A Madrasta
11 Capítulo 10 - Nascimento
Notas iniciais
[...]
— Sinto muito que tenham largado a lua de mel por minha causa. — Carlisle lamentou já de volta a mansão Cullen. Por recomendação médica, estava em absoluto repouso em seu quarto, sendo mais que mimado por sua esposa e filhos.
— Não tem problema. Precisava ver se o senhor estava bem mesmo e fico feliz que esteja. — Edward falou pondo a mão sob o ombro do loiro.
— Mas até que aproveitamos um pouco da lua de mel, visitamos alguns pontos turísticos bem legais. — Bella, que estava ao lado do marido, contou sorrindo.
— Tiraram fotos? — Esme perguntou se levantando da beira da cama e a morena assentiu com a cabeça. — Venha, quero ver tudinho. — Foi em direção a morena, segurou sua mão e juntas, caminharam para fora do quarto deixando pai e filho sozinhos.
— Como está se sentindo filhão? — Carlisle perguntou curioso.
— Feliz Carlisle! Bella é maravilhosa, carinhosa e hoje, mais do que nunca tenho certeza que ela é a mulher da minha vida. — Respondeu ficando corado quando Charlie entrou no quarto.
— Carlisle, eu... Edward? Já voltaram da lua de mel? — O moreno perguntou franzindo o cenho.
— Sim senhor Swan. — O ruivo respondeu indo até ele e apertando sua mão.
— E onde Bella está? — Olhou para os lados.
— Saiu com minha mãe agora há pouco.
— Ah sim. Bom, chequei as câmeras de segurança das ruas pois desde o onze de setembro, estamos implantando um sistema moderno na cidade toda para que possamos vigiar tudo e todos. Até conseguimos uma boa imagem do carro que te atropelou, mas a placa infelizmente era fria. — Revelou olhando para o empresário.
— Já imaginava, mas obrigado por ter investigado, Charlie. — Carlisle agradeceu.
— Vou continuar investigando, esse caso vai ficar aberto até encontrarmos quem te atropelou, prometo. — Garantiu e o loiro assentiu com a cabeça.
~*~
— Este será o quarto de vocês enquanto estiverem morando aqui, Isabella. Como pode ver, não está totalmente decorado pois não sei direito qual seu gosto pessoal. — Esme explicou entrando em uma das suítes da mansão.
— É enorme e muito lindo! Olha o tamanho dessa cama! — A morena levou as mãos a boca, totalmente impressionada e Esme deu risada.
— Espero que seu tempo nesta casa seja feliz e agradável, querida. — A abraçou. — Mas onde estão as fotos?
— Na minha bolsa! Daqui a pouco o motorista subirá com as malas, daí te mostro. — Sentou-se na cama.
— Ah, preciso te contar uma coisa. Não sei se você sabe que Edward tem uma avó. — Sentou-se ao lado dela e cruzou as pernas.
— Sei sim, ele me contou que desde o acidente com o pai do seu marido, ela se afastou da família.
— É, mas ela está de volta e hospedada nesta casa.
— Sério? — A morena indagou surpresa.
— Sim querida. Elizabeth é uma grande mulher, forte, decidida. Acredito que tem muito a ensinar não só a você, mas a mim também. No passado tivemos alguns problemas, pois ela sempre foi muito apegada ao Carlie e acabava se intrometendo um pouco além da conta na minha relação com ele, mas espero que a partir de agora tudo fique bem entre nós todas. E olha Bella, estou aqui para o que você precisar. — Segurou a mão dela. — Sei que parece assustador se casar e vir morar com a família do marido, mas tenho certeza que vai se adaptar.
— Com o apoio da senhora? Tenho certeza. — Bella afirmou sorrindo e apertando a mão dela.
~*~
— Filho, precisamos conversar. — Elizabeth disse entrando no quarto de Carlisle após o jantar.
— Claro, venha. — Ela sentou-se na beira da cama dele e respirou fundo. — Parece tensa, o que houve mãe?
— É sobre esse atentado que você sofreu.
— Não sabemos ainda se foi um atentado ou um simples acidente. Não tire conclusões precipitadas. — Ele a alertou passando a mão por seu topete.
— Nós dois sabemos muito bem que foi atentado. Tem muita gente que quer seu mal, Carlie. Você precisa tomar cuidado, andar sempre com seus guarda-costas.
