A Matemática do Prazer

2 - Algoritmo de Aniversário


Notas iniciais
Hello amores. Resolvi postar mais um capítulo esta semana por gratidão a vocês que confiaram em mim e vão acompanhar a fic. Agradeço a Gabriele Auditore Bowden, Anaáh Dobrev, Ayanne, Bia Villar e Ana Salvatore pelos comentários. Mesmo sendo poucas, já é um começo, e à vocês que leram e não comentaram, eu agradeço assim mesmo, mas espero vocês neste. Espero que gostem do capítulo. - Boa Leitura! ^^

Sábado e eu arrumava minha mochila ao invés que aproveitar a manhã dormindo. Bocejei enquanto colocava algumas peças de roupas causais, meu netbook (sim, “net” por que é mais barato), um caderninho simples para esboço – mesmo que soubesse ser quase impossível querer desenhar aonde estava indo –, e acessórios de praxe.

Tinha duas horas até Kath vir me buscar para irmos ao aniversário da mamãe em nossa antiga casa. Tentei encontrar um vestido que prestasse dentro de meu closet para mais tarde, no jantar de minha mãe. Peguei o mais caro que tinha e enfiei de qualquer maneira na, já lotada, mochila e a fechei.

Eu era a mais pobre da família, mas não me incomodava. Simplicidade era tudo para mim, por isso o fato de morar no Brooklyn ou não ter carro eram só limitações nada irritantes para mim. O metro tá aí pra isso né? Eu não vivia no luxo, mas era feliz. Isso é o que me importava, o que eu dou valor.

Entrei em meu banheiro e coloquei para encher a simples banheira que tinha com água morna, coloquei o produto de faz espuma e alguns aromatizantes, entrei e relaxei um pouco enquanto lavava a mim e meu cabelo com despreocupação. Hidratei os fios e meu corpo e saí. Estava tentando me preparar psicologicamente para o fim de semana de cão que teria na presença da minha amada mãe.

Eu a amava incondicionalmente, mas às vezes... Argh! Ela conseguia me tirar do sério por completo com aquela história insensata de querer me dobrar à suas vontades e me tornar uma “dama”. Eu já tenho os atributos necessários, nasci com eles, buceta e peitos! Isso não é o suficiente para ser uma dama?

Não! Para minha mãe nada do que eu sou ou faça, é o suficiente para fazê-la feliz e orgulhosa de mim. Mas não sentia raiva dela por isso, eu era um fracasso mesmo, nada do que faço é elegante ou requintado, mesmo que tentasse, e eu reconhecia isso, mas pelo menos era um fracasso feliz com o que tem!

Suspirei fundo e desembacei o espelho do banheiro devido ao vapor de meu banho e penteei meu cabelo lentamente. Deixei secar ao natural quanto escolhia uma roupa em meu closet pequenino.

Passei em minha cômoda e abri a gaveta das calcinhas organizada à moda da casa: emboladinho de lingerie. Cacei entre o emaranhado colorido e peguei uma vermelha trabalhada em renda. Os modelos não eram tão variantes quanto às cores, no básico eram minúsculas ou no máximo pequenas, me incomodava um monte de pano lá em baixo.

Ri vestindo a peça e abri minha gaveta de sutiãs e peguei a peça da combinação, vermelho e meia taça com strass. Caminhei de roupa intima até o armário e escolhi uma roupa confortável para mim e a coloquei em cima da cama para visualizar a combinação, blusa vermelha de alças finas de um material fino e quase translúcido e um short de cintura alta com o jeans em estampas tribais e spikes.

Voltei ao banheiro para arrumar o cabelo. Passei a toalha por ele tentando tirar o excesso de umidade, porém estava demasiada e não adiantou muito. Suspirei percebendo que teria que secar minha enorme cabeleira. Aff! Passei um óleo para as pontas e liguei o secador no frio, só para secar mesmo, não estava com animo para escová-lo, a perspectiva do dia de hoje me tirava a disposição de me arrumar.

Prendi algumas mechas no alto criando uma cascata de cachos que emolduravam minha silhueta até a cintura, coloquei um arquinho de pérolas e arrumei minha franja a deixando despojada, meu cabelo não estava certinho, porém a desordem de meus fios tinha ficado legal. Observei meu trabalho com o “penteado” para o ver se ouviria reclamações da minha coroa. Decidi que estava bom.

