Notas iniciais
hello pessoinhas!! eu n deveria estar escrevendo fic, deveria estar estudando kkk o Carnaval passou, então o ano oficialmente começou né? kkk espero que tenham curtido o Carnaval (aos que curtiram demais, espero que tenham usado camisinha hehe) eu fiquei só estudando ao ponto de ficar doente kkk ainda estou melhorando, mas a vida segue. enfim, aproveitem o cap novo :3 Dicionário de egípcio do dia: Neket Iadet - traduzindo ao pé da letra fica alguma coisa como 'filho de merda' 'monte de merda' ou algo do tipo relacionado a merda kkk usado na mesma onda do filho da p* hoje temos aqui também a segunda parte do poema do capítulo passado

Meu amado atormenta meu coração com sua voz

Ele faz a doença tomar conta de mim;

Ele é vizinho da casa da minha mãe.

E eu não posso ir até ele!

A mãe está certa em acusá-lo assim:

"Desista de vê-lo!"

Dói meu coração pensar nele

Eu estou possuída pelo amor dele.

Na verdade, ele é tolo,

Mas eu me assemelho a ele;

Ele não conhece meu desejo de abraçá-lo,

Ou ele escreveria para minha mãe.

Amado, eu estou prometido a você

Pelo ouro das mulheres!

Venha para mim que eu vejo sua beleza

Meu Pai, minha mãe vão se alegrar!

Meu povo vai saudar você todo junto

Eles te saudarão, ó meu amado!

~ Meu irmão atormenta meu coração

Se havia uma coisa de si que trazia a Anput orgulho, era sua habilidade de luta com espadas. Contudo, não importava qual sequência, simples ou complicada, de golpes ela fizesse, parecia impossível se quer acertar Khonsu. Toda essa dificuldade era consequência do irritante poder que o deus da lua tinha de controlar o tempo.

Um ou dois segundos podiam parecer coisas irrelevantes no dia a dia, mas eles eram a diferença entre acertar ou não o alvo no meio de uma luta. Assim, era justificável o olhar de raiva que num breve momento cruzava o rosto de Anput quando via que o seu golpe, que seria certeiro, sofria a ação dos poderes de Khonsu e lentamente se desfazia dando tempo o suficiente para ele desviar apropriadamente.

A humilhação era tanta, que o deus da lua nem se preocupou em usar alguma arma para lutar. Na verdade, tirando os pés indo de um lado para o outro e demais sutis movimentos para desviar dos ataques de Anput, ele praticamente nem se mexia. Anput se sentia completamente subestimada mas não havia ainda perdido qualquer esperança, pois sabia que o que precisava era de um golpe surpresa.

Ali perto, um outro confronto se desenrolava e com táticas de luta completamente diferentes. Pois quando Sekhmet ameaçava ir para cima de Bes, a deusa leoa foi brutalmente afastada do deus anão quando um enorme chacal negro, Anúbis, pulou em cima dela com as presas escancaradas.

O rugido de Sekhmet ao, no último segundo, se transformar completamente em uma leoa, marcou o início de o que só poderia ser descrito como uma batalha de predadores. Com garras e presas afiadas, Anúbis e Sekhmet lutavam tentando ferir qualquer parte que fosse do adversário, fosse ela a perna da leoa que Anúbis brutalmente mordeu ou a lateral do tórax do chacal que Sekhmet agilmente arranhou. Mas não apenas de garras e dentes aquela luta era feita. Sem precisar olhar para os músculos que mal se escondiam sob a pele da enorme felina, Anúbis sabia que nunca teria tanta força bruta quanto Sekhmet. Assim, ao redor de si, a névoa negra seguia o conflito causando dor e putrefação a tudo que tocava e não fosse seu mestre.

Não achando bem onde e como ajudar na luta de Anúbis contra Sekhmet, Bes aproveitou a oportunidade para se afastar dali. Contudo, rapidamente seus olhos se fixaram em outra luta. Na de Bastet contra Set. A batalha de Bastet contra Set, que não possuindo o o corpo do faraó Narmer no momento, era certamente a mais rápida que se desenrolava ali, especialmente com Ptah também participando dela dando leves adições mágicas na forma de invocações que atrapalhavam ou diminuíam a velocidade dos ataques de Set. Bes sentiu uma pontada de ciúme ao notar que não podia ajudar Bastet ali também, uma pontada de ciúme parecida com quando ele viu Bastet beijando Ptah algum tempo atrás. Claro, Bes poderia simplesmente tentar dar um susto em Set. Afinal, sustos eram sua especialidade, mas Bastet não estava parecendo precisar de ajuda.

