A Lost Soul
4 #4 - A noite perfeita
Notas iniciais
#4
A noite perfeita
Blaine encarava a água e pensava no quão gelada ela deveria estar, mas, ao mesmo tempo, ele pensava em quão delicioso deveria ser estar dentro da água com Kurt.
O moreno sacudiu sua cabeça com a finalidade de jogar seus pensamentos para outro lugar e resolveu tirar sua roupa para se juntar à Kurt.
– Ande logo! – Kurt disse, apressando sua companhia.
Blaine sorriu e foi entrando lentamente na água praticamente sem roupa, se arrependendo amargamente, pois a água estava extremamente gelada. Ele se aproximou de Kurt e seus lábios logo foram atacados pelo castanho. As línguas dos garotos se entrelaçavam em perfeita sincronia. Os dois pareciam ter nascido um para o outro.
– Vem comigo! – Blaine disse, puxando Kurt.
O moreno foi arrastando Kurt até passarem por baixo da “cachoeira”, onde se gelaram mais ainda. Atrás dela havia uma espécie de caverna, onde a água continuava a bater um pouco acima da cintura dos dois, mas ela era um pouco mais calma. O único lado ruim naquilo, era que a iluminação era ainda mais fraca por ali, já que a lua estava bem em cima.
Kurt entrelaçou seus braços em volta do pescoço de Blaine e voltou a beijá-lo, mas agora não era mais tão doce ou tão tranquilamente como antes. Agora era um beijo mais selvagem, cheio de desejo. Blaine posicionou suas mãos na cintura de Kurt e o castanho deu um impulso para ficar com as penas entrelaçadas na cintura de Blaine.
Blaine passou a beijar o pescoço de Kurt, que soltou um gemido por reflexo, levando o Anderson a loucura. Eles estavam explorando o corpo um do outro e estavam amando cada detalhe encontrado.
Kurt soltou suas pernas da cintura de Blaine e começou a distribuir beijos pelo pescoço do mesmo, descendo apenas um pouco pela parte que não estava submersa. Kurt até se permitiu deixar algumas marcas por ali. Ele só tinha medo de o namorado de Blaine ver aquilo, mas se ele visse e viesse tirar satisfação, era só o bondoso Kurt adicionar mais uma morte em sua lista. Qual o problema, não é mesmo?
– Acho que estou viciado nos seus beijos. – Espera, Kurt realmente havia dito aquilo?
– E eu nos seus. – Blaine disse puxando Kurt para ainda mais perto, como se ainda fosse possível fazer tal ato.
– Blaine, eu não aguento mais ficar tão colado a você sem poder te sentir. – Kurt sussurrou próximo ao ouvido de Blaine, que se arrepiou com o ato.
– Ah, você não consegue sentir, uh? – O moreno falou para provocar. Ele havia entendido exatamente o que Kurt queria dizer, mas gostava desses joguinhos. Blaine se mexeu um pouco e seu membro se chocou contra o de Kurt, causando ondas de prazer no corpo dos dois garotos e fazendo também com que Kurt gemesse por reflexo.
– Você entendeu o que eu quis... dizer. – Kurt falou com dificuldade. Sua respiração estava completamente acelerada, assim como seu coração, que batia rapidamente.
– Acho que não entendi, Sr. Hummel. Você poderia me explicar? – Blaine puxou Kurt novamente, fazendo os membros deles se tocarem da mesma maneira que antes.
– Eu quero... eu preciso... de você dentro de mim. Não me faça implorar. – Kurt disse com uma dificuldade maior ainda, fazendo Blaine sorrir de orelha a orelha.
Nessa hora os dois já estavam completamente nus e um provocava o outro de maneiras diferentes. Blaine se grudou novamente no pescoço de Kurt e deixou uma marquinha ali, pensando não ter problema algum nisso. Ele segurou na cintura do Hummel e o fez entrelaçar as pernas em sua cintura.
– Posso? – Blaine perguntou ainda com a voz provocante e cheia de sedução que só ele tinha.
