Notas iniciais
Ohayou!!!!! esse é o capítulo da Líder mais linda de todo o mundo: a minha! Todos os dias eu ainda me pergunto como foi que eu convenci vc a entrar nessa Mari, sem conseguir uma resposta *rindo* me pergunto como foi q nós duas passamos de "leitoras e escritoras de fanfics do Nyah" pra o que somos hoje (q é mt complexo de dizer apenas com palavras aqui)... Mas eu fico muito feliz msm por ter vc como Líder! por ter vc como irmã! por ter vc como alma gêmea! por ter vc ao meu lado, de onde eu espero q nunca saia! te amo demais! desde o começo e até o fim! espero q gostem e comentem! Sereny Kyle

Eu acordei com meu despertador tocando alto na cômoda ao meu lado e resmunguei baixinho, contendo o desejo de atirá-lo pela janela e apenas desligando-o. Abri os olhos, preguiçosamente, e me virei na cama. Dois olhos castanhos me encaravam com doçura e sorriam para mim abertamente.

— Como pode já acordar sorrindo? –murmurei, me encolhendo embaixo do edredom e me afundando no corpo e no abraço de Yutaka, sentindo um beijo ser deixado no topo de minha cabeça.

— Além do óbvio, você quer dizer? – quase consegui rir e ele me apertou mais. -Acho que é porque é o final do ano... Semana que vem é Natal... Coisas assim... – beijei toda a sua face e fui girada para ficar sobre seu corpo. – E você? Qual o motivo de tanta falta de disposição? Nem vai trabalhar hoje, como eu... Vai se divertir com as garotas na comemoração do Gazegirls’ Day... Não devia estar mais animada?

— Odeio despertadores! – afundei o rosto na curva de seu pescoço e ele gargalhou.

— Eu sugeri que deixássemos meu celular no vibra, como eu estou acostumado...

— Pra você sair sem me acordar? Não senhor, Yutaka! – me ergui, sentada sobre seu quadril. – Pra aparecerem no meu caminho “outras Shions” e me dizerem que eu não mereço o namorado que eu tenho? Não, muito obrigada!

O moreno sentou-se na cama comigo ainda em seu colo, gargalhando e uniu nossos lábios mais uma vez, demorando-se deliciosamente e roubando todo o fôlego que eu desistiria de ter em troca do beijo dele ser eterno...

Passei meus dois braços por seu pescoço e o segurei bem firme em mim.

— Não queria que você tivesse de ir trabalhar hoje... – choraminguei, deitando a cabeça em seu ombro e ele beijou meu pescoço.

— Sabe que, por mim, eu não sairia do seu lado nunca, não sabe? – ele sussurrou em meu ouvido, me fazendo suspirar longamente e assentir com a cabeça. – Mas tenho medo que acabe enjoando de mim desse jeito...

— Baka! – dei risada e me levantei da cama.

Arrumamos os travesseiros, lençóis e edredons sobre nossa cama e Yutaka tornou a puxar minha cintura para me colar ao seu corpo e beijou meu pescoço demoradamente.

— Vou fazer o café da manhã, para que o Drums no Kami-sama não saia atrasado de casa – disse, me desvencilhando sutilmente de suas mãos.

— Eu ainda tenho um nome a zelar, não é? – meu moreno também brincou.

— Claro, rida-san – caminhei para a cozinha e liguei a cafeteira.

Yutaka ficou parado, encostado à mesa, me olhando e eu sorri constrangida. Apesar do tempo que estávamos juntos, eu ainda me sentia arrepiada pelo olhar dele.

— Não prolongue a gravação demais, viu? – brinquei. –Seria bom que vocês participassem da comemoração hoje também! Afinal de contas, as Gazegirls existem por vocês também, né?

— Ah, eu não perderia por nada! Estou até imaginando a reação da Monique quando você aparecer fantasiada – eu gargalhei.

Naquele ano, nós íamos nos fantasiar umas das outras para o Gazegirls’ Day. Uma homenagem em forma de brincadeira que Carolina tinha proposto e eu tinha sorteado Haruka para representar.

