A Marriage Is Coming

2 Capítulo 1 - "I guess it's not a good idea kill my mom"


Notas iniciais
Oi de novo, dois num dia, é um recorde. :1 Então, deixe-me lhes explicar como vai funcionar a narração dessa história: Max narra todos os capítulos, porém terão dois que não são narrados por ele, mas sim pela irmã e irmão. O Max é muito sarcástico e engraçadinho, até mesmo de um modo levemente maldoso, então já esteja avisado. Espero que gostem (agora sim temos uma aesthetic do Max) ♥

Capítulo 1 – “I guess it’s not a good idea kill my mom”

— ... Vocês já transaram? – O padre questionou pela milionésima vez, nos fazendo olhar um para o outro, sem saber o que deveríamos fazer. – Porque se a resposta for sim, eu não posso realizar esse casamento.

— Padre filho da puta. – Sussurrei, o padre se virou pra mim e Jeff mordeu o lábio inferior.

— O que? – O padre perguntou, aparentemente por não ter escutado nada, o que agradeci aos Céus ao mesmo tempo que desejava que ele tivesse escutado pra nos expulsar do local.

— Ele está dizendo que não, nós não transamos ainda. – Jeff assumiu as rédeas da conversa, vendo um sorrisinho de sarcasmo escapar dos meus lábios, o fazendo revirar os olhos sorrindo, conhecendo o noivo que tinha.

Observei meu namorado enquanto ele falava com o mais velho. Seus cabelos marrons eram sempre arrumados com gel – sem exageros –, volumosos, mas secretamente levemente cacheados se amaciados com as mãos por poucos minutos. Ele amava usar terno e ficava incrivelmente gostoso neles. Ele costumava ter uma barba por fazer que me fazia ficar observando toda manhã antes de ter que o acordar para trabalhar ou por outra ocasião, dessa manhã havia sido resolver as coisas do casório. O maxilar dele era bem marcado e era minha parte favorita do rosto dele, sem contar os olhos cinza, claro.

— O que você acha Max? – Ele me perguntou, fazendo com que eu saísse do transe que era olhar pra ele.

— Achar o quê? Desculpe, eu estava perdido admirando ele. – Assumi para o padre, vendo o mesmo sorrir e assentir.

— Eu estava falando que a maioria das traduções costumam condenar homossexuais, mas eu não concordo com isso e escolhi por pregar o amor, tal como Cristo, então quando foi legalizado o casamento entre pessoas do mesmo gênero, fui um dos primeiros a começar a realizar casamentos e eu entendo a desconfiança e todo o caso de vocês não gostarem da Igreja, do mesmo modo que se minha condição fosse a mesma eu com certeza não gostaria, mas a mãe de Jeff confia em mim e nunca, eu nunca faria algo pra ferir essa confiança – O padre disse, me fazendo considerar as palavras dele. – E claro, a cerimônia é aqui, mas o resto é feito da maneira como vocês quiserem. E sobre vocês transarem, eu estava zoando. E sei que já transaram; Jeff sabe que eu sou amigo da mãe dele.

Dei uma risada nervosa, vendo meu noivo – adoro falar isso – me acompanhar.

— Então... – Eu disse, confirmando entreolhares com Jeff – Vai ser aqui!

.~.~.

— Meu Deus, eu te pedi em casamento ontem e já estamos vendo lista de convidados... eu só queria poder aproveitar mais com você. – Assumi para Jeff, que me abraçou, colando a testa na minha.

— E vamos, mas que tal um trato: acabamos isso aqui, e se for hoje melhor ainda, então ficamos juntos, curtindo? – Sorri, considerando a idéia, porque era realmente melhor acabar tudo aquilo logo de uma vez e depois poder curtir meu futuro marido.

— Beleza. – Assenti, sentando no tapete, pegando a lista dos nossos amigos e analisando quantas pessoas já tinham. 20, contando com nossos familiares. – Gente, a lista vai crescer com meus amigos: Dianna, Lea, Kurt, Sam, China, Autumn, etc... e claro, tem algumas dessas pessoas que tem filhos.

— Falta acrescentar meus amigos também... ah, to começando a pensar seriamente sobre se vale a pena fazer isso hoje. – Jeff me olhou, quase como se cogitasse me pegar e jogar na cama, subir e mim e a gente aproveitar a noite de núpcias mais cedo.

— Vale pelo nosso trato, depois disso a gente faz o que quiser. – Pisquei, vendo-o sorrir malicioso, beijando a minha área sensível. – Calma, ae, tigrão. – Ele riu, me fazendo sorrir.

— Ei, lembra daquelas suas amigas que fazem parte daquela banda incrível? – Ele lembrou, e eu sorri, marcando os nomes delas na lista.

— Claro que sei!

