A Morte Das Areias do Saara

60 O Começo de uma tendência


Notas iniciais
oláaaaa!! capítulo novo saindo aqui rapidinho como prometi. Vou focar na outra fic esse mês então o proximo capítulo vai demorar um tico para sair. até pq eu tenho q focar mais antes de começar tbm pq vai começar um novo arco no próximo cap. enfim, bom cap. a imagem do capítulo é o complexo funerário do Djoser já meio ferrado e engolido pela areia

Então meu Mestre me disse: "Não continue, meu excelente amigo. Alguém dá água a um ganso ao amanhecer que será abatido durante a manhã?"

É feito do começo ao fim, como foi encontrado por escrito, um escriba excelente com os dedos, o filho de Imenyâs, Imena.

~ Fragmento de “O conto do marinheiro naufragado”



A noite era fria e o único ruído audível era o som arrepiante do vento. Olheiras do mais puro cansaço adornavam o rosto doce de Hetephernebti. Apesar da posição da lua mostrar que a noite estava bem avançada, a rainha não conseguia dormir. Ela esfregava suas mãos uma na outra enquanto se encolhia dentro do manto que envolvia suas costas e ombros numa tentativa fútil de esquentar-se. Todavia, não era o frio do inverno que a incomodava, era olhar para a sua cama e ver o outro lado dela vazia.

Hetephernebti tentava se acalmar e não deixar as lágrimas chegarem até seus olhos. Contudo, era inútil. Logo sentia que os olhos estavam marejados. Mas, quando achou que começaria novamente à chorar, sons de passos no corredor atraíram sua atenção. Ela se virou para a porta de seu quarto lentamente e não ficou surpresa ao ver a pequena Inetkawes parada no portal timidamente.

— O que foi, Inetkawes? — perguntou Hetephernebti para a menina que já havia chegado aos seus 11 anos.

— Não consigo dormir. — admitiu Inetkawes com um olhar triste e envergonhado.

A rainha abriu um sorriso triste para Inetkawes. Já faziam alguns anos desde que ela não surgia assim no meio da noite com problemas para dormir. Afinal, já estava até grandinha. Contudo, considerando o que o dia seguinte aguardava, Hetephernebti não podia culpar a menina.

— Quer se deitar comigo hoje? — perguntou gentilmente Hetephernebti.

A jovem princesa não deu nenhuma resposta, foi apenas correndo para a cama em direção ao lado vazio dela mas parou apenas olhando para os lençóis brancos com pesar no olhar. Com o coração pesado, Hetephernebti se aproximou da filha e lhe deu um forte abraço enquanto escolhia as palavras certas para serem ditas. Quase que milagrosamente, as lágrimas da rainha desapareceram. Naquele momento, era mais importante consolar a filha.

— Está tudo bem, minha pequena. — disse Hetephernebti carinhosamente — Sei que dói e que a saudade machuca, mas seu pai com certeza conseguirá passar pelos deuses e chegar bem no Aaru. E quando chegar a hora certa, e apenas quando chegar a hora certa, nos juntaremos à ele.

Com um soluço, à pequena Inetkawes deixou as lágrimas rolarem pelo seu jovem rosto enquanto abraçava a mãe fortemente. Então, com todos seus poderes de mãe, Hetephernebti acalmou sua pequenina até que conseguiram ambas tirar ao menos uma pequena soneca antes da chegada do dia do sepultamento de Djoser.

Enquanto isso, nas profundezas do Duat, uma cena completamente diferente havia acabado de se acontecer. Dentre lençóis e almofadas e carregados de preguiça, Anúbis e Anput simplesmente se abraçavam aproveitando os breves momentos antes de um dia que prometia ser longo. Afinal, não era todo dia que se sepultava um faraó.

— Ainda bem que aqui o dia demora mais para passar aqui embaixo. — admitia Anput que, assim como Anúbis, estava sem roupas indicando bem com o que eles estavam aproveitando o tempo até então — Não estou muito inclinada à trabalhar hoje.

