A Lua Cheia (HIATUS)
5 Capítulo 5 - Ciúme? Não. Mas eu tenho presas!
Notas iniciais
"Obrigada por estragar o clima, Anna." Pensei, quando Annabeth chegou correndo e com aquele jeito de doida, sentando-se entre Jacob e eu, não foi nada legal, ela sempre fazia isso, me irritava bastante.
– Annabeth, o que está esperando? Vá logo falar com ele, não seja idiota! — Disse á ela, adivinhando o motivo de ter interrompido meu momento perfeito com Jacob.
– Mas... e se ele não... melhor não, Ness. — Respondeu ela, curvando-se e fazendo bico.
Admito que senti um pouco de pena dela, ela era praticamente minha unica amiga, e gostava de um garoto que nem sabia de sua existência, isso me chatiava por algum motivo.
– Hey, olha para mim! — Pedi, enquando me agachava em sua frente, fitando-a nos olhos. — Quem é a pessoa que sempre disse que coragem é tudo? Quem me disse para não ser uma idiota e não deixar tudo ir por agua abaixo? Quem é a pessoa mais segura que eu conheço? Anna, é você! Não deixe que seu medo estrague suas conquistas, pelo menos tente, nunca vai saber saber se não tentar. — Completei, desviando meu olhar e olhando para Jacob as vezes, que fazia cara de bobo e sorria.
– Tem razão. Quer dizer... é, sabe, eu sou linda, uso roupas legais, meu corpo não é tão ruim... e não custa nada tentar, não é? — Afirmou ela, um pouco hesitante, mas sorrindo, parecendo mais confiante.
– Certo. Então vá agora, ele está entrando, vai logo! — Disse enquanto a empurrava para fora do banco e em direção ao garoto, que voltava para a sala de aula.
Sem hesitar, ela saiu e foi até ele, mas os perdemos de vista assim que sairam do Refeitório.
Fique feliz por ela ter tomado atitude e torcendo para dar certo, apesar de Annabeth ser um pouco "atirada" ela era uma boa garota, que merecia coisas boas.
Jacob sorrio e comemorou com um "uhul" a saida de Annabeth, comecei a rir e dei um tapinha nele, eu sabia que no fundo ele se encomodava com as chegadadas repentinas das minhas amigas — especialmente Annabeth -, mas fingia não ligar, provavelmente para não me magoar.
– Me desculpa por isso. — Disse à ele, me desculpando pela situação.
– Não tem problema, você só estava ajudando sua amiga, Ness. — Respondeu ele, me dando um beijo na testa.
Gemi em protesto assim que o sinal tocou, era hora de voltar para a sala de aula, quase não deu para ficarmos juntos durante o almoço, por conta da fila enorme para comprar comida, depois por conta de uma chata que vivia seguindo Jacob no colégio, e por ultimo Annabeth, mas tudo bem.
Jake me olhou fazendo bico e pegou minha mão, levantamos e fomos até sua sala de mãos dadas, não teriamos essa aula juntos por conta da troca de horário, agora juntos só teriamos Inglês, História e Álgebra.
Era sua aula de Química, a aula que eu mais detestava, por causa de uma "amiguinha" de sala dele, a garota não se tocava e Jacob parecia sentir pena de dar um fora nela, eu nem gostava de pensar nela, era altamente perigoso devido a quantidade de bolsas de sangue que eu estava tomando e o aumento da minha força, sendo assim, eu poderia esmagar a cabeça dela com os polegares. Dentro de dois minutos após nossa chegada, avistei a garota vindo em nossa direção, tentei ignorá-la e respirar fundo.
– Vem Jake, a aula vai começar, vem! — Gritou ela, com aquela maldita voz irritante enquanto o puxava para dentro da sala. Jacob apenas me olhou como quem diz "Me desculpe, mas a culpa não é minha!", o que me deixou ainda mais furiosa. Será que eles perdoariam um assassinato na escola?
Resolvi por fim não pensar, apenas sai dali em desparada para a minha aula de Educação Fisica, o que não era nada bom, juntando minha força, minha raiva, habilidade com esportes e vôleibol, com certeza não daria um bom resultado.
A aula começou, e para o azar de todas as outras jogadoras, eu estava mais dispósta do que nunca e a bola estava comigo. Segurei a bola na mão direita e a joguei para cima, em seguida dando um pulo e com a mão esquerda bati na bola com toda a força, a bola foi voando para o outro lado da rede, batendo em cheio na cabeça de Margareth Waskioulski, eu não tinha nada contra ela, mas ninguem mandou ela não se defender — haha, como se fosse possivel -.
Depois de duas rodadas o sinal tocou, resultado? Bom, uma rede destruida, três alunas na enfermaria e uma professora bem zangada.
– Senhorita Cullen, pode vir aqui, por favor? — Pediu a professora, após o termino do jogo.
