Notas iniciais
Minha primeira long-fic em conjunto *-* E tinha que ser com a Leniis rainha, né? Enfim, espero que gostem ♥
Nós mesclamos a escrita de cada capítulo, então todos os capítulos são escritos por nós duas ;)

A noite estava escura, fria... Sombria.

Nem mesmo a luz da lua e das estrelas era capaz de iluminar o caminho de Bárbara; as árvores altas impossibilitando que seu brilho chegasse até ela. Mas isso não a impediu de adentrar aquela floresta, decidida a ir até o fim.

Podia ouvir o barulho dos galhos se partindo sob seus pés, lhe causando calafrios ao imaginar-se sendo observada.

Ela não ligava.

Precisava chegar ao seu destino. Precisava saber o que seu amigo, Luke, queria de tão importante com ela, a ponto de mandar um de seus irmãos mais novos ir procurá-la, avisando que ele queria vê-la.

Ouviu o farfalhar das folhas de um arbusto e, ao olhar para certificar-se de que era apenas o vento, viu que estava completamente enganada.

Seus olhos arregalaram-se ao se depararem com outros lhe observando por entre as folhas dos arbustos. Enfiou a mão no bolso de trás de sua calça e sacou seu canivete, pronta para atacar quem quer que fosse que a estava observando.

— Ei, calma — a figura de um homem surgiu à sua frente. Ele era uns bons 10 centímetros mais alto que Bárbara e possuía a pele morena. Seus ombros eram largos e, seu braços, musculosos. Resultado de várias e várias horas de treinamento. — Sou eu!

Ela soltou todo o ar de seus pulmões, aliviada, ao ver que era apenas seu amigo. Guardou o canivete no bolso enquanto ele se aproximava, parando a sua frente.

— Você me assustou — Bárbara aproximou-se de Luke e lhe deu um abraço breve como cumprimento. — Posso saber o que quer de tão importante comigo?

Ela foi direto ao assunto, não querendo se demorar. A floresta lhe dava arrepios e, quanto menor o tempo que ficasse lá, melhor era.

— Preciso da sua ajuda — foi o que ele disse, a voz um pouco desesperada. — Ontem a noite, Ian foi sequestrado.

— Deixe-me adivinhar... Foram os Vampiros? — ela escorou-se em uma árvore ali perto e viu Luke assentir. Fez um breve gesto com a mão, pedindo para o amigo continuar a relatar o ocorrido.

— Eles deixaram um bilhete dizendo que nós temos até a próxima lua cheia para deixar o nosso território, ou eles vão matá-lo e iniciar uma guerra — Luke gesticulava o tempo todo, sinal claro de nervosismo.

Pensar em uma guerra entro os Lobos e os Vampiros lhe causava certo pânico. O fato de os Vampiros serem bem mais numerosos que os Lobos, podia muito bem ser um fator que contribuiria para a aniquilação de seu bando.

— E onde eu me encaixo nessa história? — Bárbara ergueu uma sobrancelha, questionando o seu amigo.

Além do fato de que ela era amiga de um lobo, não tinha nada a ver com nenhuma das duas raças. Então, por que Luke estava lhe contando aquilo? O que ele queria com ela, afinal?

— Quero que você resgate-o — não havia um pingo sequer de sarcasmo em sua voz, porém, a gargalhada que Bárbara deu era possível ser ouvida a alguns metros de distância.

Passados alguns segundos, ela se deu conta que Luke estava, realmente, falando sério, então espirou fundo, interrompendo o riso e secando uma lágrima que escorria por sua bochecha. Seu amigo lhe fitava seriamente, esperando-a se acalmar e começar a surtar. Porque ele sabia que ela o faria.

— Isso é algum tipo de brincadeira? — Bárbara esperou sua resposta, que veio como um aceno, negando. Seu desespero era visível. O que Luke tinha na cabeça ao lhe pedir uma coisa dessas? — Você quer que eu, uma simples humana, vá até o território dos Vampiros para resgatar o seu líder? Ficou maluco? Eles vão me matar!

— Não se você pedir ajuda ao Dylan — foi o que ele disse, fazendo Bárbara arregalar os olhos de incredulidade.

— O quê?

— Não foi você quem salvou a “vida” dele uma vez? — Luke enfatizou o vida, fazendo aspas com os dedos — Acho que ele te deve uma.

— Você perdeu completamente o juízo — não era uma pergunta. Ela realmente achava que seu amigo tinha ficado louco. — Não dá para acreditar que você está me pedindo isso.

Bárbara desencostou-se da árvore e começou a andar de um lado para o outro, completamente desacreditada.

— Ele é contra a guerra entre os dois povos, não é? Pensei que, talvez, ele pudesse te ajudar — Luke praticamente suplicava; sua voz soando desesperada. — Por favor!

— E o que você quer que eu diga? Dylan, eu te odeio, mas preciso que você me ajude a libertar o Ian que, por sinal, está sendo mantido refém dos seus amigos sanguessugas? — ela ironizou. Aceitar ajudar seu amigo não era algo que ela estivesse cem por cento disposta. Principalmente se envolvesse pedir ajuda a Dylan. — Sem chance!

— Bárbara, você tem que me ajudar. Se, até a próxima lua cheia, o Ian não estiver de volta ao nosso bando, vamos todos morrer — ele segurou-a pelos ombros e a olhou nos olhos. Vê-la andar de um lado para o outro já estava começando a lhe irritar. — Nós, Lobos, não podemos entrar no território dos Vampiros e você sabe disso. Se você conseguir libertar o Ian e trazê-lo antes da próxima lua cheia, vai salvar centenas de vidas — Luke precisava da ajuda de sua amiga, e ele usaria qualquer argumento a seu favor. — Com ele de volta ao bando até lá, podemos tentar entrar em um acordo com os Vampiros e impedir uma guerra.

Bárbara sabia como os Lobos agiam. Eles não faziam nada sem o líder deles. E ela também sabia o que aconteceria se uma guerra entre os Lobos e os Vampiros viesse a acontecer.

Ver seus amigos serem massacrados pelos Vampiros ou arriscar a sua vida para salvar várias outras? Talvez ela pudesse ajudá-los. Talvez não.

Talvez os Vampiros a matassem antes mesmo de ela chegar até Ian. Talvez Dylan não aceitasse ajudá-la. Mas ela podia, pelo menos, tentar. Pelos seus amigo, ela podia tentar.

— Tudo bem, você me convenceu — suspirou pesadamente e recebeu um abraço de Luke.

Sabia que ele estava feliz por ela ter aceitado tal loucura, mas ela também estava satisfeita. Saber que, pela primeira vez, ela iria fazer algo importante por alguém era gratificante. Mesmo que isso pudesse lhe custar a vida.

— Obrigado, Bárbara! — Luke sorria abertamente para ela; suas covinhas à mostra lhe deixando ainda mais radiante. — Você não tem ideia do quanto isso é importante.

Foi inevitável Bárbara sorrir junto, mesmo sabendo o que ela ia enfrentar ao aceitar tal loucura. Mas ela preferia não pensar nisso.

— Eu vou me arrepender disso.

Notas finais
O que acharam?