Hermione tomava um cappuccino, enquanto observava Nicolas e ouvia suas histórias sobre os países que ele já havia visitado. Ele era um mochileiro, não somente um desenhista, pintor e herdeiro da família Linford. Nicolas era simples e sabia viver com pouco. Contudo, era visível que amava o que o dinheiro poderia lhe proporcionar. Hermione não iria julga-lo. Se tivesse uma quantia tão grande de dinheiro, faria inúmeras viagens e iria conhecer novas culturas, além de aprender novas línguas.

— Então, você já foi para o Brasil? – ela perguntou não de forma educada, mas interessada.

Os olhos azuis brilhantes do rapaz se acenderam.

— Sim. Meu pai tem uma empresa de cosméticos naquele país. Ele tem a sede na Inglaterra, mas optou por expandir e abriu fabricas em outros países – ele respondeu, mexendo seu café com leite, com a colher – Ele ainda deseja que eu aceite o cargo de CEO, mas isso não me é interessante. Na verdade, eu já estive por dentro dos negócios e fui criado para isso. Contudo, me vejo estafado do trabalho em escritório. Por isso, resolvi seguir meu sonho e abri uma galeria de arte. E está dando certo.

Nicolas era muito conhecido do meio da arte. E era popular entre a alta sociedade. Não seria difícil para ele conseguir fazer com que pessoas ricas comprassem os quadros que ele expusesse em sua galeria.

— Você tem sorte – Hermione comentou – Pelo fato de conseguir fazer aquilo que gosta.

Nicolas arqueou a sobrancelha e se recostou no assento de couro.

— Não sei se é sorte ou maldição. Eu não tenho um segundo de anonimato e toda semana meu nome aparece em tabloides de noticia.

Hermione riu da consternação dele. Era visível que isso o irritava.

— Está rindo de mim, senhorita? – ele perguntou sério, mas deixou escapar um sorriso – Sabia que se tivesse paparazzis aqui nessa cidadezinha, você seria noticia junto comigo? Alias, acho que precisamos fazer a ocasião – ele tirou o celular do bolso da calça e disse: — Vamos tirar uma foto juntos.

Hermione balançou a cabeça, permanecendo firme em seu lugar, a frente dele.

— Nem pensar. Pode parar com isso.

Mas, ele tirou uma foto sua, com o celular.

— Nicolas – ela trincou os dentes.

Ele gargalhou, chamando a atenção dos clientes ao redor.

— O que foi? É só uma foto. Vou guardar para mim. Sua beleza é deslumbrante – ele flertou, piscando para ela.

— Nicolas, pode parar com isso agora mesmo – ela tentou alcançar o celular, esticando a mão, mas ele já havia guardado o aparelho. Ela bufou e se sentou de braços cruzados.

— Você fica linda quando está estressada – ele provocou.

— Se você usar essa foto para alguma coisa, juro que vou enforca-lo – ela ameaçou e desconsiderou o elogio descarado dele.

Ele abriu e fechou a boca, fingindo estar com medo.

— Sério mesmo? Quero vê-la tentar – ele zombou.

Ela estava prestes a se levantar para roubar o celular dele, mas sua visão periférica captou uma cabeleira ruiva. Ela virou a cabeça e pode ver Gina, de costas, pedindo um café no balcão. Hermione engoliu a seco pensando que poderia ser uma oportunidade para conversar com sua amiga de infância.

— O que foi? – Nicolas perguntou, parecendo preocupado.

— Está vendo aquela ruiva na fila para ser atendida? – ele assentiu – Ela era minha melhor amiga. Hoje não nos falamos mais.

Nicolas parecia triste por isso.

— Quer que eu fale com ela? – ele sugeriu.

— Não, de jeito nenhum. Ela me odeia – Hermione negou.

Nicolas mordeu os lábios.

— Mas, você vai deixar assim mesmo? Não vai fazer nada para mudar? – Hermione assentiu. Ele cruzou o braço, parecendo indignado – O que houve para ela não gostar mais de você? Se ela fez alguma coisa ruim para você, então ela nunca foi sua amiga. Se você fez, vergonha para você.