Sendo assim, Bes se virou para Khnum, pois esse sim parecia estar precisando de ajuda. Khnum, com seu corpo forte, alto e enormes chifres, era claramente um lutador exímio, mas era lento e estava lutando contra Naunet, uma das deusas mais antigas. Naunet só não era mais velha que Nu, seu marido e versão masculina.

Naunet e Nu não poderiam ser mais diferentes entre si. Ele era como um oásis que pacificamente aparecia no deserto, ela era como um riacho cheio de pedras e de correnteza forte. Em todos os sentidos, eram um o oposto do outro. Talvez por isso Naunet nunca tenha dado filhos para Nu. Contudo, isso não havia impedido Nu de, com alguns meros gestos de mão em suas partes, criar outros deuses, como Rá, do nada. Exatamente por isso ele era chamado de pai de todos os deuses.

Os ataques de Naunet e suas serpentes contra Khnum eram ágeis e fluídos como a água, ao passo que os contra ataques de Khnum eram pesados, mas lentos.

Um pouco receoso com a possibilidade de estar tomando a decisão errada, Bes se aproximou dos dois combatentes e, inspirando fundo, usou o breve segundo em que Naunet olhava mais ou menos em sua direção para fazer o que fazia de melhor. Seu rosto aumentou de tamanho ficando levemente deformado e com outra coloração, seus olhos saltavam para fora vermelhos como sangue e sua língua serpenteava para fora de sua boca. A visão horrível do rosto deformado, não era o suficiente para banir Naunet de volta para o Duat tal como Anúbis havia feito com Sobek, mas foi o suficiente para fazer ela parar por uma fração de segundo no mesmo lugar.

Vendo que não tinha tempo a perder, Khnum usou essa fração de segundo em seu favor e, quase errando a mira, conseguiu fincar um de seus poderosos chifres no corpo de Naunet que gemeu de dor ao ver seu abdômen perfurado.

Enquanto o caos se desenrolava na entrada do palácio, Ísis embalava o pequeno Hórus nos braços sob os olhos preocupados da irmã e de Tawaret.

—Não estava já emocionalmente pronta para encarar Set de novo — disse Néftis temerosa com as mãos unidas sobre o coração.

—Eu sabia que a festa iria dedurar nossa localização e Set acabaria vindo até aqui… — admitiu Ísis cabisbaixa olhando para o pequeno Hórus que colocava a minúscula mão na boca enquanto olhava para a mãe com olhos dourados curiosos e atentos.

—Não me diga que foi tudo um plano então?! — exclamou Tawaret surpresa

—Sim. Lamento… — admitiu Ísis

—Poderia simplesmente ter me contado… — disse Néftis soltando um suspiro — Não sou eu sua irmã?

—Esquece-se, irmã, que ainda tem muito para compensar. — disse Ísis — E não digo só quanto a mim. Bem notei que Anúbis não te chamou de mãe uma única vez ainda mesmo tendo vindo para o nosso lado finalmente. E também, apenas Ptah e Thoth sabiam do plano.

—Sem brigas agora — pediu Tawaret — Já temos problemas demais. Porquê exatamente decidiu fazer um plano desses?

— Foi mais um plano desesperado. — disse Ísis com um suspiro pesado — O ataque a Osíris foi direcionado apenas para ele e, aparentemente, ele já tinha alguns problemas em conseguir aliados. Caso contrário, teríamos tido bem mais ajuda até esse momento. Mas Osíris era um homem formado, um guerreiro.

— Pretende conseguir aliados usando esse ataque de Set numa mera festa de comemoração de um nascimento de um ser indefeso como desculpa? — perguntou Néftis.

— Vejo que conhece-me bem irmã. — disse Ísis abrindo um sorriso triste para a irmã.

— Acha que vai dar certo? — perguntou Tawaret.

— Bem, todos entendem que seria muito injusto Set chegar até Hórus, por mais que talvez também esteja atrás de sua espada. Se isso for o suficiente para conseguir nem que seja um deus a mais para o nosso lado, então não foi para nada. — disse Thoth encostado numa pilastra dando um leve susto das três deusas que não notaram que ele estava ali.

— Você não deveria estar lutando? — perguntou Néftis.

— Eu? Não mesmo, obrigado. — disse Thoth de braços cruzados — Minhas irmãs já fazem muito bem isso. Ambas Bastet e Sekhmet. Apesar de eu não estar torcendo para Sekhmet nessa. Sem falar que eu acho que isso tudo poderia ser resolvido de forma diplomática agora que temos Hórus e não Osíris.

