A Lost Soul

3 #3 - Um ser sem alma capaz de amar


Notas iniciais
Olá, gente! Capítulo novinho, espero que gostem ♥

#3

Um ser sem alma capaz de amar

Blaine saiu de seu apartamento e foi em direção a sua entrevista de emprego, a qual felizmente ele conseguiu se sair muito bem, conseguindo assim um novo emprego. Ele correu direto para a universidade, a qual tinha certeza de que iria se atrasar.

Ele conseguiu chegar com apenas quatro minutos de atraso, o que não era muito ruim. Suas aulas foram tranquilas, mas a visão que Blaine teve na hora do almoço, conseguiu ser ainda melhor. Kurt em um terno azul escuro, com óculos de sol e braços cruzados, estava parado escorado na porta do “refeitório” da universidade.

Blaine nem pensou duas vezes antes de ir cumprimentar o castanho.

– Pensei que só fosse te ver à noite. – Kurt sorriu para o moreno.

– E iria, mas eu queria companhia para almoçar e minha melhor amiga estava ocupada, então eu pensei, por que deixar para a noite quando podemos aproveitar o dia também? – Kurt disse descruzando os braços e tirando os óculos escuros.

– Então não vamos perder tempo, vamos almoçar. – Blaine disse e Kurt apenas riu e saiu puxando o moreno pela mão. Eles entraram no carro de Kurt e saíram para algum restaurante.

– Como sabia que eu estaria aqui agora? – Blaine perguntou encarando Kurt, que possuía uma expressão tranquila enquanto dirigia.

– Você me disse que estudava, então eu supus que fosse nesse horário. Foi um palpite de sorte, só isso. – Kurt deu de ombros.

O restante do caminho foi silencioso e logo eles chegaram ao restaurante. Entraram, sentaram e já fizeram seus pedidos. Depois de um tempo, que parecia eterno, Kurt resolveu quebrar o silêncio.

– Você está com olheiras, não dormiu bem? – O castanho perguntou preocupado.

– Dormir bem eu dormi, mas dormi pouco e já tive uma discussão logo pela manhã. – Blaine disse lembrando da briga com Sebastian.

– Discutiu com quem? – Kurt já imaginava que era com o garoto do restaurante, mas resolveu não admitir isso em voz alta.

– Meu namorado. – Blaine disse e agradeceu o garçom que entregou os pedidos dos garotos. – Ele é um idiota.

– Então por que você namora com ele? – Kurt perguntou já comendo.

– É uma história longa e chata, certeza de que quer ouvir? – Kurt assentiu sorrindo. – Eu conheci ele no ensino médio, nos tornamos amigos e logo começamos a namorar. Já fazem três anos de namoro e costumava ser o relacionamento perfeito, o qual todos querem um igual, mas não somos a exceção da regra e, como em muitos relacionamentos, algo aconteceu. E esse algo, foi que Sebastian resolveu ser um idiota.

– Que tipo de idiota ele é? – Blaine o olhou confuso. – Você pode ter chamado ele de idiota por vários motivos. Pode ser porque ele traiu você, ou porque ele não gosta de ouvir você, ou porque ele só pensa em sexo, entre vários outros motivos.

– Bom, ele é a mistura de tudo isso. – Kurt acabou rindo.

– Desculpa, eu não deveria ter achado graça nisso. – Blaine acabou rindo também.

– É tão deprimente, que chega a ser engraçado. – Comentou Blaine. – Mas o problema nem é esse.

– Então me conte qual é. Sou curioso. – Kurt disse rindo.

– Tudo bem. – Blaine suspirou. – Tudo começou quando ele decidiu que eu era um chato, que só sabia falar. O problema é que ele preferia ficar mexendo no celular, por isso se irritava com qualquer coisa que eu falasse. Uns dois meses depois eu vi o celular dele tocar e no visor apareceu “lindo”, eu fiquei irritado, tive vontade de matá-lo.

– Como alguém tem coragem de trair um príncipe como você? – Kurt perguntou doce, o que era estranho, tendo em vista qual era o hobby do castanho. Blaine corou fortemente com aquele comentário e sorriu envergonhado.

– Ao que ele diz, eu não o satisfaço o suficiente. – Blaine disse irritado.

– Ele é burro de desperdiçar um homem como você. – Kurt percebeu o que havia falado e tossiu, tentando pensar em outro assunto, mas nada veio à sua cabeça. – Mas, continue falando. Digo... o que vai fazer agora? Por que não termina com ele?

