justifica eu não conseguir abrir essa rachadura mais do que isso.

— Nergal? — repetiu Anput — Aquele que estava lutando contra Ninurta na festa?

— Esse mesmo. Dois idiotas movidos pelo pinto. Assim como boa parte dos homens. — afirmou Ereshkigal se virando para a fissura na parede — Ande! Pare de ficar quieto aí Nergal! Explique que bosta passou por essa sua cabeça para sequestrar Imhotep?

— Poxa Eresh… queria ver quanto tempo iam ficar suspeitando de você… — disse uma voz lenta e levemente arrepiante de dentro da rachadura, provavelmente Nergal.

— Não me chame assim. — rebateu Ereshkigal com uma frieza de sentir-se até nos ossos.

Já não aguentando muito a falta de resolução da conversa mas notando que Ereshkigal não parecia, até o momento ao menos, responsável pelo sequestro de Imhotep, Anúbis passou pela deusa e pelo deus em seus pés e foi até a fissura se aproximando com cautela enquanto tentava ver quem estava ali dentro. Afinal, não lhe parecia uma boa ideia simplesmente tentar atacar e arriscar acertar Imhotep acidentalmente. Contudo, só pode ver por algumas frações de segundo o cômodo cavernoso que se abria depois da rachadura, pois logo um homem se botou na frente da fresta impedindo que Anúbis visse qualquer coisa mais. Os breves segundos foram, todavia, suficientes para que identificasse Imhotep lá dentro.

O homem que lhe tampou a visão do interior era claramente Nergal que o encarava de volta com o olho direito, o único que dava para se ver pela rachadura. Mesmo vendo tão pouco dele, era claro o olhar frio que estava impregnado no olho castanho do deus.

— É o seguinte, cachorrinho. — disse Nergal — Vocês contam pra Hórus e para Djoser que sequestramos o querido arquiteto deles. Sequestramos. Plural. E então eu penso em talvez não matá-lo.

— Fazer… o quê? — perguntou Anúbis confuso estranhando o pedido.

— Isso que você ouviu. — enfatizou Nergal falando com uma calma ameaçadora — Conte que sequestramos Imhotep, que vamos usá-lo para fazer construções mais incríveis que a tumba de Djoser, as táticas de guerra e quaisquer ideias mais que saírem da cabeça dele. E mais! Diga que declaro guerra! Cansei dessa baboseira de tentarmos nos conciliar porque somos, segundo uns dizem, “os mais fortes de cada um dos lados do mar”. Chega disso. Decidamos logo quem é mais forte.

— Não pode declarar guerra alguma assim! Quem tem esse poder é Enlil apenas! — rebateu Ereshkigal.

— Duvido que Hórus vai se preocupar com tal detalhe… — disse Nergal fazendo pouco caso e revirando os olhos brevemente.

— Assim… não me parece uma ideia muito boa essa sua... — disse Anput um tanto surpresa ainda pelas coisas que tinha acabado de ouvir — De forma alguma.

— Isso é só mais uma ideia idiota de mais um homem pensando com o pinto. Nada de muita novidade. — disse Ereshkigal irritada tirando seu pé da cabeça de Enmesarra e indo até a rachadura também.

De uma forma um tanto brusca, Ereshkigal tirou Anúbis da frente da rachadura e estendeu suas duas mãos em direção à ela. Suas asas negras nas costas se ergueram orgulhosas mas forçando Anúbis à desviar brevemente ou com certeza teria sido atingido no rosto. Com as palmas das mãos irradiando uma luz dourada, Ereshkigal começou a forçar magicamente a brecha a abrir e por uns breves segundos ela até conseguiu, mas tudo mudou quando Nergal começou à fazer força magicamente na direção oposta.

Com Nergal e Ereshkigal fazendo força ao mesmo tempo, a rachadura não conseguia de fato abrir e nem de fato fechar. No abre e fecha da fresta, eventualmente era possível ver mais de Imhotep. O arquiteto estava largado no chão e, embora com um pedaço de pano sujo enfiado na boca impedindo-o de falar e com as mãos aparentemente amarradas nas costas com cordas feitas de fibras de junto.

