Notas iniciais
Oi Gente!!!
Desculpem a mini demora por esse capítulo... É que ocorreu um pequeno acidente com ele hoje e tive que reescrevê-lo do início.
Obrigada aos que estão acompanhando a fic! Fico muito feliz com todos os comentários!!
Agora, bem... Vamos a fic né?
Bj

Hinata, no dia seguinte, despertou em seu quarto lembrando do que tinha ocorrido no final do dia anterior. “Naruto...” Sonhadoramente a moça abraçou seu travesseiro ao lembrar do Hokage, porém, logo repreendeu-se jogando-o para o lado e tentando se focar em outros pensamentos.

“Não posso ir muito rápido com isso.” Pensava ela com receio. A morena levantou e pôs-se a fazer a cama, mas tudo a lembrava de Naruto, parecia que, depois do que ele fizera ontem, os pensamentos dela foram cravados em sua imagem.

“Mas que coisa!” Hinata bateu na cama exasperada, e em seguida, foi ao banheiro escovar os dentes e tomar um bom banho. “E se ele ainda gostar da Sakura? Vai ver foi apenas uma ajuda de amigo... Naruto é assim e...” A morena tentava pensar de um tudo para explicar o caso.

Não podia acreditar que o Hokage estivesse se apaixonando por ela. “Não pode... Se fosse, por que não me disse antes?” A Hyuuga se pôs novamente a tentar esquecer o assunto enquanto pegava o gel para banho. “Vou parar de pensar nisso... Tenho que resolver alguns percalços do clã.” Ao se ver limpa a moça saiu e pôs-se a se secar.

“Deixo o Caso Hokage para outra ora.” Ela riu ao pensar naquilo como uma missão militar. “Estou sendo ridícula... Até parece que vou conseguir tirá-lo da cabeça”

“Ainda bem que você sabe” Yuuki ria, parecia que tinha algo de muito engraçado nos problemas da jovem.

“Tava demorando para você começar a me irritar.” Hinata revirou os olhos enquanto se olhava no espelho para ver se estava tudo no lugar. “Faz o favor de sumir Yuuki!”

Sabe eu pensei nisso... Mas eu estou SELADA EM VOCÊ, SUA IDIOTA” A semi-Titã respirou fundo e continuou. “Enquanto isso... Você vai ter que me aguentar, queridinha”

Te odeio” Hinata falou ironicamente para a voz em sua cabeça.

“Te amo também, amore” O som de um beijinho estalado fora ouvido enquanto Hinata ria das brigas colossais que tinha com essa chata que chamavam de Bijuu lendária.

Hinata viu Taka na janela da cozinha, e sorriu para ele. O Falcão Albino estava junto de si sempre que era necessitado por ela, e neste momento não era diferente. A morena se aproximou da ave e pôs um pacote de bilhetes aos seus pés.

-Convoque todos os Hyuuga para a praça principal do clã.- Ela deu um leve carinho em sua cabeça e o viu pegar o embrulho para sair e entregar as convocações. Assim que seu companheiro saiu Hinata sentiu a presença do pai atrás de si. –Pai.

-Hinata.- A voz dele estava contida como sempre.

-Vou fazer o café da manhã.- Hinata informou mais por costume do que por obrigação. Ao vê-lo assentir, a jovem esperou que ele sentasse a mesa como sempre fazia, mas o senhor se juntou a ela no preparo da refeição.- Não precisa fazer isso.- Mesmo que agora tivesse conquistado o respeito do patriarca, a moça se sentia incomodada com a presença submissa do ex-dominante.

-Não faço por obrigação.- Ele continuou a fazer as torradas e entregar a ela.- Apenas...

O ex-líder se encontrava sem palavras. Hinata assustou-se com a situação que nunca vira no pai. Desde que chegara via a pose altiva e fria do líder Hyuuga ir paulatinamente dando lugar ao pai de que se lembrava. O pai de sua primeira infância, o pai calado mas ao mesmo tempo companheiro.

O pai do qual sentira falta. O pai que fora o marido de sua mãe. Quando ela insistia que ele parasse de se preocupar tanto com aqueles chatos problemas Hyuuga e prestasse mais atenção na sua família. Quando Hinata ia responder ouviu uma dócil voz na entrada da mansão.

-Estou em casa!!- Hanabi naquele momento tirava as sandálias ninja e entrava em casa. Hinata correu para ver a irmã menor, que mesmo longe conseguiu sentir o chakra reconhecível da mais velha e que quando a avistou- Hina?

Hinata sorriu e a mais nova correu em seu abraço.

