A Luta De Um Amor Por Entre Bijuus
8 C. 8: Romances Inacabados, Lágrimas Não Derramadas
Notas iniciais
Este capítulo demorou um pouco por conta da preguiça aguda que me bateu :( Me desculpem por isso.
Temos hj um foco diferente do nosso querido casal! Espero que gostem!
Mais uma vez reitero... Podem criticar se acharem necessário, e se gostarem... Comentem! Eu adoro saber do que gostam na fic!
Obrigada quem vem acompanhando desde o início e quem começou a ler agora! Vocês fazem a fic possível!
No mais,
Boa Leitura!
A jovem Hyuuga trabalhava em seu clã mais uma vez naquele dia, haviam se passado 3 dias desde que recebera as tulipas, e nada de seu “admirador secreto” se revelar, ou dar sinal de vida. Hinata não sabia o que pensar sobre aquilo, amara as flores, e imaginar um certo Uzumaki se esgueirando em seu quarto para entregá-las era ótimo, mas não podia se enganar, podia se magoar miseravelmente se o fizesse.
Ela ainda estava junto às brigadas para ajudar a retirada do selo. Hoje, estava retirando o selo dos mais novos, as crianças que tinham acabado de receber aquela marca horrível estavam indo até ela para se verem livres. Era lindo ver que aqueles pequenos não tinham nenhuma angústia ainda apesar da marca em suas testas, eram inocentes e ainda teriam que se acostumar com os impropérios do mundo. Hinata limpou a tinta que soltou da testa da ultima criança antes do horário do almoço com um lenço, e viu que ela chorava.
-O que foi, pequenina?- As lágrimas da mocinha não cessavam o que fez Hinata pegá-la no colo.- Shhh... Vai passar.- Ao sentir a respiração dela desacelerar e os soluços pararem Hinata olhou para o rostinho que agora estava apoiado em seu ombro.- Quer me dizer por que chorou, meu doce?
A menina era linda, tinha os cabelos bem castanhos com pequenos raios loiros que apareciam quando estava ao sol. O Byakugan estava bem visível e era brilhante como a pérola mais bonita e rara. Ela era branquinha feito um copo de leite, mas tinha as bochechas e os lábios rosados. “É uma princesinha” pensou Hinata sorrindo para a criança que ainda apoiava a cabeça em seu ombro.
-Srta. Hyuuga... Ah! Aqui está!- Um jovem mais velho que Hinata apenas alguns poucos anos entrou na sala. –Sou Hyuuga Akio, Srta., responsável pelas crianças que vieram essa manhã.- Ele tinha um olhar sério, e os cabelos longos como a maioria dos Hyuuga mas não prendia na ponta como a maioria fazia, e sim na base da cabeça. Apesar da idade, e do cabelo diferente... Ele parecia...
-Claro, Akio... E por favor, chame-me de Hinata.-A morena estendeu a mão para o mais velho que aceitou de bom grado.- É pai delas?
Akio sorriu um pouco, quase imperceptivelmente, e olhou para a criança no colo de Hinata.
-Não, Srta., eles são órfãos... Moravam na vila do relâmpago com os pais antes da guerra.- Akio a encarava com uma pose séria, sem nunca titubear.-Eu nunca os vi antes da viagem de volta a Konoha, mas fui encarregado de deixá-los aos cuidados do clã, afinal, estava vindo requerir meu retorno a vila.
“Mas é incrível como se parece...” pensava ela enquanto ele explicava, e quando o viu parar de falar, se pronunciou:
-Sim, claro, Akio... Tomarei as devidas providencias. – Ao vê-lo assentir e sair da sala, Hinata voltou a checar a mocinha em seus braços.- Que tal vermos seus amigos?- Ela disse com a voz doce.
-P-pode ser...- Ela encontrava-se tranqüila agora, mas tinha vergonha da Hyuuga mais velha, assegurada por suas bochechas coradas, fato que fez a líder lembrar de si quando nova.
-Qual o seu nome?- Hinata andou até a sala onde as crianças estavam instaladas na mansão e colocou-a no chão quando chegou lá.