— Ainda com essas ideias? Achei que já tivesse te convencido apoiar Hórus e lutar contra Set! — disse Ísis séria fazendo Thoth suspirar de forma cansada enquanto Thoth apenas dava de ombros.

— Contra quem cada um luta? — perguntou Néftis.

— Naunet contra Khnum e Bes. — disse Thoth — Set contra Bastet e Ptah. Khonsu e Anput. Sekhmet e Anúbis.

Ao ouvir a última palavra sair dos lábios de Thoth, Néftis rapidamente deixou os outros deuses para trás indo para o local das lutas.

Enquanto isso, do lado de fora do palácio, a maioria dos lutadores ainda estava alheia a ideia de que tudo aquilo era simplesmente um plano para atrair Set até ali mesmo. Com um gemido canino de dor, Anúbis era arremessado na areia sujando-a com sangue prateado. O sorriso de dentes pontiagudos de Sekhmet enquanto cada uma de suas pesadas patas de leão chegavam mais perto do jovem chacal, eram a prova de que ela já sentia o gostinho de vitória misturado ao sangue de Anúbis que sujava sua boca.

Sekhmet era simplesmente forte demais. Talvez por isso levava o título de ser uma das deusas mais temidas e respeitadas pelos egípcios. Mesmo que o pelo dourado de Sekhmet estivesse manchado também do próprio sangue e de partes se putrefazendo, que juntos faziam até ela mancar da pata traseira direita, ela ainda parecia pronta para lutar mais quando Anúbis, com algum custo, se levantou da areia ainda em sua forma de chacal.

Enquanto isso, a luta de Anput contra Khonsu não ia muito melhor assim. Anput tinha sua própria coleção de ferimentos, felizmente a maioria superficiais, enquanto Khonsu estava completamente ileso. De joelhos Anput caía no chão com uma expressão de desistência enquanto, olhando de cima para baixo, Khonsu se divertia com a cena.

— Isso é tudo? — perguntou Khonsu — Achei que não deveria esperar muito de uma deusa menor.

— Não. — respondeu ela com uma expressão de raiva segurando fortemente o cabo de sua espada.

Num movimento veloz e ágil, de uma vez Anput se levantou ao mesmo tempo em que aplicava um golpe de espada de baixo para cima. Contudo, o sorriso de Khonsu aumentou quando fez o golpe entrar em câmera lenta dando a ele o tempo necessário para simplesmente dar um passo para trás.

O tempo foi lentamente voltando ao normal enquanto o golpe passava direto pelo deus da lua que, cego por mais um leve segundo decisivo que lhe garantiu desviar do golpe, não viu que, na outra mão de Anput, estava um punhado de areia que ela havia pegado do chão quando caiu de joelhos. Ao passo que, quando o tempo voltou ao normal, Khonsu não teve chances de desviar do punhado de areia que Anput jogou sobre seus olhos cegando-o completamente. A ágil e esperta garota não pensou duas vezes antes dar um forte golpe com sua khopesh abrindo e rasgando o ombro direito de Khonsu.

Enquanto a ágil e complicada batalha entre Bastet e Set continuava parecendo seguir empatada, e a de Bes e Khnum contra Naunet ganhava a adição de Ptah que logo viu que estava precisando dividir sua atenção entre as lutas de Set e Naunet aproveitando que não estava lutando diretamente e sim ajudando magicamente de alguma forma, a de Anúbis e Sekhmet era interrompida quando uma leve onda d’água atingiu Sekhmet distraindo sua atenção do jovem chacal.

Os dois olharam para a origem da água e foi com surpresa que notaram Néftis com a mão estendida para eles. A mulher tremia e tinha medo estampado nos olhos. O medo que exalava dela tinha várias origens, uma delas certamente era o conhecimento de que era a mais fraca dentre os irmãos.

Sekhmet rugiu para Néftis e virou-se para ela começando a correr em sua direção, mas Néftis, de forma um tanto desesperada, prendeu-a no que se parecia com um sarcófago de água.

Era evidente pelo esforço exibido no rosto de Néftis, que ela não conseguiria segurar a deusa leoa por muito tempo. Talvez tenha sido exatamente por isso que Anúbis enviou longas faixas de linho para dentro do sarcófago de água para ajudar a segurar Sekhmet com o bônus putrefar as partes que tocavam causando dano a deusa.

Anúbis e Néftis não ousaram tirar os olhos e a concentração de Sekhmet, nem mesmo quando, a alguns passos deles, Set agarrou Bastet fortemente pelo pescoço fazendo a deusa gata engasgar e se debater arranhando-o com suas longas garras.