-Pensei que nunca mais ia te ver, maninha!- A mais criança apertava tanto a nova líder dos Hyuuga que a última chegava a arfar pelo ar faltando.- Desculpa!!- Hanabi riu e a soltou e olhou desconfiada para a irmã.- Mas como conseguiu entrar aqui? Papai e os conselheiros...- A menina sussurrava com medo de ser repreendida pelos ex-comandantes.

-Está tudo bem, mana.- Hinata bagunçou os cabelos da irmã mais nova.- Vai entender mais tarde.- Hinata sorriu, sentando no chão puxando a irmã para seu colo apesar de esta reclamar pelo carinho de bebê que a irmã fazia em si.

-Hina!! Me deixe sair!!- Hinata fazia cócegas na irmãzinha e ria a vendo gargalhar pela sensibilidade de sua pele.-Pára Hina!!!

Depois que cansou, Hinata soltou Hanabi e deu-lhe um beijo na bochecha. A irmã tinha crescido bastante, mas, mesmo com 17 anos, a mocinha ainda lhe parecia uma criança.

As duas foram para a cozinha rindo um pouco ainda da brincadeira, porém Hanabi parou quando viu o pai virando uma panqueca.

-Tá... O que foi que eu perdi?- A moça representava o estranhamento em pessoa quando olhou para a irmã que se encontrava séria.

-Acho que ele quis me fazer companhia... Eu estava fazendo o café quando você chegou.- Hinata assumiu seu posto ao lado do pai deixando uma Hanabi ainda assustada olhando para o pai.

-Seja bem vinda.- Ele sussurrou ao ver a filha o encarando. Fato que a assustou ainda mais. Hinata moveu os lábios dizendo para ela responder.

-Obrigada, meu pai.- Ela reverenciou o pai e foi para o lado da irmã.- O que aconteceu aqui, Hina?

-Calma, Nabi... Você vai logo entender.- Hinata sorriu para a irmã que estava completamente surpresa.

Os pratos foram colocados na mesa, e logo os três Hyuuga da família principal estavam tomando café juntos. Fato que nunca acontecera antes, já que, à uma hora daquelas, anteriormente, Hiashi já estaria em reunião com os conselheiros.

-Hanabi...- Hinata engoliu e viu a irmã que não estava comendo nada, só olhava estranhamente o pai que lia o jornal calmamente.- Coma um pouco...- Divertida a morena riu para a irmã.

Hanabi colocou uma colher na boca desconfiada e sussurrou.

-O que foi que você fez com o papai? Ele está estranho!

Hiashi baixou o jornal fazendo a mais nova se empertigar.

-Sabe? Eu posso ouvi-la, Hanabi.-Ele estava com uma das sobrancelhas levantadas enquanto a moça olhava horrorizada para a irmã.

-Pai... Você está doente?- Hinata quase engasgou quando ouviu a irmã falar e começou a rir, Hiashi por sua vez sentiu uma veia pulsar na testa.

-Não, minha filha, não estou doente.- Hanabi suspirou e falou sem voz para a irmã que ela teria de explicar tudo bem direito mais tarde. Hinata sorriu e viu Taka entrar pela janela, pousando em seu ombro, em seguida.

-Muito bem, Taka.- Hinata olhou com carinho para o Falcão que não deu confiança a ela como normalmente daria, por conta da presença das outras duas pessoas no recinto. A Hyuuga riu, Taka podia ser o melhor companheiro, mas era muito desconfiado... Só o vira a vontade mesmo com ela ou com...

- Vamos indo, vou poder te explicar tudo mais cedo do que imagina, Nabi.- Ela pegou a mão da irmã deixando o pensamento anterior sair de sua cabeça. “Tenho que me concentrar no que vou fazer.” Séria, a Hyuuga foi se dirigindo a entrada, mas antes virou para o pai.- O senhor vem, meu pai?- O mais velho assentiu, e ergueu-se da mesa para acompanhá-las de perto.

Hanabi ainda olhava curiosa a irmã que decididamente encaminhava-se para a praça principal, onde eram feitos discursos de posse, festivais, celebrações, e várias outras importantes datas para os Hyuuga. Ali, havia espaço para todo o clã assistir a esses eventos sentado, e um grande tablado de madeira que se erguia em meio a várias macieiras.

Hinata subiu no tablado deixando a irmã e o pai mais longe e seguindo ao palanque onde eram proclamados os discursos. Todos os Hyuuga estavam em frente a ela, pontualmente, como sugeria a perfeição ensinada a eles desde a primeira infância.

