A Madrasta
93 Capítulo 92 - Cartada Final
Notas iniciais
Capítulo 92 — Cartada Final.
Meses depois...
Os meses se passaram e aparentemente tudo estava melhorando para os Cullens. Nem parecia que eles tinham enfrentado tanto ódio, mágoas, decepções e sofrimentos durante tantos anos.
Renesmee e Anthony estavam se dando muito bem com Isabella e os três estavam tentando recuperar o tempo perdido. Semanalmente faziam diversos passeios por Nova York e algumas viagens inesquecíveis como uma aos Alpes Suíços, há dois meses.
O relacionamento entre Bella e Edward também andava muito bem, obrigada. Ambos não falavam mais sobre o passado e parecia que estavam realmente tentando seguir em frente juntos. Edward fazia diversas surpresas românticas para a amada, lhe mandando flores, comprando joías e todas as noites se entregando de corpo e alma para sua eterna pequena.
E naquele belo verão de 2018 todos estavam prestes a prestigiar mais um lindo casamento. Desta vez de Emmett e Rosalie que depois de dezessete anos de história, estavam reunidos com seus familiares e amigos na mesma catedral que Bella e Edward haviam se casado pela primeira vez muitos anos atrás. A loira e o moreno tinham finalmente superado tudo que lhes separavam, como o trauma que Rose tinha vivido há onze anos nas mãos de um abusador cruel.
Mas toda aquela dor e sofrimento tinha finalmente ficado para trás.
A igreja estava toda decorada com rosas brancas, as preferidas de Rosalie. Esme e Carlisle estavam muito emocionados por ver o filho se casando com seu primeiro amor, assim como Alice e Jasper que de tão felizes e animados já estavam fazendo planos de renovar os votos daqui um ano, quando completariam doze anos de casados, ainda mais agora que estavam prestes a adotarem Alec, o filho que tanto sonharam ter.
Bella e Edward foram escolhidos como padrinhos pelo casal e estavam lado a lado no altar de mãos dadas, para a alegria de seus filhos que acompanhavam tudo de perto, com os olhos brilhando de tanta felicidade. Mas Renesmee vinha desconfiando que havia algo de estranho com sua mãe, pois a mesma vinha tendo enjôos frequentes e parecia estar um pouco mais gordinha. Por isso a adolescente estava se preparando para em breve conversar abertamente com sua mãe sobre esse assunto para confirmar se suas suspeitas de uma possível gravidez estavam certas. Mas aquele não era o momento de pensar nisso e sim, de acompanhar o enlace de seu tio com a policial mais durona de NY.
— Hoje estamos aqui para ver de pertinho a felicidade de um casal que lutou muito para superarem seus traumas e ficarem juntos de uma vez por todas. São quase vinte anos de amor, carinho e de sofrimento também — O reverendo começou a falar — Mas o sentimento que ambos tem foi maior do que tudo e é por isso que hoje estamos aqui. — Sorriu — Rosalie Hale, aceita se casar com Emmett Cullen?
— Sim. — A loira afirmou sorrindo lindamente para o noivo.
— Emmett Cullen, aceita se casar com Rosalie Hale?
— Mas é claro que sim. — O jogador disse após olhar apaixonadamente para a amada e em seguida, ambos trocaram alianças.
— Então em nome da igreja eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva. — O reverendo ordenou e depois de respirarem fundo, o casal se beijou apaixonadamente.
Todos ali presentes bateram palmas e depois saíram da igreja para irem a festa que seria nos jardins da mansão dos Cullens. Durante a festa Renée aproximou-se de Edward que estava tomando uma taça de vinho tinto, seu favorito como sempre.
— Edward, será que podemos conversar? — A médica indagou se aproximando dele.
— Claro — O ruivo concordou mordendo o lábio — Sobre o quê? Faz tanto tempo que não conversamos direito. — Lembrou.
— Sim, acho que nossa última conversa foi quando você doou seu fígado a minha filha. E eu nunca tive coragem de te agradecer por isso.
— Não precisa agradecer, não fiz nada mais que minha obrigação Renée.
— Eu... Te odiei muito Edward. Principalmente por ter me afastado dos meus netos e me impedido de ter um convívio de avó com eles.
— Eu me arrependo todos os dias por isso, Renée — Edward admitiu a olhando nos olhos — Mas como todos os outros erros que cometi no passado, este também não tenho como mudar. Só me resta te pedir perdão e torcer pra que você e Charlie algum dia me desculpem por todo o mal que lhes causei.
— Pois saiba que aceito seu pedido de perdão.