Ouvi a campainha tocar. Droga! Katherine tinha chegado e ia me passar o sermão por atrasá-la, era nessas horas que ela parecia a irmã mais velha, não o contrario.

Ouvi as batidas altas contra a madeira da porta. Bufei e fui abri-la para a minha maninha impaciente. Comecei a me explicar antes mesmo de abrir a porta por completo.

– Olha Kath eu sei que estou atrasada e... – me interrompi quando vi quem estava de costas para mim enquanto eu abria a porta. Ele se virou para mim e riu de minha cara, certamente, atônita e surpresa.

– Parece que você gosta de andar sem calças por aí. – Damon gargalhou me olhando longamente enquanto permanecia paralisada na soleira da porta. – Acho que vou aderir a essa moda. É tão... – ele mordeu o lábio inferior contendo o sorriso sedutor e arqueou uma sobrancelha para mim, me avaliando em pontos estratégicos. – Sexy! – ele piscou. Sorri amarelo. Ele já estava vendo mesmo, não tinha mais nada que eu pudesse fazer. Dei de ombros.

– Ainda bem que aprova. – ri para disfarçar o resto de embaraço do meu rosto. – O que quer comigo Damon? – perguntei por fim e ele me lançou um sorriso cativante com covinhas.

– Preciso me esconder de uma louca que está no meu apê. Não quero que ela quebre minha casa toda se eu tiver que dar o fora nela. – ele deu de ombros.

– E eu com isso? – falei sem entender o que eu tinha haver com o rolo dele. Cruzei os braços de frente a meus seios a fim de oculta-los um pouco de seu olhar fulminante.

– Eu queria saber se minha bela e solidária vizinha poderia dar abrigo a um pobre e honesto homem fugindo de um dragão monstruoso. – ele falou com a voz irônica e com um sorriso conquistador. Rá! Eu não seria tão fácil assim, Sr. Delícia.

– Não! – falei com um sorriso, com a voz animada e dei um jóinha para ele. Seu rosto desmoronou.

– Fala sério! – ele exclamou. – Droga! Veja, eu estou precisando mesmo da sua ajuda! – falou aflito.

– Temos outros vizinhos.

– Você é a menos bizarra! – eu torci a boca concordando com ele. Mesmo eu sendo completamente desleixada e louca, meus vizinhos eram piores.

– Mesmo que eu quisesse, Damon, não posso. Tenho que me arrumar para passar o fim de semana com a minha mãe. É o aniversário dela e minha irmã já deve estar chegando. – falei sem ver uma opção em que incluísse ajuda-lo.

– Me deixe ficar aqui até sua irmã chegar, depois eu sumo. – ela falou simplesmente.

– Não vai desistir, não é? – perguntei fazendo uma careta para ele. Ele sorriu meneando a cabeça. Suspirei derrotada. – Entre. – falei gesticulando para que entrasse.

– Obrigado, Elena! Salvou meu coro! – ele falou alegremente.

– Uhum. É. – falei sem paciência e me afastei para que ele pudesse entrar, dei as costas para ele voltando para meu quarto sem tentar esconder mais minha semi-nudez de seus olhos.

– Mais que pandeiro! – o ouvi murmurar baixinho.

– O que? – exclamei, certa que não era para eu ouvir e coloquei minha cabeça da esquina do corredor para observa-lo. Ele parecia surpreso.

– Er... Onde é o banheiro? – ele falou alto me olhando afoito e passou a mão pelo cabelo.

– Seu apartamento é igual ao meu, você sabe onde é. – acusei divertida com a careta que ele fez.

– Não pode me acusar por tentar. – ele piscou.

– Mentir não é seu forte. – falei rindo e ele me deu língua e se jogou no sofá com os pés em cima das almofadas e ligou a TV. – Sabe? Fica à vontade, não precisa ficar com vergonha de se sentar e sujar todo o meu sofá... – falei irônica arrancando uma risada dele.

Desisti e fui para meu quarto.

– Seu folgado! – reclamei para mim mesma.

– Eu ouvi, hein? – ele gritou rindo.

– Não falei que era segredo! – retruquei e vesti meu short jeans e a blusa que estava em cima da cama, coloquei um sinto já que a bermuda começou a cair e suspirei ao calçar sapatos de salto – já que iria visitar minha mãe, isso era uma obrigação –, coloquei alguns acessórios e me olhei no espelho para ver se estava “bem vestida”.

