A Maldição Do Bruxo Scrooge
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Na manhã de terça-feira, Danielle já se sentia melhor. Após a indigesta “prudência” com o médico Adam, ela se sentia exausta, ele lhe perguntara como ela passou a noite e se sabia se alguém que ela se lembrasse da família também sentia isso. Danielle como sempre cuidadosa com as palavras apenas disse que não lembra e não queria falar sobre isso com ninguém. Danielle se debruçou sobre a varanda de frente ao imenso jardim que cobria a maior parte do território da Anderson M., fora daqui simplesmente um imenso matagal cheio de carvalhos e *plantas de inverno*. Danielle gostava do lugar, principalmente na senilidade – como agora -, quando as flores descansam, clima frio e bom para andar pelo jardim fica melhor. As outras órfãs andavam sobre o gramado amarronzado, ela as observou: usava o uniforme do orfanato, saias pretas até o joelho, sapatilhas pretas, uma camiseta de magas compridas por baixo de uma echarpe preta e uma boina preta. Tudo o que Danielle usa do uniforme hoje é a boina, diferente das outras as alunas do ultimo ano podiam usar as roupas que quiserem. É claro Danielle gostava, assim poderia por um minuto fingir que tudo isso não é real, que as coisas que viveu aqui, foram apenas umas férias... Que logo isso iria acabar e ela voltaria a seus pais. Uma voz familiar e nuviosa a fez pular:
– olá – disse Louis, sentando-se ao lado de Danielle.
– oi – ela respondeu. Ele limpou a garganta e disse:
– está um dia lindo, não acha?
– sim... – respondeu rapidamente.
– Se sente melhor?
– sim, um pouco... – disse Danielle balançando as pernas.
Um vento frio passou sobre ela a fazendo querer mais ainda ser levada sobre ele.
– quer dar uma caminhada? – ele perguntou.
Ela o olhou pela primeira vez, ele usava um casacão preto e por baixo uma camisa preta com calças jeans azul-escuro e um cachecol vermelho. Ela assentiu. Eles andaram pelo jardim, até um ponto perto do muro onde pararam lá a neblina estava mais forte – um cenário gótico perfeito – ajuizou Danielle.
– você sabia que a Anderson M. foi construída acima de um cemitério – disse Adam, quebrando o silêncio infinito.
– sério? – perguntou Danielle curiosa – bem... Isso explica a imensa neblina no local, mas era aqui... Todo esse território?
– sim, bem... Houve guerras no século IV aqui em Álbion e os “guerreiros” mortos eram trazidos pra cá.
Danielle parou e o encarou.
– meus livros de história não contam sobre elas.
– é claro que não. – respondeu Louis irônico
Danielle o olhou nos olhos e perguntou.
– por que tenho a sensação de já tê-lo visto?
Louis esperou que ela dissesse mais alguma coisa, então disse sem pensar.
– conheci seus pais.
Ela quase caiu para trás, Louis conheceu seus pais
– Como? O que?
Ela ficou nervosa.
– seu pai... Era amigo do meu. – Começou Louis – Eu tinha 10 anos quando seus pais morreram meu pai e eu... Ajudamos a cuidar das coisas da sua família; você seria entregue aqui... O que foi uma boa por que...
– como assim?! – Gritou.
Louis não disse nada, apenas a viu colocando as mãos na cabeça e caindo de joelhos na grama.
– Danielle...
– Por que...? Por que Louis? – Murmurou.
†
Depois de um tempo, quando Danielle se abrandou. Ela e Louis se sentaram na grama úmida. Louis não queria contar tão cedo, contudo era preciso. O que Louis lhe contou na verdade era uma mentira... Pelo menos na colocação dos papeis: o garoto de 10 anos era James e o “pai” Louis. James era um garoto que Louis havia contratado para ajuda-lo a criar um senário fingido de acidente de carro. Louis lembra como se fosse ontem: Danielle... Criança e pura, caída no chão depois de ser abrangida com um sortilégio forte o bastante para mata-la. Louis conseguiu salva-la, ou desfavorável, o plano de salvar o mundo prestímano Scrooge, estaria acabado. Mas aqui esta ela, sentada tentando ficar empregada em Louis. Bonita como a mãe e astuta como o pai. Louis apenas disse:
– lembrei-me de você no exato momento em que fui chamado para dar aula aqui. Ela não disse nada.
– e quando a vi, eu vi sua mãe... Sério.
Ela sorriu e disse:
– é o destino, Louis você é...
Ouve uma pausa.
– você é a única coisa que tenho que prova que meu passado existia – Ela terminou.
Louis sorriu e levantou, o dia seria longo e a sua primeira aula começaria daqui a alguns minutos. Ele deu a mão para Danielle a ajudando a levantar.
– me desculpe se fui estranha... É que quando se trata do meu passado e meus pais eu... Sabe, é meu ponto fraco – Ela disse.
Ele sentiu o coração acelerar, ele poderia beija-la a qualquer momento se não a levasse logo.
Louis virou o rosto e andou em direção a Anderson M. Danielle ia a seu lado calada, apenas olhando para os pés – seria ela uma bruxa? – Ajuizou.
†
Marta entrava em todas as salas de aula, observando suas órfãs em aula. Entrou na aula de biofísica do terceiro ano e pegou todas as alunas falando enquanto o professor Sr. Lucas, escrevia a matéria no quadro negro. Hoje era um dia longo – dia de visitas -, Ela teria que deixar tudo perfeito.
****
Algumas horas mais tarde, depois da longa visita de dez casais Marta estava alegre, como esperava dez crianças seriam adotadas, e junto: Dorys Ftzpratrick, Marta ainda não acreditava que a tal seria adotada... Depois de dezesseis anos ela enfim teria uma família.
