A Morte Das Areias do Saara

11 Lama, água, a espada de Set


Notas iniciais
olha mais um capítulo saindo!! Yeey! eu comecei a botar no começo dos capítulos imagens que tirei ao jogar Assassin's Creed Origins (os créditos vão pra Ubisoft por ter feito esse jogo maravilhoso. joguem! é sensacional). Eu botei nos capítulos anteriores também. Elas são para dar uma ajudada na ambientalizada e ajudar vocês a imaginar a fic. No entanto, enquanto aqui ainda estamos em 3100a.C, o jogo se passa lá pra 51 a.C. Então tem que rolar um pouco de imaginação ainda. As imagens geralmente são relacionados com cenários que aparecem no capítulo. Por exemplo, no cap anterior tem a cidade de Mênfis como é no jogo. Bem, vamos ao capítulo. espero que gostem!

Homenagem a ti, ó Touro de Amentet, Thoth o rei da eternidade está comigo. Eu sou o grande deus ao lado do barco divino, eu lutei por ti, eu sou um desses deuses, aqueles chefes divinos, que provaram a verdade falando de Osíris diante de seus inimigos no dia da pesagem das palavras.

~Fragmento livro dos Mortos

Set sentava-se sobre o trono em um palácio não muito longe da cidade de Nekheb. Sentava-se um pouco torto, com o calcanhar direito sobre o joelho esquerdo e o cotovelo direito sobre o braço do trono de forma que a mão direita dele segurava o queixo desse formando uma expressão pensativa. Tinha consciência de que o palácio improvisado pouco chegava perto do palácio onde os irmãos, Osíris e Ísis moravam. No entanto, a localização servia aos seus interesses e tinha a certeza de que teria um dia o palácio onde os irmãos moravam e poderia se chamar de faraó dos deuses e dos fracos e frágeis humanos.

Enquanto pensava, Sekhmet e Naunet entraram no palácio. Embora o sol quente já estivesse no céu esquentando as cabeças de quem estivesse do lado de fora, só agora elas tinham chegado da missão noturna da qual ele as tinha incumbido.

— Funcionou – disse Naunet. O vestido de linho manchado com o sangue prateado de alguém. Sangue dela, mas também de Osíris. – Mas apenas em parte. Fechou muito rápido ainda.

Ela estendeu a arma com a qual tinha tido um breve duelo com Osíris. A mesma espada dourada que Set tinha segurado no dia da festa na qual Osíris fez seu discurso, o objeto central da discussão que virou a noite no palácio de Osíris. Set se levantou e pegou a espada dourada de ponta curvilínea e a ergueu em sua frente vendo o raio de sol que entrava por uma das janelas refletir-se em sua lâmina dourada marcada por hieróglifos poderosos de uma magia negra poderosa. A sua lâmina ainda estava suja com o sangue prateado de Osíris quando Set abriu um sorriso macabro para lâmina. A lâmina que podia cortar um deus.

— Trabalharemos numa melhoria dela... – disse Set passando dois dedos pela lateral da lâmina pelos hieróglifos que a adornavam sem ligar de sujar os dedos com o sangue. Como se respondessem ao toque do deus, os hieróglifos emanaram uma levíssima luz vermelha.

— Além disso, tem algo mais – disse Sekhmet cruzando os fortes braços – Aquela sua cria. O fedelho tem poderes interessantes e até que tem coragem.

Set deixou de olhar para a lâmina e olhou para a deusa leoa. Outra pessoa que olhou para Sekhmet foi Néftis que estava ali no cantinho, de pé, perto do trono mas se escondendo tanto atrás dele e de uma coluna adornada com vários hieróglifos que contavam a história de Set, que mais parecia que ela queria desaparecer.

— Oh. Mesmo? – perguntou Set – Creio que ainda não passe de um fedelho que mais daria trabalho do que qualquer coisa. Mas porque diz isso?