— Não temos como fugir hoje. — disse Anúbis — É o funeral de Djoser. Até ontem a pirâmide dele nem estava completamente pronta. Vou ter que ir lá checar ela antes de começarem o funeral.

— Ao menos a maior parte dela está pronta, certo? — disse Anput com um suspiro se aproximando preguiçosamente de Anúbis até fazer dele um travesseiro — Ninguém esperava que ele fosse morrer tão cedo.

— Julgando pelo tanto de batalhas que ele participou, não é tão surpreendente assim. — ponderou Anúbis.

— Nem imagino a tristeza que Hetephernebti deve estar sentindo agora. — disse Anput com uma voz triste — Imortalidade tem lá seus benefícios. Vai passar lá ao primeiro raiar do sol?

— Sim. — disse Anúbis soltando um suspiro.

Podia não ser todo dia que se sepultava um faraó, mas Anúbis já tinha participado do sepultamento de quase 20 faraós. A novidade já estava acabando. Todavia, o sepultamento de Djoser tinha suas novidades, não só ele era o primeiro faraó da terceira dinastia, como também era o primeiro a fazer uma tumba tão magnífica e grande.

Com o passar tímido das horas, eventualmente o sol nasceu do lado leste do Nilo. Ainda tímido e competindo com a lua, ainda era cedo demais. As ruas ainda estavam calmas, mas lá estava Imhotep andando deixando Mênfis para trás.

A idade havia sido mais gentil com Hetephernebti do que com Imhotep. Os cabelos brancos estariam ganhando a competição com os pretos na cabeça do arquiteto e sumo-sacerdote de Rá se não fosse o fato de ele raspar a cabeça meticulosamente sempre.

Deixando Mênfis para trás, ele chegou no enorme complexo que havia passado tantos anos se esforçando na construção. O complexo funerário de Djoser era cercado por um muro alto de calcário de pouco mais de 10 metros de altura. Esse muro era interrompido por 14 portas, mas quase todas falsas. Afinal, havia apenas uma entrada, no canto mais ao sul da fachada leste. Uma construção meticulosamente feita e cheia de significados e simbologias.

Imhotep passou pela única porta que cruzava o muro e chegou em uma passagem com um teto também calcário. Todo o conjunto da passagem fora construído para parecer que era feita de troncos de árvores inteiras apesar de tudo ser feito de pedra. Era como entrar numa floresta mágica feita de pedra.

Passado o longo corredor, ele estava inteiramente dentro do complexo que guardava mais do que apenas a pirâmide. Capelas, templos, altares, cortes. Não era de se surpreender que a construção houvesse levado vários anos e que ainda faltassem alguns detalhes. Mesmo que o reinado de Djoser tivesse chegado aos 20 anos, sua maior obra não havia sido concluída. Contudo, ninguém tinha a intenção de deixar o projeto inacabado apesar da morte do faraó. Talvez por não ter muita coisa faltando ou pelo simples apreço ao falecido governante, as obras continuariam. Inclusive, até o dia anterior as obras estavam sendo executadas quase que incansavelmente mas agora todos se preocupavam em deixar o lugar pronto para receber o corpo do faraó.

Ao se aproximar da pirâmide protegida no centro do complexo, Imhotep se surpreendeu ao ver uma pessoa de pé em frente da obra mais ousada em sua vida de arquiteto. À distância, seus olhos que já não eram quando jovem demoraram para identificar a pessoa de cabelos negros parada olhando o lugar do descanso final de Djoser. Entretanto, quando identificou o rapaz de aparência jovem mas que carregava nas costas centenas de anos, o arquiteto ficou surpreso. Quando chegou perto o suficiente, Imhotep se ajoelhou com um dos joelhos na areia, uma mão no coração e a cabeça abaixada em respeito.

— Senhor Anúbis… — disse Imhotep — É uma honra vê-lo aqui. Espero que o complexo funerário esteja de vosso agrado.

— Ficou certamente incrível. — disse Anúbis olhando para a pirâmide cujas faces eram compostas por pelo menos 6 enormes degraus — Acha que os demais faraós irão imitar seu estilo de tumba? Fizemos algumas apostas quanto à isso entre nós.