-Hyuuga Hana. E o da senhora, moça? – Hinata sorriu ao vê-la impaciente por ir brincar, apesar de manter a conversa com ela.
-Hyuuga Hinata. Agora, por que não vai brincar?- A mocinha lhe sorriu e foi para junto dos amigos novamente. Hinata não podia deixar de ficar curiosa pelas lágrimas que vira no pequeno rostinho mais cedo... Ela parecia ser mais sensível que o restante das crianças, mas não parecia doente. Será que a retirada do selo havia a machucado?
-Akio.- Disse a jovem quando viu novamente o moço que entrara na sala em que ela estava de manhã.- Você sabe o que ocorre com aquela menininha que estava em meu colo logo no início da tarde?-Ele continuou sério, mas Hinata viu brilho passar-lhe levemente ao olhar com a menção da menina.
-Ah, Hana...- Akio continuou falando seriamente, mas havia um que de encantamento na voz.- Ela é a mais nova, em idade, do grupo... Tem apenas 5 anos, porém perdeu os pais antes da guerra... Então está no orfanato a mais tempo. Ela está um pouco sensibilizada por que tem um problema grave nos pulmões que afeta seu modo de respirar, e a viagem acabou deixando-a com dor... Já a viram recuperar-se de vários passeios assim, mas como ela não tinha feito nenhuma viagem até a vinda a Konoha não sei como vai se comportar.
Hinata se viu pensando horrorizada se a menina podia padecer daquela enfermidade, e teve a idéia de levá-la até Sakura ou até a Gondaime para examiná-la.
-Há problemas se eu levá-la ao Hospital para um Check-up?- Hinata o viu negar com a cabeça.
-Você é nossa líder, sabe o que é melhor para as crianças... Apenas deve assinar um documento de saída na casa que servirá de orfanato e ir com ela até lá. – O Hyuuga sustentava a postura.-Deve falar com Renna, pois eu não servirei mais a esta causa, e a casa é alguns quarteirões a frente.- Hinata assentiu e o liberou, antes que lembrasse de perguntar a que o moço serviria após a dispensa.
Mais Tarde, durante o início da noite, Hinata lembrou:
“Meu Santo Deus, esqueci de falar com Tenten!” A amiga não contatara, mas mesmo assim... Faria uma semana ali e nem dera sinal de vida para a morena de coques.
Hinata, assim, resolveu ir até o lar da Mitsashi fazer uma visita, levando o jantar como desculpa por seu esquecimento. “Ela vai me matar do mesmo jeito, mas num custa tentar” A Hyuuga caminhou até o outro lado da vila onde se erguia imponente a casa da Mitsashi. Apesar da família de Tenten ser pequena, eles tinham condições de comprar uma residência daquele porte por conta do arsenal que vendiam para os ninjas da vila e de fora, para todo o canto do país. Eram os melhores fabricantes de armas do País do Fogo, suas armas eram únicas e raras, fazendo com que sua valorização fosse grande.
Tenten assumira o posto da família bem nova, e ainda trabalhava no ramo, pelo que Hinata ouvira, sustentando um posto ainda maior que o dos pais, pois exportava algumas de suas armas para outros países do mundo ninja. Ao chegar na soleira da porta, Hinata viu vários Buquês de Flores murchos na entrada, e ao checar os cartões percebeu que eram de Rock Lee, pedindo para que a moça voltasse ao Time Gai. A Hyuuga também viu o local para cartas completamente cheio, tendo algumas no chão, por conta da superlotação do local. E todas aquelas cartas estavam velhas, e pareciam ter passado por chuvas, mas nunca abertas. “Isso está muito estranho.”
A morena bateu na porta e chamou pela amiga, mas não foi respondida. Ela continuou a insistir até que estivesse cansada, e se convencer que a moça de olhos chocolate não estava em casa. Porém, antes que fosse embora, Hinata sentiu levemente um Chakra no subsolo da casa. “Se não me atendeu depois de todo esse tempo... A Tenten é que não é.” Pensava a Hyuuga forçando a porta levemente e percebendo que estava aberta o tempo todo. Pegou o pacote com o jantar das duas, e colocou na soleira da porta, escondendo seu chakra para não ser percebida.