Por um momento, a antiga Hinata encontrou-se com receio. Havia grande possibilidade de a maioria daqueles presentes a rejeitassem e achassem que sua proposta como líder fosse um lixo. Porém, a moça se repreendeu. Iria continuar tentando se algo assim acontecesse, ia mostrar seu valor, e assim poderia ser, um dia, reconhecida. Mas não poderia saber do resultado se não tentasse.

-Caros Hyuuga,- A morena começou calmamente o discurso apesar de ter as pernas bambas por trás da proteção de madeira que usava para apoio.- Hoje, é um dia importantíssimo para a vida de todos os presentes aqui. –Hinata engoliu em seco ao ouvir o som de sua voz soar sob silêncio sepulcral de todos. Suspirou e continuou.- Hoje, o clã Hyuuga ganha mais um líder. -A jovem se pôs a lembrar do que aprendera da história Hyuuga e se pôs a falar:

-Durante décadas, tivemos valorosos comandantes Hyuuga, e junto à eles seus fiéis conselheiros estavam, sempre estando a postos para realizar mudanças para melhorar a vida Hyuuga. Para classificar-nos como puros. Para sermos para sempre o clã mais forte que o mundo ninja já conheceu. –Ela pôs os dois cotovelos no apoio e suspirou ao observar de forma direta o local onde se sentavam o ex-conselho:

-Entretanto, os anos se passaram, e estes conselheiros tomaram o controle do clã. Legislavam, e faziam com que cumpríssemos nossas valorosas “Regras” como se fossemos cachorros. Jamais tiveram a audácia de perguntar para nós, cidadãos Hyuuga comuns, como nos sentíamos ao receber aquelas ordens... Felizes? Tristes? Zangados? Simplesmente Ultrajados? Nunca fizeram nenhuma pergunta dessa natureza. – Repreendendo os ex-comandantes com um olhar afiado, Hinata deu a oportunidade de todos os Hyuuga refletirem a situação que viveram:

-Éramos os “animais de estimação” perfeitos do Conselho Hyuuga e continuaríamos sendo até quando eles achassem que era necessário. Durante décadas, decidiram quem ia se casar com quem, quem seria feliz ou não, quem seria o guarda costas da mais nova criança da família principal... Ou pior... Quem seria Souke e quem seria Bouke. A Separação de família, uma lei... Curiosamente, criada para “proteger” nosso donjutsu que se mostra, até hoje, partidária! Nunca! Nenhum filho ou neto de um Conselheiro foi selado... Isso eu garanto.- O Espanto foi geral. Agora, cochichos quebravam o silêncio instalado inicialmente e olhares incrédulos eram lançados ao conselho:

- E por que? Por que existir uma separação se somos todos Hyuugas? Por que selar alguns e não outros, sendo que temos todos o mesmo risco de sermos capturados e perdermos nosso donjutsu para as mãos de um vilão qualquer... – Alguns deram leves acenos em entendimento, outros comentavam o discurso de forma sussurrada enquanto Hinata continuava:

-Como líder, não vou aceitar que nunca mais um Hyuuga subjulgue outro Hyuuga dessa forma... A partir de Hoje, a separação entre famílias não existe mais. Nenhum selo vai funcionar,pois eu pessoalmente irei comandar as brigadas para a retirada deste de cada um dos membros do que hoje se chama família secundária e faremos isto o mais rápido possível. – Mais um Espanto, mas dessa vez da parte dos mais antigos, que ficaram ultrajados com tal medida, porém Hinata não se deteve:

-Não irei tolerar algo tão primitivo e injusto no clã que lidero... O nosso clã é chamado de poderoso, não por conta de algo tão ridículo, e sim por conta de nossa força e nosso trabalho em equipe... Protegeremos nosso Donjutsu juntos e não desistiremos até o ultimo suspiro. Sei disso por que sou uma Hyuuga e sei que nós Hyuuga somos mais fortes do que realmente aparentamos... Juntos, somos invencíveis.- Sorrisos pela parte dos mais flexíveis da família principal e sinais de relaxamento em alguns da família secundária, davam a moça razões para continuar:

- Suprimos a imperfeição um dos outros, por que ao contrário do que muitos pensam, nós Hyuuga não somos perfeitos. Nossa causa é muito maior do que a perfeição... Nós Hyuuga somos uma família, e por mais que neguemos... No fundo, sabemos que isso é verdade, e nos importamos uns com os outros. – Nunca ninguém havia os enxergado de uma forma tão igualitária, e Hinata, vendo o que o primo sofreu durante todo o tempo que estivera ali... Conseguiu tirar uma lição para dirigir aquele clã:

-Saibam, caros, que a parte mais especial da vida não é a perfeição, e sim o aprendizado que recebemos sob forma de erros... Nossos erros e imperfeições, nos fazem cada vez mais fortes, e nos lançam rumo ao infinito. –Com uma leve pausa para respirar a moça ergueu o olhar para observar o clã que dirigiria dali por diante e deu sua palavra final:

-Eu, Hyuuga Hinata, irei estar com vocês nessa jornada, e jamais irei deixá-los desamparados... Pois sei que ao confiar minha vida pelas suas, farão o mesmo por mim.