— Como é? — O Cullen arregalou os olhos surpreso com a atitude da sogra.
— Exatamente isso que você ouviu. Chega de ficar remoendo o passado, quero seguir em frente te ajudando a terminar de criar meus netos e tentando ser feliz como deveríamos ter sido desde o começo.
— Muito obrigado por isso, Renée — Edward agradeceu sorrindo, pegando a mão da sogra e a beijando — Muito obrigado mesmo, não sabe como é importante pra mim ter seu perdão.
— Eu sei. — A médica sorriu de volta — E tenho certeza que você ainda vai ter o perdão verdadeiro da minha filha também.
— É tudo que mais quero, Renée. Tudo que mais quero... — Edward murmurou suspirando.
— Ah, posso te fazer outra pergunta?
— Sim.
— Charlie me disse que na noite da morte do Billy você tinha ido ao médico porque estava suspeitando que tinha algo de ruim com sua saúde. Por acaso você está doente?
— Charlie chegou a comentar sobre isso com Bella? — O ruivo questionou olhando para os lados e ficando visivelmente nervoso.
— Não, só comigo. Mas como médica posso te ajudar caso precise.
— Obrigado Renée, mas está tudo bem comigo. — Desviou o olhar, umidecendo seus lábios com vinho.
— Tem certeza?
— Uhum. Quer dizer, o médico disse que os pontos da minha operação podem se soltar a qualquer momento, o que me causaria uma hemorragia interna e por isso, talvez eu tenha que ser operado antes para costurar tudo de novo, mas tenho certeza que dará tudo certo e obrigado por ter se preocupado comigo sogra e por favor, não comente nada disso com sua filha, okay?
— Como quiser, Edward. Como quiser... — A loira concordou engolindo em seco.
~*~
[...]
No outro dia...
— Nem acredito que finalmente nosso bistrô vai ser reaberto, príncipe. — Alice comentou entrando em seu restaurante que estava totalmente reformado. — Quando aquilo aconteceu fiquei com muito medo de nunca mais conseguirmos nos reerguer.
— Pois não tive esse medo. — O loiro pôs a mão sob o ombro dela — Sempre soube que tudo daria certo de um jeito ou de outro. Erramos muito no que fizemos com a Bella no julgamento, mas não somos pessoas ruins. Merecemos uma segunda chance, princesa.
— Sim, e estamos tempo. — Alice sorriu olhando ao seu redor — Tanto que conseguimos a guarda do Alec, como sonhei com isso Jasper!
— Eu também. E se depender de mim — Virou a esposa para si — De agora em diante seremos felizes, felizes pra sempre. — Acariciou a cintura da mulher, trazendo-a mais para si.
— Eu sei, príncipe. — Alice concordou unindo seus lábios aos do loiro em um beijo carinhoso quando de repente, sentiu algo que quase a fez desfalecer.
— Alice? O que foi princesa? Você ficou pálida de repente! Não me diga que é mais uma visão? — O chef indagou preocupado, segurando os braços da morena com cuidado para que ela não caísse no chão.
— Não Jaz, foi um pressentimento ruim. Um aperto no coração... Uma ângustia... — Pôs a mão sob o peito e olhou para o amado. — Ainda não acabou Jasper. Algo muito, mas muito ruim está para acontecer conosco. — Afirmou engolindo em seco.
~*~
— Então você vai embora mesmo. — Aro falou ao ver a filha com uma mala azul nas mãos. — Tirou meu neto de mim, entregou para aquela idiota da Alice e agora está me abandonando também. — Riu nervoso, passando a mão por sua testa cheia de rugas.
— Vou sim, mas não te abandonei pai. Fizemos muita coisa ruim, ferramos com a Isabella mas ela nos ferrou muito mais e outra, não tem mais como separa-la do Edward, eles não irão mais cair em nenhuma armação nossa, não são tão burros assim. Ter dado Alec para Alice foi muito doloroso pra mim porque mesmo não parecendo amo meu filho, mas se ele continuasse vivendo conosco se tornaria tão ruim quanto nós e não quero esse futuro pra ele.
— Nós somos ruins por causa dos Cullens, daquela família imunda! — Aro exclamou se levantando do sofá e encarando a ruiva.
— Talvez, mas somos ruins também porque somos ambiciosos. Queremos tudo, eu quero tudo. E ainda vou ter tudo o que mereço, só que não será através do Edward porque aquele ali nunca mais vai ser meu, se é que foi de verdade algum dia.
