A Madrasta

10 Capítulo 9 - Lua De Mel & Acidente


Notas iniciais
Hey ♥ Esse é um capítulo importante e um dos mais difíceis que escrevi nesta história, por isso peço que deixem seus comentários, preciso muito saber o que estão achando da história e principalmente, de incentivo ♥ Participem do grupo do face https://www.facebook.com/groups/151327375480371/?notif_id=1509650713378676&notif_t=group_added_to_group Se não conseguirem entrar pelo link procurem pelo grupo "Fanfics da Chrys Monroe" Boa leitura ♥

Amsterdã, 2003.

Após o fim da festa de casamento, os recém-casados Isabella e Edward se trocaram rapidamente e pegaram um vôo até o país onde teriam sua primeira noite de lua de mel, Holanda. Ambos chegaram já ao anoitecer e foram direto para um dos hotéis mais elegantes de Amsterdã para viverem sua tão esperada noite, tudo pago por Carlisle como presente de casamento.

— Espera... — Assim que abriram a porta da suíte, Edward pegou a amada nos braços. — Sempre via isso nos filmes e tinha muita vontade de fazer!

— Seu doido. Precisa mesmo disso? — Bella deu risada dando um selinho nele que a pôs no chão de volta e fechou a porta. — Caramba, que lugar lindo! — Olhou ao seu redor.

A suíte era ampla e muito elegante. Tinha uma cama de casal imensa com lençóis de tons branco e vinho e aparentamente, era muito confortável. A decoração era toda feita de tons nobres, além do mais, tinha uma estilosa poltrona cinza e a janela era enorme e dava pra ter uma vista linda da lua e das estrelas.

— Carlisle caprichou na suíte. — O ruivo foi até o lavabo. — Tem até banheira, amor.

— Tô tão feliz, sabia? — Bella comentou vendo o rapaz se aproximar dela. — Agora sou oficialmente a senhora Cullen. — Envolveu as mãos no pescoço dele.

— Eu tô mais feliz ainda porque a partir de hoje, nada nem ninguém poderá nos separar. — E colou seu corpo e lábios aos dela.

Ele a beijou sedutoramente, deslizando suas mãos pela cintura de Isabella e ajudando-a a tirar sua camiseta rosa. Quando o ar se fez necessário, desceu seus beijos até o pescoço dela, lhe dando dois chupões enquanto removia o sutiã dela. Em seguida, ficou de joelhos na frente da garota e a ajudou a retirar a calça e em seguida, a calcinha deixando-a nua e jogando as vestes em qualquer lugar dali.

Ainda de joelhos, ele beijou a intimidade dela que arfou e enfiou a língua nela, lambendo-a. Isabella passou a gemer e quando ele mordeu seu clítoris, levou as mãos a cabeça dele lhe guiando por toda sua intimidade.

— Que buceta deliciosa. — Ouviu ele dizer, mas estava tão ofegante que só conseguia gemer e acariciar os cabelos dele.

Edward voltou a ficar de pé e a beijou provocantemente, mordendo e repuxando os lábios dela, que arranhava as costas dele ainda por cima da camisa. Então ele a deitou na cama e foi até seus seios começando a chupar o bico do direito, enquanto acariciava o esquerdo com a mão.

— Caraca Bella, esses gemidos me deixam doido. — Mordeu levemente o seio dela que deu um gritinho.

— Me fode Edward, eu preciso muito. — Ela pediu delirando.

O jovem então se sentou em cima dela e retirou sua camisa, mostrando que estava bem mais sarado que a última vez que transaram. Bella percorreu seu olhar pelo peito e abdomên dele chegando até seu membro que estava quase pulando pra fora da calça de tão excitado.

— Repete. — Pediu sorrindo e mordendo o lábio.

— Me fode, Edward Cullen? — Ela pediu arranhando levemente o abdomên dele.

— Hum... Você quer que eu coma você? — Ele saiu da cama e de pé, começou a abaixar suas calças.