– Para começar, se terminarmos eu fico sem ter onde morar. E, eu não sei. Sei lá. – Blaine disse atrapalhado e Kurt sorriu.

– Tenho um apartamento gigante com dois quartos sobrando. Por que não mora lá comigo? – Kurt iria se arrepender de ter oferecido isso, mas já era tarde demais.

– Não se preocupe com isso, eu não quero incomodar.

– Como se fosse me incomodar em acordar todos os dias e ver você andando por lá. – Ok, o que estava acontecendo com Kurt? O castanho não estava se reconhecendo mais.

– Mesmo assim, eu... eu vou dar um jeito. Eu consegui um emprego nessa manhã e, bom, eu me viro, não se preocupe. – Os dois terminaram seu almoço e foram embora, continuando sem falar. – Não precisava ter pago a conta, não sou tão miserável assim. – Blaine disse quando entraram no carro.

– Eu convidei, por isso paguei. – Blaine revirou os olhos. – Espero que tenha sorte com o apartamento, caso contrário, minha oferta continua valendo.

– Obrigado. – Blaine sorriu e os dois continuaram falando sobre qualquer coisa, até Kurt estacionar em frente à universidade. – Bom, eu fico por aqui. Te vejo à noite?

– Claro que sim. – Blaine iria sair, mas antes Kurt o puxou pelo braço e o beijou. Blaine logo correspondeu ao beijo.

– Até mais, Kurt. – Blaine disse e saiu do carro.

Mas afinal, o que estava acontecendo com Kurt?

[...]

Kurt estava com a cabeça cheia e não estava exercendo seu trabalho da melhor maneira. Sua chefe estava de olho, assim como Quinn, que não estava entendendo o que se passava com o amigo.

– Kurt, você está bem? – Perguntou Quinn.

– Preferia ter ido almoçar com você. – Quinn o olhou sem entender. – Eu beijei duas vezes o mesmo cara.

– Ai, meu Deus, Kurt, isso é ótimo. – Kurt revirou os olhos. – Você sempre disse que gostava de casos de uma noite só...

– E que se rolasse de novo era paixão. – Kurt completou a frase da amiga. – Mas a questão é que não rolou nada. Só nos beijamos.

– Isso é ainda mais grave. – Quinn estava de olhos arregalados.

– Odeio pensar que talvez eu seja capaz de me apaixonar.

– Kurt, todos nós temos essa capacidade. Você só nunca deu uma chance para isso.

– Eu odeio você. Você está sempre certa. – Quinn riu.

– Kurt, eu conheço você e sei que você não é a pessoa mais certa da cabeça, mas sei que se você está todo bagunçado desse jeito, é porque talvez seu coração já tenho dono. – Quinn piscou para o amigo.

– Ele tem namorado. O cara é um idiota, mas é melhor que eu, pois pelo menos ele tem Blaine para ele e eu... – Kurt ficou quieto e se deu vários tapas no rosto. – Isso não pode estar acontecendo.

Ele não podia mesmo estar se apaixonando, podia?

[...]

Kurt finalizou seu trabalho e saiu alguns minutos atrasado, já eram sete e vinte e ele teria apenas quarenta minutos para se arrumar, o que era um completo desastre.

O castanho ainda largou Quinn em casa antes de ir para o seu apartamento, agora ele só tinha quinze minutos. O que mais poderia dar errado?

Ele chegou e foi tirando a roupa que estava e foi jogando por todos os lados, correndo para o seu quarto e pegando o traje mais bonito que tinha.

Oito horas em ponto, a campainha tocou, mas Kurt ainda não estava pronto. O castanho enfiou a primeira calça que encontrou e correu até a porta e a abriu, atrás dela estava Blaine sorrindo grandemente.

– Boa noite, Kurt. – Disse Blaine.

– Boa noite, Blaine. – Kurt fez um sinal para Blaine entrar. – Eu preciso terminar de me arrumar, mas prometo que não vou demorar, ok?

– Tudo bem.

Kurt andou depressa até seu quarto e começou a colocar a roupa que havia escolhido. Ele optou por uma calça social preta e um blazer azul escuro. Ele estava vestido da mesma maneira que Blaine, porém o moreno estava de preto com vermelho. Kurt arrumou seu cabelo, colocou seu perfume de sempre e iria sair do quarto, mas sentiu duas mãos em sua cintura. As mesmas mãos da festa.

Era Blaine.

– Você está deliciosamente lindo. – Blaine sussurrou no ouvido de Kurt.

– Não pense que você está muito diferente, pois não está. – Kurt virou-se para Blaine.

