Notas iniciais
Espero muito que tenham gostado.
estou com uma dor na mão insuportável. kkkkk
o próximo capítulo pode demorar um pouco para sair, meus rascunhos estão finalmente acabando, vou começar a pensar em novas ideias novamente, calma... só estou dizendo que não vai ser mais um capítulo por dia, pode ser a cada 3 dias ou menos, estou trabalhando nisso. Obrigada. ;)

— Você o viu? – perguntou Louis atônito.

— Por quê? Ele deveria ser invisível – Danielle respondeu sorrindo.

— Sr. Morty, é melhor eu ir – terminou ela.

Ele a acompanhou ate a porta e sussurrou “boa tarde” em seu ouvido. Danielle olhou para trás e sorriu. Louis fechou a porta e ficou boquiaberto com o que aconteceu, ele jamais acreditara que isso poderia acontecer tão cedo. É Danielle, é ela mesma a herdeira de Micheli.

†

— Vou senti falta de Dorys — disse Amber.

Ela e Danielle ajudavam os outros professores e funcionários da Anderson M. a enfeitar o salão de festas para a ceia de natal mais tarde. Era véspera de natal, todo ano sempre faziam uma festa no orfanato, era exatamente em uma data como essas, que as órfãs se despediam de quatro ou seis recém-adotadas. Todavia, hoje é diferente, Danielle está triste por dizer adeus a amiga.

— Eu também – ela respondeu ainda de cabeça baixa.

Ela olhou em volta, todas as outras órfãs ajudavam a decorar a grande mesa, Marta gritava para as mais novas se comportarem e pararem de correr pelo salão. Danielle sorriu.

No outro lado estava Adam, ele falava no celular e gesticulava algo, como se estivesse irritado. Ele olhou para ela, Danielle desviou o olhar e encontrou os de Dorys no outro lado do salão, ao lado de uma enorme árvore de natal, na qual estava cheia de enfeites e presentes doados para o orfanato.

— Vi o casal que vai adotá-la – disse Amber batendo de leve nos ombros de Danielle.

Danielle respirou fundo e perguntou.

— É mesmo, quem são?

— É... – Amber parou de falar quando um estrondo logo atrás a fez pular. Todos olhavam para fora do salão abismados; Amber correu para fora; Danielle que demorou alguns segundos para perceber que a amiga parara de falar e notar o grito de uma garota vindo logo à entrada.

Danielle correu em direção à porta empurrando todos para frente.

— Ela quebrou o pulso – disse Adam examinando Ângela que estava caída gemendo alto perto de uma escada.

— O que aconteceu? – perguntou Danielle se agachando ao lado de Marta.

— Ela caiu – disse a mulher assustada.

Adam levantou com a garota em seus braços e a levou até a enfermaria.

— Danielle, você pode continuar a enfeitar a cadeira do Papai Noel? – disse Marta, impedindo Danielle de seguir atrás de Adam e Ângela.

Ela assentiu e continuou a arrumar.

†

Louis continuava parado, depois de um tempo na mesma posição, nem sentia vontade de voltar ao normal. Scrooge estava calma, bem mais tranquila do que da última vez em que esteve aqui. Ele estava sentado na cadeira de balanço do quarto do segundo andar de sua abandonada casa, de lá ele tinha a perfeita visão do maravilhoso mundo que era Scrooge.

Uma terra distante, um paraíso perdido. Um lugar no qual ele sonhava quando criança, ruas calmas e sombrias, pessoas pulcras e xistosas, que fazem você rir e nunca chorar... Há duzentos anos pelo menos. De lá para cá, Scrooge tem sido o palco de guerras entre o bem e o mal. Porém, a beleza ainda existe aqui, as ruas de pedra, o céu de um perfeito cinza, altos carvalhos e altas casas de madeira. Scrooge é um perfeito mundo antigo, aqui os velhos e bons costumes continuam, como as mulheres, com seus longos e detalhados vestidos; do outro lado da colina que se estende em duas altas montanhas, no cume da mais alta pode- se ver claramente um enorme castelo, detalhado em um estilo gótico e sombrio, suas enormes vidraças e seus enormes muros, o deixava como uma prisão; pode-se ver também, atrás da menor montanha, coberto de neblina, o vácuo eterno. Scrooge não é um mundo completo, ele é apenas um pequeno vilarejo com um enorme castelo.