Alheio a qualquer sentimento de vitória ou derrota que crescia no coração de qualquer um dos combatentes, tudo de repente mudou quando o que mais parecia com uma forte rajada de vento que explodiu do centro do campo de batalha empurrou todos para longe. Num piscar de olhos, todos estavam no chão, inclusive Sekhmet que estava molhada e rodeada de faixas de linho jogada sobre a areia. Até mesmo Set que não tinha mais a mão no pescoço de Bastet, e Khonsu que sangrava largado no chão com dor e de olhos fechados.

Olhos curiosos arriscaram ver quem era que tinha interrompido a luta de todos com tanta facilidade e rapidez. Foi com uma leve surpresa que viram um casal saindo do palácio. Ele era Shu, um homem de feições calmas mas severas, pele cor de canela assim como a maioria dos outros deuses, não muito alto, mas parrudo e com uma pena de avestruz presa em seu colar dourado. Deus dos ventos e do ar seco. Filho homem mais velho de Rá depois de Thoth. A mulher era a esposa e irmã de Shu, Tefnut. Seus cabelos dourados caíam como ondas em suas costas e contrastavam de uma forma bela com sua pele. Seus olhos normalmente amorosos mas, naquele momento, expressavam tristeza profunda. Deusa da humidade e da chuva. Juntos, o casal eram os pais de Geb e Nut. O que tornavam eles avós de Osíris, Ísis, Set e Néftis.

— Chega. — disse Shu de forma séria e calma olhando para Set — Chega dessa briga sem sentido.

— Não é sem sentido! — rebateu Set se levantando da areia.

— É sem sentido e sabe muito bem disso, neto idiota. — disse Shu que, apesar da calma em seu rosto, não era muito conhecido por palavras carinhosas.

— Esse é a festa de nascimento de nosso novo bisneto. — disse Tefnut — Não é hora para conflitos armados.

— Vocês todos são uma desgraça para os modos da família! Todos vocês, netos e bisneto. Um bando de tolos! — reclamou Shu — Brigando por tronos, não aceitando os filhos que fazem, fatiando uns aos outros, se relacionando com deuses menores e humanos e sabe-se lá mais o que. Tenho fé de que ao menos o pequeno Hórus crescerá um homem digno e que segue os modos dos deuses.

— Osíris quem começou falando sobre ajudar mais os humanos! — reclamou Set.

— Parece até uma criança ainda, reclamando desse jeito. — disse Bastet dando uma risada que lhe fez ganhar uma encarada fria de Set.

— Faça-os devolverem minha espada e irei. — disse Set.

— Irá para voltar algum outro dia para lutar novamente? — perguntou Shu — E essa espada está bem melhor esquecida, pois bem sei que usou-a para fatiar Osíris.

— Onde está ela, de toda forma? — perguntou Tefnut olhando para os presentes esperando uma resposta.

Ninguém respondeu embora o coração daqueles que sabiam batesse bem rápido. Anúbis, agora em sua forma humanóide,lembrou-se de que, quando foi checar por Neby, havia visto Thoth entregando a arma maldita para Osíris. Thoth, contudo, não estava ali presente e sim dentro do palácio. Ele olhou para Anput e para Néftis, perguntando-se se elas teriam visto a espada lá no Salão do Julgamento também, pois elas haviam ido atrás dele naquele dia. Contudo, não pode ver nada no rosto delas que fosse algum indicativo disso. Entretanto, pode ver a pista que procurava no olhar que, numa fração de segundo, trocou com Bastet.

— Então? — perguntou Tefnut novamente — Onde está?

— Néftis. — disse Shu olhando para a mulher — Todos sabem do sentimento que nutre por Osíris, talvez saiba o paradeiro da arma que o matou.

— E-Eu...E-Eu não sei! — respondeu Néftis vermelha ao ver seus sentimentos sendo expostos na frente de tantos outros — Eu juro!

— Pff. Típico. — resmungou Set — Inútil e traidora como sempre.

— N-Não u-use tais palavras comigo. — pediu Néftis de forma quase chorosa.

— Ainda sou seu marido e uso as malditas palavras que eu quiser! — rebateu Set.

— N-Não… — disse Néftis se levantando também só que de pernas bambas — Q-Quero divórcio.

Por motivos que não precisam ser explicados, os outros deuses já estavam olhando todo aquele desenrolar de conversa com bastante curiosidade querendo saber onde ia parar.

