Notas iniciais
Não sei se gostaram, mas espero que gostem Capítulo 12 editado.

Era de madrugada e Kristoff, Annabeth e Hans estavam hospedados numa pousada em Storybrooke na qual iriam passar algum tempo até decidirem o que teriam de fazer. Alguma coisa, no entanto parecia perturbar Hans, que por algum motivo ainda não havia pegado no sono e por conta disto mil e uma lembranças vasculhavam sua mente quase perturbada. Até que de repente, uma de suas memórias mais sombrias acabou por vir á mente:

Era uma alva e todos no castelo Westergaard assim como o reino estavam adormecidos, ou quase todos. O jovem Hans, agora com meros quinze anos não conseguia dormir devido á um terrível pensamento que rondava sua mente e o tentava á pô-la em prática. Tentado, se levantou da cama, se dirigiu até sua estante de livros, pegou uma caixinha pequena o suficiente apenas para se colocar uma régua de trinta centímetros ali dentro e de lá tirou uma adaga de prata cuja empunhadura tinha o desenho detalhado de um dragão com uma rosa em sua boca. Em seguida, saiu de seu quarto e foi até a última porta do corredor, na qual entrou devagar para não acordar o ocupante.

Ela estava dormindo virada para o lado da imensa janela com vista para o povo de forma que Hans não pudesse ver seu rosto até que se aproximasse com certa distância. Ele deu passos curtos de forma com que ela não despertasse, mas quando chegou perto o suficiente para poder enfim ver o rosto dela, Hans parou como se tentasse refletir por alguns segundos se realmente deveria sim ou não fazer o que o tentava tanto desde que percebera que seu verdadeiro, único e mais profundo desejo era o de ser um rei. Porém, ele não seria capaz de machucar sua irmã, não como a viu naquele instante, ela provavelmente estava tendo um sonho bom e isso ficava bem explícito devido ao sorriso em seu rosto, essa era uma espécie de marca registrada em Annabeth: ela sorria enquanto dormia. Mas não era apenas isso o que o impedia de avançar contra a menina, por ela estar adormecida (e consequentemente indefesa) existia algo – ou alguém – dentro de Hans que o evitava investir contra Annabeth. Decidido, ele encostou a adaga no pescoço da irmã e se preparou para cortar a garganta dela.

De repente, Hans recuou alguns centímetros quando a irmã se moveu na cama e aparentava estar acordando.

– Quem está aí? – Ela forçou os olhos na direção do irmão. – Hans? – Annabeth fixou o olhar diretamente na adaga e levou alguns segundos para entender o que ele iria fazer. Assustada, ela se levantou e recuou tentando ficar o mais longe possível dele. Hans avançou para ela como uma víbora, e havia algo de muito assustador nele naquele momento, mas Annabeth não conseguia entender o quê. Quando percebeu que não conseguiria mais recuar e viu que Hans ficava mais próximo dela Annabeth jurou sentir seu coração parar diante da situação em que estava.

– Você não me deixou escolha Anna. – Disse Hans sem a menor compaixão.

– H, por favor. – Annabeth implorou choramingando. – Eu não posso fazer de você um rei.

– Você não pode você não quer que eu seja um rei, pois só pensa em você, sua vadiazinha egoísta. — Hans encostou a adaga na bochecha de Annabeth e então lhe causou um pequeno corte. – Considere-se com sorte.

Dizendo isto, saiu do quarto enquanto Annabeth chorava atrás de si.

Ele provavelmente tinha consciência de que a irmã se lembrasse daquele terrível dia, mas nunca pensou em comentar nada temendo que ela não fosse ficar mais tão próxima dele como antes. Sua mente continuou divagando em lembranças até que ele finalmente caíra num sono profundo.

Ao acordarem na manhã seguinte, os três receberam a visita de um garoto que deveria ter por volta de treze anos, e seu nome era Henry. Ele parecia bem animado com a notícia de que mais personagens dos contos de fadas estavam em Storybrooke, e adorou a princesa, seu noivo e o irmão dela.

– Como se chama? – Perguntou Henry á Annabeth ao entrarem numa lanchonete e arrumarem assentos no canto da janela.

– Eu me chamo Annabeth, e estes são Kristoff e Hans. Meu noivo e meu irmão respectivamente.

De repente, o garoto arregalou os olhos ao olhar na direção de Kristoff e Hans.

– Kristoff? – Henry sorriu. E aparentando reconhecer o menino, Kristoff sorriu também em resposta.

– Quanto tempo, Henry.

– O que houve para vocês terem retornado para Storybrooke?

– Nem sabemos direito, ainda estamos meio confusos.

– Você não estava com a Anna?

– Muita coisa mudou. E agora Annabeth está esperando um filho meu.

– Sério? Mas e ele? – Henry gesticulou para Hans. – Lembra-se do que ele fez para você e a Anna?

– Sim, eu lembro. Mas aquele não era ele de verdade. Hans estava sob o efeito de uma maldição e agora que a maldição foi quebrada, digamos que é mais fácil confiar nele.

– Está bem, mas você me conhece e sabe muito bem que vou ficar de olho.

– Ok Henry.

– Estão com fome? — A barriga dos três roncou e Henry sorriu. – O que acham de um cappuccino e uns pães doces? – Sorriram em resposta. – Esperem aqui.

Segundos depois, o garoto voltou com o café da manhã e ao se sentar, teve uma surpresa quase desagradável: A prefeita Regina Mills entrou na lanchonete e obviamente estava procurando pelo menino.

– Henry! – Ela parou na frente da mesa deles. – O que faz com estas pessoas? Esqueceu sobre o que eu disse a respeito de estranhos?

– Eles não são estranhos. São meus amigos. E a senhora não se lembra de Kristoff e Hans?

– Quanto tempo Regina. – Hans sorriu seu sorriso mais charmoso o que mostrou seus impecáveis dentes brancos.

– Olá para você também Hans. – Kristoff se levantou e a cumprimentou. Regina o abraçou em resposta.

–Como vieram parar aqui de novo?

– Nós não sabemos, mas achamos que tem algo a ver com a vaca da Ingrid e com as sobrinhas dela, Anna e Elsa.

– Como se elas fossem as vilãs da história?

– Mais ou menos isso. Anna não gosta de minha noiva por que eu a deixei por ela. E Elsa não ficou contente em saber que seu quase assassino está solto por aí.

– Se Hans é quase um assassino, estão por que está aqui? – Regina perguntou.

– Ele estava sob efeito de um feitiço lançado por nosso pai. – Respondeu Annabeth. Percebendo que Regina não entendera. – Hans e eu somos gêmeos. – Ela completou rapidamente.

Notas finais
O que acharam? Comentem!!!!!!!!!