Scrooge é um paraíso pequeno, batizado ao nome sobrenome de uma família de bruxos. Micheli, o bruxo que recriou e deu vida a esse mundo como ninguém! O bruxo mais competente e mais bondoso de todos. Hoje, Scrooge está dividida ao meio, na clareira, logo após o bosque, passando as árvores, podemos ver uma enorme cratera, como um enorme risco em linha reta desenhado ao chão. Com um campo de força invisível, impedindo qualquer pessoa de passar, no outro lado esta Jacity.

Jacity é o irmão mais velho de Adam, sendo ele um bruxo ligado à família de Scrooge há gerações, Jacity possui hoje um o maior exército de bruxos das trevas do mundo. Todos eles atrás de Danielle, Louis continuou a olhar pela varanda quando uma voz fina e musical o chamou.

- Olá Louis — disse Lucy.

Lucy estava perfeita, sua querida irmã. Lucy tinha o poder sobre Scrooge enquando a herdeira não era encontrada.

- Achei ela — disse Louis quando a garota sentou.

Ela sorriu.

- E ela não está aqui por que?

Ele a afrontou por alguns instantes e depois sorriu.

- Ainda é cedo.

- Não, Louis, não é, se ela não vir já, Jacity é capaz de começar outra guerra.

Isso era verdade, Jacity acha que esse plano de Micheli é uma pura mentira inventada por nós, para termos Scrooge ao nosso poder, mas quando ele se dar por conta de que é verdade, sempre algo errado ele acaba fazendo.

Na última vez, os pais de Danielle morreram. Se não fosse por Louis tê-la escondido na Anderson M. com um feitiço que cerca o prédio. Ela já teria a econtrado. Louis pensou e pensou, ele teria que contar a verdade a garota, ele teria que treiná-la, ele teria que protegêla.

†

Danielle continuou trabalhando no salão com o resto das pessoas, de um lado, Dorys e Bianca riam de alguma coisa; do outro, Amber lutava com uma vita isolante. As coisas ficaram calmas depois que o incidente de Ângela começou a ser esquecido entre elas, Danielle olhou em volta, Sra. Marta contava alguma história sobre o natal para algumas das crianças, e Meredith ajudava a servir bolinhos a todos. Seria uma linda festa de natal, seria uma linda despedida para Dorys.

- Você gosta do vermelho ou azul? — perguntou Amber levantando duas fitas em direção ao rosto de Danielle.

- Azul? — zombou Danielle.

- Tem razão, vermelho. Mas azul ficaria melhor porque acho que as cores poderiam combinar de alguma forma...

Danielle deixou que a voz de Amber virasse apenas um som de fundo, ela voltou a olhar para o salão, dessa vez, Adam ja estava lá, então o caso de Ângela não era tão grave assim. Adam olhou para Danielle também, seus olhos verdes encotraram os dela a fazendo tremer. Ela ainda estava envergonhada por ter sido tão ignorante há quatro dias em seu consultório.

Ele lançou um sorriso para a garota que agora estava envergonhada, ela desviou os olhar e voltou a olhar para Amber.

†

Louis havia chegado de Scrooge, estava muito nervoso e não parava de pensar em alguma forma de contar a verdade para Danielle. Foi meio a esses pensamentos que alguém bateu na porta.

- Entre — ele disse, mas na verdade, ele preferia não ter dito.

Callie entrou.

- O que você quer? — perguntou ele, Louis já estava de pé a encarando.

Ela abaixou a cabeça.

- Calma — ela disse sentando-se em uma cadeira ao lado dele.

- Só quero conversar — continuou.

- Eu não quero conversar com você — ele disse andando até a porta e a briu.

- Saia — a ordenou.

- Vocês deveriam acreditar em mim! — disse ela quase gritando — quantas vezes terei de dizer que sinto muito por tudo que fiz?

Louis Bufou.

- Falo sério — ela pegou em sua mão — não quero voltar à prisão de Scrooge novamente,

Louis não disse nada, soltou sua mão e andou até sua mesa.

- Sei que errei com você, sei que errei com Scrooge. Mas prometo que não farei o mesmo novamente, não a machucarei e não entrarei no caminho dela.

Ouve uma pausa, depois de um tempo, Louis finalmente disse:

- Já acreditei em você uma vez, não quero confiar totalmente mas...

- Mas? — ela perguntou.

- Não me decepcione novamente, ou eu mesmo lhe matarei.