A Maldição Do Bruxo Scrooge
7 Capítulo 6
Continuação Flash Back — Parte 1.
Narrando: Micheli.
Era noite de inverno, havíamos acabado de sair do teatro quando íamos para casa, como sempre, eu estava acompanhado de minha recém noiva: Marisa.
Ela estava com um sorriso enorme no rosto, amava vê-la feliz. Marisa tinha os cabelos negros e grandes e lindos olhos de um perfeito azul. íamos conversando sobre o tempo quando de repente sua voz falhou.
– Marisa! Marisa! — eu chamava a balançando de um lado para outro.
Ela olhava fixamente para frente, quando seus lábios voltaram a cor natural, ela relaxou e me olhou nos olhos.
– Era para ser surpresa...
Ela sorriu envergonhada.
Coloquei-a sentada em um banco que tinha logo atrás, e perguntei tentando raciocinar direito:
- O que?
Ela pegou minhas mãos, as suas estavam frias e ela tremia, lágrimas cobriram seus olhos, ela as limpou com a manga do vestido e disse entre soluços:
- Estou grávida.
Creio eu que nem mesmo eu sei qual foi a minha reação. Apenas sei que a beijei como nunca havia beijado, e comemoramos juntos.
Uma semana depois quando decidimos contar a todos sobre a grande novidade, podíamos ouvir os gritos de parabéns e todas as comemorações, naquele dia, ouve uma grande festança no povoado, vários familiares e amigos reunidos. Eu não largava as mãos de Marisa, até minha irmã Lucy me chamar.
- Aconteceu alguma coisa? — perguntei no instante em que entrei em seus aposentos. Ela estava sentada em uma cadeira de balanço com os braços cruzados sobre o peito. Lucy se parecia comigo, tinha a pele pálida e olhos azuis, era loura e alta. Lucy é a minha irmã mais nova, hoje tem 15 anos. Mas mesmo sendo tão novinha, era a pessoa mais inteligente na qual eu gostava de conversar, sempre me recebia com um grande sorriso no rosto a me ver, mas hoje... Agora, ela estava diferente, parecia chateada com algo.
Atravessei o quarto e me ajoelhei ao seu lado, segurei suas mãos contra meu peito.
- Querida irmã, o que lhe chateia? Por que não ficou feliz ao saber da notícia que serei pai?
- Ora Micheli, como estar feliz? — ela respondeu entre soluços.
- Não entendo. — eu disse.
Ela largou minhas mãos e levantou, andou um pouco e sentou-se junto a lareira, ficou admirando o fogo por alguns segundos, esperei que ela dissesse algo, foi quando ela começou:
- Sabe que dia é amanhã? — ela perguntou.
Eu assenti claro que eu sabia que dia era não me esqueci do tal durante semanas, amanhã seria exatamente o dia em que leriam o testamento de meu falecido pai. Eu só não entendia o porquê de um simples testamento de um simples camponês, poderia causar tanto pânico em todos em volta.
- Eu estava junto a nosso pai no dia em que ele escrevera o testamento, ele disse algumas coisas em voz alta, e algumas em pequenos e baixos sussurros eu era apenas uma criança, mas lembro de ao certo as palavras que ele usou. — ela disse.
- Não entendo Lucy, o porquê de isso a deixar chateada...
- Ele quer que você recrie Scrooge. — ela disse em meio às lágrimas.
Eu não disse nada, naquele momento senti como se minhas pernas se quebrassem, um frio insuportável invadiu meu corpo, quando ela continuou.
- Você não vê? Ele quer que você dê vida àquele lugar novamente.
Não quis mais ouvir nada, apenas sair do quarto a deixando para trás, ainda não acredito que Lucy possa estar tão chateada e tão preocupada com isso. Sair pelos fundos de minha casa, quando os avistei sentados no outro lado da calçada Louis, Adam e Jacity. Andei até eles, meus queridos primos Jacity e Adam, e meu querido e amado irmão de coração Louis.
- Ora, se não é o novo pai – disse Louis me recebendo com um abraço.
