O dia seguinte amanheceu chuvoso. Era tão estranho estar naquela casa, vendo a chuva cair pela janela da sala, sentada no banco da janela, acolchoado. Hermione fazia isso quando era apenas uma adolescente. Sempre que chovia, pegava seu cobertor, um livro e uma xícara de chocolate quente ou chá. Naquele dia, estava com uma xícara de chocolate quente fumegante. Olhava a chuva pela vidraça, pensativa. A noite anterior não saia da sua mente, nem o beijo que trocou com Draco. Tocou seus lábios com as pontas dos dedos, ficando ruborizada. Era comum, na sua adolescência pensar nele, sentada ao lado daquela janela. Era seu lugar preferido da casa. Dava visão para o jardim e para a rua. E ela podia ver as pessoas indo e vindo, do lado de fora. Era muito bom ter aqueles instantes.

Sua mãe lhe desejou bom dia e ligou o rádio. Ela estava faxinando a casa. Estava mais corada e alegre. Até mesmo disse que pensou em voltar ao consultório, para trabalhar. Não sentia mais dores no corpo, nem mal estar da gripe. Até o dia anterior, ela parecia cansada demais, prostrada e pálida. Aquele dia ela acordou com disposição e até mesmo fez o chocolate quente para a filha. Hermione não sabia se era por causa do ritual que participou da noite anterior. E isso a fez lembrar do que Draco disse, sobre seu passado e quem ele era. Era tão estranho acreditar naquelas coisas. Eram somente crendices, mas ele parecia afirmar com tanta firmeza, que ela quase acreditou nele. Quase. Mas, ainda não poderia acreditar em algo que não vira com os próprios olhos. Deveria ter mais provas, para poder realmente acreditar do lado sobrenatural que tanto Luna e ele insistiam que existia. Quem acreditaria em grimórios, magia negra e espíritos? Espíritos que atormentavam e vinham cobrar dívidas. Ela quase riu, ao cogitar a ideia de acreditar naquelas bobagens. Balançou a cabeça, rindo por dentro. Ao mesmo tempo que se lembrou da sinceridade de Draco. Ele não parecia mentir. E o beijo, aquilo não saia da sua mente. Ela nunca o beijara. E fora um beijo além do normal. Era tão doce e profundo, que desejou mais disso. Muito mais dele, mas refreou o pensamento. Sabia que iria se magoar se tentasse algo. Ele parecia estar noivo de Astória. E ela não queria estar no meio daquela relação. Não seria usada por ele, apesar de ele dizer que a amava. Ela não conseguia confiar nisso e de fato, nem sabia o que sentia por ele mais.

O rádio passava algumas notícias e Hermione não prestava atenção. Até o momento em que ouviu algo que a deixou preocupada.

— Jovem foi encontrada morta, hoje pela manhã, pela polícia. Entre vinte e vinte cinco anos. Foi encontrada com a garganta cortada, entre as ruas leste e oeste, há dez metros do bosque Lovegood e Malfoy. Tentamos entrevistar o investigador e policial Harry Tiago Potter, mas ele não desejou responder nossas perguntas. Por enquanto, o assunto é sigiloso, segundo a polícia.

Hermione sentiu o estomago embrulhar. Poderia ser possível que fosse Narcisa? Na noite anterior, ela estava com uma adaga, com sangue. Será que Hermione acorbertou um possível assassinato? Ela estava com tanto medo disso. Principalmente do que Draco havia dito. Que toda lua cheia, eles precisavam sacrificar alguém aos deuses, para manter seu poder e força. E que beber do sangue de suas vítimas os tornaria mais fortes e saudáveis. E a lua cheia fora ontem. Hermione quis rir de si mesma, mas poderia ser que a família dele acreditava nisso de verdade. E agiam daquela forma, matando pessoas inocentes, por acreditar que teriam poder. Eles eram doentes. Hermione ficou enojada por isso. Não queria chegar perto de Draco. Seria possível ele ter matado aquela jovem? Ou Narcisa? Seria possível ele estar acobertando os crimes da sua família e fazendo parte daquela seita macabra? Hermione não sabia mais no que pensar. De repente, quando tentou tomar seu chocolate quente, sentiu o gosto insosso da bebida. Ela não estava se sentindo bem, realmente. Foi para a cozinha e despejou a bebida na pia, lavou a xícara e deixou no escorredor da pia. Sentia-se estranha por dentro, talvez, decepcionada? Queria acreditar que Draco era inocente, mas não sabia se poderia confiar nele.

