A Maldição Do Bruxo Scrooge
5 Capítulo 4
Na manhã seguinte Louis não fazia a mínima ideia do que acabara de fazer, ele estava sentado em sua sala esperando as alunas no 2º ano entrarem, a turma de Danielle era a ultima que ele pegaria hoje, então tentou manter a calma. Ele estalou os dedos e em sua mesa apareceu à foto de Danielle. Era a primeira vez que Louis usara magia nesse orfanato – magia. Uma palavra tão pequena, porém com um denotado tão grande. Será que Danielle acreditaria nisso? – ajuizou.
— Bom dia Sr. Morty – disse Amélia, 16 anos, gordinha baixa e com os olhos grandes. Louis sorriu para ela.
Foram estranhos, só os dois sentados naquela sala, ela sorria pra ele de um jeito estranho, Louis tentando ignorar abaixava a cabeça até que...
— Ela não é tão inteligente... Ela é irritante, não é uma bruxa Louisinho – disse a garota sorrindo ironicamente – o que é Louis, não me conhece mais? – ela levantou e sentou-se à mesa de Louis, estalou os dedos e a porta se trancou. Ela chegou mais perto e com questões de segundo se transformou em uma mulher loira, com a pele bronzeada e olhos castanhos.
Callie.
Louis levantou e sorriu, andou para longe da mulher sentada em sua mesa.
— Sério mesmo Callie? – perguntou incrédulo
Ela sorriu.
— Qual é, achou mesmo que eu perderia essa? O grande plano-feitiço-de-Micheli que ninguém acreditava só você! – ela respondeu.
— Há quanto tempo está aqui? – perguntou Louis.
Ela fingiu olhar para a janela.
— Callie... – insistiu Louis.
— Tá... Eu meio que sequestrei essa pirralha chamada Amélia, estou aqui ha... Um dia – disse sorrindo.
Louis se irritou, maldita bruxa Callie. Linda e arrogante, Louis não acreditava que depois de tudo Callie teria coragem de estar aqui.
— Calminha... Louis é só por um dia, depois volto a Scrooge – disse Callie.
Louis assentiu, a última coisa que queria agora era brigar com Callie. O sinal tocou antes de Louis atravessar a sala para abrir a porta, fez um sinal com a cabeça para que Callie se transformasse em Amélia novamente.
†
Dorys corria nervosa pelos corredores da Anderson M., a garota corria em busca de Sra. Marta para lhe enformar que Danielle passava mal no quarto, Dorys correu pela biblioteca e perguntou a algumas órfãs do 1º anos se haviam visto Marta, mas todas negaram. Dorys chamaria algum professor, entrou sem bater na primeira sala de aula a esquerda no primeiro andar, deu de cara com Louis, ele estava de frente para a turma do segundo ano lendo um livro.
— Deseja algo Srta. Ftzpratrick? – perguntou Louis a menina apavorada na porta.
— Louis, é Danielle... Procurei Marta em todos os lugares e não a encontrei...
— o que houve com Danielle? – perguntou Louis histérico chegando perto da garota ignorando as outras garotas.
— e-ela p-passou mal, enxaqueca muito forte, ela esta suando frio... Ela está no quarto – gaguejou a menina soluçando.
†
Louis largou tudo de mão e sai a mail da sala de aula, em todo o trajeto não parava de pensar em Danielle – dejávù. Seus olhos lacrimejaram, abriu a porta do quarto sem bater, e a viu: deitada na cama, a ruiva Amber estava no seu lado segurando sua mão Louis chegou mais perto quando Amber deu espaço, colocou a mão na cabeça de Danielle, estava suando frio como Dorys havia dito. Ela estava com os olhos fechados e ainda de baby-doll, Louis passou os braços por debaixo de suas pernas e a levantou.
— coloque isso em cima dela – disse pegando o lençol e dando a Amber para coloca-lo em volta da garota nos braços de Louis.
— onde vai leva-la? – perguntou Dorys quase chorando.
Louis respirou fundo e disse:
— a enfermaria, chame Sra. Marta.
Ele saiu do quarto com Danielle em seus braços, ela estava gemendo de dor com os olhos fechados.
— L-Louis... – ela disse entredentes.
— shhhhh.
— o-onde estou?– perguntou a garota novamente.
— shhhhh, calma feche os olhos você precisa ficar calma – disse Louis.