Encontrou as escadarias para descer ao local de onde emanava o Chakra, e desceu-as com cautela encontrando uma porta de madeira no fim. Hinata abriu levemente a porta e se esgueirou para dentro ainda seguindo rastro do Chakra que sentia. Daí percebeu onde estava.
Ali era a Sala de Armas de Tenten.
As paredes eram feitas de pedras grandes e lustradas, sendo seguidos por um piso de concreto e o teto com pé direito bem alto. O Lugar era espaçoso e tomado por todo o tipo de arma. As paredes tinham ganchos para colocar correias que serviam de apoio para grandes bolas de ferro cheias de espinhos, cada uma em uma textura diferente da outra. Haviam também suportes para espadas, lanças, Shurikens Gigantes, e Machados enormes.
Na outra extremidade da sala, havia a única fonte de luz do local, uma fornalha à todo o vapor, com algumas peças de metal sendo derretidas ali. Ao lado, viam-se mesas com facas, soldadores, afiadores, e todos os tipos de materiais possíveis para esculpir uma arma. Do teto, pendiam algumas correntes e alguns sacos de areia para treinamento de luta. Na parede esquerda, havia todo o tipo de barra de metal, para derreter e esculpir em armas, e mais algumas presas a parede, para fazer apoios. E foi lá que ela conseguiu avistar a Mitsashi.
Tenten não exibia mais os coques que sempre tivera orgulho, e sim tinha os cabelos curtos e repicados logo rente as suas orelhas. As roupas, que sempre foram muito cobertas e protegidas, por conta do cuidado com as armas, agora davam lugar a uma camiseta curta e um short negro, veste totalmente inapropriada para quem mexia com metal incandescente. Tenten seguia os apoios rumo ao numero 1000, e tinha um olhar distante, bem diferente do que ela lembrava que a amiga possuía.
-Sente-se ali, Hinata.- A moça se assustou ao ver que a Mitsashi a percebera, e estava a mandando sentar num banco ao lado da mesa de facas.- Já vou terminar.- A moça subiu mais algumas vezes e depois desceu com um salto da barra onde estava dependurada.- O que faz aqui?
Hinata olhou para a amiga ainda não acreditando o quanto ela havia mudado. Os olhos castanhos estavam gélidos, jamais havia visto algo assim em Tenten.
-Vim te visitar- Simplesmente disse, enquanto erguia os ombros.- Não vim quando cheguei e achei que...- Ela foi interrompida pela morena que calçava luvas grossas e um avental.
-Não precisava ter vindo até aqui, Hinata, tem muito o que fazer no seu clã.- A morena tirou os metais quentes da fornalha colocando-os na água gelada para realizar o choque término. Logo Hinata viu que eram espadas.
-Sei disso melhor do que ninguém, Tenten, mas acho que amigas tem que pelo menos dar sinal de vida... Não?- A indireta ferina de Hinata chegou aos ouvidos da moça que riu sem humor.
-O tempo fora a deixou mais arisca, não, Hinata?- Ela ainda sustentava o sorriso de canto enquanto pegava uma das correntes com uma bola de ferro diferente das outras. Parecia um afiador, só que em forma de arma. Tenten lançou a bola em direção a espada e o tinir dos metais fez Hinata perceber que ela estava mesmo a afiando.
-Não imagina o quanto, Tenten.- Ainda achava o estranho o comportamento da amiga e incomodava-se com o instrumento.- Por que não usa o afiador?
Tenten olhou de canto para ela enquanto continuava a lançar a bola de ferro contra o metal da espada.