Falou com sua mãe, perguntando se ela estava bem mesmo, para querer tanto faxinar a casa em um dia de chuva, depois de estar tão mal por dois dias e ter tido febre.

— Nunca estive tão bem na vida, Hermione – ela comentou, sorrindo encerando o chão da sala – Eu vi seu pai, ontem à noite. Eu senti ele me abraçar, querida. E finalmente, me sinto bem melhor.

Hermione, apoiada no batente da porta da sala, não comentou nada sobre seu pai. Afinal, ele estava morte. E talvez, ela quisesse dizer que sonhou com ele. Não fez perguntas quanto a isso, porque não queria deixa-la mais magoada com seu ceticismo. Hermione poderia ter sonhado com o pai, mas era somente um sonho. Por mais tivessem brigado, ainda sentia falta dele.

— Mãe, eu fico feliz que esteja bem – ela disse, com cuidado – Eu vou precisar continuar a confeccionar minhas peças de roupa. Você vai ficar bem aqui?

— Sim querida – ela disse, apoiando as mãos na enceradeira – Eu farei o almoço hoje. Chamo quando estiver pronto.

— Claro, mãe – Hermione disse, com um sorriso enorme.

Saiu da sala, com o coração mais calmo, pelo fato de que sua mãe estava voltando a ser ela mesma. Então, com aquele pensamento positivo, subiu as escadas, para seu quarto, onde usava como ateliê de costura. Aquela manhã fora produtiva para Hermione. Até que já era meio-dia. Checou no celular o horário, sentindo as costas estalarem e desligou a máquina de costura. Viu que havia mensagens não lidas. Abriu e seu coração bateu mais forte.

Oi Hermione,

Espero que ontem você não tenha ficado chateada comigo, nem com medo.

Eu agradeço muito por ter ajudado minha mãe e ter me escutado.

Alguma chance de hoje nos encontrarmos para jantarmos?

Não consigo parar de pensar em você.

Hermione leu duas vezes a mensagem. Draco estava insistindo em tentar conquista-la e o coração dela se aqueceu. Mas, estava com medo. Medo de se magoar, medo de que ele fosse um psicopata e maluco como seu pai. Apesar disso, sentiu confiança nele, na noite anterior. Se ele quisesse fazer algo com ela, já teria feito. Mas, e se ele realmente achava que a amava e fazia coisas horríveis com outras pessoas? Ela se lembrou que ele disse que não gostava daquilo, nem um pouco. Tentou confiar nisso. Então, digitou uma mensagem para ele:

Oi Draco, espero que esteja tudo bem com sua mãe.

Tudo ainda está confuso para mim. Ontem fora um dia muito atribulado. Você disse muitas coisas para eu pensar e refletir.

Podemos marcar sim um jantar. Me diga o horário e o local, que estarei lá.

Ela guardou o telefone no bolso e saiu do quarto, desligando a luz. Quando estava no corredor, quase tropeçou em Bichento, que saia em disparado. Ozzy latia para ele, da soleira da porta do quarto da sua mãe.

— Muito feio, Ozzy – ela disse, séria, mas rindo para o cachorro, que ergueu a orelha, prestando atenção nela.

