A Lost Soul

5 #5 - Sentimentos


Notas iniciais
Oi, gente! Espero que gostem ♥ Boa leitura!

#5

Sentimentos

Ah, o amor. Qual a definição de amor? O que faz com que você perceba que ama alguém? O que te faz pensar que você está apaixonado ou se apaixonando?

Kurt sempre fora o garoto que não imaginava ser capaz de se apaixonar. Ele achava que simplesmente não havia nascido com esse dom, mas a verdade é que todos são capazes de amar, basta darem uma chance a aquilo que o mundo tem de mais precioso.

O amor é capaz de te mudar, é capaz de destacar em você coisas que você nem sabia que existiam. O amor é o que temos de mais maravilhoso.

Mas por que estamos falando sobre o amor? Oh, sim, porque Kurt conheceu um rapaz e esse rapaz está fazendo com que Kurt sinta o que nunca sentiu antes.

O Hummel pensava que o único prazer que podia sentir era o de passar a noite com alguém e depois matar essa pessoa.

Mas Blaine é diferente.

Completamente diferente.

Blaine fez Kurt mudar seu pensamento. Agora Kurt sente prazer apenas por estar na companhia do moreno, sem pensar em segundas intenções, sem pensar na possibilidade de matá-lo.

Faz exatamente um mês que Kurt e Blaine se conhecem, e desde então apenas uma morte aconteceu.

A polícia está mais tranquila, imaginando que seu assassino está morto ou desistiu desse passatempo doentio.

Aquele dia estava completamente planejado. Kurt iria trabalhar e depois iria sair com Blaine. Tudo estava preparado e a noite tinha tudo para ser perfeita.

Kurt sentiu seu celular vibrar e sorriu ao ver que era Blaine. Quinn o olhou com o olhar divertido e sorriu para o amigo.

"Bom dia." – Kurt disse sorrindo, mesmo que o moreno não pudesse enxergá-lo.

"Bom dia. Tudo certo para hoje à noite?" – Kurt sorriu ainda mais.

"Claro que sim." – Kurt disse e sua chefe entrou na sala, então ele se apressou para encerrar a ligação. – “Eu preciso desligar, pois preciso trabalhar."'

"Eu também preciso." – O moreno riu pelo telefone. – “Até mais tarde."

Kurt murmurou um "até" e desligou o telefone com um sorriso idiota no rosto.

– Alguém está apaixonado. – Quinn falou cantarolando e Kurt revirou os olhos.

– Apenas trabalhe, Fabray. – Kurt disse rindo e voltou ao seu trabalho.

[...]

O dia de Kurt havia sido cansativo, mas ele estava feliz por pensar que em breve estaria nos braços de Blaine.

Nada poderia estragar seu humor.

Exceto uma mensagem. Uma mensagem de Blaine.

"Kurt, mil perdões pelo que vou dizer a seguir: preciso resolver algumas coisas e por isso não vou poder sair com você. Desculpa mesmo. Tenha uma boa noite." – Blaine.

Aquela mensagem foi o suficiente para o dia de Kurt se tornar um verdadeiro lixo. Ele esteve radiante durante o dia inteiro, mas isso era motivo o suficiente para fazer qualquer pessoa bem humorada se tornar o demônio.

Agora o castanho se encontrava em uma imensa solidão, principalmente dentro de um apartamento tão grande quanto era o seu.

Ele trocou de roupa e se atirou no sofá para assistir alguma série ou qualquer outra coisa que passasse na televisão, mas não havia nada divertido para se assistir, então optou por um programa de notícias.

No noticiário dizia que os assassinatos em New York estavam aumentando cada vez mais, mas os sumiços haviam parado.

Kurt detestou ver aquela mensagem, pois lembrou que Blaine era o motivo de aquilo ter parado e agora o moreno não estava ali.

Blaine preenchia o vazio que ficava em Kurt quando o mesmo não matava. Isso é algo doentio? Completamente, mas Kurt é assim e não pode fazer nada para mudar.

O único que pode mudar isso ou pelo menos tentar mudar é Blaine, mas agora ele não está ali e Kurt está completamente sozinho.

Com a ideia de distrair a cabeça naquela terça-feira conturbada, Kurt pegou as chaves do carro e foi até o local onde sempre ia. Aquele beco era o ponto onde ninguém jamais iria procurar por alguém, então não era tão perigoso quanto jogar um morto em uma lixeira qualquer.

Ao chegar lá, Kurt avistou a mesma baixinha com cara de irritante que havia encontrado tempos atrás. Era Rachel.

– Olá, Rachel. Quanto tempo. – Kurt disse amigável e a garota sorriu falsamente.