Hermione acabou rindo do modo como ele falou com ela, atraindo a atenção de todos e de Gina. Mas, ela fez questão de desviar o olhar assim que viu que era Hermione sentada a mesa com Nicolas. A morena soltou um suspiro cansado.

— Eu saí de Nova Esperança sem me despedir dela, Nicolas. É claro que ela vai me odiar para sempre por isso – ela se justificou em voz baixa.

Nicolas assentiu pensativo. Olhava para a ruiva sem parar.

— Dá para parar de olhar minha amiga – Hermione pediu entredentes.

Ele desviou a atenção e a fitou, sem nenhum traço de zombaria. Parecia sério.

— Quero saber como posso ajuda-la. Você deve ter tido seus motivos para ir embora tão repentinamente – Nicolas de fato sabia tudo que aconteceu com Hermione, pois Draco havia contado o que acontecera naquela cidade doze anos atrás.

De fato, Nicolas carregava o segredo da família Malfoy por um longo tempo e sabia sobre os rituais macabros feitos por eles. Contudo, manteve segredo por lealdade. E por lealdade, ele deveria se afastar de Hermione, mas apesar disso, apesar de saber que Draco era apaixonado por ela, Nicolas acabou desenvolvendo uma afeição por Hermione. Acreditava que poderia ser somente uma amizade, é claro. Ele não estava ali para arruinar as chances de Draco, mas ao mesmo tempo, sentiu-se enciumado por ver o amigo perto de Hermione. Era um sentimento confuso que ele ainda não sabia como lidar. E se sentiu culpado. Estava traindo Draco ao convidar Hermione para tomar um simples café, mas era quase impossível não pensar na mulher diante de si. Ela frequentemente estava em seus pensamentos. O remorso tocou fundo em seu peito e ele sentiu vontade de ir embora. Mas, antes, iria ajuda-la com sua velha amiga.

— Me deixe falar com ela. Apenas para tomar um café conosco – ele pediu.

Hermione balançou a cabeça.

— De jeito nenhum – Hermione foi veemente em sua resposta.

Nicolas suspirou em desalento e descruzou os braços. Sua mão alcançou a dela sobre a mesa. Ela deixou que os dedos longos dele envolvessem os dela.

— Hermione, você não deve perder as oportunidades que a vida lhe traz. Se ela era sua melhor amiga, você deve explicar seus motivos para ter ido embora...

A porta do café abriu e Draco adentrou o ambiente. De repente, era como se todos tivessem combinado o exato momento para permanecer em silêncio. Alguns olhavam para o Malfoy com surpresa e outros com desdém. A família dele não era a mais adorada da região. Os olhos do loiro encontraram os de Hermione e ele focou Nicolas e ela de mãos dadas. Em acordo tácito, os dois soltaram as mãos em seguida.

Nicolas estava com a face afogueada e sentiu o nervosismo por estar ali no café com Hermione. Sabia que havia errado por estar ao lado da garota que Draco havia dito amar. Ele respirou fundo, esperando que seu amigo se aproximasse da mesa. E foi o que o loiro fez. Ele sentou ao lado de Hermione, colocando o braço sobre o ombro dela. De repente, a mesa deles era o centro das atenções. Quem morava em Nova Esperança na época em que Hermione e Draco eram amigos, se surpreendeu com aquele gesto tão intimo.

Gina não pode deixar de ver aquela cena e se surpreender por vê-lo tão próximo de Hermione novamente. Ela sabia o que ele havia feito. Ela havia encobertado a amizade deles por um bom tempo, até que não era possível mais esconder de ninguém. E depois, Draco havia começando um namoro com Pansy Parkinson e misteriosamente, Hermione havia ido embora da cidade. Com certeza, deveria ser por causa disso. Mas, por qual motivo Hermione nunca entrou em contato com ela? Por que sua melhor amiga a ignorou por tantos anos? Ela segurou as lágrimas que pareciam insistir em sair. Ao invés de fazer seu pedido, resolveu sair da fila e ir embora do café. Não podia suportar as lembranças.