Enquanto isso, mais para o norte dali, Anúbis e Ahmen corriam pelas ruas de Mênfis desviando de vendedores, pessoas, outras crianças e animais. As duas crianças corriam de pés descalços pelas ruas da cidade sem ligar para as pedras, o feno, a areia ou a água que as vezes molhava uma rua ou outra. A casa de Chenzira, e também a de Ahmen, eram bem diferentes das casas que começavam a aparecer ao redor dos dois garotos. A de Chenzira, por exemplo, tinha dois andares e, embora também fosse feita de barro batido, era também pintada com algumas cores como vermelho e branco. Principalmente do lado de dentro onde as paredes eram enfeitadas com desenhos de plantações de papiro. As casas agora ao redor dos dois não eram pintadas e apenas uma ou outra tinham mais de um andar. A menor qualidade das roupas e a ausência de joias das pessoas também indicavam o que aquilo era. Um bairro mais pobre. Além disso, as casas eram mais afastadas uma das outras pois, entre elas, campos de cultivação se estendiam alagados ou começando a serem plantados.

— SHADYA! – exclamou Ahmen com um sorriso enorme ao pular apoiando os cotovelos pela janela de uma das casas por ali.

Anúbis não fez o mesmo, mas se espremeu num espaço entre o braço do garoto e a lateral da janela olhando para dentro da casa que só tinha um único andar.

— Vocês me assustaram! – brigou a menina que de fato estava ali.

— Olá, Ahmen! Veio bem cedo hoje. – disse um homem mais velho que aparentava cerca de 20 anos. Era muito parecido com Shadya e Iset, seu braço era marcado por cicatrizes deixadas por alguma doença que o assolou durante sua infância, usava simplesmente um saiote e sua cabeça era completamente raspada.

— Quem é esse? Um novo amigo de vocês? – perguntou uma mulher sentada logo ao lado dele em uma cadeira de madeira de aparência pobre. Ela tinha os olhos de Iset e Shadya, aparentava ter 19 anos e usava apenas uma longa saia de linho que se estendia quase até o chão sendo que a base desta já estava começando a desfiar. Sim, o homem era o pai de Shadya e Iset e ela, a mãe. Em seus braços, um menino de três anos mamava no farto seio exposto da mulher e, como se três já não fosse filho o suficiente para os seus 19 anos, ela ainda estava enormemente grávida.

— Eu os conheci no oásis. Me chamo Anúbis – disse o garoto

— Shiu – disse Iset carregando uma cesta com pão e frutas e aparecendo atrás dos meninos fazendo Ahmen se sobressaltar – Não fale do oásis.

— Agora você que me deu um susto! – reclamou Ahmen.

— Foram no oásis de novo?! – reclamou o pai das meninas, gêmeas. Enquanto Iset entregava a cesta para ele.

— Desculpa, pai. É que estava muito calor e... a água estava tão bonita – disse Iset enquanto Shadya apenas se encolhia envergonhada.

— Pelo menos não aconteceu nada... – disse a mãe das meninas botando o menino de três anos no chão – Tenham mais cuidado. Não vão para tão longe novamente. Prometem?

As duas meninas afirmaram com a cabeça enquanto a mulher se levantava devagar da cadeira. A enorme barriga de gravidez parecia tornar o processo bem difícil. O marido rapidamente apareceu para ajudar, mas ela pouco aceitou da ajuda, pois se mostrou logo bem.

— A Shadya e a Iset podem vir brincar? – perguntou Ahmen ao ver a oportunidade.

— O rio ainda não abaixou o suficiente para plantar... – disse a mãe das meninas ao olhar para o marido. Fazendeiros. Era isso que eles eram.

— Mas acho que já dá pra plantar em parte, pelo menos – disse o marido ao pensar nisso. Plantar era algo para a família inteira. Criança ou não. Grávida o não.

— Uma pequena parte apenas. Podemos fazer isso hoje e amanhã elas ajudam. O rio deve ter descido mais até lá – sugeriu a mãe.

— Com duas condições então.- disse o pai – Nebetta vai também?

— Acho que sim. Ela ficou com Chenzira lá na casa dele e com a Anput.

— Então vão levar Petiese – disse o homem e, ao ouvir o som de seu nome, a criança que até então mamava olhou para o pai – e não vão para muito longe.

