A Marca - Vingança
19 Sinopse (James)
Notas iniciais
Eu tô com sono demais pra falar muita coisa, então lê aí e uhul é nóis
...
sei lá tbm
QUE LOUCO! apareceu em últimas atualizadas uma fic chamada Ywgedk, aí eu ctrl+cliquei pq achei o nome engraçado, só que ela foi excluída...
Isso não é louco, mas enfim
lê aí, eu não sei mais o que to dizendo
-Deixa eu ver se entendi: Você teve um sonho macabro, saiu com seus amigos, e vocês foram assaltados na cafeteria.
-Basicamente.
-E um dos assaltantes era uma mulher de cabelos azuis e olhos cor de âmbar, que sabia seu nome e, aparentemente, sabia sobre o sonho e conseguia ver sua aura?
-Isso.
Levei a mão aos lábios, pensativo. Via auras, tinha cabelo azul, sabia o nome da Rebeca e chamou ela de Katherine... É, ela estava certa.
-Com certeza é a Smurfette. — falei.
-Viu? A neta do Enzo, a pessoa que nos ensinou que Killsters veêm auras e que comparou minha aura com a de quem? Ah, é, da Katherine!
Rebeca parecia a beira de um colapso e eu tive que me conter para não rir. Mas ela estava certa em surtar. Kelly não deveria estar aqui, quanto menos saber sobre o sonho de Rebeca. Se ela estava no Brasil, significava que ela nos enganou em Bristol. Significava que ela era uma Killster.
Mais que isso, significava que ela era filha de Hanaggan.
-Isso não pode ser tão ruim, certo? Quer dizer, tá, e daí que ela nos enganou lá na Inglaterra? Não é como se eles pudessem contar isso como vantagem. Ela não sabia nada sobre nós!
Ela respirou fundo, finalmente parecia se acalmar.
-Está certo. Está certo. Mas não acho que foi à toa que ela disse aquelas coisas. Ela queria ser reconhecida. Eu só não consigo entender o porquê...
Refleti sobre isso. Verdade, era estranho, mas fazia sentido. Se ela quisesse discrição, teria ficado em silêncio. Se ela falou algo, queria que Rebeca lembrasse dela. Mas por quê? Por quê? Vamos analisar com cuidado. O único momento que a encontramos foi para visitar Enzo. Ela ouviu a história de Enzo, mas como filha de Hanaggan ela já deveria saber... Ou não? Mas se ela era mesmo neta do Enzo, saberia de qualquer forma. Ela sabia sobre os Killsters afinal. Será que já estava transformada na época? Provavelmente, ela viu a aura da Rebeca. Aquilo de sensitividade provavelmente era mentira. Talvez ela tenha nos espiado em Londres? Ainda assim, não há muito com o que contar vantagem.
Não restam opções, a não ser...
-Distração, talvez. — eu disse.
-O quê?
-Você disse que no sonho aquela mulher tentou te convecer a desistir, certo?
-Sim, e...?
-Provavelmente, se eles estiverem te espionando, eles sabem que você é bem teimosa. — ela revirou os olhos — Reconhecendo a Smurfette, você provavelmente surtaria, como fez agora, e se preocuparia em descobrir como isso traria vantagem para eles, enquanto isso, eles poderiam seguir com seus planos.
Seu queixo caiu, ela parecia surpresa.
-Eu odeio quando você é mais esperto que eu. — ela disse, fazendo-me rir.
Fiquei surpreso quando Rebeca chegou no hotel, desesperada e pedindo minha ajuda, mas de certo modo me senti bem. Ainda estava um pouco mal pela resposta dela em relação à minha tentativa de me redimir, e vê-la confiar em mim fez-me sentir bem. Mas, claro, ela só estava ali comigo porque ninguém mais sabia sobre Londres — não com tantos detalhes, como a existência da Smurfette. Talvez fosse insignificante e na verdade não significasse nada, mas era o suficiente tê-la ali sem me agredir com gestos e palavras.
-Uma coisa não faz sentido. — ela disse — Se eles querem tanto me matar, por que fazer esses contatos indiretos? Por que eles não simplesmente me desmembram e me jogam no fogo? É mais fácil, faz mais sentido.
Fizemos uma pausa, os dois refletindo e buscando explicações.
-Talvez eles não queiram te matar.
-Está dizendo que têm outro objetivo? Mas qual? E por quê aqui?