– Por favor. – Implorou Kurt.
Blaine começou a entrar lentamente em Kurt, que foi mudando de feição na mesma velocidade, totalmente devagar. Sem nenhum aviso prévio, Blaine entrou totalmente em Kurt, fazendo o mesmo praticamente gritar.
– Machuquei você? – Blaine perguntou preocupado.
– Não, eu só não pensei que você... estar nessa posição está me provocando, Blaine. Eu não consigo mais aguentar quase. – Blaine riu de Kurt e atacou seus lábios ferozmente e ao mesmo tempo começou a se movimentar.
Logo os beijos já não calavam mais Kurt, que gritava de prazer e falava coisas totalmente desconexas, sem sentido. O castanho estava perdido no meio do prazer e estava amando.
Blaine estava sendo capaz de proporcionar em uma noite o que muitos homens não fizeram durante a vida inteira de Kurt. O que será que esse moreno tinha de tão especial? Kurt não saberia definir ou entender. Ele só queria aproveitar e torcer para que aquele momento jamais acabasse, pois era delicioso demais para isso.
Blaine continuou a se movimentar e Kurt continuava a gemer mais e mais no ouvido do moreno.
Logo os dois chegaram ao seu ápice, mas ainda tinham a sensação de que precisavam de mais e talvez o cansaço não os parasse. Eles tinham a noite inteira pela frente ainda.
Eles continuaram mais um tempo na água, apenas aos beijos e depois de um tempo finalmente saíram de dentro d’água.
Blaine sentou em uma das pedras e chamou Kurt para se aproximar dele. Não era um local muito confortável, mas naquele momento eles não ligavam para o local.
Kurt voltou a provocar Blaine, que logo já estava “pronto” para continuar o que não deveria ter acabado ainda. Kurt sentou no colo de Blaine e começou a provocar mais ainda, levando o moreno a loucura.
Blaine virou Kurt e o fez deitar na pedra de um jeito muito desconfortável, mas quem iria reclamar agora? Ninguém, não é mesmo?
Em poucos segundos Blaine já estava novamente dentro de Kurt e se antes não estava sendo o homem mais carinhoso do mundo, agora estava muito pior. Da boca de ambos os garotos só coisas obscenas saíam, além de gemidos, que mais pareciam gritos.
– Oh, como você consegue... fazer isso... tão bem? – Kurt perguntou entre os gemidos.
– Eu poderia dizer que tenho prática, mas vou ficar com a resposta de que meu parceiro é o certo. – Blaine disse tentando controlar sua respiração, mas estar ali com Kurt gemendo seu nome deixava essa tarefa complicada, quase parecendo impossível. – Meu Deus, Kurt.
– Não pare, por favor. – Kurt disse e Blaine acelerou mais ainda sua velocidade, até que ambos estivessem novamente atirados, totalmente cansados.
Mas Blaine, por mais que estivesse cansado, achava que ainda podia agradar seu parceiro. Quando Kurt fechou um pouco os olhos para se recuperar, Blaine voltou a beijá-lo, ficando por cima dele na pedra mesmo.
Ele foi descendo os beijos pelo pescoço do castanho, pelo peito e foi descendo mais ainda.
– Eu não aguento mais, Blaine. – Kurt disse cansado.
– Shiu! Eu só quero fazer com que você relaxe. – Blaine disse de uma maneira extremamente provocante.
Ele botou sua mão no membro de Kurt, que soltou um gemido como resposta. Blaine ainda achava que aquilo não era o suficiente, então lentamente colocou sua boca no membro de Kurt e foi descendo e subindo, repetidas e rápidas vezes, indo mais rápido a cada segundo que passava.
– Oh, meu Deus. – Kurt disse, ou pelo menos tentou. Ele já não tinha forças nem para respirar, quem diria para formular uma frase exata. – Não pare... – Ele pediu encarecidamente, fazendo com que Blaine se sentisse ainda mais satisfeito no que fazia. – Eu... vou... – Kurt disse e logo chegou ao seu ápice novamente, deixando Blaine com um sorriso satisfeito no rosto. Agora sim, ele estava feliz.
