A Mente Insana Da Suposta Inocente
9 Noite de Natal
Era Natal... Nevava muito aqui em Londres eu estava com muito frio, fui andando pelas rusas estreitas e olhei pela janela de uma casa, via uma menininha de mais ou menos sete anos recebendo um urso de Natal de seu pai, ele sorria junto com a mãe da menina que brincava com ela, os três se divertindo... Isso me provocava uma pequena lembrança...
Eu estava com meu pai e minha mãe, felizes, sorrindo e brincando. Eu ganhei meu ursinho de pelúcia favorito naquela época... Me lembro de como eu gostava dele...
Mamãe! O que tem na caixa?
Adivinha filha. Olha que lindo, é aquele urso que você sempre me pedia, lembra?
Nossa mamãe, obrigada, eu te amo. — Rapidamente eu abracei minha mãe e ela me girou em seus braços. De repente meu pai abriu a porta.
Sanrisaa. Minha filha linda, olha quem chegou !!
Papai!! — Eu gritei e corri até ele desesperadamente. Ele me abraço, erguendo-me um pouco, logo me colocou no chão e foi falar com Elisa, ela sorria maravilhosamente e super encantadora, usava um vestido vermelho em círculo de balão que eu adorava. Eu estava com um vestidinho rosa com vários babados e um casaquinho lilás bordado com diversos corações.
Nós comemorávamos o natal felizes, em uma ceia totalmente contente e unidos...
Eu me virei de costas e me escorei na janela daquela casa. A onde eu tinha errado? Por que eu não tenho mais meus pais e minha irmã? O que eu fiz para merecer isso?
" POR QUÊ !?!?!?!" — Eu gritei escorada na parede, descansando a cabeça sobre meus joelhos, enquanto lágrimas escorriam por meu rosto e caíam na neve.
Por que tudo era tão difícil para mim? Por quê? Por quê? Era tudo o que eu conseguia me perguntar nesse momento.
A mulher, dona da casa abriu a porta e me viu ali no chão jogada em meio aquela neve. Eu já estava praticamente dormindo, quando a boa mulher colocou um cobertor sobre mim, eu apenas senti. Ela se virou e foi embora, mas ainda a senti me observando pela janela.
Por um instante eu sorri, e puxei mais o cobertorzinho me aconchegando bem... Ela abriu a porta novamente e passou a me olhar, eu a olhei de volta.
– Pequena, você não quer entrar? Ela perguntou.
– Não... Eu causaria um estrago. — Simplesmente respondi pensando no que havia acontecido na outra vez.
A boa mulher ficou em silêncio e me trouxe um prato com comida, tinha feijoada, um pouco de arroz e do lado alguns docinhos. Eu peguei o prato cuidadosamente, agradeci e saboreei.
Fiquei aquela noite de Natal ali... Pensando nos meus atos. E também eu procurava de toda a forma um modo de escapar disso tudo... Eu olhei para o céu, com o vento frio soprando fortemente no meu rosto, e desenhei um sorriso no céu ligando os pontos das estrelas. Meus olhos brilhavam por causa do frio que os congelava.
Aos poucos já ia adormecendo...
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