A salva de aplausos que se seguiu foi impressionante. Quase todos os Hyuuga a regozijavam fortemente, tendo raras exceções. As Boas Vindas a nova Líder foram uma nova esperança para aquele clã, um aspecto de mudança que há muito tempo não se via ali.

Hinata sorriu e agradeceu a todos com uma reverência. Mas não uma reverência qualquer. Ela curvou todo o tronco, mostrando que estava no mesmo patamar daqueles que a aplaudiam, o que fez a festa por ela se tornar ainda maior. Quando a moça se virou encontrou a irmã com lágrimas nos olhos, acompanhando os aplausos, e o pai com um leve ar de sorriso no rosto e um olhar significativo.

Ele foi até a filha e tocou os ombros dela de forma tranqüila, dando a entender o orgulho que Hinata dera a ele naquela manhã. “Nunca pensei que fosse o ver fazer isso.” Pensava a moça que lembrava dos momentos em que o pai fizera o mesmo gesto com Neji e o quanto sonhara em receber algo desse tipo.

Hinata sorri levemente abaixando um pouco a cabeça para o pai e voltou a agradecer o clã. “Eles me aceitaram... Me aceitaram de verdade.” Com um sorriso no rosto Hinata pode perceber que podia fazer grandes mudanças com tentativas como aquelas. Mas nunca poderia deixar de tentar.

Quando as pessoas se dispersaram, a morena desceu do palanque com o pai e a irmã e passou a se encaminhar de volta para casa. Mas, ela sabia que não poderia ir para casa tranquilamente pois, ali mesmo, na saída da praça principal o ex-conselho a esperava para tirar satisfações.

-O que pensa que está fazendo, garota?- O mais velho começou, já indo inquisitivamente em direção a Hyuuga. –Vai acabar com o clã nesse ritmo! Logo no primeiro dia nos colocou em posição de risco!

-Tem noção do que isso poderia acarretar? O Byakugan será perdido e a culpa será toda sua!- Outro se pôs ao lado do primeiro.

-Não pode fazer isso! O Donjutsu tem que ser protegido e...- O Terceiro foi interrompido por Hinata que ergueu a mão fazendo uma careta.

-O Fato já foi decidido, queridos ex-conselheiros.- Hinata pôs os dedos nas têmporas e continuou.- E sim, eu sei o que pode acarretar, mas todos iremos nos esforçar para que isso não aconteça. Somos Hyuuga afinal! Os melhores espécimes da espécie Humana... Como vocês mesmos diziam.- Hinata terminou a frase com ironia os deixando incrédulos.

-Mas isso...- Eles tentaram mais uma vez começar a falar mas Hinata foi mais rápida.

-Isso não mais compete a vocês. Se estão tão mal acostumados em mandar em tudo porque não arranjam um bom negócio para comandar e esquecem os assuntos do clã, por que agora quem cuida deles sou eu.- Hinata virou para a casa e foi se encaminhando junto a uma Hanabi totalmente surpresa com a irmã para dentro.- E espero que já tenham retirado seus pertences da sala de reuniões... Não faz mais sentido eles estarem ali, pois eu não quero vê-los em nenhuma hipótese na conjunção de conselheiros... Então passar bem!-Hinata já ia fechar a porta quando viu um deles se aproximar de Hiashi que continuava lá fora com o olhar na filha.

-Hiashi, essa menina enlouqueceu, vai acabar nos eliminando, você precisa...- Hiashi silenciosamente se encaminhou para dentro de casa, e respondeu entre os passos.

-Não me compete decidir nada, Enzo... E se você tem algo a reclamar deve faar com a minha filha, que por um acaso, é a líder, e tem idéias que por sinal são mais inovadoras do que as suas pelo menos uns 30 anos luz, então... Como vocês diziam?- Hiashi parou para pensar e respondeu.- Se recolha a sua inexperiência, e deixe os mais sábios trabalharem.