Louis era mais novo que eu, tinha 16 anos, era alto, tinha os cabelos louros longos e um rosto lindamente pálido, era motivo de brigas em algumas amizades femininas no povoado, por ser tão desejado por todas;
Meu primo Jacity, é mais velho que eu, tinha 22 anos, ele é alto tem os cabelos negros longos e os olhos verdes, era meus primo/cunhado. Casado com minha irmã mais velha Marie, minha família tinha isso, casamentos com familiares, mesmo não admitindo nada, minha família era orgulhosa, por manter o segredo;
Meu segundo primo Adam, era o mais novo dos três sentados na calçada, irmão mais novo de Jacity ele tinha 14 anos. Era idêntico ao irmão.
Então, quando conversávamos sobre algo sobre paternidade quando Jacity disse.
- Então, é amanhã...
Todos olharam para mim, eu apenas olhei para o céu que agora estava alaranjado com o pôr do sol e disse:
- Amanhã.
Fim — Flash Back.
Quatro dias para o natal. Danielle se preparava para a despedida de Dorys. Andando pelas ruas de Londres, carregando em seus braços um casaco pesado de Sra. Marta. As duas iam em direção ao mercado, escolher os alimentos que seriam usados na grande ceia.
— o que acha de torta de pêssego? – Perguntou Marta tirando uma nota de uma libra e entregando a um vendedor careca e baixinho, podia ter no máximo 50 anos de idade. Ele andara com elas por toda a pequena feira por horas e o dia estava bom. Danielle olhou para o relógio no pulso marcava 08:56h.
— não gosto muito de pêssego, mas Amber e as outras adoram – Disse Danielle.
Marta sorriu.
— Não fique triste meu bem, Dorys ficará bem – Disse Marta enquanto as duas sentavam em uma mesa na praça esperando o carro que as levariam de volta. O tempo estava úmido, Danielle estava com algumas mechas do cabelo molhadas pelos chuviscos.
— espero – Sussurrou Danielle.
†
— É meu primeiro natal em terras humanas depois de quase uma década – Disse Adam.
Ele e Louis andavam pelo gramado úmido da Anderson M. Louis ia calado e por todo o trajeto quase nem se lembrava de que hoje era seu aniversário.
-... Odeio isso, você deveria esta feliz, viva! Você fez 669 anos – Continuou Adam sorrindo irônico.
Louis pegou uma pedra e o atacou antes mesmo da pedra poder toca-lo Adam sumiu. – Covarde – Pensou Louis ainda sorrindo.
†
Adam apareceu em DeadLands Fall's. Ainda andando sem se preocupar com os bruxos desleixados e bastardos andando e usando magia sem qualquer segurança ou qualquer preocupação de que algum mortal os pudesse ver. – idiotas – Pensou – Se continuarem assim, irão parar na fogueira.
Ele continuou andando, as ruas estavam desertas e começara a chuviscar forte. Adam abriu a porta da casa de James e entrou, encontrou o amigo sentado no andar de cima com algo nas mãos.
— onde conseguiu isso? – Perguntou Adam chegando perto da varinha que James tinha nas mãos, a mesma era preta e tinha um desenho de um pequeno dragão visível, somente para bruxos.
— peguei... Em Scrooge, quero que leve a Louis. – Disse James entregando-a a Adam.
Adam o encarou por um momento, essa era uma varinha poderosa, e só seria usada em Danielle daqui a alguns meses.
— por que agora? – Adam a colocou no bolço do casaco.
— porque, não temos tempo... Scrooge esta em perigo.
†
Danielle levantou de onde estava sentada e andou em direção a um parque. Sra. Marta ficou logo atrás lendo o jornal. Danielle andou pelos chuviscos e batendo forte o pé nas poças de água a sua frente. Foi quando um carro prata e reluzente passou em uma velocidade incrível do seu lado. Ao passar, houve um forte rugido dos pneus gritando, o carro derrapou no asfalto molhado e ele iria batê-la e ela morreria ali, e todas as chances de ter uma vida estariam em perigo, ele bateria nela... Quando um grito de desespero no outro lado da rua chamando seu nome, ela olhou para o carro que já estava quase triscando nela, em uma velocidade terrível.