-Espadas tem que ser afiadas manualmente, para encontrarem-se ainda mais letais quando chegarem as mãos de seus donos. – Tenten ergueu mais a bola de ferro até que ela chegasse em suas mãos para examiná-la.- A afiação fina do afiador deixa a morte mais lenta e a espada descarta essa possibilidade. A morte por uma espada tem que ser súbita, a lâmina tem que cortar a carne como se fosse algum tipo de gelatina... E essa bola de ferro, faz com que isso aconteça- Mais uma vez ela lançou o estranho instrumento, e Hinata franziu o cenho para a amiga. A voz fria, os olhos opacos, a atitude sem medo de ferir alguém... Essas características não eram de Tenten.
-Tenten, eu sei que está concentrada, mas, não pude deixar de notar o estado da sua porta de entrada.- Hinata tentou mudar de assunto para fazer a amiga relaxar.- Você tem saído muito em missões? O que houve com o Time Gai?
Tenten parou de forma súbita deixando a bola de ferro cair no chão, e dando a Hinata a idéia do quanto era pesada pelo barulho, já que a amiga segurava como se fosse de borracha.
-Sou uma ANBU de elite, Hinata, neste momento estou de folga mas posso ser chamada caso hajam emergências. Eu mato pessoas que já fizeram mal demais para continuar a viver.- Ela parou um pouco para analisar sua situação.- São assassinos, estupradores, qualquer tipo dessa escória que chamamos de ninjas desertores. Não tenho por que ter pena deles, por que eles não tiveram pena alguma quando mataram cada uma de suas vítimas.- Ela analisava tudo como se fosse uma receita de bolo, fato que Hinata simplesmente não acreditou.
- Não passo muito tempo em casa, e quando estou aqui cuido das encomendas de armas.- Ela foi até a espada a qual jogava o instrumento que largou a poucos momentos e analisou a lâmina.- Não tenho tempo para bobagens, meu tempo é excessivamente cronometrado.- Ela se referia ao time Gai- Não há por que voltar a ser uma jounin num time incompleto.
Hinata estranhou ainda mais a reação da amiga, não conhecia mais aquela garota. Estava completamente mudada.
-Então amigos são para isso? Para descartar quando achar necessário?- Hinata franziu o cenho mais uma vez agora tendo Tenten como espectadora.- Você está sendo muito baixa, Tenten.- A sinceridade de Hinata sempre fora algo que a Mitsashi admirara muito, mas agora estava irritando.
-Eu não chamei você para vir aqui e achar que é minha mãe para se preocupar comigo, Hinata.- A morena tinha a voz clara.-A porta da rua é serventia da casa, se estiver incomodada.- Mais uma vez ela colocou a espada no suporte e voltou para o lado da bola de ferro.
Hinata balançou a cabeça negativamente enquanto analisava as palavras da amiga.
-É verdade, Tenten, você não me chamou, mas sabe? Isso é o que os amigos de verdade fazem.- Ela tocou o ombro da moça que bufou.- Eu vou embora, agora, tenho que resolver algumas coisas aqui na cidade e voltar para o clã... Estamos tirando os selamentos da família secundária.- A menção da mesma fez a morena virar o rosto para Hinata, em surpresa.- Neji ia ficar feliz de ver isso, tenho certeza.- Sonhadora, Hinata olhou para a amiga condescende.- Eu sei que ainda dói... Ele me faz falta também.- Dizendo isto a moça abraçou a Mitsashi e se pôs a ir para fora.- Trouxe jantar, é o seu predileto... Peixe frito e Batata francesa. Vou deixar na sua mesa.
Depois da saída da moça, Tenten jogou a bola mais algumas vezes e pelo excesso de força acabou quebrando a lâmina da espada. Irritada, a jovem virou uma mesa de facas e deixou-a caída no chão enquanto sentava no chão e chorava desesperadamente.
-POR QUE VOCÊ INSISTE EM ME ASSOMBRAR, HYUUGA!- Gritou para o nada como se o moreno de olhos perolados pudesse ouvi-la e saber o quanto ainda a afetava. Mas infelizmente, a moça sabia que jamais haveria uma resposta.
Como jamais houve.