— É irônico que eu tenha de ser Haruka, não acha? Yuu era minha primeira opção... Eu podia ter sido a Aoi das Gazegirls ao invés dela...

— Até parece... – ele bufou, ciumento e eu caminhei até onde estava parado e o abracei.

— O quê? Eu não daria uma boa Aoi? – brinquei.

— Quem nasceu para ser Kai, não é Aoi!

— Que lógica mais absurda! – gargalhei. – E o que é que Monique tem de tão diferente de mim?

— Vista sua fantasia e me diga você mesma!

Eu adorava o jeito fofo de Yuk quando estava com ciúmes. Ele não era muito de demonstrar seus sentimentos, principalmente em público, hábito não apenas de japonês, mas de músico famoso e de líder... Eu não me queixava! Toda a segurança que eu precisava ter sobre seus sentimentos me era garantida naqueles momentos em que ele mesmo se esquecia de que era o baterista maravilhoso com o sorriso de covinhas mais lindo do mundo todo e demonstrava medo de me perder como se fosse um homem comum.

Abri m eu armário, onde eu tinha separado minha “fantasia” de Haruka... Desde que tivemos aquela ideia, eu fui montando aquele visual... Acrescentado adereços, cortado peças... Monique não era nossa Aoi por nada... Sua personalidade transpirava e fluía levemente por cada peça que ela escolhia.

Não era uma coisa fácil interpretá-la! Não era fácil nem pra Monique, nem para Yuu, imagina pra mim, que não tinha nascido praquilo (exatamente como Yutaka dissera)...

Aos poucos, eu tinha entendido o que nossa Chibi pretendera quando sugeriu aquela brincadeira... Nós refletiríamos mais sobre nós mesmas fazendo aquilo... Aprenderíamos mais sobre nós mesmas e conseguiríamos nos entender bem mais... Era um exercício de pura reflexão...

Era muito claro pra mim que não era uma tarefa fácil para nenhum dos dois ser “a estrela” do grupo... Apesar da necessidade de atenção que ambos tinham, toda aquela adoração que atraíam para si sob a imagem Aoi era uma busca desesperada pelo fim da solidão que os consumia... Mas isso não parecia ter fim... Porque o Aoi ser adorado por milhares de pessoas não acabava com a solidão de Yuu ou de Monique... No fim, só o que os dois faziam era esconderem seu verdadeiro eu atrás daquela imagem... Era a proteção deles...

E transportar todo esse meu entendimento para a roupa foi uma tremenda dor de cabeça até encontrar um visual que fosse tanto a Monique, quanto a Aoi e ao mesmo tempo a Haruka...

Vesti a blusa branca e a calça preta com tecido brilhante, a jaqueta, também preta, por sobre meus ombros, joguei o cabelo para o lado e caprichei na maquiagem, principalmente nos olhos: o olhar deles era sua marca registrada! Completei o visual com uma bota cano curto, bem mais leve do que as que eu costumava usar.

Quando parei diante do espelho, para me avaliar de corpo inteiro eu vi a verdade que Yutaka tinha me dito: quem nasceu Kai, não pode ser Aoi! Era intrigante para mim como Haruka e Yuu conseguiam ser daquele jeito sempre... Talvez, eu entendesse melhor o motivo dos dois para buscarem uma forma de “desligar” aquilo...

Meu moreno apareceu no espelho, atrás de minha imagem e me olhou carinhosamente, puxando minha cintura, me envolvendo com seus braços e dando um beijo em meu pescoço.

— Foi o melhor que consegui... – declarei. – Ainda se parece comigo, não parece?

— Está muito bom! – ele deu outro beijo contra minha pele. – Não era pra ser idêntico, não é?

— É muito mais difícil do que eu imaginei... Achei que, por nos conhecermos, seria mais fácil...

— Que criaturas complexas são as Gazegirls – ele brincou, me fazendo revirar os olhos.

Notas finais
mereço reviews?? o capítulo de amanhã é da Haruka-chan! qm será q ela vai ser??