– O engraçado é que eu não senti sua falta e você deveria se cuidar, pois meu namorado já volta e ele vai bater em você se mexer comigo. – Kurt gargalhou alto com as palavras da garota.

– Eu não ligo para seu namorado ou para o demônio que for. O seu destino pertence a mim agora. – Kurt disse se aproximando mais de Rachel, que começou a balançar as pernas de uma maneira nervosa.

O Hummel puxou a cintura de Rachel e foi a levando para dentro do beco, mas ela começou a gritar.

– Se você não ficar em silêncio, eu vou acabar com a vida do seu namorado. – Kurt disse firme, calando assim a boca de Rachel. – Ótimo.

Ele continuou a guiá-la até a parte mais funda do beco e a jogou contra a parede, sem se importar com a dor que ela provavelmente sentiria.

– Por que está fazendo isso? – Kurt ignorou Rachel e pegou sua navalha. Sua querida navalha.

Kurt possuía uma relação melhor com aquela arma do que com qualquer outra coisa ou pessoa. Aquilo ali era capaz de proporcionar uma alegria radiante em Kurt.

Ultimamente ele preferia uma alegria chamada Blaine, mas já que o moreno não estava ali, ele teria que se contentar com outros tipos de coisas.

Kurt fez um pequeno corte no rosto de Rachel, fazendo a garota se espremer toda, repelindo a dor.

– Está doendo, querida? – Ele continuou com a lâmina próxima ao rosto de Rachel, que ao assentir esfregou seu rosto mais ainda na lâmina, o cortando ainda mais. – Seu namorado deve estar procurando por você nesse momento.

– E o que você está fazendo é falta de uma namorada. – Kurt gargalhou alto.

– Mulheres não são o meu tipo. – Rachel arregalou os olhos.

– Então isso é falta de um homem. – Kurt riu sem graça.

– Eu tenho homens de sobra na minha volta. – Kurt disse sincero.

Era uma grande verdade isso, o único problema é que desde que Blaine chegou em sua vida, nenhum outro garoto o interessou.

– Você me cansou já. Você é muito chata. – Ele disse entediado.

– Mas o que... – Rachel nem teve tempo de falar mais alguma coisa, pois Kurt enfiou sua navalha com tudo no pescoço da garota, fazendo seu sangue jorrar por tudo, formando uma grande poça no chão.

Ah, o prazer da morte era tão magnífico aos olhos de Kurt.

– Rachel, se você está morta a culpa não é minha e sim de Blaine.

Mal sabia o castanho que Blaine tinha bons motivos para não ter ido ao encontro do castanho.

[...]

Eu um bairro muito próximo ao de Kurt, Blaine estava em sua casa, arrumando suas malas enquanto Sebastian não chegava.

– Mas que droga é essa? – Pergunto Sebastian, se referindo ao namorado arrumando as malas assim que chegou e o encontrou fazendo isso.

– Eu vou embora do seu apartamento. – Blaine disse confiante, grifando a palavra “seu”. Ele ia deixar suas coisas dentro do carro por enquanto, mas não iria continuar ao lado de Sebastian.

– Meu amor, esse apartamento é nosso. – Sebastian disse com a voz fraca.

– Não me venha com essa de “meu amor”. – Ele fez aspas no ar. – Você me trai o tempo inteiro e está pouco se ferrando para mim.

– Isso não é verdade. – O mais alto tentou se defender, mas ele não iria conseguir tão facilmente. – Em parte até é, mas eu amo você, Blaine.

– POR QUE VOCÊ NÃO CONSEGUE SIMPLESMENTE PARAR DE MENTIR? – Blaine disse, perdendo as estruturas.

– Eu já disse que a culpa dessas traições é sua, já que você não me satisfaz. – Blaine riu sem graça e jogou as mãos para o alto.

– Você pode achar isso, mas tem uma pessoa que me acha mais do que satisfatório. – Sebastian ficou vermelho de raiva ao ouvir aquilo e socou a parede por impulso.

– Você anda me traindo? – Sebastian perguntou seco.

– Todos os dias nesse último mês. – Blaine disse simples.

– EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FOI CAPAZ DE FAZER ISSO COMIGO. COM NÓS. – Sebastian disse incrédulo.

– VOCÊ DESTRUIU O “NÓS” QUE COSTUMAVA EXISTIR. QUEM ESTRAGOU O NOSSO RELACIONAMENTO FOI VOCÊ. – Blaine gritou irritado. – Eu não vou mais perder meu tempo discutindo aqui com você, ok? Eu vou embora daqui. – Blaine disse, pegou sua mala e foi saindo, mas Sebastian o puxou e o prensou contra a parede, o beijando em seguida.