— Se Isabella não tivesse saído da cadeia, você teria ficado com ele.
— Não, não teria. Aqueles pirralhos com certeza teriam me separado dele, sem contar a Elizabeth que envenenava o neto todo santo dia contra mim. — Revirou os olhos — Enfim, isso não importa mais. O advogado que arrumei com o governo, já que não temos grana pra pagar um, conseguiu uma autorização especial para que eu viajasse enquanto meu julgamento não sai.
— E para onde você pretende ir? — O vilão cruzou os braços.
— Para Paris com as economias que ainda tenho no banco. Sequer cheguei aos quarenta anos e ainda sou bonita e atraente. Posso tentar arrumar um velho rico que me dê uma vida como eu mereço, cheia de luxo. E quando eu conseguir isso, prometo que ajudarei o senhor.
— Eu não quero sua ajuda, Victória. — Aro afirmou se aproximando da filha adotiva. — Do mesmo jeito que você escolheu seu futuro, já escolhi o meu e muito em breve darei minha cartada final. — Sorriu maldosamente.
— E o que pretende fazer?
— Acabar com a Isabella de uma vez por todas.
— Não acredito que ainda vai insistir nisso. — Revirou os olhos. — Será que não percebe que eles são praticamente indestrutíveis?
— Ah é? — Aro gargalhou — Vamos ver se com o objeto certo a Isabella continuará sendo... Como você disse mesmo? Er... Indestrutível. — Manteve o riso.
— Quer saber? Nem me conte o que pretende aprontar, não quero me envolver em nenhuma enrascada que possa me ferrar no processo. — Caminhou até a porta. — Adeus, pai. — E foi embora do apartamento.
— Adeus filha... Pra sempre. — Aro murmurou pensativo, sentando-se novamente no sofá.
~*~
— Namoro? Está me pedindo em namoro Jacob? — Jessica perguntou com os olhos arregalados, assim que ouviu o pedido dos lábios do belo advogado.
— Exatamente. — Jacob confirmou sorrindo. — Agora que a Tanya está presa e será condenada pela morte do meu pai, quero levar minha vida adiante. — Olhou ao redor do quarto de hotel onde a ex-detenta ainda estava hospedada. — E quero que você faça parte dela, caso queira também, é claro. E aí? Topa ser minha namorada Jess?
— Mas é claro que topo! — A morena exclamou sorrindo e se jogando nos braços do amado. — Eu quero muito Jake, muito mesmo. — Completou beijando a boca de seu novo namorado.
~*~
— É muito bom ver tudo se encaminhando... — Vovó Beth comentou enquanto caminhava pela sala de estar da mansão. — Meu filho feliz, netos e bisnetos também.
— Pois é, finalmente nossa família está vivendo momentos de paz e felicidade. — Esme disse serena, tomando uma xícara de chá. — Houve momentos em que pensei que nunca mais sorriríamos, mas olha onde estamos? Tranquilos, sem medo que nada ruim nos aconteça.
— Também não é assim, Esme. — Vovó ficou séria.
— Como assim?
— Tanya ainda não foi condenada e Victória e Aro estão livres por aí.
— Mas a Victória vai embora em breve, se é que já não foi, lembra? Ela até deu a guarda do filho para Alice.
— Eu sei, mas Aro continua livre e cheio de ódio. Aquele ali sim ainda pode tentar armar algo contra nós. — A ruiva raciocinou sentando-se em sua poltrona.
— Pois que arme, pois dessa vez não vamos mais cair nos joguinhos sujos dele. — Esme falou segura, dando de ombros e achando que tudo realmente ia ficar bem.
Mas não iria.
~*~
Victória estava caminhando pelo aeroporto de Nova York.
A ruiva estava prestes a se despedir da cidade onde passou a maior parte de sua vida e se envolveu com o único homem que fez seu coração balançar, James.
As vezes ela se pegava pensando em como teria sido sua história com James se ambos fossem boas pessoas. Talvez, tivesse sido como Alice e Jasper, que mesmo com todos os problemas sempre ficaram juntos e unidos.
Mas ele estava morto.
E não tinha mais como voltar atrás.
E Victória nem sabia se realmente queria voltar atrás.
Foi quando distraída em meio a seus pensamentos, a ruiva esbarrou com um homem.
— Oh desculpe! — Pediu sem graça.
— Imagina senhorita, me desculpe você. — O homem falou tirando seus óculos escuros e imediatamente, Victória o reconheceu.
— Douglas Mayer? — Disse boquiaberta.