Teria sido extremamente útil poder simplesmente entrar magicamente dentro daquela singela caverna que Imhotep estava, mas, provavelmente para evitar fugas e invasões indevidas ao Kur, tais poderes não funcionavam ali dentro. Assim, se quisessem realmente entrar ali, teriam que esperar a brecha abrir o suficiente para que pudessem passar. Mas isso não significava que não pudessem tentar passar coisas menores pela rachadura.

A primeira coisa na qual Anúbis pensou foi na tão prática névoa negra. Ele tentou fazer a névoa passar lentamente pela parte mais baixa da rachadura mas, infelizmente, ainda existia uma barreira mágica invisível que impedia qualquer coisa de entrar enquanto a fresta mágica não fosse de fato aberta.

Pensando rápido num plano que seria com certeza arriscado, Imhotep notou que aquela espécie de cabo de guerra mágico entre Ereshkigal e Nergal estava tomando toda a concentração de ambos. Assim, mesmo que estivesse com as mãos amarradas diante de si, Imhotep deu um jeito de se arrastar pelo chão e então dar um chute no joelho de Nergal. O golpe, por mais simplório que fosse, teve o efeito que Imhotep desejava. Isso é, distrair Nergal o suficiente para que Ereshkigal conseguisse terminar de abrir a rachadura. Com um estrondo, a fresta escancarou-se soltando também um barulho de algo que se quebrava.

Irritado pela interrupção e não querendo perder seu refém, Nergal se virou para Imhotep de forma ameaçadora. O olhar de medo que cruzou o rosto de Imhotep, mostrou que ele sabia que pagaria caro por aquela pequena interrupção que havia tido tanta influência na situação. Foi como se tudo para Imhotep housse ficado em câmera lenta, pois ele viu a mão de Nergal se aproximando dele lenta e dramáticamente. Amarrado, ele não tinha muito que pudesse fazer, mesmo que sua mente pensasse em vários caminhos possíveis para aquela situação. Contudo, essa mão nunca atingiu seu objetivo, por Nergal foi repentinamente empurrado para longe de Imhotep.

Imhotep nem teve tempo de ver o que empurrou o deus para longe de si. Tudo o que ele pôde identificar era que era algo grande, esvoaçante e negro. O homem poderia muito bem agora simplesmente se virar e ver melhor o que era, mas queria mais era sair de dentro daquele lugar. Com dificuldade, o arquiteto tentou se levantar. As mãos atadas o impediram de fazer isso com facilidade mas rapidamente ele estava sendo puxado para forma daquela caverna de um jeito meio desengonçado por Anput. Imhotep saiu de perto de Nergal praticamente sendo arrastado.

Quando Imhotep conseguiu se sentar no chão o suficiente para Anput começar a desfazer as amarras por meio de magia, viu que Nergal parecia estar sendo atacado por o que parecia um chacal feito de névoa. Contudo, isso não pareceu ser completamente eficiente, pois, por mais que Anúbis estivesse tentando inclusive envolver o deus rival em faixas de linho para impedir seu movimento, ainda não era suficiente. Um rugido alto e horripilante escapou da boca escancarada de Nergal enquanto dentes afiados cresciam e seu cabelo começou a parecer cada vez mais com uma juba.

— Ah não, você não vai. — disse Ereshkigal movendo sua mão direita com uma delicadeza fluida fazendo aparecer em seu indicador uma pequena bola de luz roxa.

A deusa lançou aquela bola de luz contra Nergal e imediatamente ele começou a ter dificuldade em respirar. Por mais irônico que isso seja considerando que Nergal era um deus, ele parecia estar com falta de ar enquanto Ereshkigal mantinha a mão estendida na direção do deus. Com isso e o chacal que o atacava, a situação ficava cada vez mais complicada para Nergal.