†
Luz forte em seus olhos, ela podia ver atrás das pálpebras, sol. Em um salto, quando percebeu que não estava em seu quarto. – onde ela estava? -, tudo voltou rápido, ela acordando de manhã e sentindo a pontada na nuca, a enxaqueca que sempre sentia... Ela tentou olhar em volta, estava na enfermaria da Anderson M.: uma sala pequena com duas camas-maca, e equipamentos de primeiros socorros, ela estava sozinha... Deitou-se novamente e tentou se lembrar de tudo... A dor de cabeça, ela gritando para que Dorys chamasse Sra. Marta... Louis entrando no quarto – Louis? – Ela abriu os olhos novamente. Foi ele quem a havia trazido para cá. Ela virou a cabeça e olhou para um relógio grande na parede marcando 12:35h. Ela estava com fome. Antes mesmo de poder apertar o botãozinho na parede que chamaria a enfermeira, ela entrou na sala: uma mulher gorda e ruiva, olhos verdes escondidos por baixo de cílios pesados e sobrancelhas mal feitas.
— como se sente? – perguntou colocando a mão grande e gelada na cabeça de Danielle.
— bem... Só estou com fome – respondeu Danielle sentando-se.
Ela sorriu para Danielle e foi até a porta, antes de poder sair Danielle perguntou:
— onde esta Sra. Marta?
— no corredor, conversando com o novo médico – respondeu a enfermeira – vou dizer que você acordou.
Ela saiu da sala e deixou Danielle confusa: um novo médico? – ajuizou. Ela queria agora mais do que tudo sair daqui, não queria olhar para ninguém, só queria sair.
A porta se abriu.
Danielle puxou o cobertor até o queixo quando viu – ele. Alto, pálido, cabelos pretos e olhos verdes. Ele é tão lindo quanto Louis ou qualquer homem que já tenha visto.
— vejo que acordou – ele disse, sua voz era fria e cruel, o que fez Danielle querer cavar um buraco no chão e se enfiar lá dentro.
— quem é você? – perguntou Danielle envergonhada por ainda esta de pijama.
Ele sorriu.
— Adam Beaumont. Sou o novo médico daqui – respondeu Adam sorrindo.
Danielle tentou sorrir, mas não conseguiu apenas seguia o olhar frio de Adam que a olhava dos pés a cabeça.
— precisa descansar – ele disse se virando
Adam era como um anjo usava um jaleco branco e por baixo uma camisa vermelha, calças jeans pretas justas e all-star. Era como ter um guitarrista de uma banda de rock disfarçado de médico por aqui. Danielle olhou para a janela, e viu claramente seu reflexo: seus cabelos estavam soltos e sua pele bastante pálida, seu baby-doll azul destacava o azul de seus olhos. Eu posso ser bonita – ajuizou.
— quando vou poder voltar? – perguntou ela olhando firmemente para Adam que estava sentado no canto da sala com um notebook branco da Apple nas mãos.
Ele olhou para o relógio no pulso e disse:
— daqui a pouco, quando tomar seu ultimo remédio.
Danielle ofegou, ultimo remédio? A mesma tomava pílulas desde o acidente que matou seus pais há 10 anos. Ela não poderia parar de toma-los assim.
— não posso...
— pode – interrompeu-a – Danielle, esse remédio já perdeu o efeito há muito tempo, ele que esta fazendo mal a você!
Danielle fechou os olhos e assentiu.
†
— Ela é mais bonita que Anabela — disse Adam andando de um lado para outro na sala de Louis.
Louis não disse nada, apenas voltou às provas das alunas que retificava em sua mesa. Adam voltou e sentou-se em frente a Louis.
— não achei... Pra mim, ela parece uma...
— chega! Callie acho que você já pode ir embora – exclamou Louis para a criatura parada perto da porta. Callie olhou para Adam e disse:
— Adam pode ficar aqui bancando ser um médico? E por que eu não posso?
— por motivos precisos – disse Louis sorrindo para Adam.
Adam levantou e disse:
— não, acho que ela pode.
Louis bufou.
— sério? – perguntou Callie.
— não pode esta falando sério – disse Louis fuzilando Adam com os olhos.
Adam sorriu.
— somos três, aqui e agora... Enquanto sabe- se lá quantos bruxos Jacity colocou atrás de Danielle
— Adam, eu realmente acho que não é uma boa ideia... Podemos chamar Lucy ou John... Vamos deixar Callie fora disso – sussurrou Louis.
Callie bufou e disse:
— não aja como se eu não estivesse aqui Louis
Adam sorriu novamente e disse:
— acho que já passou da hora de deixar o passado no passado – disse Adam para Louis – temos um acordo?
Alguns segundos depois Louis disse:
— você é o responsável pelo o que essa maluca fizer.
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