— Mas eu ando com eles, mãe. Só que o Starbucks é pertinho da empresa, achei que não tinha necessidade.
— Depois do que aconteceu ontem, você já deve ter notado que tem sim necessidade. Eu já perdi seu pai, não posso te perder também. — A senhorinha disse com os olhos lacrimejando.
— A senhora não vai me perder dona Beth, eu prometo. — O loiro fez carinho no rosto dela.
— Então tome mais cuidado. Vivemos em um covio de cobras, os Volturi fingem que nos adoram, mas na verdade nos odeiam.
— Já vai começar? — O loiro revirou os olhos.
— Eu criei o Aro, meu filho. Sei muito bem que a essência dele não é boa, que sempre sentiu inveja de você por ser mais bonito, inteligente e interessante que ele, assim como Billy que tem motivos de sobra para te odiar e sabemos disso.
— Os meus problemas com Billy já foram superados há muito tempo, mãe. Hoje somos amigos e Aro nunca fez nada de mal contra mim e duvido que atentaria contra minha vida. Por favor, pare com essa implicância!
— Não vou parar coisa nenhuma, Carlisle. E algum dia você descobrirá que estive certa o tempo todo sobre esses trambiqueiros. Só espero que quando se der conta disso, não seja tarde demais.
[...]
Meses Depois...
O fim de 2003 estava próximo e Bella estava com trinta e oito semanas de gravidez. Há meses morando na casa do marido, sentia-se praticamente adaptada. Seu quarto estava decorado ao seu rosto, assim como o de seu bebê que se chamará Anthony, em homenagem ao pai de Carlisle.
Edward estava indo muito bem na universidade ao lado de sua irmã, Alice, e seu melhor amigo James. Naquele ano Victória começou a cursar publicidade e durante os intervalos da aula, costumava ficar conversando animadamente com Edward. Alice sempre contava a Bella o que sua rival sabia e de vez em quando a morena acabava brigando com o marido por ciúmes. Edward sempre argumentava que não fazia nada demais com Victória e que como ela era irmã de seu grande amigo, não tinha coragem de trata-la mal. Apesar de brigarem constantemente, tudo sempre acabava em beijos e declarações afetivas do ruivo mais belo de New York.
Charlie continuava tentando encontrar pistas do atropelamento do sogro de sua filha, mas a investigação esfriou e por falta de provas teve que arquivar o caso. Renée estava feliz com a vinda do neto, mas a única coisa que lhe incomodava era o tempo que o marido estava trabalhando demais pois desde que sua filha foi embora, tinha que passar seus dias e as vezes, noites sozinha.
Com muito esforço Billy conseguiu comprar mais três porcento das ações da empresa de Carlisle e Aro já estava tentando arquitetar um jeito de conseguir tudo que acreditava ser seu, de volta.
Voltando a mansão Cullen, Bella estava se dando muito bem com a matriarca dos Cullens que lhe dava, todos os dias, diversas dicas de como cuidar de seu bebê que naquela fria sexta-feira estava prestes a nascer.
Bella passou mal enquanto estava tomando banho e foi rapidamente socorrida por Emmett que a levou imediatamente ao hospital. Edward estava fazendo uma prova da faculdade quando lhe ligaram avisando que sua mulher estava entrando em trabalho de parto e quase bateu o carro dirigindo loucamente pelas ruas até a clínica central para encontrar a esposa.
— Como ela está?! — Perguntou assim que chegou a recepção onde seus pais, sogros e amigos já estavam lhe aguardando.
— Parece que vai ser parto normal, filho. — Esme se aproximou dele. — Pretende assistir o parto?
— Assistir? — Arregalou os olhos. — Eu... Não sei. Estou tão nervoso, mãe. — A abraçou. — Tenho medo de deixa-la mais nervosa ainda.
— Quer que eu fique com ela Edward? — Renée perguntou esfregando uma mão na outra pois também estava nervosa.
— O correto é que o marido esteja ao lado da esposa durante o parto. — Elizabeth argumentou se aproximando do ruivo. — Seja forte meu neto e vá auxiliar sua esposa. — Sorriu segurando as mãos dele.
— A senhora está certa como sempre, vovó. — Respirou fundo e beijou a testa dela. -O correto é que eu esteja ao lado da Bella quando meu filho chegar ao mundo e é isso que irei fazer.