— Sim... — Bella lambeu a própria boca que estava seca quando ele tirou a cueca e revelou o membro para ela. — E analisando seu pau, vejo que está louco para me foder. — Sentou-se na cama e abriu um pouco as pernas. — Aposto que você está doidinho pra entrar aqui dentro. — Com a própria mão, a morena repuxou o próprio clítoris e em seguida, enfiou um dedo dentro de si mesma. — Ta doido pra fazer esse vai e vem aqui. — Quando ela começou a se masturbar, Edward, completamente tomado pelo desejo, a puxou pelas pernas até a beira da cama e com ela deitada e ele em pé, abriu as pernas dela e de uma vez só, a penetrou. Isabella gemeu alto e ele urrou começando a entrar e sair dentro dela rápido e forte.

— Gosta assim? — Perguntou intensificando os movimentos segurando as mãos dela.

— Mais rápido! — Bella pediu o puxando para que ficasse por cima dela e atacou sua boca, deslizando sua língua por cada canto da boca dele e ao mesmo tempo, entrelaçando suas pernas ao redor da cintura dele, aumentando assim o atrito das estocadas.

— Goza pra mim, sua gostosa. — O jovem pediu sentindo que ela estava perto do clímax pois seu sua intimidade estava apertando seu membro.

— Só se você gozar junto. — Ela retrucou mordendo o ombro dele que gruniu e teve seu orgasmo, praticamente ao mesmo tempo que ela.

Totalmente exausto, Edward continuou conectado a ela por alguns minutos, esperando que suas respirações voltassem ao normal e feliz, Bella deu um último beijo nele e ficou fazendo carinho nos cabelos do marido, até que ele saiu de dentro dela, deitou-se de barriga para cima ao seu lado e a puxou para seu peito.

[...]

— Hoje foi tão diferente da nossa primeira vez. — Bella comentou dando um beijo no peito do marido.

— Diferente pra melhor ou pra pior? — Ele questionou deslizando as mãos pelas costas nuas dela.

— Pra melhor. — Sorriu. — Na nossa primeira vez você parecia sei lá, tímido, como se estivesse se segurando e hoje simplesmente foi um safado na cama.

— E eu estava. Mas agora somos casados, você é minha e eu sou seu. Não tenho porque ser tímido, eu quero é fazer amor com você todos os dias se possível. — Ela deu risada.

— Isso é ótimo porque eu também quero transar com você toda noite. Mas agora, tô com muito sono. — Bocejou fazendo carinho no abdomên dele.

— Então descanse, meu amor. — Beijou o topo da cabeça dela que fechou os olhos e foi adormecendo aos poucos. Depois de velar os sonhos da amada por alguns minutos, Edward foi vencido pelo cansaço e dormiu também.

[...]

No dia seguinte...

Isabella estava deitada de lado na cama dormindo profundamente. Após sua noite de amor, estava bastante cansada. Já Edward estava de pé a meia hora e havia ligado há pouco para o serviço de quarto a fim de pedir o café da manhã para eles. Depois de colocar uma camiseta verde e uma bermuda fresca, ouviu batidas na porta e foi até a mesma pegar a bandeja com o café da manhã.

— Obrigado. — Agradeceu o garçom do hotel dando uma gorjeta para ele e fechou a porta.

Em seguida, pôs a bandeja no criado-mudo e sentou-se na cama curvando-se e distribuindo diversos beijinhos no ombro da esposa para acorda-la.

— Hum... Bom dia. — Ainda de olhos fechados, a morena sorriu ficando de barriga para cima na cama.

— Bom dia, meu amor. — Edward sorriu de volta acariciando o rosto da jovem que abriu os olhos. — Dormiu bem?

— Maravilhosamente bem. — Respondeu se ajeitando na cama e esfregando os olhos. — Café da manhã na cama? — Perguntou virando o rosto e vendo a bandeja cheia de delícias como queijos, leite, ovos e pãos. — Cuidado senhor Cullen, posso acabar ficando mal acostumada. — É exatamente o que quero, deixar você muito mal acostumada. — Roubou um selinho dela. — Quer dizer, vocês. — Olhou para a barriguinha saliente dela.

