A Lost Soul
15 #15 - Agora você é meu para sempre
Notas iniciais
#15
Agora você é meu para sempre
Kurt deixou passar mais dois dias, então acabou fugindo com Blaine pela janela do quarto onde o moreno estava. O Hummel não queria estar fugindo, mas quem disse que seu cérebro obedecia alguma coisa, sendo que seu coração sempre falava mais alto?
Os dois foram até o apartamento de Kurt, onde pegaram algumas roupas do castanho e o carro. Depois foram rápido até o apartamento de Blaine para também pegar algumas roupas e qualquer outra coisa que fosse de extrema importância. O que importava era eles agirem rápido.
Quando os dois estavam novamente no carro, se botaram a pensar no que fariam a seguir. Iriam apenas dirigir por aí, deixando o mundo os guiar? Não era tão fácil assim.
— Para onde nós vamos agora? – Perguntou Kurt.
Blaine dirigia o carro pela cidade, sem saber exatamente para onde eles poderiam ir. Até que ele teve uma ideia.
— Você está com uma cara muito suspeita. O que está planejando? – Perguntou o castanho, ouvindo como resposta uma risada.
— Seu namorado é o melhor do mundo, apenas isso. – Blaine riu e continuou a dirigir.
Quando o moreno finalmente estacionou o carro que Kurt foi entender o que se passava. Blaine havia o levado para o mesmo local onde eles foram em seu “primeiro encontro”, mesmo local onde aconteceu a primeira vez deles, naquela linda cachoeira.
— Você é louco. Estamos fugindo e você me traz para cá? – Kurt perguntou.
Blaine apenas sorriu, desceu do carro e fez a volta no mesmo, logo abrindo a porta para Kurt.
— Você se preocupa demais. – Blaine fechou a porta e empurrou Kurt contra o carro. – Ninguém vai procurar por você aqui. E não vamos ficar aqui o resto de nossas vidas.
— Então vamos aproveitar enquanto estamos aqui, porque eu já estou com saudades desse seu corpo maravilhoso. – Kurt disse sorrindo, já puxando Blaine e o beijando.
Blaine segurou na mão de Kurt e foi o puxando até a beira da cachoeira, onde sentou em uma pedra e puxou Kurt para sentar-se em seu colo. Os dois começaram a se beijar e trocar carícias, sorrindo da melhor maneira que conseguiam.
— Agora você é meu para sempre. – Blaine falou encarando os olhos azuis de Kurt. – Eu te amo tanto.
— Eu também te amo... criança. – Kurt disse rindo.
— Eu gosto quando me chama assim, já disse... mas uma criança não pode fazer metade das coisas que eu posso, e vou, fazer essa noite com você. – Kurt abriu a boca, mas não falou nada. – Eu estou brincando.
— Sabe... eu e você nunca fomos muito, huum, românticos quando o assunto é sexo. – Kurt disse um pouco envergonhado. – E você sabe... você é o meu primeiro amor. E... ok, já estou falando besteira.
— Não é besteira. O que eu fiz no nosso primeiro encontro foi besteira. Não fui nem um pouco romântico com você nessa questão que você está tão envergonhado para falar sobre. – Blaine falou soltando uma risada em seguida. – Então vamos repetir isso, mas de uma maneira melhor.
Blaine levantou e tirou sua blusa, logo tirando seu calçado e sua bermuda. O moreno entrou na água e foi para o meio da mesma, logo sorrindo para Kurt.
— Deixa eu me lembrar a frase que você usou naquela noite. Oh, sim... “Só tem mais uma peça. Por que não vem aqui tirar?”. – Blaine fez aspas com a mão.
Kurt abriu o maior sorriso do mundo e tirou suas próprias roupas, ficando nu e entrando na água em seguida. Ele foi até Blaine e logo teve seus lábios sendo atacados pelo mesmo. O Hummel envolveu suas mãos em torno do pescoço de Blaine e ali elas permaneceram.
Blaine tinha suas mãos passeando pelas costas nuas de Kurt. Os dois mantinham os beijos e, quando o ar se fazia necessário, eles se olhavam, sorriam e logo voltavam a se beijar.