Hinata bateu a porta da casa da Mitsashi assustada com o que vira. Jamais pensou que a amiga pudesse mudar tanto. “Por mais que eu saiba que estaria dessa forma se tivesse sido com o Naruto....” pensava a Hyuuga enquanto encaminhava-se para o Hospital. Decidira que, para não perder a viagem a cidade, iria pedir para Sakura acompanhá-la para dar uma olhada na jovem Hanna. Era início de noite, então o hospital já devia estar calmo na oftalmologia.
Ao chegar no local, Hinata acenou para a recepcionista que apenas bufou e apontou a sala de Sakura, como seja soubesse o que a morena fazia ali. Com um risinho, Hinata seguiu até o consultório da amiga e se surpreendeu ao ver Sasuke observando alguma coisa pela porta de vidro. Ele estava de óculos, mas podia-se ver um certo brilho em seu olhar, mesmo que de longe. Hinata logo chegou ao local onde ele estava e se postou ao lado dele, que com a distração não a percebeu.
Na sala, Sakura segurava uma criança no colo. Ela tinha cabelos azuis claros e os olhos deviam ser castanhos, porém estavam bem avermelhados, como se estivessem sob algum tipo de inflamação. A criança chorava bastante e Sakura com toda a paciência do mundo parava o exame para alegrá-la com algumas brincadeiras, como enrolar o estetoscópio na testa e fingir que era uma coroa, ou colocar o próprio jaleco no pequenino corpo da infante, para dizer que ela era a médica e não a paciente. Hinata observava a amiga e de vez em quando virava-se para Sasuke que ainda via tudo com muita atenção com um leve sorriso nos lábios.
Quando o exame terminou Sakura fez mais algumas gracinhas para a mini paciente e deu uma receita explicando tudo com detalhes para a mãe. Com o encaminhar da rosada para a porta, Sasuke pareceu acordar e prostrou-se serio como sempre, percebendo Hinata ao seu lado.A Hyuuga detinha um sorriso quando viu a porta se abrir e uma Sakura assustada encarar os dois.
-Sasuke? Hinata? O que...- A Haruno percebeu sua paciente ainda ao seu lado e lhe sorriu.- Até mais Rika-chan, nos vemos mês que vem.- A mocinha deu um abraço em Sakura e voltou para o colo da mãe acenando. Quando ela já não era mais vista a moça se voltou para os dois.- Hina? O que houve?- Sakura olhou preocupada para a amiga já procurando possíveis injúrias pelo corpo da outra.
-Está tudo bem, Saky... Não queria atrapalhar.- Hinata olhou para Sasuke que apenas acenou que não tinha problema.- Queria te pedir para vir ao clã mais tarde dar uma olhada numa menininha que chegou da Vila do Relâmpago, hoje... Ela tem um problema grave nos pulmões e...- Antes que a Hyuuga pudesse terminar, Sakura a parou.
-Tudo bem... Sabes que não é minha especialidade....- Sakura olhou para um canto envergonhada enquanto continuava- Mas vou até lá... Vai ver eu sei alguma coisa, não?- Hinata sorriu cúmplice para a amiga, pois sabia da verdadeira paixão pela pediatria que a rosada tinha, e que não ia mudar assim de uma hora ara outra...(nem em mil quanto mais em 8 anos)
-Obrigada, Saky...- Hinata olhou mais uma vez para Sasuke, e lembrou de sua primeira noite em Konoha, após a volta.- Não se atrase... Por favor!- O olhar significativo que Hinata lançou para Sakura a fez corar.
-Pare de ser tão ridícula, Hinata! Vou só atender mais um paciente e vou para lá. Promessa de dedinho...- Daí ela lembrou de Sasuke.- Perdoe-me Sasuke... Tinha esquecido de você aí... – Ela apontou o interior da sala para ele.- Entre, fique à vontade.- Ele acenou para Hinata e Sakura foi entrando junto com ele se despedindo rapidamente da amiga que ria da situação da rosada.
“Ainda é louquinha pelo Sasuke... Oh minha amiga... Quando nós duas vamos tomar jeito?”Pensava a moça Hyuuga enquanto se encaminhava para a saída.
-Então, Sasuke...- A rosada bateu a porta e rumou para a sua mesa enquanto ele se sentava.- Como tem se sentido?