Hermione foi até a porta do quarto e Ozzy saiu, seguindo para o corredor, farejando o ar. Hermione apenas iria fechar a porta do quarto da sua mãe, mas algo chamou sua atenção. Havia uma caixa sobre a escrivaninha dela. E uma foto do seu pai, dela e da sua mãe. Ela seguiu para a escrivaninha e pegou o porta retrato. Aquele dia fora o dia da formatura de Hermione. Eles estavam sorridentes, felizes por ela terminar o segundo grau. Nem sabiam que sua filha iria embora para Londres com Vitor Krum. Seu pai estava tão elegante, com smoking e gravata borboleta branca. Sua mãe, linda como sempre, com um vestido de alças finas, azul marinho. E Hermione estava vestida com a beca de formatura, com um sorriso infantil ainda. Os cabelos era armados naquela época. Ela riu de si mesma. E percebeu o quanto mudara. Deixou a foto sobre a escrivaninha e sua atenção foi para a caixa sobre a mesa. A tampa de madeira estava entreaberta. Ela olhou para os lados, pensando em olhar o que tinha dentro. Mas, seria errado. Era a privacidade de sua mãe. Mas, acabou abrindo, mesmo sabendo que não seria certo fazer aquilo.

O que viu a deixou desconsertada. Era uma pistola, da cabo prateado. Muito elegante. Hermione não sabia que sua mãe guardava aquele tipo de coisa. E seu pai não demonstrava interesse em esportes com tiro. Mas, infelizmente, ela mal conhecia seus pais. Ele poderia ter mudado com o tempo. Ela fechou a tampa da caixa e viu que sua mãe estava parada na porta do quarto, com um olhar assustadiço.

— Filha, o que faz aqui? – ela perguntou, com a voz tremula.

— Eu só ia fechar a porta do quarto – Hermione respondeu, franzindo o cenho – E vi a minha foto de formatura.

Rosália mordeu os lábios, parecendo tensa e parecia prestes a desmaiar.

— Mãe – Hermione se afastou da escrivaninha, a tempo de apoiar sua mãe com a mão em seu ombro – A senhora está bem? Parece pálida demais.

Rosália sorriu, fracamente.

— Estou sim, querida. Acho que foi uma queda de pressão, só isso – ela respondeu, sem fitar sua filha – Me ajude a deitar na cama. Se puder trazer um copo de água com açúcar.

— Claro, claro – Hermione a ajudou a deitar na cama de casal e olhou para sua mãe. Ela parecia tensa ainda, de olhos fechados – Eu já volto, tá?

Rosália apenas assentiu. Hermione saiu do quarto, ainda pensando no acontecera. Iria questionar sobre a pistola, mas deixaria para outro momento. E ainda havia outras coisas que gostaria de questionar sua mãe. O fato de ela não ter falado sobre o assassinato do seu pai. E ter mentido quanto a morte dele. Um enfarto? Aquilo era estranho.

Ela voltou com a água e percebeu que a caixa da pistola não estava mais sobre a escrivaninha e sua mãe estava deitada ainda, de olhos fechados. Hermione sentou ao lado dela e Rosália abriu os olhos. Parecia mais corada. Hermione entrou a água com açúcar para ela e sua mãe se sentou na cama, para bebe-la e entrou o copo de volta para Hermione.

— Obrigada querida – ela disse – Eu já desço para almoçar. A comida já está na mesa.

— Mãe, por que a senhora guarda uma pistola em casa? – ela perguntou.

Rosália desviou o olhar dela, mais uma vez. O que estava deixando Hermione mais preocupada. O que ela estava escondendo?

— Seu pai tinha ganhado de presente de um amigo – ela respondeu – E as vezes é bom para segurança.

— Bom para a segurança? – Hermione perguntou, incrédula – A polícia faz a segurança mãe. Não somos nós que devemos fazer qualquer coisa, por não ter preparo. Aliás, acredito que arma na mão de pessoas incautas, só gera mais problema do que resolve algo.

Rosália apertou as mãos, no colo. Parecia desconfortável.

— É só uma pistola querida. Não vamos brigar por isso, sim? – ela pediu.

Hermione respirou fundo. Era só uma arma, mas por que ela estava sentindo que havia algo a mais naquela história?

— Ok, mãe. Vou acreditar que papai gostava de caçar e acreditava nessa coisa de segurança pessoal – Ela se levantou da cama – Vamos almoçar comigo?

