A Lost Soul
12 #12 - Por que não me matou? Porque eu amo você.
Notas iniciais
#12
Por que não me matou? Porque eu amo você.
Alguns dias se passaram e o casal estava finalmente voltando para casa e, logo, para sua rotina comum.
Eles pegaram o avião, onde ficaram por horas, e chegaram quase que na madrugada de uma terça-feira. Kurt e Blaine foram direto para o apartamento de Blaine, o qual era mais perto por conta da hora.
Os dois estavam cansados de tanto dormir, tendo em vista que isso foi o que eles mais fizeram no avião.
Eles largaram as malas em um canto qualquer e resolveram tomar um banho. Era uma das poucas coisas que podiam fazer naquela hora.
– Vou pegar algumas toalhas para você. – Disse Blaine indo em direção ao quarto. Kurt foi atrás dele e o abraçou pelas costas.
– Ou talvez você possa pegar algumas toalhas para nós. – Ele sussurrou no ouvido do namorado, que se arrepiou instantaneamente com a aproximação.
– Gosto mais da sua ideia do que da minha. – Blaine disse rindo, virando-se para Kurt e, em seguida, o beijando apaixonadamente.
Blaine pegou as toalhas e os dois andaram em direção ao banheiro para tomarem um banho antes de comerem algo.
Os dois tiraram suas roupas e ficaram de baixo do chuveiro, aproveitando a deliciosa água quente que caía sobre seus corpos.
Kurt escorou sua cabeça na curva do pescoço de Blaine e sorriu ao sentir aquele delicioso perfume que parecia ser exclusivo do moreno. Era um cheiro único, o qual Kurt simplesmente adorava.
O Hummel deu um beijo no pescoço de Blaine, algo carinhoso, sem segundas intenções. Mas logo ele não podia mais não ter segundas intenções vendo seu namorado ali tão entregue às suas carícias. Era algo muito difícil para se controlar.
Blaine começou a praticamente perder o equilíbrio com Kurt ali o beijando. Cada vez que a pele dos dois se encontrava, mesmo que no mínimo toque, uma corrente elétrica passava pelos corpos dos dois. Era algo tão mágico que, algumas vezes, não parecia ser real.
O Anderson perdeu o controle com aqueles toques leves. Era demais para ele aguentar. Ele empurrou Kurt contra a parede e o beijou com vontade até eles perderem o ar. Quando o mesmo se fez necessário, Blaine tomou a iniciativa de começar a beijar o pescoço de Kurt, enquanto sua mão descia até o membro do castanho, logo “brincando” com o mesmo.
– Você me provocou. Você não deveria ter feito isso. – Blaine disse enquanto ainda beijava o pescoço de Kurt.
O castanho já não aguentava mais o prazer que estava sentindo com a mão do namorado em seu membro e resolveu fazer alguma coisa também.
Ele trocou de lado com Blaine e voltou a beijar o moreno. Mas Blaine não queria ser controlado, sendo assim, ele empurrou Kurt novamente contra a parede e o deu um impulso para que o castanho entrelaçasse suas pernas na cintura do Anderson.
Kurt se soltou da cintura de Blaine depois de mais alguns beijos e ficou de costas para o moreno. Blaine segurou as mãos de Kurt para cima da cabeça do mesmo, depositou um beijo próximo a nuca do castanho e posicionou seu membro na entrada do Hummel, o penetrando com um pouco de força logo em seguida.
Kurt soltou um gemido por reflexo, fazendo Blaine sorrir contra o pescoço do castanho.
Aquele banheiro parecia uma sauna de tão quente e, os corpos dos meninos, pareciam o verdadeiro inferno, já que pareciam estar ainda mais quentes que o pequeno local.
O barulho de água corrente se misturava com o barulho das peles se chocando, junto com as respirações aceleradas, gemidos e palavras sem sentido dos meninos.
Não muito depois, os dois chegaram aos seus ápices e terminaram seu banho com muitos beijos e mais carícias.
Os dois saíram do banheiro quase uma hora e meia após entrarem. Eles foram para o quarto vestindo uma roupa confortável e, logo que deitaram, pegaram no sono abraçados.
Quase meio-dia, os dois acordaram sorrindo um para o outro. Eles se olharam, trocaram um rápido beijo e levantaram da maneira mais preguiçosa possível.