— Tô vendo que esse bebê vai ser muito mimado. — Manteve o sorriso feliz no rosto, se ajeitando na cama e enrolando o lençol ao redor do corpo para cobrir sua nudez.

— Vou tentar não mima-lo demais, mas acho difícil. — Colocou a bandeja sob o colo dela. — Nosso filho é como se fosse a extensão do nosso amor, entende? Então ele é muito importante pra mim.

— Para mim também. Ele ou ela, já que não sabemos o sexo ainda. — Tomou um gole do leite.

— Particularmente tenho a impressão que será um menino, mas vou perguntar a Alice depois, ela sabe das coisas. — Mordeu um pedaço de pão.

— Acredita mesmo que sua irmã pode prever o futuro?

— Você não disse que ela previu sua gravidez? Além do mais ano retrasado ela também pressentiu que algo ruim ia acontecer com meu avô e não deu outra.

— Foi um acontecimento muito triste né? — Bella colocou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.

— Foi uma verdadeira tragédia. O onze de setembro marcou a vida de muitas pessoas. Mesmo assim nossa família continuou unida, exceto pela minha avó. Essa nunca se recuperou, tanto que se afastou de nós todos.

— Imagino. Ela perdeu o marido, o que é uma coisa irreparável. Nem imagino o que seria de mim se te perdesse. — Acariciou o rosto dele.

— Isso não vai acontecer nunca. — Pegou a mão dela e beijou-a. — Mas vamos logo terminar de comer? Temos muito o que fazer hoje.

— Ah é? E pra onde vamos?

— Aproveitar tudo o que Amsterdã pode nos proporcionar, minha princesa. — Afirmou sorrindo e dando um beijo leve nela.

~*~

[New York]

— Espero que a viagem do meu filho esteja sendo muito boa. — Carlisle falou enquanto analisava alguns documentos em sua empresa.

— Com certeza deve estar sendo, senhor. Quando era adolescente viajei para Amsterdã e além de ser uma cidade linda, é cheia de pontos turísticos incríveis. — Ângela, sua secretária, comentou pondo mais uma pilha de papéis sob a mesa do loiro.

— Eu sei, já fui lá com Esme quando fizemos dez anos de casamento. — Deu um sorrisinho de canto de boca, se levantando de sua poltrona. — Acho que vou tomar aquele café que tanto gosto.

— Quer que eu mande o motorista preparar o carro senhor? — A morena de olhos castanhos perguntou ajeitando seus óculos de grau.

— Imagina, o Starbucks fica praticamente na frente da empresa e você sabe que gosto de ir a pé, Ângela. Ultimamente não estou me exercitando como gostaria então, é bom fazer uma pequena caminhava para fortalecer meus músculos. — Explicou vestindo seu paletó e saindo de sua sala. — Anote minhas ligações, okay? — Mandou já no corredor.

— Sim senhor. — A secretária concordou assentindo com a cabeça ao ver Carlisle entrar no elevador.

~*~

Após tomarem um delicioso banho e se arrumarem, Isabella e Edward pegaram um bonde para passearem pelas ruas da Holanda. De mãos dadas o tempo todo e trocando muitos beijos e carícias, eles fizeram um pequeno tour pela cidade.

— Essa cidade é tão linda, amor. Parece até aqueles quadros com paisagens que pensamos não existir, mas que na verdade são muito reais. — Bella falou vendo a paisagem pelo vidro da janela.

— Sim, meu pai tinha comentado comigo antes. Mas sabe o que dizem por aí? Que essa é a cidade do pecado. — Falou baixinho no ouvido da morena que se arrepiou com sua voz sexy.

— Ué, cadê aquele Edward virtuoso, certinho e das antigas? — Brincou olhando-o.

— Esse Edward ficou lá em Nova York, baby. — Mordeu a ponta da orelha dela que se arrepiou mais ainda.