— O-Os deuses apostando interessados por algo feito por mim? — disse Imhotep surpreso — Devo admitir que não achei que conseguiria deixar a tumba de pé. Tinha dias que tudo parecia conspirar contra mim. M-Mas… se me permite perguntar… o que acha Ptah? Saberia dizer?

Anúbis olhou rapidamente para Imhotep tentando esconder o sorriso que tentou nascer em seu rosto. Apesar de tudo, o arquiteto ainda queria agradar um pouco aquele que era seu pai?

— Quase certeza que Ptah apostou que suas tumbas serão imitadas por muitos faraós mais. — disse Anúbis.

— Queria viver o suficiente para ver isso. — disse Imhotep soltando uma pequena risada.

— Mas… uma coisa me preocupa… — disse Anúbis mudando o assunto com um suspiro — Até onde sei, não está pronta ainda?

— Não… infelizmente não. — admitiu Imhotep envergonhado — Todos os dias que ganhamos com o processo de mumificação foram bem úteis. Trabalhamos o mais rápido possível sem perder a qualidade. Contudo, me orgulho em dizer que o interior da pirâmide está completo. As obras que faltam podem ser feitas pelo exterior e sem comprometer a jornada do Faraó Djoser para o Salão do Julgamento.

Assim, por uma hora e meia Imhotep fez um tour com Anúbis pelo complexo e pelo interior da pirâmide mostrando o que estava pronto e o que não estava. A maioria das coisas que faltavam realmente não eram de tão importância para a jornada da alma de Djoser e era disso que Anúbis queria ter certeza antes que o funeral começasse. A única parte que preocupava Anúbis era que uma das quinas exteriores da pirâmide estava com o revestimento incompleto fazendo com que parte de um de seus degraus tivessem a aparência quebradiça ao invés de perfeitamente lisa. Como um favor e também por Imhotep ter merecido por ter feito um completo funerário tão incrível, Anúbis terminou esse pequeno detalhe em questão de segundos com um pouco de magia. Depois de vários agradecimentos por parte de Imhotep, era chegada a hora do cortejo funerário de Djoser.

Ainda de manhã, pois a posição do sol era de extrema importância, toda Mênfis se juntou na rua principal para ver o cortejo funerário da última viagem que o faraó Djoser faria. Quem liderava o cortejo era a família real, os vizires do Alto e Baixo Egito e o novo faraó. Sekhemkhet era extremamente parecido com o irmão, mas lhe faltava a astúcia que se via nos olhos de Djoser em vida. Era essa astúcia que se veria nos olhos da pequena Inetkawes se ela não estivesse chorando silenciosamente agarrada a mão da mãe que, cabisbaixa e de olhos pesados, sentia que não tinha mais lágrimas restando para derramar.

Depois da família real e membros importantes da aristocracia egípcia, vinham os serviçais de Djoser carregando flores, comida e então, conforme mais ricos e importantes estes ficavam, as coisas que carregavam também ficavam mais caras. Dentre elas, roupas, as coisas favoritas de Djoser e pequenas estatuetas denominadas shabti. Tudo para que o faraó pudesse ter conforto em seu pós vida.

Em seguida, vinha um cortejo de mulheres. Profissionais de Luto, por assim dizer. Uma profissão estranha que também tinha o nome de “Falcões de Néftis”. Pessoas pagas para chorar diante da liteira que carregava o sarcófago do falecido. As mulheres choravam e gritavam de dor enquanto cantavam, com a voz carregada de angústia, uma canção atribuída à Ísis e Néftis.

Você não deve me deixar! — cantavam elas num ritmo lento e sofrido -Deuses e homens te procuram, Choram por vocês juntos. Enquanto eu posso ver você, eu clamo por você chorando à altura do céu! Mas você não ouve minha voz…

O cortejo atraía o povo que dentro de si guardavam diferentes emoções ao ver o elegante sarcófago tão ricamente detalhado e enfeitado com ouro e pedras preciosas sendo carregado na liteira logo atrás dos Falcões de Néftis. Nos desenhos feitos na caríssima peça, era praticamente possível ver a expressão de Djoser calma e pensativa entalhada na superfície enquanto escondia a realidade seca e triste que existia dentro do sarcófago.