Passei lápis e rímel nos olhos, ambos pretos e um batom claro, juntamente com meu perfume preferido, mas que é o olho da cara. Coloquei minha mochila nos ombros e fui para a sala esperar minha linda e atrasada irmã.

– Está até parecendo gente, hein? – Damon zoou.

– Está na minha casa, hein? – ironizei em resposta e ele fez gesto de desistência para mim.

– Mau humor total! – falou puxando assunto.

– Se você estivesse indo para onde vou, estaria pior. – assegurei para ele.

– Uh! E para que lugar tão terrível você vai mesmo? Não estava prestando atenção antes... – comentou. Rolei os olhos.

– Como se estivesse agora!

– Posso fingir um casual interesse enquanto você desabafa suas frustrações. – falou arqueando uma sobrancelha com um sorriso.

– Passo! – sorri para ele. – Vou tomar café, se me der licença. – não esperei sua resposta e fui para minha cozinha comer algo.

Fiz cappuccino de chocolate com leite e peguei bolachas Waffer, sentei para comer calmamente na bancada e troquei para o canal do Cartoon Network e comecei a assistir.

– Hey! – Damon reclamou.

– Minha TV, meus desenhos! – falei com um bigode de leite e boca cheia, ele pareceu pronto para discutir, porém se limitou a rir.

– Não oferece nada? Você é uma péssima anfitriã! – olhou para meu café da manhã, ainda tentando descontrair.

– Você tem mãos, pode usa-las para fazer. – dei de ombros.

– Posso usar minhas mãos para várias coisas, baby! – ele piscou e eu cuspi meu café com a minha risada.

– Cinco contra um, com certeza! – falei pegando o guardanapo para limpar meu queixo sujo de café.

– E outras coisas mais! – ele mordeu o lábio enquanto piscava simulando os movimentos com a mão. Ri escandalosamente com aquilo e ouvi a campainha tocar.

– Atende para mim? Acho que não estrou em condições! – falei em meio às risadas mostrando minhas mãos sujas do café cuspido.

– Só por que você me deixou ficar aqui! – ele falou apontando o dedo para mim e eu sorri.

– Ok! – rolei os olhos para ele enquanto o mesmo abria a porta.

– Ah, ela já abriu! – ouvi a voz da minha irmã e fui para o corredor e a vi ao telefone, elegantemente vestida como sempre. – Espera! Quem é você? – ela falou olhando Damon de cima a baixo com um misto de choque e curiosidade do olhar.

– Damon! Sou o vizinho da Elena. – ele falou e Kath franziu o cenho para ele.

– Ah! – ela verificou com o olhar o número da porta e depois olhou para ele novamente.

– Não, você está no lugar certo. É que eu tô me escondendo aqui! – ele explicou sorrindo.

– Ah sim. Escondendo de que? Cadê a Elena? – Kath olhou por cima de seu ombro e me viu.

– Do dragão no meu apartamento. – eu acenei para ela um sinal de “depois explico” e peguei minha mochila. – A Lena está na cozinha.

– Lena? – ela ergueu a sobrancelha indagativamente para ele.

– Aqui! – respondi, mesmo sabendo que ela não me chamou e sim questionou o apelido.

– Vamos? – Kath perguntou me olhando com uma cara estranha.

– Claro! – sorri para ela. – Damon, você vai ter que ir se esconder em outro lugar agora. – Me virei para ele que assentiu calmamente.

– Beleza! – deu de ombros e saiu e eu desliguei a energia da casa na caixa de força ao lado da porta e a tranquei.

– Vou descer também, já que minha casa está interditada, quer que eu carregue sua mochila para você? Já que me deixou me esconder aí é o mínimo que posso fazer... – falou com descaso.

– Muito obrigada, mas acho que não vou precisar. Ao contrário de certas pessoas, eu uso minhas mãos para carregar objetos e não para... – olhei para minha irmã que nos encarava confusa. – Outras coisas. – concluí com um tom cumplice para ele que gargalhou.

– Tá certo! Então vou dar utilidade as minhas mãos por aí. – Falou com um sorriso para mim. Menos de vinte e quatro horas desde que nos conhecemos e já tínhamos intimidade para piadas internas, e, estranhamente, isso não me incomodou, era divertido como flertar de brincadeira com ele. – Valeu por me esconder mais cedo, Lena. Obrigado. – agradeceu e me deu um beijo no canto da boca, errando o rosto de proposito fazendo minha respiração falhar. Ele se afastou sorrindo e se virou para Kath. – Foi bom te conhecer...