— Se controle, senhor Cullen. — Deu risada, o afastando e ambos desceram do bonde e começaram a caminhar pelas ruas de Amsterdã.

Diferentemente de Nova York, o transporte mais usado naquele local era a bicicleta. Isso deixava o ar bem mais leve do que estavam acostumados a sentir, além do mais, a brisa do vento que batia em seus rostos lhes dava uma sensação maravilhosa. Era como se estivessem em um paraíso.

— Para onde vamos agora? — Bella perguntou tirando seus óculos escuros.

— Para o primeiro dos inúmeros museus que iremos visitar. — Respondeu pegando na mão dela.

— E qual museu vamos visitar primeiro?

— O do Van Gogh.¹

— Me amarrava nas aulas de artes com aqueles quadros malucos dele. Aliás, ele por si só já era muito maluco, tanto que cortou a própria orelha, coitado.

— Pois é, ele teve uma vida curta, triste e difícil, mas foi um verdadeiro artista e o admiro muito por seu trabalho.

~*~

[New York]

Após cumprimentar os seguranças e porteiros de sua empresa, Carlisle caminhava pela calçada concentrado em seu celular, pois estava mandando uma mensagem para Esme dizendo para ela se arrumar pois a noite ambos iriam sair para jantar em um restaurante chinês, um dos preferidos de sua esposa.

Após terminar de enviar o torpedo, o empresário guardou o celular no bolso e foi até a faixa de pedrestes para atravessar a rua que estava com muito movimento.

Quando o sinal ficou vermelho para os motoristas e verde para ele, o loiro foi atravessar a faixa de pedestres quando de repente, um utilitário preto de vidros escuros acelerou em direção à ele. O homem tentou correr, mas não teve tempo pois quando deu por si, já tinha sido atropelado, caindo desacordado.

~*~

Depois de visitarem o museu de Van Gogh, Edward e Isabella foram para mais um ponto turístico, a Casa de Anne Frank. Enquanto o táxista arrumava uma vaga para estacionar, Edward foi para a fila dos ingressos que era longa e ocupava quase um quarteirão de lá. Após alguns minutos, conseguiu comprar os ingressos e acompanhados de uma guia e de vários turistas, eles adentraram a casa.

No primeiro andar tinha um telão onde passava um vídeo falando a respeito dos judeus na Holanda, a família Frank e a invasão nazista. Bella derramou algumas lágrimas assistindo aquilo. Era triste saber que aquelas pessoas tinham passado por tanto sofrimento e preconceito durante a vida. E era mais triste ainda saber que nos dias de hoje as pessoas continuam sofrendo por conta do preconceito, seja por cor, raça ou sexo.

Para chegar ao próximo andar, onde funcionava a empresa de Otto, ambos tiveram que subir uma escada íngreme de madeira. E mais a frente, viram a famosa estante de livros que escondia a entrada do esconderijo de Anne, sua família e amigos. A estante era aberta até a metade, e atrás dela tinha uma escada muito mais íngreme que a primeira. Mesmo sendo um tanto quanto desconfortável, eles subiram pois estavam adorando a visita aquele lugar. Apesar de várias pessoas estarem ali, a maioria estavam caladas ou falando muito baixinho e eles decidiram fazer a mesma coisa.

O cômodo seguinte era minúsculo e todos estavam quase sem espaço para se mexer. Edward segurou a mão de Bella firmemente enquanto a guia falava que o local era onde Anne ficou presa com um dentista chamado Fritz Pfeffer. Ambos olhavam ao seu redor e notaram que nas paredes havia fotos de jornais e revistas na parede colados pela própria Anne. O último cômodo era o qual Van Pel havia morado e onde Anne viveu bons momentos, inclusive seu primeiro beijo.

— Ela sofreu tanto. Só de estar aqui é como se pudesse sentir a dor dela, o que ela passou. — Bella falou encostando sua cabeça no peito do marido.