Ao som da música o cortejo real seguiu para o Nilo e todos estavam tão absortos no momento que ninguém notou que um chacal negro seguia o cortejo pelas sobras da cidade até chegar ao porto. O chacal, de olhos inteligentes, rapidamente avistou um falcão com olhos de cores diferentes pousado no barco que agora se preparava para receber o corpo do faraó. Os dois animais, que de normal não tinham nada, trocaram um demorado olhar identificando a presença um do outro e, quando o barco começou a se mover, o falcão voou para longe. O chacal, seguiu o barco com o olhar por apenas alguns segundos e logo desapareceu indo para mais perto de onde a cerimônia iria continuar e chegar ao fim.

A distância de Mênfis até o completo funerário de Djoser era muito curta. A viagem de barco fora mais simbólica do que funcional. Ao chegar na margem do Nilo mais perto da pirâmide, outra liteira estava pronta para receber o regente falecido e então ele foi carregado até a entrada de sua grande tumba piramidal onde, sentado no alto do segundo nível da face escalonada da pirâmide, já estava Anúbis silenciosamente vendo tudo depois de ter simplesmente desaparecido na doca de Mênfis em sua forma de chacal e reaparecido ali.

Quando o grupo de pessoas começou à, cada um seguindo sua função, assistir ou realizar a cerimônia de abertura da boca e à colocar o sarcófago dentro de um enorme caixão de pedra, Anput apareceu querendo acompanhar a cerimônia também.

Os humanos não viam como nos degraus da pirâmide uma platéia de deuses começava a se reunir na curiosidade e necessidade de presenciar aquele momento. Podiam estar já um tanto enjoados de ver faraós sendo sepultados, mas aquele funeral tinha indícios de algumas diferenças e a tumba enorme construída era apenas uma delas.

— Ouvi falar que não vão sacrificar os serviçais dessa vez… — sussurrou Khnum para Khonsu depois que os dois, e mais alguns, como Néftis, Tawaret e Bastet, se juntaram à platéia que se formava.

— Pff.. não se fazem mesmo mais humanos como antigamente. — respondeu Khonsu também em voz baixa.

— Ah… como gosto dessa música, irmã. — disse Néftis para Ísis trocando rapidamente um sorriso triste enquanto as Falcões de Néftis continuavam a canção triste.

Nossos rostos vivem vendo seu rosto!— cantavam as mulheres — Que seu rosto não evite nossos rostos! Nossos corações estão felizes em vê-lo, rei. Nossos corações estão felizes em vê-lo!

— Será que vão conseguir botar tudo lá dentro? — perguntou Anput para Anúbis e essa era a dúvida que fazia as sobrancelhas de Anúbis se curvarem em concentração e curiosidade.

A canção das Falcões de Néftis era acompanhada do barulho não muito agradável da pesada tampa do caixão sendo arrastada para cima dele selando o conjunto caixão-sarcófago-múmia por completo. Um conjunto terrivelmente pesado que ainda teria que fazer uma jornada para o lugar exato dentro da pirâmide.

— Tenho lá minhas dúvidas também. — disse Anúbis — Ela pode ser alta e tudo mais mas, pelo o que vi lá dentro e pelo o que Imhotep me explicou, o sarcófago vai ficar na verdade bem lá no fundo. Bem embaixo da terra no lugar mais profundo que cavaram.

— No fundo? — perguntou Nefertem curioso ao ouvir a declaração e acabando por se meter na conversa.

— Sim. — afirmou Anúbis enquanto via os humanos começando a levar o caixão terrivelmente pesado para a entrada da pirâmide assim como a grande quantidade de objetos — Quase que no meio dela tem uma enorme câmara circular. Quase como um poço gigante, bem fundo e largo, que vai para dentro da terra por provavelmente pouco mais da metade da altura do que vemos aqui na superfície. Ele me mostrou dentro hoje de mais cedo. Lá dentro é cheio de corredores e salas também. Tem um corredor especificamente que começa ali onde eles estão entrando e vai descendo até bem perto do fundo desse poço gigante. É esse corredor que vão usar. Mas ainda não me parece uma descida fácil.