Hermione estava de alguma forma se sentindo culpada por vir tomar um café com Nicolas, mas afinal, ela e Draco não eram namorados. Eles haviam trocado um beijo dentro do carro dele, mas isso não oficializava nada. E ela era mulher desimpedida. Por isso, se afastou do toque dele. Draco a fulminou com o olhar e dirigiu o olhar a Nicolas, que estava pálido demais.

— Então, os dois saíram para tomar um café e nem me convidaram? – Draco quebrou o silêncio sepulcral que fazia.

Nicolas pigarreou.

— Na verdade, eu encontrei Hermione na rua e resolvi tomar um café com ela. Não sabia que queria estar presente nessa ocasião – Seu tom era neutro, mas era visível que ele parecia irritado com o tom irônico de Draco.

— Ah, é mesmo? – Draco perguntou, com a sobrancelha arqueada – Eu já havia falado de Hermione para você, não havia Nicolas? Não havia dito que ela é especial para mim?

Hermione ficou ruborizada ao ouvir aquilo. Nicolas permaneceu olhando para Draco de forma firme.

— Eu acho que já vou indo...- ela disse isso e tentou se levantar, mas Draco a puxou para si.

— Acho que você deveria ficar – Draco disse, com a voz sombria.

— Mas, eu não quero – ela disse, entredentes e se afastando dele.

Draco suspirou, exasperado.

— Eu quero conversar com você, Hermione, somente isso – ele pediu, com os olhos tristes.

Hermione balançou a cabeça e se afastou, dizendo um adeus a Nicolas. Saiu do café, sem olhar para trás. Não iria suportar uma crise de ciúmes de Draco. Ela não devia nada a ele.

Nicolas observou tudo, surpreso. Ele sabia que isso tudo era culpa dele. Draco já havia dito quem era a garota que ele gostava e Nicolas havia insistido em continuar a conversar com Hermione. Sabia que não havia feito nada de errado, mas entendia o ciúme que Draco sentia. Ele, estranhamente sentia a mesma coisa.

— O que você quer com Hermione? – Draco perguntou, o fitando com raiva.

Nicolas puxou o ar, se sentindo tremulo diante do olhar implacável de Draco. Era o mesmo olhar que ele dirigia aos seus adversários, para depois, massacra-los de alguma forma. Ou, investigando e descobrindo seus segredos, expondo-os ou mandado eles presos. Nicolas não sabia se Draco já fora capaz de matar, não como Lucius.

— Eu não quero nada – Nicolas respondeu, prontamente – Apenas gostei de conversar com ela. Eu nem sabia que ela era a garota que você tinha se apaixonado, anos atrás. Você nunca disse o nome dela.

— Mas, eu disse depois, Nicolas – Draco entredentes – Por que simplesmente você se aproximou dela? Acha que ela será mais uma conquista para você? Ela não é sua! É minha.

Nicolas sentiu o estomago revolto quando ouviu aquilo. Ele realmente ficou interessado em Hermione e não se importava em conquista-la. Não iria brincar com seus sentimentos. Era o que todos pensavam que ele fazia. Por muitas vezes, ele havia se envolvido com mulheres que apenas queriam sua fama e dinheiro, por isso se afastava enojado. Mas, Hermione era diferente de todas elas. Ela era simples, inteligente e com uma beleza cativante. E ele percebeu sua honestidade. Ela era perfeita para ele. Contudo, não estava ao seu alcance por Draco gostar dela. Isso o deixou irritado por dentro.

— Eu não acho que você precise reivindicar ela como se fosse sua posse, sabe? – Nicolas provocou. Draco lhe deu um sorriso desdenhoso e se recostou na cadeira – Isso seja cínico. É seu jeito de ser, o de sempre, não é? Mas, vou avisar uma coisa, Hermione não é sua posse. Ela escolhe com quem ela vai falar ou não. E se ela não quer nada com você, deveria deixa-la em paz.

Draco deu uma risada sem humor.

— Patético isso, Nicolas – Draco retrucou e depois lhe dirigiu um olhar frio – Ela não me rejeitou ontem, se você quer saber. Eu a beijei e não precisei fazer nada. Sabe o que isso significa? – Nicolas engoliu a seco. Não sabia por que ficou tão irritado com aquela revelação – Significa que ela quer estar comigo. E eu quero você longe dela.