– E agora? É meio-dia praticamente. Vamos tomar café da manhã ou almoçar? – Perguntou Kurt confuso, logo sorrindo ao ver a linda feição que Blaine tinha ao bocejar e coçar os olhos. – Você parece uma criança quando acorda. – Ele disse rindo.
– Se a ideia era me deixar envergonhado, parabéns. – Blaine disse sorrindo tímido, logo indo até o namorado e o puxando pela cintura. – Vamos tomar café da manhã. Mais tarde almoçamos.
Kurt assentiu e andou com o namorado até a cozinha. Blaine preparou panquecas para eles e sentou ao lado do namorado, o qual havia posto a mesa.
– Amor... eu não quero falar sobre o passado, mas... – Blaine falou cuidadosamente. – Por que você está encarando essa faca com um brilho tão grande nos olhos?
– Eu estou apenas olhando para a faca. O brilho é por causa sua. – Ele falou sorrindo. – Eu nunca pensei que me apaixonar fosse algo tão magnífico, então você apareceu e me ensinou todas as coisas maravilhosas sobre o amor.
– Você me tirou de um inferno, então acho que estamos quites. – Blaine mandou um sorriso enorme para Kurt. – Mesmo assim você parece sentir falta da sua vida antes de me conhecer.
– Melhor não entrarmos nesse assunto. – O nervosismo foi visível na voz de Kurt.
– Por que não? Somos namorados, você sabe que pode confiar em mim. – Ele disse depositando sua mão sobre a de Kurt.
– Algumas vezes eu sinto falta, admito. – Disse soltando um suspiro. – Antes de te conhecer eu me sentia completo, eu conheci você e parece que uma parte de mim foi arrancada.
– Pensei que eu fizesse você feliz. – Blaine disse zangado, um tanto quanto triste.
– E você faz. – Kurt praticamente se atirou para falar. – Não foi isso o que eu quis dizer. Você me faz completo e feliz, só que...
– Você acabou de dizer que ao me conhecer uma parte de você foi arrancada. – Blaine disse e levantou-se irritado. – Decida-se.
– Eu me sentia incompleto em partes. Namorar você me fez mudar. Mas nessa viagem eu pude sentir novamente o quão boa era a sensação de matar e... – Kurt colocou as mãos sobre a boca ao perceber o que tinha dito. – Eu posso explicar.
– Você me prometeu que mudaria. – Blaine disse completamente indignado com o que havia escutado.
– Não. Eu prometi que daria o meu melhor para mudar por você, já que você merece isso. E eu juro que eu tento, eu me trato e tudo, mas... – Ele foi bruscamente interrompido.
– VOCÊ DISSE QUE NÃO FARIA MAIS ISSO. QUEM FOI QUE VOCÊ MATOU AGORA, KURT? – Ele perguntou aos berros.
– Aquele idiota que deu em cima de você. – Blaine sorriu, achando adorável o ciúme do namorado, mas logo ficou sério novamente.
– Você matou alguém por ciúme? – Blaine perguntou se segurando para não sorrir novamente.
Blaine se sentia estranho de vez em quando, era como se ele tivesse um psicopata dentro de si, pois ele achava a coisa mais interessante do mundo a mente de Kurt e a vontade que o castanho tinha de matar. Mas, ao mesmo tempo, algo falava mais alto e ele sabia que não podia acobertar tais crimes.
– Sim. Eu fiz isso porque você não me faz completo. – Kurt disse e deu a volta na mesa, andando até Blaine. – Ele me irritou. Ninguém pode te olhar da maneira que ele estava olhando. Quer dizer... eu posso. Mas só eu.
– Isso não importa. – Explodiu ele. – Você é um assassino, Kurt. Isso é errado.
– Eu sei que é errado, mas matar me faz bem e me dá um prazer inenarrável. – Confessou falando calmamente. Blaine estava alterado, mas Kurt estava o mais tranquilo possível.
– Como você consegue sentir prazer em machucar alguém? Você está ficando cada vez mais doente, Kurt. Estou chegando à conclusão de você precisa de um exorcista. – Kurt explodiu em gargalhadas ao ouvir aquilo.
– Eu sou um psicopata. O que isso tem a ver com eu precisar de um exorcista? – Kurt perguntou chegando cada vez mais perto de Blaine. – Você sabe do que eu realmente preciso? Além dos seus abraços protetores, seus beijos viciantes, seus carinhos aconchegantes e o prazer que só você é capaz de me dar?