— E não teve a chance de viver um grande amor como nós. Não só ela como muitos durante o holocausto. A segunda guerra foi algo tão horroroso, mas parece que a humanidade não aprendeu. Tanto que tivemos o onze de setembro. — Lembrou-se de seu avô, derrubando uma lágrima.

— Mas eu tenho esperanças. Acredito que nossos filhos vão crescer em um mundo melhor. — Abraçou-o.

— Ou filha porque acho que vai ser menina. — Falou sorrindo.

— Assim não vale, você muda de ideia o tempo todo. — Bella brincou sorrindo de volta.

O casal então deixou a área da moradia, mas ainda estavam no museu passando por um longo corredor com diversas fotos nas paredes mostrando cada uma das oito pessoas que residiram naquela casa e descrevendo como, quando e onde tinham falecido.

— Esse foi o único sobrevivente da família Frank, o Otto. — A guia contou apontando para a foto do pobre homem que perdeu toda sua família na guerra.

— Nem consigo imaginar como deve ter sido pra ele viver sem sua família do lado, eu com certeza não conseguiria. — Edward cochichou baixinho.

— Muito menos eu. — A morena suspirou acariciando sua barriga.

[...]

Chegando ao fim do corredor, além de mais um vídeo, eles viram um livro enorme com os nomes dos habitantes holandeses dizimados pelo holocausto e no ambiente seguinte um cômodo repleto de cartas que Otto escreverá enquanto estava em busca das filhas, alem do mais um video dele em alguma entrevista.

— "O que passou já não podemos mudar. A única coisa que podemos fazer é aprender com o passado e compreender o que significam a discriminação e a perseguição de gente inocente. A minha opinião é de todos temos a obrigação de combater os preconceitos." — Otto dizia.

— Sabias palavras. É o que quero ensinar ao nosso filho. — Edward comentou acariciando ela.

Na volta, eles virão algumas páginas do diário da Anne e depois de terminar a visita ao museu, seguiram para o "Adam restaurante" para almoçarem.

~*~

Esme estava na mansão Cullen dando algumas intruções para o jardineiro da casa de como cuidar das mudas de tulipas que havia comprado. A balzaquiana ² era completamente apaixonada por flores e sempre gostava de manter seu jardim bonito. Foi quando a empregada da casa surgiu apavorada dizendo que tinham recebido uma ligação do hospital.

Esme ficou sem ar por alguns momentos quando a mulher disse que seu marido tinha sido atropelado. Trêmula e sem saber o que fazer, pediu que a funcionária avisasse toda a família e amigos mais próximos do ocorrido e seguiu nervosa para o hospital, a fim de saber como Carlisle estava.

— Como ele está Renée? — Esme perguntou preocupada, assim que viu a sogra de seu filho, que era médica socorrista.

— Carlisle está bem, mas farei mais alguns exames para ter certeza que não sofreu nenhuma fratura. Já o levei para o quarto, se quiser já pode vê-lo. — A loira deu um pequeno sorriso.

— Ufa... Ainda bem. — A mulher suspirou aliviada. — Quero vê-lo sim doutora, imediatamente.

— Venha, vou te levar até ele. — Pediu e ela o acompanhou até o local.

[...]

— Meu amor, que bom que você está bem. — Esme abraçou o marido fortemente.

— Calma querida, foi só um atropelamento bobo. — Carlisle terminou de abraça-la e depositou um beijo em seus lábios.

— Como tive medo de te perder. — Ela não conseguiu não chorar, enquanto sentava na beira da cama dele.

— Mas não me perdeu. — Fez carinho no rosto dela. — Respira fundo, se acalme. — A puxou para seu peito para que ela sentisse seu coração batendo.

— Já sabe quem fez isso? — Fechou os olhos.

— Não sei, mas foi tão estranho. O sinal estava vermelho e o carro simplesmente avançou na minha direção. Estou pensando seriamente em ir até a delegaci... — Antes que Carlisle completasse seu raciocínio, Aro e Billy entraram no quarto do hospital.

— Viemos assim que nos avisaram, como está meu amigo? — Aro perguntou se aproximando dele.

