A Lua Cheia (HIATUS)
6 Capítulo 6 - O fim
Na manhã seguinte eu acordara totalmente exausta, pois logo que cheguei do colégio não consegui parar de pensar no Jake e na tal de Jullie, eu confiava no Jake, mas nela não, o que fazer? Simplesmente não consegui comer — beber, no caso -, dormir e muito menos pensar, pois com o meu pai em casa os meus pensamentos não eram seguros, então eu tinha que ficar o tempo todo cantando musicas, ou melhor, pensando. Eu nunca fora o tipo de garota que esconde coisas dos pais, mas as vezes era bom eu ter meus próprios problemas sem a intervensão deles com perguntas, privacidade era muito bom, mas era dificil de se ter.
Me levantei rapidamente da cama e fui direto para o banho, com certeza eu iria na casa do Jacob checar se ele estava "inteiro", pois se na minha frente a garota já o comia com os olhos, então imagine por trás. Balancei a cabeça tentando afugentar os pensamentos ruins sobre o assunto, sai do banho, me enxuguei, vesti uma calça skinny jeans azul claro, uma blusinha de alça branca, um bolero preto e sapatinhas pretas com um detalhe de lacinho em lantejoulas; Passei uma maquiagem leve no rosto, como sempre, peguei as chaves do carro e desci as escadas.
– Gente, eu vou em La Push. — Disse aos meus pais, que estavam na sala de estar.
"Não me culpem se eu voltar coberta de sangue de galinha." pensei, e logo me arrependi por ter pensado, agora eu teria que dar explicações, ninguém merece!
– Problemas com o Jacob, querida? — Perguntou papai, dando uma risadinha irônica.
– Não, está tudo ótimo, melhor impossivel. — Respondi, retribuindo o sorriso irônico.
– Vocês poderiam não fazer isso? — Pediu mamãe, fitando-nos com um olhar confuso.
– Amor, ela quer matar uma garota porque está dando em cima do Jacob. — Explicou papai, aindo rindo.
– Pai! — Adverti.
– Desculpe querida, foi meio impossivel não ler seus pensamentos ontem, a música All By Myself não durou muito tempo, entende? — Completou ele, uivando de tanto rir.
– Não é legal brincar com isso, Edward, ela está chateada, o Jake é um idiota, como sempre ele não se toca. — Disse mamãe, parecendo indignada com a situação.
– Uau, obrigada mãe! — Agradeci, afinal ela estava certa.
– O que é isso, um complô contra mim? — Perguntou papai, fazendo bico.
– Seu bobo! — Retrucou mamãe enquanto se aproximava dele e o beijava.
– Éca. — Resmunguei, fazendo cara de nojo. — Essa é a minha deixa para eu me mandar, vejo vocês mais tarde. — Disse por cima dos ombros, já a caminho da porta.
Meu carro havia ficado na garagem dos Cullen, como sempre, pois não havia como estacinar um carro no meio dar árvores, cheguei ao local e me daparei com Alice deitada em cima do capô do meu carro.
– Quais são seus planos para hoje, Ness? — Perguntou Alice, sorrindo.
– Acho que você sabe. Pode dar licença, por favor? — Pedi, já abrindo a porta do carro e entrando no mesmo.
– Não aconselho você a ir até La Push. — Disse ela, olhando para baixo.
– Sabe de alguma coisa, Alice? — Perguntei, começando a ficar com a pulga atrás da orelha.
– Não posso ver através do Jacob, sabe disso.... mas, eu posso ver através de você e... — Respondeu ela, descendo do capô e indo até a janela do carro para me olhar.
Não esperei ela completar, apenas liguei o carro e pisei no acelerador, saindo dali.
Estacionei o carro na frente casa dos Black, respirei fundo e prometi a mim mesma que manteria a calma, desliguei o motor, peguei as chaves e sai em direção a porta da frente.
– Oi Billy, como vai? O Jake está? — Perguntei, assim que Billy abriu a porta.
– Oi Nessie, estou bem. O Jake está na garagem, eu acho, o carro quebrou denovo. — Respondeu ele.