— Se elas conseguissem, será que poderiam ser a banda do nosso casamento e abertura da festa? – Ele sugeriu e eu o abracei, sentando em seu colo.

— Claro! É uma excelente idéia, vou ver com elas amanhã, inclusive. – Dei um beijo na bochecha dele.

— Então terminamos a lista? – Ele questionou e eu olhei para a mesma. Só faltava acrescentar o nome de mais algumas pessoas próximas de nossas famílias, mas sim, tínhamos. E nisso, ainda resolvido mais uma parte.

— Pode crer que sim. – Eu falei, mordiscando a orelha dele. Ele sorriu malicioso com os olhos cinza seguindo os dedos e desabotoando a minha camisa. Ele me mordeu no meu ponto sensível e eu gemi, segurando nos ombros dele sentindo como se estivesse caindo. Ele me segurou nas costas, retirando a camisa que caiu aos pés do sofá. Jeff levou uma mão para dentro da minha calça e nesse exato momento a campainha tocou, me fazendo soltar um grito de raiva, fazendo assim Jeff rir.

— Se for sua mãe eu vou gentilmente esganar ela. – E ele segurou a barriga rindo, me pedindo para parar porque estava doendo.

— Não acho que seja uma boa idéia matar minha mãe – Ele me avisou e eu revirei os olhos, me levantando, colocando a camisa e indo até o olho mágico. Grizelda estava parada sutilmente do outro lado da porta.

— Oi, Grizelda. – Eu falei, sorrindo, já mais calmo, assim que abri a porta. Ela sorriu e deu uma leve tossida para falar.

— Sua mãe está de volta. – Ela me informou e eu virei para olhar Jeff.

— Mudanças de plano, eu vou enforcar minha mãe! – E ele gargalhou olhando para a mãe, agora confusa.

.~.~.

Eu entrei na casa do meu pai vendo-o olhar pra minha mãe como se ela fosse outra pessoa, mas ao mesmo surpreso. Eu não podia julgar ele, a mulher que antes eu conhecia com cabelos pretos longos, agora os tinha curtos, uma mecha cinza, provavelmente onde os fios grisalhos haviam começado a nascer e usava um terninho vinho, o que mostrava o quanto ela havia mudado da Eleanor com calças jeans e camisetas folgadas pra facilitar cuidar do último filho a ir pro último ano do Ensino Médio, no caso eu. Já naquela época todos sabiam que papai e mamãe estavam pra se separar e o divórcio tinha chegado e eu avisara a todos, escutando um ‘nada novo’ de praticamente toda a família. Na época eu tinha medo de eles não estar juntos significar perder minha família, mas eu descobri que na verdade juntara todo mundo.

Ela abriu os braços para mim e eu corri para abraçá-la. Aquela mulher era incrível e havia sido meu suporte quando me descobri. Ela havia feito e movido o mundo para mim e meus irmãos e, mesmo tentando, manter o casamento, eles já não se amavam mais e não tinham porque continuar com aquilo. Por mais que houvessem tentado pelos filhos, o que me deixava mal, mesmo que eu soubesse que na era minha culpa manter eles infelizes por tanto tempo, fora uma escolha deles.

Assim que nos separamos, ela limpou uma lágrima minha e deu a mão para uma mulher que eu não perceberia estar ali – o que mais tarde eu descobriria que havia acabado de chegar do banheiro – e sorriu para ela.

— Estava com saudades, querido. – Ela disse, beijando minha testa. – Soube do seu casamento, seu pai me avisou. Parabéns para os noivos.

Ela deu um meio abraço em Jeff, depositando um beijo na bochecha dele.

— Essa é minha namorada, Anne. Estamos praticamente casadas, só não queremos nos casar por enquanto, mas estarei esperando pra quando ela quiser, não é, baby? – A mulher de cabelos grandes, cachos bem definidos, olhos âmbar brilhosos de alegria e uma pele negra sorriu para nós e eu a abracei, feliz pela minha mãe. Meu pai olhava para a cena com a confusão estampada na cara. – O que, Robert? Achou que fosse o único que fosse o único de sentimentos poligâmicos?

Ele deu uma risada e abraçou minha mãe, vendo-a rir. Fiquei feliz por aquele momento. Só faltava minha irmã e meu irmão. E como se o destino estivesse sorrindo para nós, meu irmão entrou pela porta, tentando fazer o menor barulho possível, causando o nosso silêncio repentino. Ficamos observando ele, rindo silenciosamente por ele realmente crer que alguém estava dormindo àquele horário – já passava das 23 da noite – naquela casa, justo naquela casa.

Quando ele se virou, gritamos um 'SURPRESA’ bem alto, o assustando, rindo da cara dele em seguida. Porque nada melhor que uma família carregada na filha da putisse.