A Máfia

16 Eu só... amo!


Notas iniciais
AI QUE SAUDADES DE VOCÊS!!!!!! Sentiram a minha falta também? Uhh, espero que sim, hein haha Gente, eu a-m-e-i escrever esse capítulo, comecei a escrevê-lo na escola e terminei assim que cheguei em casa, mas tive alguns problemas durante esse processo, por isso estou postando só agora. Mas é isso, vão ler e não esqueçam de comentar

Minha cama estava confortável de mais para que eu me levantasse e fosse atender o celular que tocava excessivamente em algum canto do quarto. Eu resmunguei. Vitor resmungou e no final, ele se levantou e foi atender. Sem paciência alguma para saudar a pessoa que estava do outro lado da linha, ele já foi logo perguntando o que queria. Sonolenta do jeito que eu estava, não prestei muita atenção, mas Vitor ficou irritado com o motivo da ligação. Adormeci por alguns minutos e quando acordei novamente ele já estava arrumado, alegando que teria que sair. Depositou um beijo em minha testa e saiu.

E eu caio no sono novamente.

[...]

Julie corria de um lado para o outro na área da piscina e meu coração quase saia pela boca quando ela fingia que iria pular lá dentro. Quase a deixo ser sequestrada, se essa menina cai na piscina e se afoga, Sarah e John me matam!

_Ela vai ser muito linda quando crescer. Vai dar trabalho pros pais. – comentou Lia sorrindo.

Sorri ao imaginar Julie adolescente.

_Ela não sendo igual à gente, estará tudo certo. – falei.

Estávamos sentadas na área da piscina em umas daquelas cadeiras próprias do local. Observávamos Julie brincar enquanto bebericávamos o chá gelado e alguns biscoitos. Lia tinha um sorriso secreto nos lábios e eu estava louca para saber quem é o dono dele.

_Vai me conte tudo. Com quem você passou a noite ontem? – perguntei.

Ela mostrou um sorriso de orelha a orelha e depois olhou para mim desconfiada.

_Lembra que você prometeu que não iria mais me encher o saco por causa da Máfia? – perguntou ela.

_Sim. Mas o que isso tem haver?

_Eu passei a noite com Muriel. E foi tãaaaao fofo! Quer dizer, primeiro ele me fez passar muita raiva, até perdi o emprego por causa dele, mas depois ele me levou para tomar sorvete e a gente se deu muito bem. Quando dei por mim, estava em seu apartamento fazendo loucuras. O mais incrível de tudo é que ele confessou que eu mexo com ele. Valentina, meu coração parou naquele momento.

_Me desculpa, eu parei no instante em que você disse que passou a noite com Muriel. – falei.

Lia revirou os olhos e continuou com o sorriso estampado no rosto.

_Eu não quero ficar criando expectativas com ele, porque eu sei que logo vou enjoar. Quero focar em aproveitar o momento. – argumentou ela.

_Fico feliz em saber que você está feliz, só tome cuidado para não se apaixonar por ele.

_Eu não pretendo me apaixonar, mas eu cansei de ficar sozinha. Assim que eu enjoar de Muriel, irei a procura de alguém para juntar os pratos*.

Riu dela.

_É trapo, Lia, não pratos. – digo rindo.

_Tanto faz. – rebateu ela. – Mas e você? Como foi com Valentin? – perguntou ela um pouco apreensiva.

_Foi estranho, muito estranho. Estranho vê-lo, estranho o modo que ele me tratou, estranho o jeito que eu fui parar lá e estranho ele ter conseguido fugir do modo que fugiu. –falei pensando no assunto. – Foi tudo muito estranho.

_Vitor ficou louco quando soube. A casa ficou cheia de seguranças e até os pais deles vieram pra cá. Ele andava de um lado pro outro resmungando palavrões para todos até que recebeu uma mensagem sua, mandou rastrear e saiu em disparada atrás de você. – Não consigo evitar o sorrisinho tímido ao ouvir isso. A cena de ontem, quando Vitor leu aquele poema, ainda estava nítida em minha mente. Lia olha de relance para mim e ri. – Você está se apaixonando novamente por ele, não está?

_O engraçado é que eu nunca parei de amá-lo. – confessei.

[...]

Vitor Chiacchio

Valentin precisa morrer!

Não tenho dúvidas de que isso tem que acontecer para que as coisas se estabilizem. Tanto na Máfia quanto para Valentina. Valentin é o único que consegue causar medo nela e isso não me agrada, nem um pouco. A obsessão de Valentin para com ela cresce a cada dia, junto com seu plano de começar uma guerra contra a Costa Nostra. Eu gostaria de concordar com Valentina e dizer que isso seria impossível, que somos fortes de mais para sermos abalados e derrotados, mas a verdade é que isso pode acontecer. A maioria dos nossos fornecedores não são membros permanentes da Costa Nostra, mas acredito eu que são fiéis a nós, caso contrário, Valentin poderá tê-los como aliados.