Rosália assentiu de leve e as duas saíram do quarto. Hermione tinha mais perguntas a fazer, mas esperaria o momento certo. Elas almoçaram uma torta de carne, que estava com um gosto muito bom. Sua mãe sempre fora ótima cozinheira. Depois que comeram, Hermione lavou a louça e sua mãe secou. Ela estava quieta e não parecia mais tão animada quanto antes.

— Mãe, quer me ajudar com minhas encomendas? – ela perguntou.

— Claro, querida.

As duas passaram a tarde costurando e isso animou sua mãe, que tinha uma visão para moda tão boa quanto a da filha. Depois que ajudou Hermione a embalar as roupas em embalagens, ela disse que iria se deitar e dormir um pouco. Hermione assentiu. Ao menos, sua mãe estava vestida com roupas limpas, havia se alimentado e estava mais comunicativa. E não falou do seu pai mais. Esperaria mais alguns dias, apenas para perguntar sobre a morte do seu pai. Algo estava errado naquilo. E talvez, Draco soubesse de algo, já que Harry não havia respondido nada a ela.

Hermione resolveu ir aos correios, deixar suas encomendas. Quando saiu de lá, viu Harry e Gina na rua. Queria parar para conversar com eles, mas teve medo de ser rejeitada. Apenas entrou dentro do carro. Até que assustou com alguém batendo no seu vidro. O coração veio a boca e ela se sentiu tola por ficar com medo. Olhou para o lado e pode ver Nicolas. Estava sorridente e vestia roupas comuns. Calça jeans, sobretudo preto e botas. Seus cabelos loiros estavam cacheados na ponta.

Hermione abriu o vidro, respirando fundo.

— Eu quase morri aqui – ela confessou – Ainda bem que era você.

Ele gargalhou.

— Nossa Hermione, são tão assustador assim? Sabe, não sou psicopata, nem stalker – ele comentou, piscando para ela – Mas, eu vi você no correios e fiquei interessado em saber o que estava fazendo por aqui.

— Eu vim deixar uma entrega de roupas – ela respondeu, franzindo o cenho. O que ele queria, afinal? – E você?

— Ah, eu vim no escritório de Draco – ele respondeu – Apenas matar o tempo hoje. Meu dia de folga, depois de tanto tempo.

— Você faz o que, além de pintar e gerenciar uma galeria de arte? Quer dizer, duas – ela disse, mostrando dois dedos em V.

— Eu tento fugir da minha mãe – ele disse, com um tom brincalhão – Mas, ela parece insistir em tentar comandar minha vida. Quer que eu assuma os negócios da família, mas não sou feito para trabalhar em um escritório.

Ela assentiu. Ele parecia ser realmente jovial, ainda mais com aquelas roupas comuns. Apesar de ter se exibido com suas roupas caras, na galeria, ele parecia ser alguém comum.

— Então, Hermione – ele disse – Que tal tomarmos um café? Está frio e conversar aqui fora, com você dentro do carro não é a melhor pedida.

— Hum...- ela não queria tomar café com ele. Na verdade, queria ir para casa, descobrir mais sobre o que sua mãe estava escondendo – Pode ser outro dia?

Nicolas parecia desanimado.

— Sério? Por que não hoje? – ele insistiu, dando um sorriso adorável – Eu acho que eu mereço um café, ao menos, antes de ser rejeitado.

Hermione apertou o volante a frente dela, com a mão esquerda. Estava mesmo cogitando a fazer aquilo? Bom, era somente um café

— Ok, onde?

*

Harry sabia que estava fazendo errado em chamar Malfoy para depor, pois não havia provas que ele pudesse ser um suspeito, por isso, tentou esbarrar com ele na saída do seu trabalho.

— Policial Potter – ele cumprimentou com um aceno, pretendendo atravessar a rua.

— Espere um instante, senhor Malfoy – Harry pediu. Ou melhor, ordenou.

— Algum problema, policial? – Malfoy perguntou, parecendo entediado – Cometi alguma infração?

— Sem brincadeiras, Malfoy – Harry disse, entredentes – Apenas quero lhe fazer algumas perguntas. E tenho certeza que o senhor tem tempo para isso.

Malfoy suspirou e parou de andar, pela calçada.