— Me conhece de onde? Tenho certeza que não te conheço de lugar algum pois jamais esqueceria um belo rosto como o seu. — Douglas disse charmoso, como sempre.
— Dos jornais e revistas de fofoca afinal, o senhor é muito famoso. — A ruiva explicou sorrindo e mordendo o lábio. — Te admiro muito, senhor.
— Ah... — Douglas a mediu de cima a baixo se encantando com sua beleza. — Qual sua graça senhorita?
— Victória Volturi. — Esticou a mão para ele.
— Muito prazer, Victória. — Douglas beijou a mão dela. — Para onde está indo?
— Paris. E o senhor?
— Para Londres, mas antes farei uma escala pela França. Gostaria de ser minha companhia durante o vôo?
— Sem sombra de dúvidas... Douglas. — Victória respondeu sorrindo e sentindo que desta vez, se daria muito bem.
~*~
[...]
Já era madrugada e Edward estava tendo mais um pesadelo.
— NÃO!! — O ruivo gritou se sentando na cama suando, com o coração acelerado e as mãos tremendo.
— Edward, você está bem? — Bella, que dormia ao lado dele, indagou pondo a mão sob o ombro do esposo.
— Sim... — Ele suspirou. — Foi só...
— Mais um pesadelo, não é? — Ela completou vendo o amado fazer sinal de positivo com a cabeça.
— Sim, com Mike.
— Você devia fazer uma terapia, Ed.
— Nem pensar, não gosto desse tipo de coisa. — O empresário negou se levantando da cama. — Vou beber um pouco de água. Quer?
— Quero, mas vou com você pois me deu um pouco de fome também. — A morena falou se levantando e colocando um roupão.
— Comendo de madrugada? A última vez que você fez isso foi durante as gestações do Anthony e da Renesmee. Você comia toda madrugada e me fazia preparar uns pratos bem doidos pra você.
— Sim! Lembra quando comi melancia com chocolate? — Bella lembrou rindo, enquanto caminhava com o marido para a cozinha a fim de fazer uma boquinha.
[...]
— Não estou grávida coisa nenhuma, Edward! — Bella negou comendo um pedaço de seu sanduíche na mesa. — Não tem chance alguma disso acontecer... — Desviou o olhar.
— Claro que tem! Que eu saiba nós não usamos camisinha há anos e com todo o respeito... Nossa vida sexual é bem ativa ultimamente. — Constatou dando um sorriso malicioso. — E outra, quem sempre gostou de me provocar foi você. Ou já se esqueceu que só perdi a virgindade com você antes do casamento porque você adorava dar em cima de mim e me provocar?
— Edward! — Bella o repreendeu com as bochechas coradas, arrancando mais uma risada do marido.
— Ta, parei. — Sorriu torto, mas logo ficou sério. — Posso te perguntar uma coisa?
— Claro — Ela concordou bebendo um gole de suco.
— Você me desculpou por tudo que te fiz no passado?
— Não estamos aqui? Não te dei uma segunda chance?
— É, mas mesmo assim nunca mais ouvi dos seus lábios que realmente me perdoa, muito menos que me ama. — Se levantou da cadeira, puxando a amada para que também ficasse em pé. — Isabella Cullen — Ajoelhou-se em frente à ela — Será que me daria a honra de me perdoar por tudo que fiz com você no passado, mesmo eu não sendo merecedor?
— Eu... — Bella engoliu em seco quando ouviu um barulho. — Ops, a campainha está tocando. Conversamos sobre isso em outro momento. — Avisou se desvenchilando do ruivo e indo até a sala abrir a porta.
— Quem será há essa hora da noite? — O Cullen perguntou curioso, mas logo sua curiosidade teve fim pois Bella abriu a bendita porta.
— Aro? O que faz aqui? — A mulher questionou confusa ao deparar-se com um de seus maiores inimigos.
— Vim lhes fazer uma visita, não posso? — O moreno ironizou entrando na mansão mesmo sem ter sido convidado.
— Não, não pode. Por favor, se retire daqui. — Edward mandou sério.
— Não sem antes dizer tudo o que está entalado na minha garganta pra vocês dois. — O vilão retrucou encarando Edward que quase foi pra cima dele, mas foi contido pela esposa que segurou seu braço.
— Deixa ele falar Edward. — Ela pediu e mesmo a contra-gosto, ele concordou com ela.
— Essa casa... — Aro começou a falar após olhar ao seu redor — Eu cresci aqui, sabiam? Meu pai era muito amigo do pai do Carlisle. E depois que ele morreu os Cullens terminaram de me criar, mas sempre deixaram claro que eu não pertencia verdadeiramente a essa família. Elizabeth que hoje paga de vovó do bem vivia me tratando mal, me desprezava, como se eu fosse inferior aos demais.