Blaine empurrou Sebastian com força. Ele já não sentia mais nada por Sebastian há muito tempo e depois de conhecer Kurt ele percebeu que realmente seu amor pelo Smythe havia ido embora ou se perdido durante o caminho.

O moreno ignorou Sebastian e saiu do apartamento, mas antes de fechar a porta atrás de si, se virou e encarou o mais alto.

– Acabou tudo! – Ele disse e bateu a porta, saindo o mais rápido possível daquele lugar.

Blaine não tinha para onde ir, ele apenas atirou suas malas dentro do carro e dirigiu em direção a um local um pouco mais tranquilo, onde ele não tivesse problemas com roubos ou coisas piores por conta do horário. Ele estacionou e começou a mexer em seu celular.

Eram duas horas da manhã. Tarde demais para ligar para Kurt. O castanho nem sequer havia lhe respondido sua última mensagem. Será que ele havia ficado com raiva de Blaine?

O moreno torcia para que não.

Se Blaine fosse ser honesto com ele mesmo, ele poderia jurar que estava sentindo algo mais forte do que uma simples atração por Kurt, mas talvez ainda fosse cedo para sentir algo assim, não seria?

[...]

Três dias se passaram e Kurt ainda não tinha notícias de Blaine. O moreno não havia lhe mandado nenhuma mensagem nem havia ligado para dizer se estava bem.

Kurt levantou no mesmo horário de sempre, tomou seu banho calmamente e checou seu celular: nenhuma mensagem ou ligação recente. O coração de Kurt chegou a doer.

Dando de ombros, o castanho voltou a se arrumar e se vestiu da forma mais impecável que conseguiu para ir trabalhar. Como sempre, seu dia seria longo, mas hoje ele não teria uma motivação para fazer seu dia valer a pena.

Na hora de seu intervalo, mais ou menos a uma da tarde, Kurt resolveu tomar um café ao invés de almoçar. Ele sentou naquele mesmo café que havia ido com Blaine e uma raiva tomou conta dele.

Uma raiva que logo passou.

– As duas coisas mais deliciosas do mundo em um mesmo local: você e café. – Kurt corou instantaneamente com o comentário de Blaine. Aquela voz maravilhosa que só o moreno era capaz de ter o deixava louco.

– Agora lembrou da minha existência e me seguiu ou me encontrar aqui foi apenas uma coincidência? – Kurt perguntou, fazendo com que o Anderson risse.

– É uma ótima coincidência, pois eu ia ligar para você de qualquer maneira. – Disse Blaine tomando seu café.

– E estava tão ocupado que não podia nem ligar para dizer que está vivo? – Blaine riu alto com a irritação que estava na voz de Kurt.

– Ficamos menos de uma semana sem nos vermos e apenas três dias sem nos falarmos. O que de ruim poderia ter acontecido? – Kurt pensou e repensou. Ele tinha a resposta na ponta da língua, mas não iria colocá-la para fora.

– Eu não sei. Só fiquei preocupado. – Kurt deu de ombros. – De qualquer maneira... por que iria me ligar? Não me diga que era apenas para ouvir minha doce voz.

– Também. – Kurt corou novamente. – Queria te convidar para jantar comigo hoje à noite. O que acha? Serei seu durante a noite inteira.

– Posso pensar. – Blaine sorriu para Kurt, que repetiu o ato.

– Já pensou? – Perguntou Blaine alguns segundos depois.

– Você vai ter que me convencer. – Blaine riu e levantou, esticando a mão para Kurt.

– Você confia em mim? – Kurt levantou e acompanhou Blaine para fora do estabelecimento. Os dois foram até o carro do moreno e entraram na parte de trás do mesmo. O carro estava um pouco afastado do café, em um local um pouco obscuro, o que era perfeito para os planos de Blaine.

– Por que estamos no seu car... – Blaine colocou o dedo sobre os lábios de Kurt e se empurrou para a frente, colocando a música “Fever” do Adam Lambert para tocar.

O moreno voltou para seu lugar e puxou Kurt em um beijo um pouco desajeitado. As mãos de ambos passeavam pelo corpo um do outro, tocando tudo que podiam, até mesmo se arriscando a colocar as mãos por baixo das blusas.

Blaine colocou a mão por dentro da blusa de Kurt, acariciando suas costas e causando arrepios no castanho, que gemeu entre o beijo.

Would you be m-mine? – Blaine sussurrou no ouvido de Kurt no ritmo da música, dando em Kurt uma tremenda vontade de arrancar todas as roupas, mas ele se conteve.