[...]
Kurt acordou e viu que não estava sozinho em sua cama. Após a maravilhosa noite na cachoeira, Kurt foi para seu apartamento com Blaine, onde apenas dormiram — após uma maravilhosa sessão de beijos.
Kurt procurou não se mexer muito ao levantar para evitar que o belo homem ao seu lado acordasse. O que estava acontecendo com ele? Em qualquer outro momento ele nunca iria pensar em algo desse gênero. Ele pensaria em uma noite de prazer seguida por uma morte e fim.
O castanho levantou e foi direto para o banheiro, entrando para de baixo chuveiro em seguida.
Kurt estava distraído, cantarolando uma música qualquer e pensando na noite passada. Os toques, os beijos, o carinho. Blaine era um homem perfeito o qual Kurt queria por perto, mas ao mesmo tempo queria longe. O Hummel tomou um susto e quase caiu ao sentir alguém o observar.
– Eu não queria assustar você. – Blaine disse, ajudando Kurt a se equilibrar. – Você consegue ser mais lindo ainda pela manhã. Me faz ter vontade de repetir aqui e agora tudo que aconteceu noite passada. – Kurt sorriu envergonhado e prendeu seus braços em torno do pescoço de Blaine.
– Você é muito sedutor. Gosto disso. – Kurt disse e Blaine o puxou para um beijo calmo.
– Você não quer repetir o que aconteceu ontem? Podemos fingir que o chuveiro é a nossa cachoeira. – Blaine disse convidativo e Kurt preciso pensar no mínimo quinze vezes antes de responder.
– Eu quero e muito repetir tudo, mas eu preciso trabalhar. – Blaine fez biquinho. – Ain, não faça isso comigo. Se eu não tivesse uma campanha tão importante para criar eu ficava aqui o dia inteiro ao seu lado, mas não posso.
– Tudo bem. Eu também preciso trabalhar, já que agora eu também tenho um emprego. – Ele falou orgulhoso de si mesmo. – Vamos tomar café na ida? Eu largo você no seu trabalho. E se quiser eu largo você em casa na hora do almoço para que você possa pegar seu carro.
– Ninguém nunca me deu uma ideia tão magnifica quanto essa. – Kurt disse e beijou novamente Blaine.
Os dois finalizaram o banho sem mais beijos e ficavam brincando com a água, atirando um no outro e depois rindo loucamente disso.
Kurt se arrumou e Blaine pegou no carro sua mochila para poder botar uma roupa boa para o trabalho.
Os dois saíram e foram tomar café em um café comum de New York.
O local estava lotado, mas Kurt e Blaine conseguiram um lugar e logo fizeram seus pedidos.
– No que exatamente você vai trabalhar? – Perguntou Kurt tomando seu café, que recém havia chegado.
– Vou trabalhar em uma gravadora, pois um cantor novato precisa de um tutor ou algo do tipo que o ajude e tudo o mais. – Explicou Blaine.
– E você canta por um acaso? – Perguntou Kurt, bebericando mais um pouco de seu café.
– Por um acaso, sim. – Blaine riu. – Eu fazia parte de um coral da escola.
– Eu também. Antes de eu ser expulso da escola por matar meu colega, virando assim psicopata. – Ele completou mentalmente.
– Talvez nós tenhamos mais coisas em comum do que imaginamos. – Kurt negou mentalmente, mas mexeu a cabeça positivamente. – Que tipo de aluno você era?
– O que entra em brigas, mata o colega e é expulso. – Pensou Kurt. – Eu não era dos melhores. E você?
– Eu estudava em uma escola só para meninos e minhas notas sempre foram altas. – Ele respondeu simples.
– Sim, claro. – Kurt disse rindo.
Os garotos terminaram seus cafés e voltaram para o carro. Blaine ligou o rádio em um volume baixo e foi dirigindo até o trabalho de Kurt, onde logo chegou.