– Katherine! – ela respondeu numa boa.

– Foi bom te conhecer, Katherine. – ele sorriu para ela que o olhou, sentindo pela primeira vez o poder dos olhos azuis.

– É... Err... Igualmente. – estendeu a mão, mas ele repetiu o gesto e deu um beijo, dessa vez, na bochecha dela e se foi. Ela arregalou os olhos para mim.

– Quietinha. Eu já sei. – falei para ela que assentiu.

– Sou comprometida, sou comprometida! – ela falou repetidas vezes enquanto descíamos as escadas, ri dela.

– Pelo menos o Stef é gato, mana! Pensa nisso. – falei a abraçando de lado.

– Pelo menos isso! – ela riu comigo. – E que dragão que ele estava falando? É a namorada dele? – ela perguntou enquanto descíamos o último lance de escadas.

– Só se ele tiver uma por noite! – falei para ela que fechou o sorriso. – Galinha! – falamos juntas e caímos no riso novamente.

– Com esse fato ele se tornou totalmente vetado para você, maninha! – ela falou séria.

– Por quê? – perguntei.

– Mamãe não irá aceitar! – rolei os olhos para ela.

– Mamãe não tem que aceitar nada. E se rolar... – enfatizei o termo condicional – Não quer dizer que eu vá casar com ele. Nem todas são como você que casam com o cara com quem perdeu a virgindade, Kath. – falei para ela.

– Eu não perdi a virgindade com ele! – minha irmã exclamou.

– Uhum, sei! – falei irônica enquanto saiamos do prédio. Antes que ela contradissesse, a porta da Ferrari cor de sangue vívido se abriu e Stefan saiu se lá sorrindo para mim.

– Elena! – ele me cumprimentou. Reparei que seus cabelos estavam molhados, assim como os da minha irmã. Hum.

– Agora eu entendo por que se atrasou. – sussurrei para Kath que fingiu não ouvir. – Stefan! – falei me virando para ele. – Quanto tempo! – dei um abraço no meu cunhado.

– É. Duas semanas, para ser exato. – ele falou irônico como se fosse muito tempo e nós gargalhamos.

– Pois é! – comentei, meio sem ter o que falar que não os constrangeria.

– Que tal irmos logo? Senão vamos chegar lá depois do jantar, desse jeito. – Kath falou.

– Kath, calma! São só uma hora e meia até New Jersey... – Stefan falou.

– Você sabe como a dona Isobel é! – ela falou em tom de alerta.

– Sim! – falamos simultaneamente e suspiramos tristes. Eu e Stef não aguentamos e rimos de nossa reação idêntica.

– Vocês são dois patetas, mesmo! – Kath falou meneando a cabeça com um sorriso.

– É um trio mana! Confesse: você nos ama! – falei exibida e ela me deu um tapa no braço.

– Ok! Eu amo! Mas só vou continuar amando se estiver viva. E se não quiserem que mamãe me mate, vamos com isso! – ela disse e concordamos, Stefan abriu a porta para nós, o que eu não deixei barato com o lindo e mais recente apelido para meu cunhado, O Chofer.

Seguimos pelo túnel Lincoln para nossa antiga casa, – minha e de Kath –, em meio a muitas palhaçadas, apelidos e risadas. Chegamos faltando algumas horas para o começo da festa, o percurso só duraram cinquenta minutos na Ferrari de Stef. Saímos do carro e suspiramos encarando a fachada ostentosa.

– Simbora enfrentar a Dona Isobel, cambada! – falei para os dois colocando minha mochila sobre o ombro e tocando o sino na entrada enquanto ambos me seguiam para a casa, já lotado de empregados arrumando o lugar para festa de nossa mãe.

Definitivamente seria um longo fim de semana!

Notas finais
E então? Agora é só na próxima semana, ok? Quero saber o que acharam sempre e qualquer coisa é só falar. Agora fiquem a vontade e comentem aqui em baixo um "Legal" ou "Gostei" e até "Que lixo, sua vaca", eu aceito desde que seja de brincadeira ok? kkkkkkk' Kisses n' bites! *w*