— Deixe comigo Anúbis, conseguirei lidar com ele sozinha. — disse Ereshkigal.

— Tem certeza? Porquê não parecia estar indo tão bem assim quando chegamos aqui. — comentou Anúbis desviando brevemente a atenção de Nergal pois viu Enmesarra ameaçando se aproximar de onde Imhotep estava com Anput e Ninazu.

Anúbis não precisou de tanto assim para impedir que Enmesarra continuasse, afinal, ele não estava tão longe assim. Anúbis amarrou apressadamente Enmesarra pelo pescoço com faixas de linho bem firmes e, puxando ele para trás pelas faixas, o deus quase caiu. Só não caiu por completo pois anúbis lhe segurou pelo pulso fazendo o deus sumério soltar um resmungo de dor ao sentir sua carne apodrecer diante do toque por mais que, por ser um deus, ela não fosse apodrecer até o final.

— Você esqueceu desse aqui… — disse Anúbis para Ereshkigal.

— Ah. Sim. Segure ele aí que lidarei com ele depois. — comentou a deusa.

— Está tudo bem com você agora? — perguntou o jovem Ninazu para Imhotep enquanto ele massageava os pulsos machucados recém libertos.

— S-Sim… — disse Imhotep olhando surpreso para o breve confronto que acontecia diante de si e tentando ainda processar o lugar em que estava.

O pequeno Ninazu então atraiu a atenção dos olhares de Imhotep e Anput ao por suas mãos sobre os pulsos avermelhados de Imhotep e magicamente os curar. Imhotep olhou a cena maravilhado e não pode deixar de agradecer.

— Obrigado. — disse ele até que um outro rugido pode ser ouvido vindo de outra direção.

Embora Ereshkigal tenha continuado concentrada em Nergal, os olhares dos demais foram para a direção do grito. Eles ficaram então visivelmente surpresos ao verem Inanna voando na direção deles sendo acompanhada de três criaturas que com certeza haviam sido forjadas direto de pesadelos. As criaturas tinham asas grandes e acinzentadas, os seios desnudos mostravam que eram mulheres, mas em seus rostos não havia nada de feminino. Dentes afiados, lábios quase inexistentes, olhos completamente vermelhos com um traço amarelo vertical, orelhas pontudas como de um animal, um nariz grande que se assemelhava ao de um lobo. Suas mãos eram longas e terminam em em garras mortíferas, tais como os dedos de seus pés. Aquelas três horrendas criaturas eram chamadas de Lamashtu. Demônios maléficos que viviam no Kur.

Considerando que Ereshkigal era a governante do Kur, a primeira coisa que o grupo pensou foi que aquele era provavelmente um grupo de suporte. Uma suposição que rapidamente se confirmou quando Ninazu abriu um pequeno sorriso e acenou para sua tia. Todavia, ninguém ali poderia ter previsto que Inanna iria conjurar uma lança em sua mão e lançar ela fortemente em direção à sua irmã cravando Ereshkigal na base das costas.

Notas finais
########################################## REFERÊNCIAS O conto do marinheiro naufragado - https://www.ancient.eu/article/180/the-tale-of-the-shipwrecked-sailor-an-egyptian-epi/ História das cordas - https://en.wikipedia.org/wiki/Rope#History Nergal - https://en.wikipedia.org/wiki/Nergal Lamashtu - https://en.wikipedia.org/wiki/Lamashtu Ninshubur - https://en.wikipedia.org/wiki/Ninshubur Ninazu - https://en.wikipedia.org/wiki/Ninazu Enmesarra - https://en.wikipedia.org/wiki/Enmesarra Ereshkigal - https://en.wikipedia.org/wiki/Ereshkigal Morte para os sumérios - https://www.britannica.com/science/death/Mesopotamia Ps: Alguém lembra do Ninazu? kkk ele apareceu no comecinho da outra fic. A Os Deuses da Mitologia. Capítulo 2. Só que apareceu bem mais velho.