Hoje teremos uma reunião com todos os membros da Costa Nostra para resolvermos esse problema o quanto antes, nada de deixar para depois. Quero Valentin morto por mexer com a minha Máfia e com Valentina.

_Filho, — meu pai me chamou. — a reunião já vai começar, todos já estão aqui.

Concordo com a cabeça e me levanto, fecho alguns botões do blazer enquanto caminho para fora do escritório acompanhado de meu pai.

_Você avisou Valentina sobre essa reunião? — perguntou meu pai.

_Não. — digo. — Mas ela ficará sabendo, ela sempre fica sabendo.

Meu pai reprime uma risada, pois ele sabe que Valentina odeia ser a última a saber sobre as coisas. Ela ficará muito puta comigo por eu não ter contado sobre a reunião de hoje, ainda mais sendo uma reunião tão importante como esta, porém os assuntos da Máfia ainda a assusta e não quero que ela fique sabendo da quantidade de pessoas que iremos matar, ela odeia isso. E não quero começar outra briga por esses motivos.

_Alguma notícia de Valentin? — meu pai pergunta quando saímos do elevador e seguimos para a sala de reuniões.

_O filho da mãe conseguiu escapar. Deve ter algum aqui de dentro o ajudando. E quando eu descobrir quem é... — farei pagar da pior maneira.

[...]

_Temos que conversar com todos os nossos fornecedores, oferecer proteção e pedir lealdade até que matemos todos os seguidores de Valentin. Se agirmos com cautela não será tão trabalhoso assim. — o chefe da Máfia indiana comentou.

_Nossos aliados já têm a nossa proteção! É assim que a Costa Nostra funciona, eles te pedem ajuda e nós o protegemos e eles cumprem o voto de silêncio, vem sendo assim desde o começo. Se eles pensam na possibilidade de nos trair, devemos é torturá-los para que isso não aconteça! — chefe da Máfia alemã falou entre os dentes.

_Temos que ser cautelosos, temos que levar as ameaças de Corletto a sério! E não podemos agir dessa maneira com nossos aliados, eles podem se virar de vez contra nós! — meu pai disse.

_Meu pai tem razão, não sabemos quem é que está com Valentin. A Máfia chinesa e a russa são suspeitas de que estão com ele contra nós.

_E por causa disso vamos esquecer os valores da Máfia? Temos que matar! Só assim eles saberão que não temos medo e que não podem conosco, se ficarmos quietos no nosso canto e ficar sendo bonzinhos com os outros, eles irão sentir o cheiro do nosso medo! E nós não estamos com medo! – rebateu o alemão.

Ele bateu as mãos na mesa descontando a raiva súbita que tinha quando alguém não concordava com ele. Esta discussão já estava acontecendo há uma hora e eu estava apenas observando. Mas o alemão tinha razão, não podíamos demonstrar o nosso medo.

O silêncio tomou conta da sala, estavam todos nervosos com a situação, queriam matar aqueles que a começaram e por um fim naquilo tudo. Mas a Máfia é como uma arma, você tem que saber manuseá-la para poder acertar seu alvo e, consequentemente, não morrer.

O que precisávamos é de uma estratégia. Um plano capaz de acabar com Valentin. Precisávamos de Valentina.

_E você Vitor? O que acha? — Augustos, pai de Valentina, perguntou.

Ele estava sentado na outra ponta da mesa, de frente para mim. E isso não era por acaso, se sentar na ponta da mesa significa poder maior. E ele e eu tínhamos esse poder maior. Ele me olha calmo, querendo ver como eu me saía em uma situação limite como esta, mas algo me diz que ele já sabe o que penso.

_O que nos diferencia de outras organizações mafiosas é que não somos apenas meros traficantes de armas e drogas, somos mais do que isso, somos mafiosos e estamos na Costa Nostra! Precisamos pensar com a cabeça e não com a arma em nossos punhos. Vamos matar, sim, quem se meter em nossa frente, mas precisamos calcular nossos movimentos, precisamos estudar os nossos inimigos. E eliminá-los de uma vez por toda. — disse.

Os homens na sala se olharam entre si, sabiam que é desse modo que as coisas deviam seguir.

_E o que você sugere Chiacchio? – o chefe da Máfia irlandesa perguntou.

_Minha filha. — respondeu Augustos.

[...]

A reunião acabou e todos concordaram em dar uma chance a genialidade estratégica de Valentina. O pai dela, Augustos, pediu para conversar comigo em particular. Subimos para o meu escritório.

