Notas iniciais
PESSOAL! Depois de muito, muito tempo eu venho aqui pedir desculpas a vocês pela (eterna) demora em atualizar a fanfic. Confessando pra vocês a inspiração pra continuar a história realmente sumiu e fiquei com um bloqueio criativo para produzir o restante da fic. Ultimamente tenho escrito outra fanfic (Manhunters) e por agora a inspiração para continuar essa aqui está voltando e fico muito contente por isso. Como prometi eu irei finalizar esta fanfic, promessa é dívida! Agradeço a você que teve a esperança que AMS voltaria haha e também agradeço a vocês, novos leitores que apareceram para conferir essa minha aventura. Vou tentar deixar os capítulos maiores. Eu peguei essa "mania" de escrever caps com mais de duas mil palavras e tentarei fazer o mesmo com essa fic para não picotar muito a história e detalhá-la bem. Então é isso. Mais uma vez muito obrigada e boa leitura!

— Ah não, não, não... Não pode ser... — lamentou em sussurros a caçadora.

— O que foi, tia Maria? — A menina perguntou preocupada.

Maria virou-se para June assim que foi questionada.

Se eles descobrirem que ela está tão bem quanto eu... Não, isso não pode acontecer. Ela deve ser a chave para tudo isso... Por que mais eu estaria aqui...?

— Tia Maria?

— J-june. Eu vou descer. Fique aqui, está bem?

— M-mas por quê? — questionou de olhos arregalados — Tem gente vindo aqui?

A mulher assentiu: — Faça o que eu pedi. Não saia daqui até que essa gente tenha ido embora. — Maria disse num tom sério e apontou para o lugar de onde a criança permanecia.

A caçadora pegou o candelabro e levou consigo para fora. Desceu com pressa as escadas de madeira e deixou o objeto numa estante próxima. Acelerou os passos em direção ao saguão principal. De longe pôde ouvir a porta bater. Eram eles.

Às vezes sacrifícios precisavam ser feitos, tudo para o bem maior. Maria entendia isso muito bem; viu isso ocorrer na vida dos outros e na própria várias e várias vezes. Era o tipo de pessoa que ‘vivia pelo próximo’. Mas não era todo mundo que tinha aquela coragem como ela. Maria era como uma leoa que fazia de tudo para proteger a sua "cria" ou aqueles que precisavam de ajuda. Mesmo não recebendo o devido reconhecimento — do qual não fazia questão — ela agia como poucos e dedicava-se como ninguém.

Todavia, ela ainda era um ser humano, e como todo, tinha seus defeitos. Defeitos dos quais tentava não deixar evidentes.

Bateram à porta novamente. Isso a fez acordar para a realidade. Ela balançou a cabeça e retornou com seus passos. O caminho para o saguão parecia interminável.

— Já vai, já vai! — A voz falou baixo, mas audivelmente.

Quê?

Era uma voz feminina. Assim que a caçadora a ouviu seu coração começou a acelerar. Era uma das freiras.

— Irmã Abigail, o que fazes aqui? — questionou a caçadora, enquanto descia rapidamente as escadas — Devia estar descansando!

— Eu posso suportar, jovem Maria. — respondeu convicta a senhora de idade baixa, um pouco fortinha e de rosto redondo — Fico contente que as outras irmãs estejam descansando, porém eu consigo aguentar a carga do trabalho

— Espere...! — Maria estendeu o braço para que a freira não caminhasse mais para próximo da porta — Irmã, não vá. P-pode ser perigoso... D-deixe que eu atenda.

— Por quê, Maria? Há algo errado? — A senhora fez um gesto com as mãos, seu rosto estava visivelmente confuso.

E novamente bateram à porta. A caçadora estremeceu por dentro, e o coração não parava de bater rápido...

— Céus, Maria, está começando a me assustar! — Preocupada, Irmã Abigail levou as mãos ao peito.

— Acalme-se, por favor. — Maria disse num tom sério para não piorar a situação. Em seguida tocou em seus braços gentilmente e a encarou nos olhos — Volte, fique com os outros e deixe-me falar com eles. Diga que... tudo ficará bem.

Era tão fácil dizer aquilo. Mas no fundo até mesmo ela temia ferozmente o que aconteceria no futuro.

A freira continuava a encarar a caçadora com um olhar preocupado. Queria retrucar e pedir mais explicações a ela, porém sabia que Maria não o faria. Às vezes ela era teimosa demais.

Disfarçando um sorriso confiante, Maria se despediu da freira que, a passos delicados, deixou-a, fazendo seu caminho de volta à enfermaria.

— Olá.