— Então, pergunte, senhor – ele disse, claramente irritado.

— Gostaria de saber onde esteve, na noite passada? – ele perguntou.

— Isso é mesmo necessário? – Malfoy perguntou, demonstrando sua irritação.

— Sim, é – Harry disse, tentando parecer convincente – Somente responda a pergunta.

— Eu estava em minha casa, a noite toda. Se não acredita em mim, pode perguntar aos meus empregos, ou pegar o vídeo da minha casa, e ver que estava lá, em minha sala – ele disse para Harry – Agora, se me der licença, eu preciso ir.

— Você sabe que outra pessoa morreu, Malfoy. Perto da sua propriedade – Harry disse, em voz baixa, ainda o seguindo – E eu sei que está escondendo algo.

— Oh, é mesmo? Que interessante. Ou pode ter sido a família Lovegood, não acha? Nossos bosques ficam bem próximos – ele comentou, irônico – Me poupe das suas perguntas, Potter. Se não quer ser processado por me incomodar e fazer perguntas no intuito de me desmoralizar, é melhor se afastar. Se eu for chamado para depor, responderei tudo, com o maior prazer.

Harry mordiscou os lábios, sem dizer mais nada, vendo o rapaz se afastar. Ele sabia que havia algo estranho com a família dele, ainda mais por ter encontrado o corpo de Lucius na mata com sangue na boca, além da garganta do pai de Hermione cortada. Seu corpo jazia muito próximo ao de Lucius. Além de tudo que já presenciou naquela cidade. Assassinatos de pessoas, próximo ao bosque da mansão Malfoy. Resto de velas e desenhos no chão do bosque, feitos com pedras. Aquilo parecia um ritual de seita satânica. Harry só tinha provas inclusivas. Nada que apontasse para nenhum dos Malfoy. Poderia ser qualquer um. Mas, Harry tinha certeza de que era a família dele que fazia isso. Algo estava errado. Ainda mais quando Hermione testemunhou ver Lucius Malfoy matar Amélia Bulstrode. Iria abrir o inquérito mais uma vez e usaria Hermione como testemunha.

*

Draco respirava profundamente, tentando controlar a ansiedade. Fazia muito tempo que Potter parecia persegui-lo, fazendo perguntas estranhas e tinha suas razões. Seu pai era descuidado quanto aos rituais. E nos seus últimos anos de vida, parecia ter enlouquecido. Draco precisou apagar todos os seus rastros. Até mesmo tentou dissuadi-lo de sacrificar pessoas. Infelizmente, parecia que sua mãe estava seguindo o mesmo caminho. Se possuída ou não pelo falecido marido, ela não sabia.

Ele tentou acalma-la, mas sua mãe não estava bem. Falava sozinha, parecendo ver seu pai, que a rondava. Ela tentou ataca-lo pela manhã, quando ele entrou no quarto para verificar com ela estava. Havia pegado uma estátua pequena, sobre a estante e atirou contra ele. Draco precisou desviar, antes que tivesse um talho na cabeça. E ela tentou estrangula-lo. Chamou-o de traidor. Parecia fora de si. Infelizmente, ele precisou chamar um amigo médico. Doutor Jacob Johnson. Era médico da família há anos e tratou da sua mãe, até mesmo na gravidez de Draco. Ele injetou um tranquilizante em Narcisa, além de indicar um amigo psiquiatra para o caso dela. Aquela manhã Draco precisou levar Narcisa dopada até o psiquiatra, para ele apenas receitar ante psicóticos e sua internação. Draco não iria interna-la, por isso contratou uma enfermeira para cuidar da sua mãe em casa.

Finalmente, Draco, estava bem longe de Potter, que parecia ter desistido de segui-lo. Então, quando olhou para o lado, pode ver Hermione na cafeteria. Sentada mais afastada. Ele sentiu o coração acelerar, somente por vê-la pela janela. Só não esperava ver Nicolas com ela. Logo se sentiu enjoado e depois, irado. Iria ter uma conversa com seu amigo. Mas, antes, entraria no cafeteria, apenas para observa-los.