_Como minha filha está, Vitor? — perguntou ele de imediato assim que se sentou.

_Tirando os últimos acontecimentos relacionados à Máfia, ela está bem. – falei me sentando também.

Ele balançou a cabeça concordando.

_Ela já te perdoou?

Respiro fundo analisando a minha situação com Valentina.

_Não sei ao certo, mas ela ainda não tentou me matar enquanto eu dormia. — brinquei.

Augustos exibiu um pequeno sorriso, quase que imperceptível. Depois me olhou cansado, havia dor e tristeza em seu olhar. Sabia que a causa disso era a saudade que sentia da filha.

_Preciso vê-la Vitor. — confessou. — Minha mulher mal fala comigo e mesmo sabendo que eu fiz isso para salvar a minha filha, eu me sinto culpado. Ela me odeia e eu não posso conviver com isso.

O sofrimento de Augustos estava, agora, estampado em cada linha de seu rosto. O sentimento de culpa estava o consumindo de pouco a pouco e eu tenho que ajudá-lo, mas sei que Valentina não gostará nem um pouco de uma visita inesperada do pai. Já foi horrível vê-la com os olhos marejados no dia do baile, com certeza ela teria uma crise de choro em casa. Valentina se faz de durona, ela quer ser uma durona, mas no fundo é uma menina com o coração rachado.

_Eu quero te ajudar, Augustos. Além do mais eu também faço parte desse ódio que ela tem por você. Mas nós sabemos que com Valentina, tudo tem o seu tempo. Espere um pouco, irei conversar com ela e tentar convencê-la a ir te visitar na Itália. Sei que sua esposa vai adorar ver a filha lá. – propus.

Augustos pensou no assunto enquanto me analisava. Ele acenou a cabeça em concordância e se acomodou na cadeira.

_Tudo bem, assim será melhor. – falou. – Agora me conte, como você deixou que Valentina fosse sequestrada pela segunda vez? – perguntou ele sério enquanto me fuzilava com o olhar.

_Você sabe a filha que tem, Valentina gosta de fazer as coisas por contra própria. Tentei trancá-la duas vezes dentro de casa, mas nada funciona com ela.

_Cuide dela, Vitor. O casamento de vocês foi uma farsa, mas ela continua sendo a sua mulher e isso, dentro da Máfia, tem um grande valor. E outra, ela é minha filha. E se algo acontecer com ela, eu irei atrás de você! – disse com a voz firme.

_Eu não vou deixar que nada aconteça com ela. – falei convicto.

_Não é o que parece. – retrucou.

_O problema é que a um espião aqui dentro e é por ele que Valentin sempre sabe onde Valentina estará. E ele também conhece os pontos fracos dela, mesmo ela sendo boa planejando estratégias, ela é péssima para reconhecer uma.

_Cuide dela como se a amasse Chiacchio, é tudo o que peço. Pois eu, a amo.

[...]

É fim de tarde quando chego em casa e, antes mesmo que eu entrasse, ouço a música alta vindo da cozinha acompanhados de gritos. Julie estava passando a tarde aqui com Valentina e Marcelina (ou Lia, como prefere ser chamada) e é claro que ela aproveitaria a ausência dos pais para se divertir ao máximo. Não que Sarah e John não curtisse a filha, eles a adoram. Mas Julie é uma daquelas crianças que adora ser bajulada pelos tios babões. Antes ela era mimada por Alicia, mas assim que ela ficou grávida a atenção se direcionou para os bebês.

Sim, eu achou que ela está esperando gêmeos.

Enfim, como Valentina é sua nova tia, ela está adorando a nova atenção que recebe dela.

Quando chego à cozinha me deparo com uma mini criança coberta de chocolate dançando, em cima do balcão, uma música agitada. Ela balançava a cintura e sorria se divertindo com tudo aquilo, Valentina também dançava acompanhando a sobrinha e tinha uma colher com doce em mãos. Encosto-me na batente da porta e fico observando as duas.

As cozinheiras estavam no outro canto da cozinha e riam das duas que dançavam loucamente, elas nem ligavam, só apreciavam o momento.

Valentina tem um sorriso lindo. Não são aqueles meios sorrisos onde as pessoas mostram só a metade dos dentes e sim aqueles sorrisos que só de olhar você também sorri. Um sorriso simples e lindo. Ela me encantou com ele e eu, por ambição, o destruí. Mas eu estou conseguindo conquistá-la novamente e não tem coisa e nem sensação melhor que isso!

_Tio Vitor! Vem dançar com a gente! – Julie me vê e logo grita por mim.

Valentina se assusta com a minha presença e tenta se recompor sorrindo envergonhada.