Blaine voltou a beijar Kurt e arrancou com tudo a blusa do mesmo, quase a rasgando. Kurt fez o mesmo com a blusa de Blaine e começou a distribuir beijos pelo pescoço do moreno enquanto tateava o corpo dele com suas mãos à procura do zíper de sua calça. Quando o encontrou, o abriu. O Anderson parou de beijar Kurt para que ambos tirassem o resto de roupas que ainda tivessem e se grudaram novamente em um beijo ainda mais cheio de desejo.

I wanna get you alone. – Blaine sussurrou novamente no ouvido de Kurt, o provocando mais ainda, se aquilo ainda fosse possível. – Eu não aguento mais ficar nesses joguinhos.

– Digo o mesmo. – Kurt disse com a voz trêmula e a respiração descompassada.

Blaine e Kurt se arrumaram de algum jeito dentro do carro que não fosse tão desconfortável e Blaine fez uma trilha de beijos desde a nuca de Kurt e foi descendo por suas costas lentamente, provocando mais um pouco.

– Você não disse que estava cansado dos joguinhos? Eu preciso trabalhar, Blaine. – Blaine riu de Kurt e torceu seu corpo para dar um selinho no Hummel.

Blaine posicionou seu membro na entrada de Kurt e foi entrando lentamente, em parte para provocar e em parte para observar cada detalhe das reações de Kurt.

– Posso? – Blaine perguntou sorrindo.

– Já está demorando. – Kurt disse impaciente.

Blaine começou a se mover lentamente, mas logo estava aumentando a velocidade, indo cada vez mais rápido. Kurt gemia loucamente e Blaine não estava muito diferente.

Logo os dois chegaram ao seu ápice praticamente juntos e sentaram no banco do carro para recuperar o fôlego.

– Como eu ainda vou trabalhar depois disso? – Kurt perguntou, fazendo Blaine gargalhar enquanto se vestia.

– Da mesma maneira que eu vou para a faculdade. – O moreno disse, roubando um beijo de Kurt em seguida. – Você veio de carro até aqui?

– Minha amiga me deu uma carona. Meu carro ficou no estacionamento da empresa. – Blaine sorriu.

– Então eu levo você. – Agora foi a vez de Kurt roubar um beijo de Blaine.

– Meu Deus, já são duas e meia, eu estou muito atrasado, Blaine. – Kurt disse apavorado, enfiando sua roupa de qualquer jeito.

– Calma, eu vou para o banco da frente enquanto você termina de se arrumar. – Kurt assentiu e voltou a se ajeitar.

[...]

No horário marcado com Blaine, Kurt estava pronto. O moreno lhe deu um endereço, pois não poderia buscá-lo por conta do horário e Kurt não se importou com isso. Ele não se importaria de ir até a Lua se fosse para ver Blaine.

Kurt se sentiu perdido com a beleza que encontrava no belo prédio em que havia sido mandado. Kurt subiu até o último andar onde haviam apenas dois apartamentos e um deles era o número que Blaine havia lhe dado.

O Hummel tocou a campainha com um sorriso enorme. Um sorriso que só aumentou ao ver Blaine. O moreno o recebeu com um beijo de tirar o fôlego.

Os dois sentaram no sofá e ficaram conversando animadamente sobre diversos assuntos, sem nem comentarem o fato de aquele apartamento gigante ser de Blaine.

[...]

Kurt e Blaine tinham posto um filme para rodar, mas não o assistiram, pois estavam ocupados demais se beijando. Até que o celular de Blaine os interrompeu.

– Droga. – Murmurou Blaine.

– Temos a noite inteira, B. – Blaine corou com o novo apelido e pegou o telefone para atender. Era Finn.

“Oi, Finn.” – Blaine disse animado, mas sua animação logo foi embora. – “Como assim? Você tem certeza? TRÊS DIAS ATRÁS? OH, MEU DEUS. Ok, obrigado por me avisar. Sim, sim, claro que vou. Tchau.”

– Aconteceu alguma coisa? – Kurt perguntou preocupado e Blaine sentou novamente no sofá e ele parecia assustado, como se estivesse em estado de choque.

– A minha amiga, Rachel, está morta.

Notas finais
MUHAHAHAHA, a psicopata preferida (sqn) de vocês está de volta, e em questão seria eu, mas né.. kkkk Vocês acharam que o Kurt tinha abandonado o dark side dele? Meio que sim e meio que não, ainda mais agora.. No próximo capítulo eu vou mostrar para vocês como o Kurt começou a ser assim ♥ Bjo ♥