A Maldição de Hans
16 Capítulo 16 - O Rapaz
Era uma noite enluarada em Storybrooke. Tudo corria bem (ou quase tudo) na cidade onde era possível encontrar praticamente qualquer personagem de contos de fadas apenas virando a esquina. Annabeth estava dormindo em seu quarto na pousada da vovó, quando de repente as cortinas começaram a balançar após a janela se abrir com um forte estrondo. Após isso, algo que Annabeth não conseguiu distinguir a pegou e a levou para longe, a levando para um lugar que ela sequer conhecia. Ela sentia como se flutuasse no ar, até que caiu de súbito chão e se deparou com um rapaz de olhos castanhos que aparentava ter em torno de dezessete anos.
– Olá Annabeth. – Disse o rapaz. Ela o encarou, sem entender a situação.
– Quem é você e como sabe o meu nome? – A princesa tomou coragem para perguntar. Mesmo o rapaz sendo mais novo do que ela, ele a estava intimidando.
– Eu? Não gosto de contar meu nome ás pessoas, principalmente para uma garota tão linda e tão fértil... – Ele acariciou a bochecha de Annabeth com o dorso da mão esquerda, e com a direita tocou a barriga dela. – Três herdeiros? Acho que está com sorte.
– Como sabe que são três herdeiros?
– Eu posso sentir a magia no ar, querida.
Annabeth o olhou com atenção, as roupas do garoto aparentavam ser do século XV ou XIV e ele era charmoso apesar de meio arrogante. Mas ela não tinha ideia do que estaria por vir.
– Quer que mostremos á ela o quarto dela? – Perguntou um menino mais novo,surgindo por entre as árvores que estavam á volta de Annabeth e á volta do menino.
– Sim eu quero. – O rapaz sorriu maliciosamente. – Levem-na.
– Está bem. – O menino que apareceu por trás das árvores pegou Annabeth pelo braço e conduziu de uma forma grosseira até uma cela, na qual a trancafiou.
POV Annabeth
Eu não tinha a menor ideia de quem poderia o rapaz que me sequestrara, ou de onde eu estava, mas de certa forma eu sabia que estava extremamente longe de casa, e de Hans e de Kristoff. Na cela em que fui trancafiada, havia uma cama incrivelmente macia feita de lençóis brancos e travesseiros feitos de penas de ganso, o que me deixou menos assustada por saber que eu poderia sobreviver como prisioneira naquele lugar.
Acordei na manhã seguinte com o rapaz da noite anterior me observando ao pé da minha cama, o que me assustou, mas ele não saiu do lugar. De súbito, ele se aproximou de mim, sentou na cama e passou a mão por meus cabelos.
– Quem é você? – Perguntei, me sentando na cama.
– Não me apresentei na noite passada, querida? Chamo-me Peter, Peter Pan. – Ele disse, abrindo um sorriso charmoso.
– Por que me trouxe aqui? E que lugar é esse? – Perguntei, olhando em volta.
– Primeiramente, eu lhe trouxe aqui por que eu precisava de uma garota para fazer coisas que os garotos daqui não conseguem fazer. E segundo, este lugar é a Terra do Nunca.
– O que vai fazer comigo? – Perguntei, quase com a voz ficando trêmula.
– Desde que faça o que eu quiser, não correrá riscos. Só apenas saiba que não sou aquele garoto bobo e idiota que contam nos livros.
Peter se levantou e estava se afastando de mim indo em direção ao portão da cela, quando olhou de relance para mim e tomei coragem para lhe perguntar:
– Quando eu irei embora? – Se voltou para mim e a expressão em seu rosto ficou mais séria, quase assustadora, ele tirou uma adaga do bolso e a fincou na mesinha de madeira, o que me fez reprimir um grito ao mesmo tempo em que quase pulei da cama de susto.
– Isso responde a sua dúvida? – Peter perguntou, me fuzilando com os olhos cheios de fúria e ódio.
– Sim. – Respondi, morrendo de medo.
– Ótimo. Deixarei o portão da cela aberta caso queira falar comigo mais tarde. – Ele se retirou da sala.
Storybrooke – POV Kristoff (Naquele mesmo dia)
Acordei na manhã seguinte com o sol batendo no meu rosto. Estava um dia claro e ensolarado daqueles sem nuvens, o que era uma ótima oportunidade de passear pela cidade com Annabeth. Eu me levantei indo em direção á janela para ver a movimentação da rua lá em baixo, e foi aí que Hans invadiu o quarto totalmente assustado e preocupado com algo.
– Onde está Annabeth? – Ele perguntou, preocupado.
– Não sei, não está com você? – Percebendo que eu havia perguntado algo quase idiota, acrescentei. – Quem sabe ela não esteja caminhando pela cidade?
– Não deve ser isso. Eu conheço a irmã que tenho e ela não é de fazer isso de sair sem avisar. – Hans começou a andar de um lado para o outro pensando onde Annabeth poderia estar. – Será que... – Ele me encarou por alguns segundos e então completou. – Acho que sei quem fez ela sumir.
– Não me diga que está pensando em Anna e Elsa.
– Eu estou pensando exatamente nelas, mas não há como voltarmos para Arendelle para saber se realmente foram elas.
– Tem o tal do Sr. Gold. Dizem que ele pode ajudar.
– Não custa tentar, não é mesmo? – Dei de ombros. Nós nos trocamos e saímos da pousada indo em direção á loja do Sr Gold (ou Rumplestiltskin como era seu verdadeiro nome).
– Olá Kristoff. Olá Hans. – Ele nos olhou da esquerda para a direita (primeiro para mim e depois para Hans) – O que os traz até aqui?
– Queremos fazer um acordo. – Rumplestiltskin abriu um sorriso malicioso ao ouvir a palavra “acordo”.
– Do que se trata esse acordo?
– Minha irmã está desaparecida e eu quero tê-la de volta.
– Acho que posso fazer isso. Mas o que eu ganharia em troca?
– Minha alma. Eu irei morrer. Só deixe que eu me despeça dela antes de partir, está bem?
– Sim, mas é claro. – Os dois apertaram as mãos.
– Você consegue localizá-la?
– Sim. Tem algum objeto dela? – Hans tirou um lenço de renda do bolso e o entregou para Rumplestiltskin. Ele o apertou até que aparentemente sentiu alguma coisa e disse. – Eu a encontrei. Ela está na Terra do Nunca, sendo mantida prisioneira por Peter Pan.
– Como fará para trazê-la de volta? – Perguntei.
– É complicado, vai demorar quase uma semana para conseguir todos os ingredientes.
– Pelo menos sabemos onde ela está.
– Se ele não souber que a estamos procurando, vai ser fácil encontrá-la.
– Obrigado. – Agradeci.
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