Ao abrir a porta Maria logo deu de cara com um homem branco, de quase dois metros de altura. Forte, de cabelos raspados, tinha uma expressão ameaçadora. Estava sério, e chegou a erguer uma sobrancelha quando deu de cara com a mulher.

— O-o que fazem aqui? — perguntou ela um pouco hesitante, mas no fundo já sabia a resposta.

— Senhorita, viemos checar o local para saber se há pessoas saudáveis. — respondeu secamente com sua grossa voz. Ele aproveitou o curto espaço de tempo para analisar o corpo e reações de Maria.

— Todos aqui estão doentes. — Respondeu de uma vez. Ela também aproveitou para observar aquele homem que mais parecia outro mercenário. Perguntou a si mesma como estariam os homens contratados por Christopher — O que os... senhores estão fazendo com os que estão bem?

— Estamos separando-os dos demais para que não se contaminem. Não sabemos a procedência desta moléstia e por isso o melhor é evitar maiores problemas. — Ele fez uma pausa, encarando-a constantemente — Pelo visto a senhorita não aparenta sofrer mal algum.

Ele já deve saber...

— Por acaso seu nome é Maria?

A caçadora cerrou os punhos instintivamente. O homem não deixou de perceber aquilo, parecia ser o tipo de pessoa que estava preparada para qualquer peculiaridade ou hostilidade.

Por dentro, a mulher estremecia por completo. Tinha medo, muito medo do que estava prestes a acontecer, mas sabia, também, que se não fizesse algo não teria respostas. Sacrifícios precisavam ser feitos.

— Sou eu quem vocês procuram. — Ela emitiu as palavras convictamente — Mais ninguém.

— Ah! — Aquela reação foi cortante — Então é você quem dizem ser uma bruxa. — A voz dele era sugestiva. Aquilo arrancou um calafrio da caçadora.

— Não sou uma bruxa. — A mulher franziu as sobrancelhas — Tampouco a verdadeira responsável por essa moléstia.

— Certo. Bruxa ou não, vamos resolver isso logo. — Assentiu e falou como se não desse a mínima pelo comentário adicional dela — Venha conosco. — Ele estendeu a mão direita. A voz dele soou fria; Maria teve um pressentimento que o que viria adiante não seria bom.

Após alguns segundos sem resposta, o homem franziu as sobrancelhas. Ficou irritado pela não resposta. Ela apenas o encarava como se hesitasse em deixar acatar ao seu pedido.

— Vamos. Agora. — Seu tom parecia de ameaça.

Maria engoliu em seco. Definitivamente aquele homem não estava para brincadeiras, tampouco paciência. Se não "obedecesse" àquela ordem, com certeza teria problemas. E a questão maior não tinha a ver com ela, e sim com o orfanato.

A caçadora olhou para trás uma última vez. Respirou fundo. Se tomou aquela decisão foi por causa daquelas crianças, das freiras... e por Adrian.

— Está bem.

—--------------------------------------------------------------------------

O meio-vampiro cerrou o punho esquerdo e olhou para ele. Apertou-o com força. Não estava em suas melhores condições (já esteve em piores), mas era o suficiente.

Adrian tinha um pressentimento ruim. Maria estava longe e o perigo estava perto. Podia sentir isso correr em sua espinha e em sua mente. Algo ruim poderia acontecer se ele não fizesse nada, era sempre assim. O mal sempre triunfava quando os bons homens não faziam nada.

A fada assistia ao mestre em silêncio a uma curta distância. Estava apreensiva com a situação dele e temia muito por sua vida.

Ele tocou o chão com os seus pés e se esticou para a esquerda a pegar as botas. As calçou com um pouco de lentidão. Em seguida, se levantou com cuidado e pegou a camisa. Olhou para a marca em seu braço e se irritou com veemência. Se fosse como o pai, destroçaria o responsável por isso assim que descobrisse. Mas isso não tirava o fato que carregava uma raiva descomunal.

Alucard vestiu a camisa. Quando o fez, se tratou de encarar a familiar que estava quieta o tempo todo.

— Obrigado. — falou rigidamente, mas para a familiar fez a diferença.

— Estou a seu dispor, mestre.

Ela não teve tempo para relaxar após ver uma pequena melhora no estado de seu mestre. De uma hora para outra o meio-vampiro congelou e manteve seu olhar fixo ao nada.

— M-mestre! O que houve?! — Angustiada, a Fada voou para perto dele.

— Maria. — Ele fez uma pausa — Problemas.

— Hã?

Alucard se voltou subitamente a ela, o que a fez estremecer.

— Maria está com problemas.

Notas finais
Galerinha eu prometo que vou fazer de tudo para postar o próximo capítulo o mais rápido que puder. Agradeço de coração à paciência de todos. Muito obrigada por ler, beijos! ♥