Nicolas balançou a cabeça, se negando a fazer qualquer coisa que ele ordenasse. Apenas se levantou do assento e o fitou com desgosto.

— Eu vou fazer o que eu desejar Draco. Eu não sou uma das suas marionetes. E aconselho a você cuidar desse seu ciúme, ou vai perdê-la para sempre.

Ele não esperou Draco responder e lhe deu as costas.

*

Hermione chegou em casa, depois de andar sem rumo pela cidade, apenas para ver o carro de Draco estacionado. Era uma BMW vermelha. Ela respirou fundo, irritada com a perseguição que ele estava fazendo. Estacionou o carro atrás do dele e desligou o rádio. Pensou no que faria para escapar de qualquer conversa que tivesse ter com ele. Não imaginava que ele seria tão ciumento e controlador. Era só um café com Nicolas. Não era como se ela estivesse flertando com ele. Contudo, ela não teve escolha, quando escutou uma batida na janela. Ela pulou no assento assustada e olhou para o lado. Draco a fitava com um sorriso afável, do lado de fora. Ela abriu a porta para sair.

— O que faz aqui? – ela perguntou, fechando a porta do carro e trancando com a chave.

Virou-se para ele e percebeu magoa em seu olhar. Ele continuava trajado com as roupas do escritório, de terno e gravata.

— Eu apenas vim ver como está sua mãe. E falar com você. Eu acreditei que nós jantaríamos hoje – ele respondeu, colocando as mãos dentro do bolso da calça social.

Hermione suspirou. Ela nem sabia o que responder a ele. De fato, havia aceitado jantar com ele aquela noite, mas depois da cena que ele fez na cafeteria, estava receosa para continuar com aquele. Não gostava de ciúme, nem ser controlada por ninguém.

— Draco, olha, eu não sei se isso é uma boa ideia...eu...

O semblante dele se fechou.

— Por que não seria? – ele perguntou, incisivo a fitando com um olhar penetrante – Nos beijamos ontem e eu acreditei que hoje teríamos uma chance de continuar o que tínhamos no passado.

Hermione balançou a cabeça, cruzando os braços sobre o corpo, como se quisesse se proteger do jeito enérgico que ele estava a tratando. Parecia desesperado para envolvê-la.

— Draco, foi só um beijo. Não é um compromisso – ele ficou boquiaberto com a resposta dela – Não acreditou que estaríamos juntos apenas por um beijo, acreditou? – ela soltou um muxoxo, se sentindo péssima por isso. A expressão dele era de desgosto – Draco, primeiramente, eu não gosto que me controlem. Você entrou na cafeteria prestes a matar Nicolas. E eu apenas estava tomando um café com ele.

Ele a fitou com ironia.

— Para você era um café, mas para Nicolas é sempre uma segunda intenção.

Hermione tentou controlar a raiva que sentiu ao ouvi-lo ser cínico daquela maneira.

— Não importa se ele tinha ou não intenções, Draco – ele parecia querer protestar, mas ela o cortou – Não quero ouvir suas argumentações quanto a ele. Era apenas um café e você não é meu namorado. Alias você não deveria estar com Astoria?

Foi à vez de Draco ficar irritado.

— Eu não tenho nada com Astoria. Ela é só uma amiga. Esta tentando desviar do assunto para me deixar irritado?

De fato, Hermione queria que ele se irritasse e fosse embora. Ela não precisava pensar sobre seus sentimentos que estavam confusos ainda. E não gostava do lado possessivo que ele estava apresentando. Mas, Draco parecia ter entendido as intenções dela e relaxou a postura, sorrindo. Ela não sabia se o sorriso era sincero. Ele a recostou sobre o vidro do carro, fazendo a respiração dela acelerar. Sua mão estava sobre a cintura dela e seu rosto estava centímetros do dela. Seu olhar era profundo.

— Hermione, eu sinto muito pelo meu acesso de ciúme. Mas, eu disse que a amo e vou lutar por você. Prometo não controla-la, mas não me enlouqueça desse jeito. Eu só peço que fique comigo.