Anúbis, Ahmen, Shadya e Iset afirmaram com a cabeça. E, sem pensar duas vezes, Iset pegou na pequena mão de Petiese, o irmão mais novo, e saiu correndo junto com os outros para ir ao encontro dos outros. As crianças correram livre como o vento voltando para perto da cidade pois, ao correr até ali, tinham saído de seu centro e ido até as bordas onde os fazendeiros colhiam e plantavam graças à dádiva da inundação anual do Nilo.

Rapidamente eles chegaram até a casa de Chenzira. Cumprindo a promessa, não foram para muito longe dali. Atrás da casa de Chenzira tinha um bom espaço que dava para as crianças jogarem bola, conversarem e inventarem outras brincadeiras.

— Aqui mola eu – dizia Nebetta ao juntar o monte de areia fazendo uma pequena elevação.

— Aí chega Set e destrói tudo! – disse Ahmen rindo ao pisar no montinho de areia da irmã de Chenzira.

— Nãaao! Para! – reclamou Nebetta enquanto Petiese chorava pelo montinho de areia perdido.

— Eu também quelo casa aleia! – chorava Petiese.

— Ahmen... isso não foi legal – disse Anput.

— Fazemos outro. Assim, olha – disse Anúbis deixando de lado a bola que, até poucos segundos atrás, ele e os outros estavam brincando. O garoto foi até a parte à alguns poucos metros dali onde a areia estava mais molhada por causa da água da enchente do Nilo, e começou a montar uma “casinha” melhor para os dois.

Logo Nebetta e Petiese começaram a ajudar também, assim como todos os outros. Usavam de areia e lama para criar casinhas, morros e até muros. Querendo pegar mais lama, Ahmen botou os pés dentro da água do Nilo. O rio cobria quase 1 palmo de seu corpo quando o garoto colocou as mãos dentro d’água até pegar dois punhados de lama tão molhada que até pingava por entre seus dedos.

— Ahmen... – disse Anúbis olhando para trás notando que Nebetta e Petiese estavam já um pouco longe com seus montinhos de areia e lama e a casa de Chenzira estava mais longe ainda – Não acha que estamos indo muito longe?

— Ah, ta tudo bem – disse Iset – Estamos vendo Nebetta e Petiese daqui.

— E a minha casa também – disse Chenzira sentando perto dos amigos com a mão na barriga – Já estou ficando com fome.

— O que é “fome”? – perguntou Anúbis ao estranhar a palavra, tão estranha ao seu vocabulário.

— Tá brincando né? Fome é o que esse daí mais sente toda hora! – brincou Iset rindo apontando para Chenzira, o mais gordinho das crianças. A brincadeira, um tanto de mal gosto, fez a pergunta de Anúbis ser esquecida embora ele e Anput tenham se entreolhado silenciosamente. Ele entendeu o olhar dela, ela também não sabia o que era “fome”.

— Se você for entrar agora para comer, vai perder a melhor parte! – disse Ahmen antes de tacar aquela lama molhada no amigo e começar a rir junto com os outros, menos Chenzira.

Chenzira só de fato começou a rir quando, todo sujo de lama, se levantou e fez o mesmo que Ahmen pegando lama no rio e jogando nele. Ahmen, no entanto, conseguiu desviar e a lama sujou Anúbis, que estava logo atrás. Não demorou muito para as crianças mais velhas estarem rindo com uma guerra de lama. Um tacava lama no outro até que Nebetta e Petiese se juntaram na briga também.

— Por Rá! – exclamou a mãe de Chenzira ao aparecer pouco depois – Eu paro de olhar vocês por dois segundos e já estão nesse estado!

A mulher cruzou os braços e as crianças pararam de brincar imediatamente. A expressão de culpa encheu os olhos deles. Algumas, como a de Ahmen, Anput e Iset, foram bem falsas. Todos se envergonharam pela brincadeira cheia de lama, mas tinham adorado. Eles abaixaram as mãos, a lama pingando de suas roupas, cabelos e corpos, quando a mulher suspirou diante das crianças.

— E eu estava vindo chama-los para comer o bolo.