[...]
— AHHHHHHHHHHH.... Eu... Não aguento mais. — Isabella falou jogando a cabeça para trás.
Ela estava há mais de uma hora na sala de parto tentando gerar seu bebê. Edward estava ao seu lado, tendo a mão quase esmagada de tão apertada que estava sendo por sua mulher.
— Acho que estou vendo a cabeça! Tente mais um pouco, Bella. — O médico insistiu.
— Vamos, só mais um pouco meu amor, você vai conseguir. — A encorajou unindo sua testa a dela.
— Ta bom. — Bella concordou ofegante e mais uma vez, fez força para empurrar a criança, gritando com toda sua força.
Nesse momento um choro foi ouvido e então, toda a dor que Isabella sentia se tornou pequena perto da imensa felicidade que sentia dentro de seu peito.
Anthony chegou ao mundo em seis de outubro, pesando três quilos e medindo cinquenta e um centímetros. Após cortarem seu cordão umbilical e o enrolarem em uma manta, Isabella sentiu o calor de seu filho pela primeira vez.
— Ele é tão lindo. — Falou com os olhos marejados de lágrimas.
— E tão pequenino, parece um anjo. Obrigado por me dar um filho perfeito e saudável, te amo tanto. — Edward deu um selinho nela.
— Eu também te amo muito, você e esse príncipe aqui. — Fez um leve carinho no rosto de Anthony. Depois, a criança foi levada para o berçario e exausta, Bella acabou adormecendo.
[...]
No outro dia...
Isabella já estava no quarto e Edward, dormindo em uma poltrona ao seu lado. Toda a família Cullen e Swan estava no hospital e de tempos em tempos, alguém ia no berçario ver Anthony, que dormia tranquilamente.
— Hum... — Bella murmurou acordando e se ajeitando na cama.
— Bom dia, meu amor! — Edward acordou rapidamente e após esfregar os olhos, foi até a esposa. — Como se sente? — Questionou dando um beijinho na bochecha dela.
— Ainda cansada e dolorida, mas com aquela sensação de dever cumprido. — Sorriu. — Onde Anthony está?
— Daqui a pouco a enfermeira vai trazê-lo para a mamada, mas agora vou buscar um café da manhã bem reforçado pra você, minha pequena. — Falou ficando de pé e curvando-se para dar um beijo na testa dela.
Em seguida, o rapaz saiu do quarto e com cuidado, Bella se levantou e foi até o banheiro onde fez suas higienes e lavou o rosto. Ao se olhar no espelho, notou o quanto estava cheinha, mas prometeu mentalmente para si mesma que ia se esforçar para emagrecer o quanto antes, desde que fosse com saúde e que não interferisse em sua amamentação. Ao voltar para o quarto, voltou-se a se deitar na cama e ficou aguardando o retorno do jovem Cullen.
Minutos depois, o ruivo surgiu com uma bela bandeja de café da manhã e ambos se alimentaram e logo, a enfermeira apareceu com seu bebê para que Bella o amamentasse, enquanto recebiam diversas visitas de amigos e parentes.
[...]
— Que bebê mais lindo, sério, ele é a minha cara! — Alice falou e todos deram risada.
— Mentira, ele não tem esse seu nariz de batata. — Edward brincou e a irmã mostrou a língua para ele.
— Amor, pergunta aquele negócio pra eles. — Bella pediu dando uma cotovelada nele.
— Er... Jasper e Alice, eu e Bella conversamos muito e decidimos que queremos que vocês sejam padrinhos do Tony. — Edward sugeriu sorrindo e o casal se entreolhou.
— Mas isso é maravilhoso! — Alice bateu palmas animada. — Vou adorar ser madrinha do meu sobrinho fofo.
— Ficamos muito honrados com esse convite e claro que aceitamos. — Jasper sorriu timidamente.
— Vocês também serão nossos padrinhos quando tivermos filhos né amor? — Alice deu um selinho no loiro.
— Mas é claro que sim! A meta é que daqui quinze anos, tenhamos uns sete filhos. — Brincou ele passando a mão ao redor da cintura da namorada.
— Pelo jeito a família Cullen ainda vai crescer e muito! — Bella brincou dando risada.
[...]
Alguns dias depois...