– O-o que? – Perguntou nervoso por estar encurralado contra a parede.
– O prazer de ver sangue escorrendo do pescoço de alguém diretamente para a minha mão. Uma cabeça formando uma poça de sangue no chão. Enfiar uma faca dentro de alguém. Eu não sinto pena por eles, não sinto dor, muito menos remorso. Eu só sinto uma coisa: prazer. – Ele disse e foi empurrado para trás por Blaine. – Você tem medo de mim?
– Não deveria? – Kurt o olhou incrédulo.
– É óbvio que não. Eu não teria coragem de matar você. E... eu prometi a mim mesmo que aquela morte havia sido a última. O prazer de matar alguém é maravilhoso, mas não se compara a passar um segundo ao seu lado. Você é melhor do que qualquer coisa ou pessoa, B. – Kurt se aproximou novamente, mais calmo ainda, mas Blaine ainda parecia nervoso.
– Quando você me contou toda a sua história você disse que era para eu ter sido mais uma vítima. POR QUE VOCÊ NÃO ME MATOU? – Ele gritou a última parte.
– PORQUE EU AMO VOCÊ, BLAINE ANDERSON. ESSE MOTIVO É BOM O SUFICIENTE PARA VOCÊ. – Kurt foi prensado contra a parede.
– Suficiente para eu te amar até minha morte.
Os dois se juntaram em um beijo cheio de paixão e amor. Agora Blaine sabia dos sentimentos de Kurt e sabia que o castanho era capaz de mudar por ele. Ele acreditava que seria possível, Kurt só precisava de mais um empurrãozinho.
*FLASHBACK ON*
Kurt estava aproveitando seu aniversário de vinte e um anos ao lado de Quinn em uma festa. Os dois aproveitaram até às três horas da manhã, até que Quinn foi embora para um lado e Kurt foi para o outro. O castanho foi andando, já que seu apartamento não era muito longe.
No meio do caminho, enquanto ele cantarolava uma música qualquer, ele foi bruscamente puxado para um beco.
– O-o que você quer? – Kurt perguntou ao rapaz. Ele já estava se preparando para esticar sua mão até a carteira para pegar sua ferramenta preciosa.
– Quero você gemendo de prazer a noite inteira. – Kurt sentiu um nojo enorme ao ouvir aquelas palavras.
Kurt não era nem um santo, aos vinte um anos tinha mais assassinatos em sua lista do que muitas pessoas muito mais velhas do que ele. Mas ele ainda tinha certos princípios. Ele escolhia pessoas que achasse interessantes para passar uma noite e não jovens ridículos como este.
– Isso é algo que só acontecerá em seus mais belos sonhos. – Kurt disse cheio de ironia.
– Vamos ver então. – O rapaz tentou prensar Kurt contra a parede, mas Kurt tinha sido rápido o suficiente para pegar sua mais fiel amiga: sua preciosa navalha.
– Vamos mesmo! – Kurt prensou o rapaz contra a parede daquele beco e mostrou sua navalha. – Você quer brincar de morrer? Vai ser bem divertido.
– Me deixa ir embora. – Pediu o rapaz.
– Isso não vai acontecer. O jogo funciona da seguinte maneira: eu cravo essa navalha em uma veia muito bonita do seu pescoço e seu sangue começa a jorrar, você terá uma hemorragia e irá morrer. As regras são: você fica parado e eu acabo logo com isso. Se você fugir, eu te caço até no inferno, mas finalizo o meu trabalho. – Kurt disse sorrindo. – Você não tem outra opção.
– Me deixa ir, por favor. Me perdoa pelo que eu fiz, eu não queria provocar nada. – O garoto estava quase chorando, o que causava em Kurt uma sensação ainda melhor.
– Te vejo no inferno! – Kurt disse e passou sua navalha pelo pescoço do outro, já causando uma dor quase que insuportável por conta do corte.
Ele demoraria muito a morrer daquele jeito, então Kurt enfiou com tudo sua navalha no pescoço do garoto, logo vendo o mesmo cair jorrando sangue.
Aquela sensação não se comparava a nada. Nada poderia ser melhor que aquilo.
*FLASHBACK OFF*
Kurt e Blaine ainda se beijavam, se batendo em todas as paredes que podiam, até serem interrompidos pela porta de Blaine sendo arrombada. De trás dela, inúmeros homens vestidos de preto saíram.
– Polícia de New York! Kurt Hummel, você está preso!
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