_Meu Deus do céu! É por isso que Julie te adora, Valentina, Julie faz o que bem quiser com você! – Sarah parou do meu lado e observou a situação da filha rindo.

_E eu adoro fazer as vontades dela. – respondeu Valentina segurando a menina nos braços.

_E eu adoro que você adore fazer isso, tia. – respondeu a pequena se agarrando no pescoço dela.

Não tem como não rir, Julie é uma menina super esperta. Falar não é problema com ela.

_É claro que você adora, tem tudo o que quer. – retrucou Sarah, pegando a filha no colo.

_Eu pretendia dar um banho antes de você vir pegá-la, mas nós perdemos a noção do tempo. – explicou Valentina enquanto ajeitava o cabelo.

_Tudo bem, dar banho nessa anjinha aqui é um trabalho que o pai dela adora fazer. Tudo bem que ele se molha mais que ela, mas basta. – comentou enquanto beijava a filha. – Eu vou indo, vejo vocês outro dia.

Valentina se despediu das duas com um beijo na bochecha e eu com um abraço. Assim que elas saíram, Valentina se jogou no banco e se debruçou sobre o balcão da cozinha.

_Dios, como essa menina não cansa! – murmurou cansada.

Sorrio e vou ate ela, me sentando ao seu lado.

_Você parecia estar se divertindo muito quando cheguei. – brinquei.

_Quanto da dança você viu? – perguntou envergonhada.

_O suficiente para te chantagear para o resto da vida. – falei enquanto colocava uma mecha de seu cabelo para trás e sorrindo.

_Você é um bobo! – disse me empurrando, depois parou e pensou no que acabará de falar. – Bobo?! Dios Mio, estou até falando como uma criança!

Gargalho alto ao ouvir ela falar assim. Ela me olha com desdém, mas depois dá um sorriso singelo.

_O que foi? – perguntei.

_Eu gosto do som da sua risada. E você tem um belo sorriso.

Sinto um leve incomodo no estomago. Valentina às vezes me fazia sentir algo que nunca senti na vida. É algo bom e eu não quero que acabe. O poema que li para ela transmitia a verdade, Valentina conseguiu ocupar um lugar que há tempos não era ocupado e isso é algo bom.

_E eu amo o seu. – falei a puxando para mim e a beijando.

O beijo é calmo e demonstra carinho. Ela põe as mãos em meu pescoço e eu sinto um leve arrepio. Ela para de me beijar e encosta a sua testa na minha, olhando para baixo, depois olha em meus olhos e vejo-os brilhar.

_Vitor, — chama-a em um sussurro. – Eu amo você.

As verdades que suas palavras transmitem me atingem e eu não sei como reagir. É claro que já ouvi isso antes, de muitas meninas e mulheres, mas eu nunca liguei. Elas nunca significaram nada para mim. E Valentina já me disse isso antes, quando ainda não sabia a verdade. Mas agora é diferente, ela sabe que eu menti para ela. Sabe que foi tudo mentira. E mesmo assim ela consegue me amar. Pergunto-me como. Porém, saber que eu ainda sou dono de seu coração me deixa mais confortável.

_Como? – me limito a perguntar.

Então ela dá um sorriso rápido e meu coração para.

_Eu não sei. Eu só... amo. Amo quando você demonstra que se preocupa comigo, amo quando me toca com delicadeza, amo quando acaricia meu rosto, amo quando me faz me sentir mulher na cama, amo quando você dá esses seus sorrisos lindos, amo quando fica bravo e fica com aquela cara sexy, — ela ri. – amo quando fica bravo comigo e tenta ao máximo não tentar me estrangular, amo sua sinceridade. E amo ainda mais quando recita poemas para mim. Eu amo a sua vida e eu amo tudo o que é seu.
Amo você, mesmo sem você me amar. Amo seus rompantes em me devorar com os olhos e amo o nada que sempre vem depois disso. Amo seu nada, apenas porque o seu nada também é seu. Eu amo tudo em você, Vitor.

Falta-me ar quando ela termina de falar.

_Sem pedir nada em troca, só quero você aqui comigo todas as noites, me amando na nossa cama. Você pode fazer isso por mim? – pergunta ela passando os braços pelo o meu pescoço e minhas mãos se esbaldam em sua cintura.

_Valentina, para te amar assim, não precisa pedir duas vezes.

Notas finais
E AI???????????????????? Gostaram? Pessoas lindas do meu coração, por favor, comentem! Estou desanimada demais para escrever A Máfia e eu não quero isso :( Se todos vocês comentassem, favoritassem e recomendassem... NOSSA! Fariam essa autora a pessoa mais feliz do mundo! Pois bem, digam para mim o que acharam do capítulo! Amo todos vocês