— Bolo?! Tá pronto!? – perguntou Chenzira já com água na boca.

— Sim, mas não vão comer nem um pouco nesse estado em que estão! Todos vão tomar banho. Venham.

As crianças se livraram de suas roupas e começou uma nova brincadeira quando, com baldes na mão, ficaram jogando água um nos outros e chamando aquilo de banho. A pobre mulher, no entanto, suspirava e massageava as têmporas tentando deixar ao menos uma criança parada para conseguir dar um banho que preste.

Já exaustas e limpinhas, as crianças se sentaram no cômodo principal da casa de Chenzira e se deliciaram com bolo, frutas, pães e sucos. A mulher, esperta como toda mãe, tinha sido inteligente o suficiente em deixar as roupas deles secando enquanto faziam toda aquela brincadeira que queriam chamar de banho. Logo, o clima seco do deserto e o sol forte foram eficientes em secar a roupa das crianças.

— Podemos brincar mais lá fora? – perguntou Chenzira.

— Está perto de Rá terminar seu ciclo. Não é bom ficar fora na escuridão. – disse a mulher – É melhor cada um ir para a sua casa.

— A gente também – disse Anúbis olhando para Anput, que afirmou com a cabeça mas com uma expressão triste enquanto levava mais um pedaço de bolo até a boca.

Rapidamente, as crianças que não moravam ali se levantaram para ir embora. A rapidez foi mais pela insistência do medo da mãe de Chenzira dos demônios que aterrorizavam na escuridão. Eles não queriam ir embora. Mesmo assim, Anúbis, Anput, Ahmen, Iset, Shadya e Petiese partiram da casa de Chenzira.

— Onde é que vocês moram? – perguntou Shadya.

— Longe daqui – respondeu Anúbis.

— Ei... uma coisa... – disse Anput notando que as famílias ao redor pareciam se tornar completas conforme os membros dessas que trabalhavam em outro lugar chegavam – Onde está o pai de Chenzira? Não os conhecemos.

— Ele morreu em um dos ataques da outra terra uns dias atrás – disse Iset com uma expressão pesada – Chenzira chorou muito. A mãe dele e Nebetta também.

Anúbis e Anput se entreolharam. “A outra terra”. Pelo o que haviam escutado das conversas dos outros deuses, entendiam que aquilo provavelmente teria sido um ataque entre os dois exércitos humanos.

Anúbis e Anput se despediram em uma encruzilhada qualquer de ruas para que pudessem se distanciar dos outros e ir até onde os deuses moravam. A noite não os assombrava conforme voltavam para casa. Pensativos mas alegres com o dia que tiveram.

— Imaginei que fosse acabar encontrando vocês no meio do caminho – disse uma voz vinda de trás deles. Não imaginavam que estavam sendo seguidos já que, ao redor deles, pouco havia além de muita areia e algumas árvores secas mas, ali estava Thoth se aproximando carregando consigo várias plantas de aste verde fina e maleável e muitas folhas finas em sua ponta.

— Thoth... – disse Anúbis perguntando-se se estavam encrencados.

— Ah não não – disse Thoth ao reconhecer o olhar das crianças – Está tudo bem. Vi vocês brincando com as crianças mais cedo enquanto colhia essas plantas aqui. Só que seria bom vocês terem avisado Hathor e Ísis antes. As duas ficaram desesperadas.

— Mas... nunca avisamos antes de sair para brincar fora – disse Anput. A falta de aviso, e talvez até a falta de preocupação dos deuses quanto as crianças, tinham um embasamento bem simples. Pouco poderia de fato fazer algum mal à aquelas crianças imortais. Além disso, com a memória divina perfeita, sem nenhum mínimo detalhe faltando, nem mesmo o que comeram no segundo dia depois do fim da inundação do Nilo do ano passado, ou até mesmo o dia em que nasceram, seria pouco provável que elas se perdessem também.

— Sim mas... – disse Thoth soltando um suspiro e olhando para as duas crianças – As coisas mudaram um pouco de figura.