– Adorei o seu perfume. – Blaine deu um beijo no pescoço de Kurt e depois ficou o encarando. Kurt não aguentou aquele espaço que havia entre os dois e acabou o quebrando, beijando Blaine de uma maneira doce, como se aquele fosse seu primeiro beijo. De fato, não era, mas era muito melhor do que o seu primeiro, mas chegaremos a essa história em outro momento.

– Você está muito sedutor, não acha? – Kurt perguntou se soltando de Blaine.

– Com quem merece vale a pena. – O moreno piscou para Kurt e os dois saíram do apartamento, indo até o elevador, onde trocaram mais alguns beijos até chegarem ao térreo. Eles foram para o carro de Blaine e desenvolveram uma conversa agradável durante o percurso.

– Vai me dizer onde estamos indo? – Kurt perguntou animado.

– É surpresa. – Blaine disse sem tirar os olhos do caminho.

O moreno dirigiu por um longo tempo, o que já estava cansando Kurt, até que eles chegaram em uma cachoeira. Uma linda cachoeira. Blaine estacionou e saiu do carro, indo até o outro lado para abrir a porta de Kurt.

– Devo admitir, essa é a melhor surpresa que eu já recebi. – Kurt disse sorridente.

Enquanto Kurt admirava a paisagem, Blaine pegou a grande toalha e a cesta no carro.

– Vem comigo. – Blaine disse e Kurt o seguiu, até os dois chegarem bem próximos à agua, sentando ao lado das grandes rochas.

Blaine espalhou as coisas pelo chão e sentou, com Kurt sentando-se em sua frente.

– Esse lugar é lindo. – Disse Kurt tomando um pouco de vinho. – Mas é seguro estarmos aqui?

– Com certeza, esse lugar só é visitado durante o dia.

– Mas agora é noite. – Kurt disse óbvio.

– Ok, eu subornei o segurança. – Blaine confessou e os dois riram.

[...]

Os dois jantaram conversando tranquilamente, depois Blaine guardou as coisas e os dois ficaram deitados observando as estrelas e a lua.

– Kurt. – Chamou Blaine, o castanho o olhou de lado. – Eu não quero te incomodar com meus problemas, mas...

– Você não me incomoda. Eu gosto de conversar. – Kurt se escorou em seu próprio braço e sorriu para Blaine. – Me conte o que está te afligindo.

– Eu sinto que estou me perdendo. O que eu faço? – Blaine perguntou com o olhar triste.

– Bom, claramente você não anda muito feliz. – Concluiu Kurt. – Mas você me disse que conseguiu um emprego hoje e isso pode muito bem te alegrar, nem que seja um pouco. Você vai se distrair e tudo o mais. Você gosta do que faz na faculdade?

– Amo. – Respondeu o Anderson sem nem pensar.

– Ótimo. Acho que você não está se perdendo, você só está confuso. – Kurt disse sorrindo. – E eu te garanto que ter me conhecido também vai te fazer feliz.

– Acredite, isso foi a melhor coisa que me aconteceu esse ano. – Kurt corou instantaneamente com o comentário e continuou com o sorriso no rosto.

– Então vamos para a última parte do meu conselho sobre o que você deve fazer. – Kurt levantou e estendeu a mão para Blaine também levantar.

– Estou curioso. – Kurt riu.

– Esqueça de tudo. Todos os seus problemas, sua faculdade, seu trabalho, todas as pessoas e aproveite a noite comigo. – Blaine sorriu envergonhado.

– E como podemos aproveitar essa noite, Sr. Hummel? – Kurt riu e tirou o casaco e seu calçado, junto com suas meias, se atirando na água em seguida. – Essa água deve estar congelando.

– Então vem me esquentar. – Kurt falou safado e Blaine riu. Kurt atirou sua blusa para perto de Blaine e a calça também.

– Você é louco. – Blaine ainda estava rindo.

– Só tem mais uma peça. Por que não vem aqui tirar?

Na cabeça de Blaine, essa era uma ótima proposta, a qual traria consequências, mas por que ele ligaria para isso agora, não é mesmo?

Notas finais
Primeiramente: Eu ainda vou mostrar como o Kurt começou a ser do jeito que é e tudo o mais, eu já citei que foi em uma briga, mas não disse como aconteceu e tal. Segundo: Capítulo docinho assim como o próximo, mortes voltarão mais para frente. Terceiro: Terminei desse jeito só para provocar vocês ♥ No próximo tem ♥ Estou correndo aqui, pois estou atualizando todas as minha fics hoje, enfim, espero que tenham gostado, bjo ♥