— Você está sentindo suas pernas? — Billy perguntou olhando para as pernas do loiro.

— Mas é claro que estou, que pergunta mais doida. — Carlisle mexeu as pernas para provar que estava falando a verdade.

— É que quando sofri aquele acidente, nunca mais voltei a sentir as minhas. — Billy respondeu cabisbaixo.

— Eu sei, lamento muito. — Carlisle e Esme se entreolharam e engoliram em seco.

— Enfim, como está? — Aro mudou de assunto pondo a mão sob o ombro do inimigo.

— Segundo a Renée, bem. Aparentemente não sofri nenhuma fratura, só ralei os joelhos e cotovelos.

— Ainda bem que não foi nada grave. — Aro sorriu, quando mais alguém entrou no local.

Uma senhora já na terceira idade, cabelos ruivos, olhos azuis e vestida com roupas muito elegantes olhou para todos eles que ficaram boquiabertos com sua presença.

— Mãe? — Carlisle a chamou surpreso. — Faz tanto tempo que a senhora...

— Não vem pra Nova York? É, eu sei meu filho. Esse lugar não me trás boas lembranças, mas quando sua empregada me ligou avisando que meu único filho tinha se acidentado, me senti na obrigação de me deslocar até aqui para ver com meus próprios olhos se você estava bem, além do mais, a notícia de que terei um bisneto me deixou muito contente. Sem contar que sinto que preciso colocar essa família nos trilhos por isso meus queridos, aviso-lhes que Elizabeth Cullen, mais conhecida como vovó Cullen, está de volta. — Ao terminar de se explicar, sorriu ao ver todos batendo palmas felizes com sua volta.

~*~

— Amanhã poderíamos fazer um passeio de barco pelos canais, o que acha? — Edward perguntou entrando na suíte de mãos dadas com Bella.

— Acho ótimo, os canais de Amsterdã me parecem lindos, além de ser um passeio muito romântico! — Bella respondeu tirando seu casaco e se sentando na cama para tirar os sapatos.

— E a senhorita adora tudo que é romântico né? — Se ajoelhou no chão na frente dela e pôs a perna dela sob sua coxa, tirando o sapato da jovem.

— Na verdade, adoro qualquer coisa que possa ser feita ao seu lado. — Sorriu para ele.

— Pois saiba que faremos milhares de coisas juntos, como conhecer o mundo inteiro por exemplo. — Massageou o pé dela.

— Hum... Mal nos casamos e já estou sendo mais feliz do que fui em toda minha vida. — Afirmou jogando a cabeça para trás e relaxando com a massagem.

— Eu também, você não tem ideia do quanto. — Ouviu o celular vibrar no criado-mudo. — Caraca, esqueci o celular aqui.

— Putz, é mesmo... — Isabella esticou o braço até o móvel para pegar o celular do marido e o entregou à ele.

— Ligaram lá de casa. — Edward comentou vendo que tinha algumas ligações internacionais perdidas. — E tem alguns torpedos também, deixa eu ver. Oh céus! — Ficou pálido de repente.

— O que houve? — Isabella perguntou preocupada.

— Carlisle foi atropelado há algumas horas. — Engoliu em seco. — Disseram que ele passa bem, mas enquanto não vê-lo com meus próprios olhos não vou acreditar! — O ruivo desabafou ficando de pé.

— É, acho que nossa lua de mel chegou ao fim, amor. — Bella deduziu fazendo uma careta.

Notas finais
¹Um dos maiores pintores de todos os tempos. ²Mulher na casa dos trinta anos (Esme tem 39 nesta fase da fic) E aí meninas? O que acharam da lua de mel beward? E desse "acidente" que o Carlisle sofreu? Comentem meninas, ando sentindo falta de algumas leitoras já. E gostaria muitoo de receber uma recomendação pra me animar, não custa nada e é um super incentivo pra mim como autora. Se eu receber pelo menos uma volto bem mais cedo com o próximo capítulo, combinado?