— Por causa do ataque de ontem? – perguntou Anúbis enquanto Thoth começava a andar para a mesma direção para onde os três estavam indo antes. Anúbis e Anput o seguiram.

— Sim. Exatamente por causa disso. — disse Thoth olhando para a menina e para o menino por um tempo – Ísis acha que está um pouco cedo para explicar isso para vocês mas... acho que dado as circunstâncias.

— Explicar o quê? – perguntou Anput.

— Vocês sabem o que mais diferenciam os deuses dos humanos? – perguntou Thoth como se aquela fosse mais uma de suas aulas.

— Eles morrem. São mortais – disse Anúbis.

— E não tem poderes – disse Anput.

— Alguns poucos até podem aprender um pouco de magia – disse Thoth olhando para Anput – Mas não dá para se comparar com a magia de um deus. Mas sim, são mais fracos, por assim dizer, e sim novamente. São mortais. Morrem.

— E têm “fome”? – perguntou Anúbis.

— O que é “fome?” – perguntou Anput.

— Sim, e tem fome. – disse Thoth – Fome é a sensação que eles têm na barriga quando ficam muito tempo sem comida. Eles não comem apenas por prazer ou por que é bom, embora alguns o façam também, mas sim por que precisam disso para continuar a vivendo suas curtas vidas.

Anúbis colocou a mão na barriga se perguntando como era essa sensação de fome enquanto Thoth pensava em quais seriam suas próximas palavras.

— Embora não possamos morrer. É possível nos ferir. – disse Thoth e, agora, as mãos de Anúbis sobre a barriga o lembraram do ferimento prateado que logo se fechou. – Apenas um deus pode ferir outro deus. Armas não fazem nada. É mais fácil elas se quebrarem ao tentar cortar um deus do que o deus se cortar com elas. Mas, magias dos outros deuses, presas dos outros deuses, garras dos outros deuses... Nesses casos é totalmente diferente.

— Mas o machucado melhora – disse Anúbis ao lembrar-se do corte que as presas de Sekhmet fizeram em sua barriga.

— Sim. Rapidamente – disse Thoth. Sua boca abriu para dar mais outra informação, mas logo se fechou. Não sabia como falar, não sabia se devia falar. Recebera ordens de seu faraó para não revelar essa informação para as crianças ainda. A informação de que a espada dourada de Set havia feito um grande corte nas costas de Osíris, pelas mãos de Naunet, e demorado bem mais que o normal para se fechar. Não importava se era um deus que segurava a espada ou que fabricara a espada, não era para isso ter acontecido. E tampouco era para ter demorado tanto quanto demorou em o ferimento se fechar. Osíris, obviamente, fez um bom trabalho ao esconder dos menores. E, foi por isso, que os deuses tinham virado a noite discutindo.

— Então... Porque o ataque de ontem muda tudo? – perguntou Anput.

— Porque Set está pensando em mudar isso – disse Thoth.

As duas crianças se entreolharam. Anúbis se arrepiou. A única certeza de que tinha era que não queria pensar naquilo por muito mais tempo.

— E pra quê essas plantas? – perguntou Anúbis querendo mudar de assunto.

— Se chamam papiro – disse Thoth sorrindo orgulhoso – Acho que tive uma ideia de o que fazer com elas.

Notas finais
############# REFERENCIAS ######### Livro dos mortos : https://www.holybooks.com/wp-content/uploads/Egyptian-Book-of-the-Dead.pdf Papiro: https://www.materias.com.br/historia/pergaminho/ / https://pt.wikipedia.org/wiki/Papiro / https://www.ancient.eu/Egyptian_Papyrus/ Emprego: https://www.ancient.eu/article/1073/jobs-in-ancient-egypt/ / http://www.ancient-egypt-online.com/ancient-egypt-jobs.html Cheia do Nilo: https://en.wikipedia.org/wiki/Flooding_of_the_Nile Nomes: https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_ancient_Egyptians E é isso! Mereço comentários? Esse foi o maior capítulo até hoje! ah, e pequeno spoiler do próximo cap: teremos um time skip de alguns anos XD vamo fazer esse bando de pirralho dar uma crescida né?