Ela não conseguia pensar, nem raciocinar. Era demais para ela. Quando era jovem, ela sempre quis sentir como era beijar Draco Malfoy e acreditava ama-lo. Atualmente, adulta, não sabia se deveria ou não se entregar a ele. Draco baixou o rosto, enquanto ela estava confusa ainda sobre o que deveria dizer e beijou seu pescoço. Todo seu corpo involuntariamente se recostou ao dele e ela sentiu seus pelos se arrepiarem.

O momento, então, foi dissipado pelo telefone dela vibrando dentro do bolso. Draco não se afastou, continuando a beija-la e iria selar seus lábios com o dela, quando ela o afastou abruptamente.

— Espere um instante – ela pediu, com a respiração entrecortada, se soltando dele e puxando o telefone do bolso para atender – Alô?

— Você só pode estar de brincadeira – Draco protestou, irritado.

Ela resolveu ignora-lo e se afastou do carro, para ir direto para casa dela. Ele a seguiu.

— Hermione? – ela pode escutar Harry do outro lado da linha, com a voz carregada.

— Harry? – ela disse, surpresa e ao mesmo tempo feliz por ouvir seu amigo.

— Hermione, eu não sei se é má hora, mas preciso da sua ajuda – ele disse.

— Não, não é má hora. O que houve? – Ela ficou tensa pelo tom de voz dele. Ela pode sentir o olhar duro de Draco e o quanto ele parecia irritado. Ele até mesmo a envolveu em um abraço, pela cintura, olhando-a com um significativo. Ela fez questão de ignora-lo, pois Harry era mais importante naquele instante.

— Alvo está internado no hospital – ele respondeu, com a voz tremula – Eu não sei o que fazer. Gina não para de chorar e eu preciso de você aqui. Você sempre foi minha amiga e tenho certeza de que Ginny vai concordar com isso. Ela ainda sente sua falta.

Hermione abriu e fechou a boca, assustada. Draco percebendo isso tocou o rosto dela com carinho. Ela parecia prestes a chorar.

— Estou indo agora mesmo. O que houve com ele? – ela perguntou.

Harry respirou fundo, do outro lado da linha.

— Ele estava brincando no bosque, perto de casa e depois, escutei os gritos dele de dor. Quando o encontrei, ele estava sangrando. O médico disse...eu...- ele parecia consternado.

— Estou indo, Harry – ela disse – Vou deixar no vivo voz, enquanto dirijo. Vai ficar tudo bem.

— Não, desligue Hermione. Não é certo dirigir...por favor, só venha – ele pediu, com a voz entrecortada.

Hermione tentou deixa-lo mais calmo e desligou o telefone. Estava tremendo. O que poderia ter acontecido com o pobre Alvo? Draco a envolveu em seu abraço e ela não reclamou. Precisava de um apoio naquele momento.

— O que houve? – ele perguntou, em seu ouvido. Sua voz era suave.

— É Alvo...o filho de Harry...está no hospital – Era tudo que ela conseguia dizer. Não conhecia o menino, mas ouvir Harry daquela maneira, assustada e desesperada a deixou apreensiva.

— Eu vou levar você, venha – ele disse.

— Não...você... – ela sabia que Harry não gostava de Draco – Não é certo.

— Não me importo. Eu vou leva-la. Eu fico do lado de fora – Draco insistiu – Entre no carro.

Ele desativou as portas da BMW e abriu a porta para ela. Quando ela entrou, ele a fechou e foi para o banco do motorista. Hermione recebeu o endereço do hospital por mensagem e Draco se dirigiu para lá. Ela só esperava que Alvo estivesse estável. Harry iria ficar arrasado se perdesse o filho.

*

Enquanto isso, Narcisa estava com a uma faca sobre a mão, sentada em uma clareira. Estava esperando que lhe dessem uma nova ordem. Mas, não escutou nada. Era hora de ir para casa. Apesar disso, não havia cumprido sua missão com era esperado dela. Sabia que havia falhado, mas não iria desistir facilmente. Era a única forma de obter poder novamente. E se Draco não desejava mais isso, ela teria que fazer tudo sozinha.