E era o fim.
Danielle pôs as mãos no seu rosto e pensou: “pare, por favor,” e pensou mais profundo possível quando outro grito sufocado saiu de sua boca, o carro chegou e chegou...
E parou.
Ela piscou várias vezes para ter certeza do que via: o carro soltava fumaça e havia parado a apenas alguns poucos centímetros dela. Ela suspirou e olhou em volta: todos na rua estavam boquiabertos com o que viam, Sra. Marta estava com as mãos no rosto chorando, Danielle sentiu algo... Olhou para as mãos, na qual havia colocado para tentar proteger o rosto. Elas estavam ensanguentadas.
Sangue.
Ela olhou pelo vidro do carro e olhou seu reflexo: estava com o nariz sangrando.
— Deus – Sussurrou. Ela estava apavorada, várias pessoas chegavam ao local perguntando se estava bem, e quem estava no carro?
Epa.
Abriram a porta do motorista, e pra surpresa de todos não havia ninguém no carro. Marta chegou e pôs Danielle no banco da calçada ao seu lado, ficava o tempo todo pegando no seu rosto e limpando o sangue que dimanava de seu nariz.
— desculpe, eu...
— shhhhh – marta a abraçou – Tudo bem querida, só foi um susto.
Ela não entendia o porquê disso tudo, ela morreria hoje, e por Deus sabe lá o que... Ela estava viva. Ela colocou a mão na cabeça e pela primeira vez no dia – ela chorou.
†
— Ela está bem? — perguntou Louis apavorado na outra linha do celular com Sra. Marta, ela gesticulava por todo o caminho o instruindo a ligar para seu amigo – O médico Adam. Danielle ia do seu lado, no banco traseiro do carro, por todo o tempo ia olhando para o nada e depois fingia sorrir para tentar apaziguar Sra. Marta que estava muito nervosa.
Ela desligou o celular.
— Sr. Beaumont já está a caminho.
Danielle enrijeceu, e quase chorou. Adam sempre parecia estranho para ela, às vezes ele até assustava. Já Louis de alguma forma a confortava, suas palavras e seu jeito.
Elas estavam chegando a Anderson M. o grande portão se abria Danielle nunca – Ate agora – Percebera que esse era o único lugar no mundo que poderia escondê-la, que poderia afastá-la das dores que o mundo poderia lhe causar lá fora. Ela abriu sua janela e deixou que o vento frio de inverno soprasse seus cabelos, agora molhados e bagunçados.
— já escolheu o que vai querer de natal? – Perguntou Sra. Marta.
Sair daqui, e nunca mais voltar.
- não... Não quero nada – Danielle se encolheu no banco.
Marta olhou pela janela e suspirou. Danielle estava triste, não queria magoar ninguém... Mas às vezes, ela vazia isso sem perceber.
— chegamos – Disse Marta saindo do carro.
Elas entraram na mansão, e se dirigiam ao terceiro andar. Todas as órfãs olhavam para Danielle. O que a fez se sentir estranha.
E lá estavam.
Adam e Louis conversavam. Estavam na porta da enfermaria, Danielle sentiu vergonha por esta desarrumada, sua calça jeans e seu tênis all star estavam molhados e sujos de lama, sua blusa branca estava molhada, deixando visível seu sutiã vermelho. Ao perceber ela se abraçou tentando – sem sucesso – Esconde-lo. Louis a encarava, ele estava divino: usava uma camiseta vermelha gola V, deixando claramente visíveis os músculos por baixo, e usava também uma calça jeans preta e desbotada, seus cabelos estavam puxados de qualquer jeito para trás amarrados em uma liga. Adam estava de preto, calça e uma camiseta preta, sua pele pálida e seus olhos verdes se destacavam, o deixando divino.
Fale com o autor