†
- Como assim você será adotada? — perguntou Amber.
Dorys sorria e dançava de felicidade já Danielle ficou imóvel, sua melhor amiga iria embora, e ela não sabia se ficava feliz ou saia gritando de inveja e agonia. Danielle nunca quis ser adotada, até porque não chamaria outra mulher de mãe ou outro homem de pai. Ela estava feliz por Dorys e estava feliz por finalmente ver a amiga assim. Ali sentadas no chão do quarto, Danielle viu que dali em diante seria apenas duas e talvez uma.
– Qual o problema Elle? Não esta feliz? – Perguntava Dorys tirando uma mecha de cabelo dos olhos de Danielle.
Ouve uma pausa, depois Danielle disse:
– não é isso... Feliz? Um pouco e triste em saber que vai embora. Amber respirou fundo e disse:
– você merece Dorys, não sei o que sinto mais nesse momento, inveja ou felicidade! Danielle sorriu, pela primeira vez no dia compreendeu o quanto Dorys estava feliz e que não ficaria triste, pois Dorys merecia.
– quando você vai? – Perguntou.
– não sei, mas essas coisas levam tempo Elle, quem sabe mês que vem ou daqui a algumas semanas. – Respondeu Dorys.
†
Sentado sozinho perto a janela, Louis pensava em Danielle. Ele encarregara um erro em pensar que ela reagiria bem, e pensar que poderia contar mais uma mentira. – Mas essa seria a ultima. Alguém bateu na porta.
– entrem – Disse Louis, sabendo que do outro lado estavam Adam e Callie.
Os dois entraram na sala.
– queria falar comigo? – Perguntou Adam.
Louis assentiu e olhou para Callie que acalorava o fogo na lareira.
– ela não vai atrapalhar, espero – Disse Adam percebendo que Louis a olhava.
Louis ignorou e foi até a prateleira ao seu lado, pegou um livro preto de capa dura, pesado e com poeira.
– caramba... Isso é velho – Disse Callie olhando para o livro. Louis ignorou novamente ela e entregou o livro a Adam.
– onde encontrou isso? – Perguntou Adam.
– aqui, na biblioteca...
Callie se sentou e ficou calada, esse livro era uma relíquia e não deveria estar aqui. Louis, no entanto estava calmo e Adam andava de um lado para outro com o livro em suas mãos.
– contei a ela – disse Louis – Contei a ela que conheci seus pais. — o que? – perguntou Adam incrédulo.
Callie não disse nada.
Louis sentou-se junto ao fogo e contou à conversa que teve com Danielle, todo o tempo Callie ficava astuta nas palavras do amigo.
– ela não sabe... Você só fez nada além de encher a cabeça da coitada – Disse Callie.
– chega Callie, não quero discutir com você, e nem queria que estivesse aqui agora – Respondeu Louis.
Callie bufou.
– não foi o que me disse naquele dia quando...
– Callie... Por favor? – Disse Adam
Ouve uma pausa, Callie saiu da sala pela janela e caiu noite adentro Louis nem deu cautela, não queria perder seu tempo com o passado, queria apenas cumprir sua promessa e salvar Scrooge.
Flash Back — parte 1.
Ah, Scrooge. Tudo começou a mil anos quando a família Scrooge — os atenpassados de Micheli — a criara, Scrooge é um outro mundo, um mundo distante e longe de mais, o mundo que há anos fora entregue ao herdeiro, Micheli.
Micheli Scrooge nasceu em Paris, no dia 12 de maio de 1327, garoto incrível com um talento inconfundível, ele morava com os pais — Jannet e Joseph Scrooge — e irmãos — Marie, Lucy e seu irmão de criação, Louis Morty -, seus pais eram camponeses, viviam em uma pequena fazenda ao sul de Paris, eles eram bruxos talentosos, assim como o resto de sua família — Tios, primos e primas -, todos procriaram e se espalharam pelo mundo.
O mundo Scrooge, já era esquecido por sua família, por se tornar com o passar dos anos, um mundo vazio. Micheli não tinha vontade de conhecer o lugar, muito menos morar lá como alguns de seus antepassados.
Na verdade, Micheli e sua família mal pensava em bruxaria, para eles, isso era apenas uma maldição, na qual sua família sempre teve. A última coisa que todos queriam agora, era ter que enfrentar uma histeria-surpertisiosa novamente. Bem, nisso foi que muitos fenticeiros e bruxos, se meteram por se levarem para o lado do mal, digamos assim.
Mas em uma certa noite...
Era noite de inverno de 1345, Micheli passeava com Marisa, sua esposa, pelas calçadas de Paris corbetas de neve.
– Esta com frio? — perguntou Micheli.
– Um pouco, querido... — Marisa começou a falar e depois parou.
Micheli não entendeu, percebeu que os lábios de sua esposa ficara mais rosados que o normal.
– Marisa! Marisa! — exclamava ele, tentando traze-la de volta aos sentidos.
Então, seus grandes olhos azuis se abriram, ela lhe lançou um sorriso, sua pele estava voltando a cor natural quando ela disse:
– Era para ser surpresa...
Ele a pegou no colo e a sentou em um banco.
– O que? — ele perguntou ainda nervoso.
– Estou grávida. — ela disse.
Fim do flash back — Parte 1.
Notas finais
Calêndula (Calendula officinalis)
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Candytuft (Iberis Amara, L.)
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Ciclame (Cyclamen persicum)
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Micheli seria um jovem assim: http://www.canseidelavanda.com/wp-content/uploads/2011/01/CHRIS-HEMSWORTH-TERA.jpg
Marisa: http://www.wallpaperweb.org/wallpaper/babes/1920x1200/michelle_trachtenberg_20090719_1419.jpg
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