Kurt parou de beijar Blaine e desceu suas mãos até a barra da cueca do moreno, que já não deveria estar ali naquele momento. Ele a tirou e jogou de volta para as pedras, logo se virando para Blaine para beijá-lo novamente.
O moreno pegou Kurt em seu colo e continuou a beijá-lo enquanto encaixava seu membro na entrada do castanho, em seguida o penetrando devagar.
Sua boca se ocupou em beijar o pescoço de Kurt, que brincava com os cachos do moreno.
Blaine se movia devagar, mas logo Kurt pedia por mais e como ele era um ótimo namorado, ele fazia o que lhe era pedido com o maior prazer do mundo. Literalmente.
Kurt sussurrava no ouvido de Blaine coisas completamente sem nexo e repetidas vezes ele dizia o quanto amava Blaine.
Logo os dois chegaram aos seus ápices e ficaram ali por mais alguns minutos, apenas acariciando um o rosto do outro.
Eles voltaram até as pedras e sentaram sobre as mesmas. Blaine se inclinou o máximo possível, ficando quase deitado, então puxou Kurt, que ficou deitado por cima dele.
— Antes de irmos embora de vez nós precisamos voltar no meu apartamento. – Disse Kurt, repousando sua cabeça no peito de Blaine.
— Acabamos de sair de lá. – Blaine disse acariciando o namorado.
— Eu sei, mas eu esqueci lá uma coisa importante e precisamos passar no apartamento de Quinn para eu entregar isso a ela. – Blaine arqueou a sobrancelha ao ouvir aquelas palavras.
— O que você precisa entregar a ela?
Kurt engoliu em seco, suspirou e finalmente levantou para poder responder ao namorado.
— Eu planejava ir embora um tempinho atrás e eu escrevi uma carta para ela, explicando tudo. Dizendo tudo que fiz, já que ela é minha melhor amiga. – Kurt olhou para o chão ao ver Blaine o olhando sem entender. – Eu pretendia ir embora porque eu não queria que acabasse acontecendo algo com você e então eu mudei de ideia e fiquei aqui, aí você levou um tiro e... – Blaine o interrompeu.
— Aquele tiro não fez nem cócegas e não é nada comparado a tudo que eu faria, faço e ainda vou fazer por você. A vida não é fácil, Kurt, e eu sabia tudo que teria que passar se quisesse ficar ao seu lado. Eu sei de tudo que você fez, todos os seus erros, todas as pessoas das quais você tirou a vida e mesmo assim eu estou aqui. Eu não escolhi me apaixonar e te amar, mas eu escolhi ficar ao seu lado não importando o que fosse acontecer. – Blaine fez uma breve pausa. – Você pode até tentar, mas nunca vai conseguir se livrar de mim. Nada pode me atingir. A única coisa que pode me matar é não ter você. Então permita que eu te ame e fique ao seu lado, porque isso é tudo que eu quero fazer.
— Além de tirar todo o ar que eu possuo em meus pulmões agora você ainda tirou minhas palavras. Eu te amo muito, B. Você foi a luz que apareceu no meio da escuridão chamada “minha vida”. – Kurt puxou Blaine e selou seus lábios nos dele.
Os dois se vestiram e voltaram para o carro, logo indo de volta para o apartamento de Kurt. Eles foram o caminho inteiro rindo, trocando palavras de amor e cantarolando as músicas que tocavam no rádio.
Eles chegaram e Blaine disse que ficaria no carro, já que Kurt não iria demorar.
O castanho desceu do carro, entrou no prédio, foi até o elevador e depois até seu apartamento. Ao entrar em sua casa ele sabia que algo estava errado. Havia um perfume no ar que claramente não era o seu, muito menos era o de Blaine.
Uma luz se acendeu e então ele percebeu do que se tratava.
— Você agora, além de ser um idiota, deu para invadir apartamentos, Sebastian? – Kurt perguntou irônico, largando sua chave em cima da bancada no canto da parede.
— Eu sabia que você iria voltar. Quero que você saiba que tem uma câmera ali que está gravando tudo que está acontecendo aqui e amanhã a polícia vem checar a gravação dela. – Sebastian disse com um enorme sorriso no rosto.