Normalmente quando tinha algo errado ele olhava para baixo e hesitava em responder minha pergunta, mas Billy não estava mentindo. Jacob e eu passamos várias tardes na garagem concertando o carro dele, que Ambry quebrara quase totalmente ao bater em uma árvore, o que não deixou Jacob nada feliz.
– Certo, obrigada. — Agradeci e dei a volta na casa, indo a caminho da garagem, eu me sentia bem mais aliviada, era como estar livre.
– Não acredito que quebrou de... — Disse enquanto entrava na garagem, mas não pude completar a frase, estava perplexa demais com a imagem á minha frente; A vadia loira abraçava Jacob, pousando sua cabeça sobre seu ombro.
– Ness! — Disse Jacob, com um olhar assustado enquanto empurrava a garota.
– Não me esperava por aqui, não é mesmo? — Perguntei á ele, irônicamente.
Me aproximei de ambos lentamente, fitando a garota de cima a baixo, ela era bonita, um pouco mais baixa do que eu, tinha um corpo normal, seios grandes, olhos azuis e cabelos compridos loiros.
– Não é nada disse que você está pensando! — Explicou Jaob, antes mesmo de eu começar a falar.
A garota também me fitava de cima a baixo, sorrindo irônicamente.
– Ele tem razão, Marcy! — Disse ela, olhando para Jacob maliciosamente.
– Marcy? Garota, de que galinheiro você veio, mesmo? — Perguntei, indignada.
– Como é que é? — Perguntou ela, arqueando uma sombrancelha.
– É isso mesmo, você não sabe com quem está mexendo. — Avisei.
Um rosnado saiu pela minha boca, senti as presas crescerem e a raiva me dominar novamente, mas desta vez, eu queria.
– Ai droga! Jullie sai daqui agora. — Ordenou Jacob, se aproximando de mim e me levando para longe da garota.
– O que ela está fazendo, Jacob? O que é isso? — Perguntou a garota, ficando assustada e parecendo confusa.
Com agilidade, me desviei de Jacob e voltei a caminhar para perto da garota, agora com um sorriso maléfico.
– Quer brincar? — Perguntei, a ironia transparecia em minha voz e em meu olhar. — Você tem um cheiro estranho, deve ter gosto de galinha. — Comentei, rindo.
A garota deu alguns passos para trás e correu assim que um rosnado — desta vez bem mais alto — saiu de minha boca novamente. Jacob veio até mim e me fitou perplexo.
– O que você fez? ficou maluca? Não estavamos fazendo nada, pelo amor de Deus. — Jacob parecia furioso, pude sentir seu calor forte mesmo com a distância, ele estava mesmo furioso.
– Eu disse para ficar longe dela, você não me escuta, seu idiota. — Gritei.
– Você. Não. É. Minha. Mãe. — Disse ele por entre dentes, me olhando nos olhos.
– Ótimo, então eu não sou mais NADA sua. — Gritei, dando ênfase no "nada".
Não esperei sua resposta, apenas corri em disparada para o meu carro, liguei-o e pisei fundo no acelerador, saindo dali a 200 km/h.
Eu já nem sabia mais onde estava, apenas estacionei o carro em um enorme parque, ainda era cedo, haviam crianças brincando e de adulto só os pais, o local era bem calmo, enxuguei as lágrimas e sai do carro, talvez a brisa suave me acalmasse.
Caminhei até uma árvore gigante que havia ao lado do campo de beisebol, me sentei no chão e me encostei na mesma, o vento soprava calmamente e estava sol, mas não debaixo da árvore.
– Bom dia! — Disse uma voz, cumprimentando-me.
Eu estava perdida em pensamentos, já nem sentia mais as lágrimas cairem, elas tinham vontade própria, passei as mãos pelo rosto para limpa-las e olhei para cima; Um garoto que aparentava ter uns dezoito anos estava parado e me fitava sorrindo, ele tinha olhos azuis e sua pele parecia como a de um bebê, seu cabelo caia liso até seu queixo, estava um pouco bagunçado por causa do vento, ele tinha lábios rosados e carnudos, dentes muito brancos e um sorriso lindo.
– Olá! — Cumprimentei-o.
Por instinto, puxei o ar pelo nariz e me concentrei, seu cheiro não era nada comum, muito estranho.
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