A música triste continuava e a realidade de tudo ia caindo sobre os ombros de Hetephernebti. A viúva de Djoser mal conseguia se manter em pé e, notando isso, o novo faraó e irmão tanto de Hetephernebti e Djoser, Sekhemkhet, passou o braço caridoso pelos ombros da irmã com medo de ela cair no chão ali mesmo.

Os deuses ficaram olhando o abraço em família que se formou quando Inetkawes se juntou à mãe e ao tio. Sendo seres imortais e por vezes egoístas como são, os deuses sentiram coisas diferentes ao ver a cena. A prova disso foi o sorriso triste de Ísis enquanto pensava em Osíris e também os olhos de Khonsu que se reviraram como se procurasse dentro de si paciência para lidar com aqueles seres tão estranhos e dramáticos que eram os humanos.

— Vou ver de dentro… — disse Anúbis quando não se dava para ver mais nada do lado de fora além do pesar e da cantoria.

Anput afirmou brevemente com a cabeça e alguns segundos depois Anúbis simplesmente desapareceu e reapareceu no fundo do tal poço que guardaria o corpo de Djoser. No meio da escuridão, ele olhou com calma o final do corredor que levava até a entrada e, mesmo a distância, conseguia ouvir os barulhos e sons dos homens tentando levar o pesado caixão de pedra até tão fundo na terra. Não era um trabalho fácil mesmo com as várias ideias usadas para facilitar o processo.

Anúbis já havia todas as outras salas que foram construídas antes, já havia visto a sala com paredes enfeitadas com cerâmica azul, as portas falsas e os corredores sem fim, então não teve muito interesse em passear pela estrutura. Eventualmente, os objetos de alto valor monetário e sentimental começaram a chegar para serem postos em seu lugar e, depois de muita dificuldade, o pesado caixão foi colocado no centro do enorme poço.

O grupo de humanos e o deus saíram da pirâmide e, quando eles foram banhados novamente pelo sol, foi como uma vitória. Haviam conseguido colocar tudo dentro da construção apesar de todas as dificuldades. Anúbis se juntou aos outros deuses que começaram lentamente à ir embora enquanto os humanos começavam as orações finais para o faraó. E então, com um baque seco e talvez até um pouco dramático, a pesada porta da pirâmide foi selada. A jornada de Djoser havia chegado ao fim e a primeira pirâmide estava pronta e exercendo sua função.

Notas finais
########################################## REFERÊNCIAS Lista faraós - https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_pharaohs Hetephernebti - https://en.wikipedia.org/wiki/Hetephernebti Sekhemkhet - https://en.wikipedia.org/wiki/Sekhemkhet Djoser 1 - https://www.tripsinegypt.com/king-djoser/ Funeral Egípcio 1 - https://www.ancient.eu/Egyptian_Burial/ Funeral Egípcio 2 - https://www.ancient.eu/article/1022/ancient-egyptian-mortuary-rituals/ O conto do marinheiro naufragado - https://www.ancient.eu/article/180/the-tale-of-the-shipwrecked-sailor-an-egyptian-epi/ O lamento de Ísis e Néftis - https://www.ancient.eu/article/878/the-lamentations-of-isis-and-nephthys/ Complexo Funerário de Djoser - https://en.wikipedia.org/wiki/Pyramid_of_Djoser#Pyramid_complex Mapa Complexo Funerário de Djoser - https://4.bp.blogspot.com/-insBEzWw0mU/T3cbZApN77I/AAAAAAAABfo/Ce7Yy003EvM/s1600/The+Mortuary+Complex+of+King+Zoser.gif Mapa 2 do Complexo Funerário de Djoser - https://i.pinimg.com/originals/67/59/cd/6759cd651d24c531a26c27b8f0f03f7c.png Funeral - http://www.touregypt.net/featurestories/funeral.htm