– Está entregue. Vejo você no almoço? – Blaine perguntou ao estacionar.
– Claro que sim. – Kurt deu um selinho em Blaine e desceu do carro.
O moreno continuou a dirigir até chegar em seu novo emprego, na produtora. Ao chegar ele já foi bombardeado de perguntas vindas das garotas da recepção. Ele respondeu todas elas e foi em direção à sala de seu chefe, com o qual havia uma pequena reunião.
– Bom dia, Sr. Peters. – Cumprimentou Blaine.
– Olá, Blaine. Estou muito feliz por trabalhar com você. – Disse o Senhor Peters. – Esse aqui é Andrew e é com ele que você irá trabalhar na maior parte do tempo.
– É um prazer conhecê-lo, Andrew. – Blaine disse sorrindo.
– Eu digo o mesmo, Sr. Anderson. – Disse o rapaz, que aparentava ter seus dezoito ou dezenove anos.
– Pode me chamar de Blaine. – O garoto assentiu e eles começaram a combinar o que era necessário.
[...]
Kurt saiu do trabalho feliz. Aquele dia não seria estragado por ninguém. Ninguém seria capaz de acabar com sua alegria, que praticamente transbordava por seus olhos.
Há muito tempo ele não se sentia tão completo, feliz. Eram milhões de novos pensamentos, talvez até sentimentos, mas ele não saberia definir. Pelo menos não agora.
Ele foi até seu apartamento e largou suas coisas, pegou sua ferramenta preferida de “trabalho” e seguiu para o mesmo local de sempre: em frente a um bar, próximo ao beco onde deixava suas vítimas.
Todos devem se perguntar como ninguém descobriu ainda os crimes de Hummel, não é mesmo? Isso acontece porque alguém, há muito tempo atrás, criou um tipo de lenda sobre o beco, dizendo que este era mal-assombrado. Sendo assim, ninguém iria procurar por mortes.
Havia uma garota escorada na parede em frente ao bar e ela estava rindo do nada e falando sozinha. Aquela garota seria uma “presa” fácil para Kurt.
O castanho foi até ela, que sorriu largamente ao encarar os belos olhos azuis do garoto.
– O que uma garota como você está fazendo sozinha em uma hora dessas? – Kurt falou tentando provocar. Ele tinha uma sedução em sua voz que era impecável.
Mas, espera um pouco? Kurt é gay, certo? Então por quais motivos estaria ele tentando encantar uma garota? Bom... isso tinha um motivo. Um bom motivo chamado Blaine Anderson.
O rapaz mal entrou na vida de Kurt e já mexeu em sua vida e a virou de cabeça para baixo. Kurt poderia estar odiando isso, mas era bem pelo contrário: ele estava amando.
– Meu nome é Rachel. – Disse a garota baixinha. Kurt revirou os olhos nos seus pensamentos. Ele não estava interessado em saber o nome dela.
– É um grande prazer conhecê-la. Mas como eu já perguntei... o que está fazendo sozinha por aqui? – Ele perguntou se escorando na parede da mesma forma que ela.
– Você pode me levar para algum lugar, aí além de não estar sozinha estarei fazendo algo interessante. – Kurt riu para ela e a puxou pela mão e logo eles entraram no beco. – Por que estamos aqui?
– Porque eu não quero fazer em casa o que posso fazer aqui. – Rachel tentou puxar Kurt, que nem perdeu tempo e pegou sua navalha, mas não teve coragem de cravar no pescoço dela.
– Olha, é melhor você ir embora. – A garota revirou os olhos e foi embora irritada.
O que havia acontecido? Kurt nunca poupava uma vida. Nunca. Exceto por Blaine.
Blaine.
O que estava acontecendo agora com Kurt? Blaine chegou e já o mudou? Isso não poderia acontecer. Isso estava errado.
Kurt estava se sentindo estranho.
O que era esse sentimento novo? Espera, isso poderia ser definido como sentimento? Estaria Kurt... apaixonado?
Não. Isso era impossível. Não era?
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