– Sim? — Perguntei hesitante enquanto me aproximava dela.
– Vou direto ao assunto; Não foi legal o que fez com suas colegas hoje, mas gostei da sua habilidade com volêibol, estamos montando um time para competir nas Regionais, quer entrar no time? — Perguntou ela, com uma expressão séria, a mesma de sempre.
– Não sei, eu gosto de esportes, mas... posso pensar? Amanhã te dou a resposta. — Eu estava um pouco hesitante, era a primeira oferta relacionada a esporte que me faziam, era um pouco estranho.
– Claro, amanhã sem falta quero você na minha sala as 14:00 horas. — Afirmou ela e virou-se, saindo dali.
Dei de ombros e sai dali também.
Tomei banho e troquei de roupas no vestiário, assim fiz meu trajeto até a aula de História, estava empolgada pela aula ser com Jacob, mas ao mesmo tempo com raiva, esperava não ver a cara daquela garota por um bom tempo — o que seria impossivel -.
Quando entrei na sala Jacob já estava lá, e a nojenta estava na sua frente, apoiada em sua mesa, realmente uma vadia. Tentei ignorá-la mais uma vez e sentei do lado de Jacob, olhei para ele e o beijei, ele retribuiu o beijo, ficando um pouco sem graça.
– Então ok, nos vemos lá em casa Jake. — Afirmou ela, em seguida saiu da sala, rebolando e mechendo nos cabelos.
– O QUE??????? — Foi tudo o que consegui gritar.
– Não, amor, ela não... — Gaguejou Jacob.
– Jacob Black, se você for na casa dessa vadia eu juro por Deus que vai se arrepender de ter nascido, e ela também! — Continuei, com o tom de voz bem alto.
– Eu não vou, ela disse só para provocar, amor, não fica brava. Ficou doida? — Disse Jacob, na tentativa de me acalmar.
– Escuta aqui, não me chama de doida, você ainda não me viu doida, Jacob Black, não queira ver, vai se arrepender. — O ameacei, fuzilando-o com os olhos, eu podia sentir o sangue fervendo dentro de mim...sangue, era disso que eu precisava.
– Não me subestime! — Avisei.
Tentei controlar a raiva, pensar em matar, sangue e essas coisas me dava sede, vontade de matar e involuntáriamente fazia minhas presas aparecerem, pontudas, firmes e enormes, o unico lado bom era que não havia veneno.
– Nessie, você está bem? — Perguntou Jacob, quando abaixei a cabeça e coloquei as mãos sobre a boca.
– Estou bem! — Afirmei entre dentes.
– Ai droga! — Respondeu ele, ao perceber o motivo de eu estar cobrindo a boca com as mãos.
A culpa não era minha, mas ela me provocou, e se eu fizesse uma besteira a culpa seria do Jacob, por não se tocar e mandar aquela garota ir para o inferno.
Respirei fundo três vezes, fechei os olhos e fiquei pensando apenas lembranças felizes, coisas que me deixavam bem, aos poucos, fui me acalmando e assim, minhas presas se encolheram. Voltei a postura e tirei as mãos da boca, eu voltara ao meu "normal", foi bom, antes que o professor notasse algo de estranho.
Sai rapidamente da escola quando deu o horario de ir para a casa, Jacob tentava seguir meus passos atrás de mim, só parei quando cheguei em meu carro, não queria ver a cara daquela nojenta denovo, ou não me responsabilizaria por meus atos.
– Pensei que estava mais calma. — Disse Jacob, me abraçando.
– Eu estou calma, por isso sai correndo, antes que eu perca toda essa calma. — Expliquei, retribuindo o abraço.
– Jake, eu falei sério quando disse para não ir á casa daquela vadia loira. — Afirmei olhando em seus olhos, mantive minha expressão serena.
– Eu entendi. E Ness... O nome dela é Jullie. — Disse ele, rindo.
– Certo. Então vou reformular o que eu disse: Jake, eu falei sério quando disse para não ir á casa da vadia Jullie. — Continuei fitando-o, arqueando uma sombrancelha. — Melhor? — Perguntei.
– Ai Ness, você não tem jeito! — Comentou ele, ainda rindo.
Quando eu ia responder ele me calou com um beijo, aquele beijo que me fazia parar de pensar em tudo e colocar a cabeça no lugar.
– Promete que não vai fazer nada contra ela? — Perguntou, parando o beijo com vários selinhos.
Não respondi, apenas sorri, sentindo-me maléfica com o pensamento que acabara de surgir em minha cabeça. Jacob franziu o cenho e desviou o olhar, parecia preocupado, mas não dei importância.
– Te vejo depois, amor. Amo você. — Sussurrei.
– Também amo você, monstrinha. — Sussurrou ele de volta, rindo.
Entrei no carro, liguei o mesmo, o motor potente rugia alto e assim sai dali, em velocidade máxima.
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