Em alguns séculos, vizinhos dos egípcios poderiam achar estranho toda aquela liberdade e poder que as mulheres egípcias tinham. O que incluía, por exemplo, o direito de pedir por um divórcio. Algo que não era restrito aos homens. Uma ideia de igualdade tão ligada a Ma’at, a deusa da verdade, justiça ordem e equilíbrio.

— Por mim, tanto faz. — disse Set depois de recuperado do choque inicial — Pegue suas coisas e vá. Que utilidade tenho para uma mulher que não está lá para fuder quando estou afim?

Uma expressão misturada de raiva e vergonha cruzou o rosto de Néftis enquanto lágrimas enchiam seus olhos. Num surto de revolta, ela se virou para voltar para dentro do palácio. Ninguém fez a mulher voltar, todos estavam igualmente chocados, menos Set que não parecia minimamente incomodado. Claro, toda a cena afetou ainda mais Anúbis quer, gostasse deles ou não, Set e Néftis ainda eram seus pais.

Um olhar cruzou entre Set e Sekhmet. Silenciosamente, eles entenderam a mesma coisa. Que aquela era uma ótima hora para tentar entrar a força no palácio. Ágil e forte, Sekhmet correu para a porta de entrada mas parou quando um outro deus se colocou no meio da porta impedindo sua passagem apesar das pernas que tremiam de medo e o rosto pálido devido a mesma emoção, Nefertem.

— PORQUE PARASTE?! — reclamou Set.

— Já não falei para pararem com essa confusão?! — brigou Shu.

— PASSE POR CIMA DELE, SEKHMET! — urrou Set — SEI BEM QUE ELE NÃO LUTA NADA!

— Não. — disse Sekhmet se erguendo esbelta e dando as costas para Nefertem encarando Set friamente.

— O que disse? — perguntou Set seriamente.

— Creio que me ouviu da primeira vez. — disse Sekhmet.

— Argh… não me diga que foi subitamente preenchida dessa merda de amor materno. — reclamou Set revirando os olhos — Se não o estraçalhar, farei isso eu mesmo.

— Não deixarei que essa confusão continue! — disse Shu batendo o pé no chão.

— Fatie quem você quiser, seja um neket iadet com quem quiser, — disse Sekhmet — mas em meu filho você não toca um dedo sequer.

Nefertem deixou um suspiro de alívio escapar pelos seus lábios. Tinha medo verdadeiro da mãe apesar de ela nunca ter lhe feito nada de mal. Quase podia sentir também suas pernas se renderem ao seu peso, mas aguentou firme.

Furioso, o rosto de Set foi ficando vermelho enquanto encarava Sekhmet com o mais puro ódio. Set era confiante de sua própria força, mas também sabia que Sekhmet era poderosa e que, se tentasse fazer algo, vários ficariam contra ele. A maior prova disso era que sentia a pressão do ar ao redor de si, com certeza obra de Shu, impedindo-o de fazer qualquer movimento em direção à Sekhmet.

— Set, vá. — disse Tefnut — Isso não é hora para resolver isso e Hórus é o faraó por direito.

— Não sente que sua espada idiota não está aqui?! — reclamou Bastet.

Por alguns segundos mais Set olhou para a cena com raiva pensando no que fazer mas, eventualmente, num pequeno tornado de areia ele sumiu, deixando os outros deuses para trás sabendo bem que não tinham enfrentado ele pela última vez.

Notas finais
por hoje é isso. desculpa, ele ficou muito grande mas não dava pra cortar. até o prox cap! ## REFERÊNCIAS Meu irmão pertuba meu coração - https://www.perankhgroup.com/Ancient%20Egyptian%20Love%20poetry.htm Bes - https://riordan.fandom.com/wiki/Bes Naunet - http://egyptian-gods.org/egyptian-gods-naunet/ Nu - http://egyptian-gods.org/egyptian-gods-nun/ Nu 2 - https://en.wikipedia.org/wiki/Nu_(mythology) Thoth - https://riordan.fandom.com/wiki/Thoth#Abilities Tefnut - https://riordan.fandom.com/wiki/Tefnut Divórcio - http://www.egypttoday.com/Article/4/25686/Love-marriage-and-divorce-in-Ancient-Egypt Divórcio 2 - http://www.ancientpages.com/2018/12/12/marriage-and-divorce-in-ancient-egypt-were-different-but-uncomplicated/ Néftis - https://riordan.fandom.com/wiki/Nephthys Shu - https://riordan.fandom.com/wiki/Shu Shu 2 - https://pt.wikipedia.org/wiki/Shu Ma’at - https://pt.wikipedia.org/wiki/Maat