-É isso que precisamos descobrir. — peguei meu notebook — Vamos analisar tudo com cuidado. — abri uma pasta com todas as minhas pesquisas desses últimos dois anos e cliquei na do Brasil — Vejamos... De parte do ano passado para esse ano, os acidentes de carro aumentaram bastante, cerca de 30-40%, principalmente aqui no Rio. Então, de repente, essa frequência diminuiu novamente, voltando aos poucos à média antiga. Pouco tempo depois, houve o primeiro ataque, o assalto ao banco.
Rebeca desenhava um esquema dos dados numa folha de papel. Parecia concentrada. Ela levantou a cabeça e nossos olhares se encontraram. Lembrei-me da primeira vez em que reparei na cor de seus olhos, no dia em que sentamos para pesquisar sobre a marca, um momento parecido com este, em que estive prestes a beijá-la. Ah, como eu queria beijá-la. Porém não o fiz, a falsa Marie entrou na hora. Aquela sensação, aquela vontade... Era parecida com o que eu sentia agora... Eu poderia simplesmente possuí-la ali, naquela cama.
Perdi o controle de meus pensamentos.
-James, a pesquisa! — ela disse, trazendo-me de volta à realidade.
-Ah, claro. — ouvi-a dar uma suave risadinha, que me constrangeu de certa forma. Ela provavelmente percebeu o que eu estava pensando — Bom, foi na época do assalto ao banco que eu resolvi vir ao Brasil. Ainda quando resolvia uns preparativos, ocorreu o massacre no Iguatemi. Um dia desses, reanalisando esses dados, resolvi pesquisar mais coisas, coisas que antes pareciam desimportantes, e percebi que, desde que voltamos da Inglaterra até a época em que os acidentes começaram a aumentar, o número de desaparecimentos na América do Sul também subiu, porém, por ter acontecido em países e regiões diferentes, ninguém percebeu.
-Ou seja, esse tempo todo eles estavam recolhendo energias, e cada vez eles vão ficando mais extremos.
-Exato, como se a sede por sangue deles tivesse aumentado.
-Ou o número. — ela disse — Eles deviam estar se reunindo esse tempo todo.
-E quando todos estavam finalmente juntos, começaram o massacre. O banco e o shopping.
-Mas por quê? Chamar a atenção?
-Chamar a nossa atenção, talvez. Nos reunir.
-E porque eles nos querem juntos?
Mordi o lábio. Quanto mais respostas encontrávamos, mais perguntas surgiam.
-O presente do Miguel! — exclamei, correndo para minha mala.
-Do que você está falando?
-O Miguel comprou um livro para mim — peguei o livro. — O Hexagrama. Ele achou que seria engraçado, provavelmente. Ele adora me provocar com esse lance de ser Killster — entreguei para ela — Eu não cheguei a ler, mas dá uma olhada na sinopse.
Era noite, o teatro estava cheio e mais pessoas chegavam a cada minuto. Uma misteriosa mulher, sentada na área dos mais afortinados, observava a todas aquelas pessoas lá em baixo, tão certas de que seria apenas mais uma noite divertida.
Tolos humanos.
Seus companheiros espalhavam-se pelo local, observando as vítimas com o mesmo sorriso sádico nos olhos. À porta, um italiano vestido como lanterninha aguardava o início do espetáculo, preparando-se para dar o sinal que indicaria o momento do ataque.
As luzes escureceram. Uma bela ruiva apareceu no palco, cantarolando uma música de amor. Seus olhos eram de um vermelho hipnotizante e belo. Em sua mão, um peculiar hexagrama residia, como se tivesse criado raízes no local. O homem à porta deu o sinal. Os olhos da ruiva escureceram e uma estrela branca de seis pontas surgiu no lugar de sua íris.
Estava na hora do ataque.
Acima deles, observando com um sorriso divertido nos lábios, estava o primeiro de todos — aquele que poderia ser considerado seu Deus. Ele observou atentamente enquanto o massacre tomava a noite. Riu consigo mesmo, sentindo a chuva de sangue humano tocar seu rosto.
"Boa noite" — disse para os que morriam, com forte ironia nas palavras.
-Reconhece? — perguntei.
Ela estava pálida, talvez assustada, com a descoberta.
-É um trecho do diário do Pablo!
Notas finais
NO BLOOD! NO BONE! NO ASH!
NO BLOOD! NO BONE! NO ASH!
Oh, King Mikoto, whyyyyyyyyyyyy?! :'( *sofre e morre*
MI~SA~KI!
boa noite, gente, fui!
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