-Algumas melhoras... Já consigo manter o Sharingan por todo o período que você me preescreveu, e o tratamento tem feito efeito... Quase não preciso mais dos óculos.- Ele apontou para o instrumento na face, ajeitando-o levemente.
-Bom... Muito bom...- Sakura anotava tudo em uma prancheta de forma rápida e voltou a olhar para ele.- Dores?
-Só no fim do dia... Como um leve formigamento... Não houveram mais latejares ou contínuas.- Disse ele lembrando-se das fatos que sofrera anteriormente.
-Ótimo.- Sakura anotou tudo mais uma vez e ergueu-se da cadeira.-Pode me acompanhar até a cadeira de exames, por favor?- Ela estendeu a mão apontando a cadeira, onde ele logo tomou seu lugar e ela pode examiná-lo com o jutsu médico e uma pequena lupa que sempre punha no jaleco.- Seus olhos estão perfeitos, Sasuke... Se recupera muito rápido de lesões.- Ela baixou a lupa mas manteve o jutsu médico.- Logo não vai mais precisar dos óculos.- A proximidade dos dois fazia com que a rosada tivesse vontade de se aproximar anda mais para testar o que ele faria, mas seu protocolo médico não permitia isso. E com aquela face séria do Uchiha, esse fato provavelmente o faria não falar com ela nunca mais.
Ela não viu nada mais que pudesse mantê-lo ali, e se afastou por fim. “Bem que eu queria que ele me puxasse ao invés de me deixar tomar distância... Ah! Sakura! Pare com isso agora!! Parece uma criança!” Ela se auto repreendeu por seus pensamentos e pegou a prancheta marcando mais algumas coisas e virando novamente para Sasuke que já sentara na cadeira a frente da mesa dela.
-Está liberado, Sasuke... Apenas mantenha o que eu já lhe disse por mais 3 meses e poderá tirar os óculos.- Ela deixou os papeis na mesa e se pôs a encaminhá-lo para fora.- Volte para seu retorno só daqui a três meses, está na hora de começar a espaçar.- A idéia de não vê-lo toda semana, doía no seu âmago... Mas ela tinha que ser profissional, afinal, haviam outros pacientes para o horário.
-Claro...- Ele murmurou levemente e quando chegaram a porta, deu um leve aceno com a cabeça e se pôs a ir para a saída.
Sakura suspirou erguendo os ombros e pegou a maleta para ir ao clã Hyuuga. “O que será que eu tenho de tão anormal que o faz dar em cima de toda a garota solteira de Konoha e não de mim?” pensava a rosada ainda triste com seu destino. Porém quando chegou a porta do hospital...
-Sakura, você está livre amanhã?- A voz estava ofegante, e o chakra de Sasuke estava ainda perceptível, porém apesar de suas esperanças...
-Ahh... É você Kinnosuke?- Sakura suspirou mais uma vez e sorriu levemente.- É a minha folga, o que deseja?
Ele sorriu para ela e gaguejou levemente ao perguntar:
-Você... Você q-quer... Sair comigo, amanhã?- O jovem ainda ofegava pela corrida que tivera de fazer para alcançá-la e tinha as bochechas vermelhas por isso.
Sakura estava prestes a negar como fazia com todos os pretendentes, mas algo em Kinnosuke a fez reconsiderar. Ele sempre tivera uma queda por ela, e isso não escondia de ninguém, mas sempre tivera vergonha de convidá-la para sair. Essa coragem merecia pelo menos um voto de confiança.
Além disso... Sasuke jamais estaria disponível... Pelo menos não para ela.
-Claro, Kin-kun... Vou adorar.- Com um sorriso ela acenou para elee tomou seu caminho. “Tenho que dar um pontapé na minha história com o Uchiha de uma vez” pensava ela enquanto ia para o clã da amiga e passava despercebida por um chakra bastante conhecido por entre as árvores perto do hospital.
“Ela... Aceitou?” pensava o Uchiha ainda sem acreditar no que vira.
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