— Talvez porque ela tenha percebido cedo o quanto você é podre por dentro. — Bella disse arqueando a sobrancelha.
— Como se você fosse diferente de mim, não é mesmo Isabella? Você mentiu, armou e trapaçeou pra cima de todos, assim como eu. Portanto, faça o favor de não me dar lição de moral. Continuando, sempre tive inveja do Carlisle. Ele sempre foi mais bonito, atraente e mais sortudo do que eu em absolutamente tudo. As empresas dele prosperaram muito, ele teve uma família feliz, uma esposa. Enquanto eu fiquei viúvo cedo, tive filhos imprestáveis e ainda por cima perdi meu bem mais precioso, a minha empresa.
— Por pura incompetência, Aro. Nenhum de nós tivemos culpa de você ter sido um péssimo administrador dos seus negócios. — Edward rebateu as palavras do moreno, que já estava com os olhos cheios de lágrimas.
— Eu passei anos da minha vida procurando o maior culpado de todas as minhas desgraças, mas só nos últimos meses me dei conta de que o maior culpado da minha vida ter dado tão errado foi você, Isabella. — Acusou apontando o dedo para ela.
— Eu? — Bella riu.
— Você mesmo! — Confirmou — Por sua causa Victória não conseguiu cumprir a missão que lhe dei, que na época era simples, apenas namorar o Edward. Depois você enfeitiçou James e por causa da atração que ele tinha por você, se tornou um burro, um idiota. E ele só morreu nas mãos da Tanya porque você o estragou e fez dele um imbecil. Mas mesmo depois de perder meu filho, eu tinha conseguido consertar as coisas. Eu... Eu consegui te fazer ser condenada e a Victória ficou noiva do Edward, mas você mais uma vez atrapalhou minha vida. — Fechou os punhos — Ressurgiu dos infernos para atazanar tudo novamente.
— Agradeço aos céus todos os dias pela Bella ter sido solta mais cedo. Caso contrário, teria me casado com sua filha e vivido uma vida infeliz. — Edward disse olhando apaixonadamente para Bella.
— Eu perdi meu filho, meu único filho para aquela advogada de merda que curiosamente é sua prima! Depois, perdi meu melhor amigo que na verdade era um traidor safado, mas ainda assim foi o parceiro de uma vida. E agora perdi meu neto pra essa família hipócrita e minha filha também me abandonou. Nem o dinheiro que tinha, não tenho mais. Adivinha por culpa de quem? — Riu nervoso. — De você Isabella, que armou para mim!
— Quer que eu faça o que Aro? Que chore pela sua desgraça? Que peça desculpas por ter te desmascarado e tirado todo o seu dinheiro? Se foi isso que veio buscar aqui pode dar meia volta porque jamais farei isso. — Bella avisou dando de ombros.
— Não... — O vilão se aproximou dela — Não vim aqui querendo uma retratação. Eu vim nesta casa movido por ódio, por um sentimento que é mais forte do que eu. Mas antes, vou lhes contar um segredo — Diminuiu o tom de voz — Sabe o que fiz na noite da morte do Billy? Eu fui até um bandido comprar uma coisinha pra me livrar de uma vez por todas de você, Isabella. — Aro revelou tirando uma arma de sua cintura — Você vai morrer porque é isso que você merece.
— Aro, baixa essa arma! — Bella pediu erguendo as mãos para o alto. — Não estrague sua vida.
— Minha vida já foi estragada há muito tempo, Isabella. Desde que você surgiu nela. — Retrucou apontando a arma para o rosto de sua inimiga.
— Aro, não faça isso por favor. — Edward pediu sentindo seu coração se acelerar. — Não machuque a Bella por tudo que é mais sagrado.
— Bem-vindo ao time dos viúvos, Edward. — Aro ironizou abrindo um sorriso sarcástico.
Foi tudo muito rápido.
Aro simplesmente respirou fundo e preparou-se para puxar o gatilho.
Edward não podia deixar que Bella morresse nas mãos do Volturi.
Ele jamais viveria em um mundo sem ela, como citou na época em que a morena precisara do transplante de fígado.
Por isso, tomou uma atitude.
Ao ver Aro puxar o gatilho, Edward se jogou na frente de Bella, tomando um tiro no peito para salva-la e ao mesmo tempo, se preparando para um possível triste e doloroso fim.
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