A Marriage Is Coming
1 Prólogo - "Yeah, I do."
Notas iniciais
Antes de começar, saibam que vocês não precisam obrigatoriamente ler Dance Club, porém seria melhor para entenderem algumas coisas relacionadas ao passado deles e citações e referências que aqui terão.
Agora sim, espero que gostem e se divirtam lendo tanto quanto me diverti escrevendo. ♥
(a aesthetic, apesar de nã ser do principal, é do noivo - a do principal eu preciso achar a foto do ator)
Capítulo Prólogo – “Yeah, I do.” (Groom P.O.V)

Eu sabia que aquilo poderia dar em muito problema, afinal, eu conhecia nossas famílias. Eles não eram as pessoas mais fáceis do universo, muito menos as mais simpáticas. Minha mãe e meu pai haviam se separado quando eu era uma criança. Hoje meu pai estava casado com um cara, que eu admito, é muito lindo; enquanto minha mãe está curtindo sua vida de solteira. Ambos estão em seus 60 anos. Já a família do meu noivo, Jeff, era um pouco estranha – no quesito de conservadorismo, mesmo – sempre tentando se meter na vida do meu pai e da minha mãe. Só Deus sabe o motivo. Por sinal, considero Ele culpado por eu ter que me casar na Igreja Católica. Sério, por eu ser adotado – logo, logo vocês vão saber dessa história – minha mãe biológica é católica, enquanto a família do meu noivo também. E por mais que a gente dispense essa idéia de primeira, estamos fazendo isso como um escape, pra não arranjar problemas, entende? Porém, se dependesse da minha família, a gente se casava no gramado do fundo da casa, depois pularia no enorme lago, que ainda bem que eles haviam colocado uma cerca quando éramos crianças, senão eu não estaria te contando isso. Enfim, voltando para a cena...
— Claro que aceito! – Jeff me puxou, abraçando-me em seguida. Ele cheirava a flores colhidas de manhã. Seu terno impecavelmente cinza reluzia a luz branca do gazebo de madeira de Pinheiro. – Eu te amo tanto, Max. – Jeff me deu um selinho demorado, limpando as lágrimas que insistiam em cair dos meus olhos.
— Eu também te amo, Jeff. – Eu disse, beijando um pouco abaixo do pescoço dele, vendo-o rir, seu ponto fraco.
— Que ótimo! – Grizelda – por sinal que nome horrível – falou alto, me fazendo tampar o ouvido que estava, infelizmente, virado na posição dela. – Agora temos que organizar o casamento. Onde vai ser? Pode ser na Igreja que eu e o seu pai nos casamos, Jeffinho. Onde vai ser a festa? Quantos convidados?
— Calma, eu acabei de propor um casamento com o seu filho, não é como se a gente fosse se casar daqui uma semana. – Errou feio, Max... Devia ter ficado quieto.
— É uma ótima idéia! Já que hoje é sexta, o casamento pode ser pro próximo domingo! Vamos, Johnson, temos muito o quê fazer. – Grizelda abraçou o filho e eu num conjunto, me espremendo. Senhor Johnson apertou minha mão e deu um leve sorriso, dando um tapinha nas costas do filho em seguida. Eles saíram do local, abrindo o portão que dividia a cerca da casa do meu pai para a deles. Pois é, morávamos lado a lado.
— Puta merda! – Eu soltei, vendo Jeff gargalhar do meu lado.
— Achei que já soubesse que minha mãe usa tudo que falamos contra a gente mesmo. – Jeff provocou, me fazendo cruzar os braços e fazer um bico. – Vamos pra casa, que tal? A gente resolve isso amanhã. – Ele me abraçou e beijou a área entre meu ombro e pescoço, a minha área sensível.
E foi assim, que ele esqueceu de mencionar que o “a gente resolve isso amanhã” nos levou a ter a bunda pregada na cadeira em frente do padre na manhã seguinte.
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