A incredulidade que preencheu os rostos deles era impagável para Hinata que olhava também sem crer para o pai. Ele havia a apoiado... Podia estar em situação de desvantagem... Mas fazer isso na frente dos conselheiros que tanto servira?

-Estou orgulhosa de você, pai.- Hinata sussurrou enquanto fechava a porta e o via sorrir levemente.

-Fiz apenas o que devia ter feito há muito tempo atrás... Mas nunca tive coragem de fazer.- Hiashi encolheu os ombros e sentou em um dos sofás da sala tirando um livro de bolso das vestes.

-Ele definitivamente está doente.- Sussurrou Hanabi perto da irmã fazendo-a sorrir.

-Vamos, Nabi... Temos muito o que fazer.- E com isso as moças Hyuuga começaram a convocar componentes da ex-família principal para participar das brigadas de retirada do selo. Andaram pelo clã por pelo menos a metade do dia, e depois começaram as retiradas indo as casas dos componentes selados do clã. Todo o dia fora bem cansativo, Hinata organizou os grupos em turnos e escalas para cobrir aqueles que estavam em missão e aqueles que trabalhavam à noite na vigia da vila. Assim que terminou o dia de trabalho, a moça foi até a sacada de seu quarto para respirar um bom ar fresco sentada sob a luz do luar e acabou por adormecer.

Havia um loiro, desde de certa hora da manhã, sob o telhado vizinho da casa da Hyuuga, a qual não percebera sua presença, talvez por estar muito atarefada, ou por simples descuido. Naruto ouvira todo o discurso da jovem, e se pôs orgulhoso da moça que agora liderava seu clã com maestria. Aquela Hyuuga tinha lutado muito para chegar onde estava e continuava lutando. Ele sorriu ao ver ela trabalhando arduamente durante o dia e acabou esquecendo do verdadeiro motivo que o trouxera ao clã Hyuuga até quando a viu sentada em sua sacada. Queria conversar com a morena de olhos perolados a todo o custo e esperara o dia todo para encontrá-la sozinha, como ali estava.

Porém, quando ele se aproximou, viu que esta estava adormecida na cadeira. O Uzumaki riu um pouco enquanto tirava levemente a franja dela do rosto.

“Poxa, Hina, logo quando eu ia te convidar para sair?” pensava ele divertido enquanto a via se ajeitar na cadeira desconfortavelmente. “Melhor eu te tirar daqui e colocar na cama, vai acabar se resfriando se passar a noite no sereno.” Ele a pegou de forma tranqüila como se ela fosse uma criança e a carregou até a cama no centro do quarto. Ao observar a jovem adormecida, Naruto sussurrou:

-Parece um anjo, de tão bonita dormindo...- O loiro se aproximou mais um pouco e depositou um beijo na testa da morena voltando a sussurrar.- És a mulher mais linda, corajosa e guerreira de todo o mundo ninja Hyuuga Hinata, e eu estou completamente apaixonado por você.- O loiro suspirou e tirou do casaco um pergaminho. Com os selos certos, ele retirou o que havia guardado ali, e depositou ao lado de sua Bela Adormecida...- Vamos deixar essa conversa para outro dia, meu anjo.

A voz dele soou leve nos ouvidos da moça até que ela acordasse no dia seguinte, pronta para outro dia de trabalho. Mas...

-Estranho...- Disse ela enquanto via onde se encontrava- Não lembro de ter vindo para a cama ontem a noite...- Hinata tentava se lembrar como fizera isto porém viu o que estava ao seu lado. Ali estava um ramalhete de Tulipas Vermelhas, que na linguagem das flores, querem dizer amor eterno.-Tulipas... Minhas prediletas... Mas quem?- Ela procurou por alguma pista olhando pelo quarto mas não achou nada, daí procurou um cartão nas flores e encontrou um papel levemente amarelo, que dizia:

“Para a mais bela das flores...

A promessa de uma amor sem fim e uma paixão que irá te levar as estrelas”

-Não está assinado.- Hinata virou o cartão e sentiu a fragrância que emanava dele.- Tulipas, e... Canela?- Ela lembrava que certo loirinho cheirava a laranjeiras e canela... Nunca poderia esquecer disso, mas se convencer que ele viera durante a noite e entregara aquele ramalhete a ela era outra história.

“Não... Não pode ser ele... Deve ser só uma coincidência!” Então ela se ergueu procurando um vaso com água e depositando as flores. Porém, Por mais que sua razão negasse, seu coração clamava pela idéia de aquele ramalhete ser daquele que povoava seus sonhos desde menina.