Notas iniciais
Gente, acredita que escrevi esse capítulo hoje... nossa minha mão está dolorida de mais. Amanhã eu posto outro.

Já era noite quando Danielle estava se vestindo para a festa. Ela usava um suéter vermelho e calças jeans escuras. Todo natal, Danielle sempre ficava a deriva, todo o natal, ela ficava triste. O natal era a época do ano, que ela e os pais mais amavam as festas em sua velha casa...

Todo ano, ela assistia as órfãs ficarem tristes por não ganharem o que pediram para o papai Noel.

Ela respirou fundo e tentou sorrir, olhou seu reflexo no espelho, sua mãe ficaria orgulhosa de ver que ela ficara assim. Uma mulher, linda como a mãe, e astuta como o pai.

— Já está pronta? – perguntou Dorys.

Dorys usava um vestido branco que ia até o joelho, sapatilhas pretas, seus olhos verdes e seus cabelos louros destacavam a deixando deslumbrante.

— Estou feliz – ela disse novamente.

Danielle sorriu para a amiga.

— Eu também, por você – disse Danielle, se esforçando para que o sorriso fosse verdadeiro o bastante para Dorys acreditar.

— Dorys? – começou Danielle pegando na mão da garota.

— Sim?

Danielle respirou fundo antes de começar, lutou para que as palavras saíssem inteiras.

— Você quer mesmo ir?

Dorys abaixou o olhar e respirou fundo.

— Elle, eu não tenho nada... Tudo o que tenho foi dado a mim, eu sei que... Não é todo dia que uma órfã de 16 anos consegue ser adotada, eu não quero viver aqui para sempre!

Ouve uma pausa, então ela continuou.

— Não quero viver assim, minha mãe verdadeira, sabe-se lá onde deve estar me abandonou quando eu era um bebê... Lorrainy e John, eles são minha família agora e eu quero ir.

— Então são esses... – eu disse entre dentes.

Ela assentiu.

— Elle? – chamou Dorys.

Danielle sentou-se na cama, ficou observando por um momento Dorys que chorava silenciosamente.

— Sempre serei sua amiga e espero do fundo de meu coração que você possa ser feliz, onde quer que esteja.

As duas se abraçaram e choraram em silêncio, não era tristeza e sim lágrimas de felicidade.

Depois de um tempo, as duas seguiram para o salão de mãos dadas. O grande salão estava lindo. A começar pela decoração da casa. Além da tão linda e grande árvore de Natal e das guirlandas na porta, encontramos pendurado na porta de entrada, um ramo de galhos de folhinhas verdes e pequenas flores branquinhas.

É o mistletoe.

Diz a tradição anglo-saxônica, que um homem deve beijar uma garota que, sem ter ideia, se encontrar acidentalmente embaixo de um ramo de mistletoe pendurado no teto. Na verdade este costume vem da época dos druidas, que acreditavam que o beijo trocado. Embaixo da árvore mistletoe era sinal de amizade e boa vontade;

É comum aqui na Anderson M. adotarmos tradições para o natal como, por exemplo, sujeitar todos os cartões recebidos dos amigos e ‘análogos’. Não há regra. Eles podem ficar no parapeito da janela ou embaixo da árvore na Natal. Mas é bem comum estender um longo barbante na parede e colocar todos os cartões pendurados nele. Natal é quase o mesmo na maioria dos países ocidentais. Mas alguns detalhes são bem característicos de certos países. A Inglaterra, que está se tornando a cada dia mais um país multicultural, ainda preserva várias tradições no seu dia-a-dia e não poderia deixar de ser diferente quando o assunto é o Natal.

†

Louis saiu do banho, amarrou uma toalha branca em volta à cintura, com outra toalha ele secava os cabelos frente ao espelho quando viu, abaixo de seu peitoral musculoso, uma cicatriz, quase invisível em sua pele pálida. Ele ganhara a mesma do dia em que os pais de Danielle morreram. Ela tinha três centímetros e já deveria ter sumido dali, por ele ser imortal, essas marcas não deveriam ficar ali, mas essa, por alguma razão ficou.

Depois de se vestir, ele sentou perto de sua cama, ele tinha a vista perfeita da noite fria, nevava lá fora da Anderson M. E foi a meio e esse tempo sentado lá, que ele teve a perfeita lembrança do passado.

Continuação – Flash Back – parte 2

Narrando: Louis.

Depois da leitura do testamento, houve uma terrível confusão, atravessei a sala e tirei meu irmão Micheli de lá, ele estava abismado e atônito com o último desejo de meu falecido pai adotivo.

Eu, Marisa, Adam e Jacity o levamos para os fundos da casa, pedimos para que os escravos saíssem, Lucy e Marie vieram logo atrás, depois que as duas entraram fechamos a porta.

— Então? – perguntou Marisa quase chorando.

Lucy bufou.

— O que...? O que Lucy? – perguntei.

Ela andou até a mim e depois disse a todos:

— Será que não percebem? Isso é o desejo de nosso pai, terá que ser cumprido, ora! Somos bruxos o que esperavam?

Jacity assentiu, todos estavam quase se conformando com o silêncio quando Micheli disse:

— Irei governar Scrooge, por meu pai. – ele beijou Marisa.

Todos assentiram, eu ainda estava meio confuso com tudo, afinal, eu não era um bruxo, sentei-me junto a Lucy e disse a todos.

— Eu não entendo... Não sou um bruxo, por que ele me escolheu?

Ninguém respondeu, alguns segundos se passaram quando de repente a porta se abriu, lá estava nosso tio Teodoro, ele tinha outro pergaminho em mãos.

— O que é isso, pai? – perguntou Jacity.

— As instruções, para Micheli.

Fim – Flash Back – Parte 2.

Louis balançou a cabeça e saiu. Os corredores da Andersom M. estavam vazios, ele podia ouvir muito bem as músicas natalinas que tocavam no primeiro andar no grande salão. Antes de descer as escadas ele parou. Adam estava parado lá a sua espera, com os braços cruzados lançou-lhe um sorriso.

— Feliz natal – disse.

Louis revirou os olhos e finalmente o recrutou.

— O que diabos a Varinha do Dragão fazia em meu casaco?

Adam murmurou.

— Oh Deus... Não há um dia que ele não esteja de bom humor?

Louis o atacou, tirou a varinha de seu casaco e lhe jogou um feitiço, raios saíram da varinha de Louis fazendo Adam se jogar contra a parede.

— Está bem... Isso foi um golpe baixo! – disse sorrindo.

Louis sorriu.

Os dois seguiram para o grande salão.