Isabella e Anthony receberam alta do hospital e foram para a mansão. Os primeiros dias foram os mais difíceis pois o casal teve que trocar o dia pela noite já que durante as madrugadas, o filho não conseguia dormir e durante o dia dormia feito anjo. Mesmo sendo puxado, eles estavam felizes pois já amavam demais aquela criança, mas nem tudo eram flores e a morena acabou certo dia recebendo uma visita indesejada.
— O que faz aqui? — Bella fechou a cara quando Victória entrou em sua suíte.
— James veio visitar seu marido e resolvi vir junto. Parabéns pelo filho, Isabella. Finalmente conseguiu dar o golpe do baú! — Victória mediu a rival de cima a baixo e bateu palmas ironicamente.
— Não me confunda com você. Querer casar por dinheiro é da sua índole, não da minha. E por favor, baixe o tom de voz, não quero que acorde meu filho. — Fez um carinho na cabeçinha de Anthony que dormia tranquilamente ao seu lado na cama.
— É o cúmulo que uma sem requinte como você esteja casada com o garoto mais cobiçado da cidade. — Lamentou toda invejosa.
— Sem requinte? Nada contra, mas você não tem sangue azul, pelo contrário, é a filha da empregada que foi criada pelo patrão simplesmente porque ele sentiu pena de você. — Humilhou-a sorrindo.
— Vamos ver até quando você vai continuar feliz, Isabella. Tenho a impressão que sua felicidade não vai durar muito. — Pegou uma mecha do próprio cabelo e enrolou em seu dedo.
— Pois acho que está muito enganada, Victória Volturi. Se depender de mim, vou ser muito feliz e vou esfregar minha felicidade na sua cara feia todos os dias. Agora retire-se do meu quarto, preciso descansar. — Bocejou sentindo sono. — Essa vida de mãe de primeira viagem cansa tanto... — Ajeitou seu travesseiro e deitou-se na cama de lado. — Quando sair, bata a porta.
Victória fechou os punhos completamente enfurecida pela humilhação que acabara de sofrer. Por mais que não fosse tão a fim de Edward, cobiçava a vida de luxo que a morena levava naquela mansão, sem contar que Anthony era um dos herdeiros dos Cullens e já nascera em berço de ouro, diferentemente dela. Mesmo a contra-gosto, ela saiu do quarto deixando a garota sozinha com seu bebê.
[...]
Ao anoitecer, logo depois do jantar, Isabella foi para o quarto de Anthony que era todo decorados nas cores branca e verde, cheio de brinquedos e lá deu de mamar a criança, a colocou para arrotar e o ninou até que seu pequeno adormecesse.
— Boa noite, meu anjinho. — Deu um beijinho na testa de Tony e o deitou lentamente no berçinho.
Em seguida, viu se as janelas estavam bem fechadas para que a criança não tomasse sereno e apagou a luz, deixando a do abajur acesa. Ao voltar para seu quarto, encontrou Edward parado em frente a janela olhando para as estrelas.
— Tony já dormiu? — Perguntou sem tirar os olhos do céu.
— Sim, mas é provável que como sempre, vá acordar de madrugada chorando. — Retirou o roupão, ficando apenas com uma camisola cinza.
— Mesmo sendo cansativo, estou tão feliz. — A puxou pelo braço e a mesma envolveu as mãos em seu pescoço. — Não poderia me sentir mais completo. Casado com a mulher mais linda do mundo e com o filho mais fofo do mundo.
— E tudo vai ser ainda mais perfeito quando tivermos a nossa casinha. Não me leve a mal, mas é como diz o ditado, quem casa quer casa. Hoje mesmo tive que aturar a visita inconveniente da água de salsicha, já que ela é infelizmente, frequentadora dessa casa há seculos.
— Que ciúme bobo, amor. A Victória nem dá em cima de mim, isso é coisa da sua cabeça. E mesmo se desse, eu só tenho olhos para você e é isso que importa. — Deu um sorriso torto, deslizando as mãos pela cintura dela. — Mas tudo bem, vamos fazer um trato?
— Que trato?
— Vamos esperar alguns meses, até que Anthony esteja mais crescido. Aqui você tem muito mais assistência do que teria se estivéssemos morando sozinhos. Depois, quando as coisas se acalmarem, vamos comprar uma casa bem bonita para nós três vivermos, okay?
— Okay amor, combinado. — Concordou dando um beijo carinhoso nele.
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