— Você acha que uma porcaria de câmera me intimida? – Kurt perguntou com um sorriso triunfante. Sebastian não tinha nada contra ele, já ele, tinha milhares de motivos para tirar agora mesmo a vida do Smythe.
— Você não está preocupado com o fato de que se você fizer algo contra mim você volta para a cadeia? – Sebastian perguntou confuso e Kurt riu.
— Eu vou acabar voltando para aquele inferno de uma maneira ou de outra, é só uma questão de tempo e, como eu disse para Blaine, eu adoraria ser preso por matar você.
Kurt foi andando até sua cozinha, chegando perto da pia, logo abrindo uma gaveta. Sebastian veio atrás dele e começou a provocá-lo. Ele se segurou ao máximo para não fazer nada, mas ele não conseguiria evitar por muito tempo.
— Você quer morrer, por isso veio aqui, certo? – Kurt se fez de desentendido.
— Você não tem coragem de me matar. Aposto que nem foi você quem matou todos os que você tanto fala. Aposto que você pagou para alguém fazer o seu trabalho sujo. – Kurt riu sem vontade.
— Você acha que eu sou que tipo de pessoa? A que vai ser carinhoso com você, vai beijar você com o maior amor do mundo e depois vai fazer amor com você a noite inteira? Eu não sou esse tipo de pessoa, Sebastian. Só Blaine merece isso de mim e já que você não deu valor a ele, eu dou, e muito. – Kurt cuspiu as palavras para cima do outro, o deixando cada vez mais perto da parede, sem ele ter para onde escapar.
— Eu duvido que você tenha coragem de machucar alguém. – Sebastian disse desafiador.
Kurt deu um chute na perna de Sebastian, fazendo o mesmo cair no chão. O castanho subiu em cima dele e o presou contra o chão, sem saída alguma.
— Hoje é o seu último dia de vida. Como você se sente? – Kurt perguntou irônico novamente.
— Ok, você vai me matar como? Com um chute? – Sebastian gargalhava, chegando a fechar os olhos enquanto fazia isso.
Ao abrir os olhos ele encarou Kurt com a melhor cara de maníaco que o castanho conseguia ter.
— O chute foi só para derrubar você, meu caro. – Kurt disse calmamente. – Para matar você eu vou usar uma ferramenta que peguei na gaveta da pia, chamada faca. Conhece? – Perguntou levantando a ferramenta. – A raiva que eu sinto de você é tanta, que eu não posso simplesmente matar você. Não acha? Acho que você merece uma tortura básica. O único problema é que eu preciso ir embora, já que o meu namorado está me esperando.
— Você é doente! – Sebastian praticamente gritou e Kurt riu, negando com a cabeça.
— Não, não. Como diria a música Evil In The Night do Adam Lambert, eu sou uma alma perdida. Só isso. O trecho da música até mostra bem isso. – Kurt disse rindo. — I guess you're just a lost soul, but when the moon comes out, you turn into a beast…
— É, você é louco mesmo. – Kurt novamente riu.
— Sou louco e agora você vai morrer. No final, o louco sai no lucro. – Kurt disse e enfiou com tudo a faca na barriga de Sebastian.
O castanho se contorceu de dor, mas Kurt permaneceu em cima dele, sem o dar uma chance de se mexer. Ele lhe enfiou a faca mais uma vez, um pouco mais para o lado. Em seguida, enfiou novamente, agora um pouco mais para cima.
E assim, Kurt encheu o castanho de facadas, até que ele não pudesse soltar um mísero suspiro de vida.
Kurt saiu de cima dele e andou até a pia, para poder lavar suas mãos que continham uma quantidade enorme de sangue.
O barulho da porta se abrindo foi escutado por Kurt, que já imaginava o que lhe aguardava agora. Era algo pior que a polícia, era seu namorado.
— Kurt, eu vim até aqui porque você demorou e eu fiquei preocupado. – Blaine foi falando, até que olhou para baixo e viu o corpo de Sebastian. – KURT, O QUE ACONTECEU? PORQUE O CORPO DELE ESTÁ ATIRADO AÍ NO CHÃO?
— Porque eu matei ele.
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