Quando receberam a noticia da morte de Alec, Maryse e Robert voltaram imediatamente de Idris.

O incêndio destruiu tudo no instituto, não havia nada para ser salvo, nem mesmo armas ou peças de artes raras. Também era inabitável, então eles tiveram que pedir emprestada a casa de campo de Luke.

Não ficava muito longe, mas parecia estupidamente pequena se comparada com o amplo instituto.

Por fora Rebecca estava arrasada, mas por dentro seu corpo vibrava de alegria. Os Lightwood sempre saíram bem das mortes, assassinatos e destruição. Eles nunca pensaram que perder tudo o que se tinha doía tanto, agora ela mostraria como as coisas funcionavam no mundo dos humanos.

Na casa estavam Rebecca, Jace e Isabelle. Isabelle não saia do quarto e Jace sumia para caçar coisas sempre que possível, Magnus estava arrasado pela perda do namorado, ele chorou tanto quando viu o corpo de Alec que ao redor dele tudo começou a incendiar-se de azul.

Clary não dormia na casa de campo, mas vinha todas as manhas, Rebecca não viu nem sinal de Simon.

O corpo de Alec estava sendo conservado por Magnus no apartamento dele, era uma coisa sinistra e pálida imerso em agua azul, mas parecia inteiro.

– Eu o perdi para as chamas. Devia ter entrado e salvado ele, Izzy.

Ela ouviu atrás da porta Jace dizendo.

Essa era uma das poucas noites em que ele estava em casa e dividia o luto com sua irmã.

– Não foi sua culpa. Você não podia ter apagado um incêndio inteiro.

– “Onde você morrer, serei sepultado.” – Jace recitou os versos de parabatai.

Rebecca abriu a boca em surpresa. Ela não sabia que eles eram parabatai, mas isso de alguma forma era perfeito porque acrescentaria culpa a dor de Jace.

Ela quase riu.

Uma mão forte a puxou pelos ombros e a jogou contra a parede, desta vez ela estava preparada e sacou uma adaga feita pelas Irmãs de Ferro.

– Sinto dizer que isso não vai me matar. – Simon disse.

Ele estava diferente. Não era um garoto bobo que se deixaria levar pela beleza dela e seu próprio desejo, Simon sabia que havia matado Alec.

– O que foi, vampiro? – perguntou Rebecca com um sorriso sarcástico.

– Quero que entre lá e diga que foi você quem matou o Alec.

Rebecca riu.

– Como você pode dizer isso? – Rebecca gritou alto – Não fui eu quem matou o Alec, me solta Simon!

Rebecca tinha um plano para eliminar Simon desse jogo. Ela segurou firme na lamina e cortou fundo o braço, gritou de dor.

– O que você está fazendo?! – Simon gritou desesperado.

Ela podia ver os dentes de Simon rasgando sua gengiva, presas de vampiro. O sangue dela era atraente demais para um vampiro tão novo e que nunca tinha tomado sangue humano.

Simon avançou contra Rebecca, ela gritou e ouviu a porta do quarto se abrindo.

O peso de Simon desapareceu de cima de si, deixando apenas um rastro sangrento em seu pescoço e manchas em suas roupas pretas. Jace não perdeu tempo em sacar sua lamina serafim e enfiou no peito de Simon, o vampiro caiu no chão, o olhar de traição foi a ultima coisa que passou pelo rosto dele.

– SIMON! – gritou Clary.

Ela sempre vinha com Simon visitar os dois Lightwoods e Rebecca, agora ela encontrou uma Isabelle chorando – não que ela não fizesse isso o tempo todo – e um Simon morto.

– O que aconteceu, Jace? – ela perguntou, seus olhos verdes cheios de pavor não deixavam o corpo morto de Simon.

– Eu ouvi Rebecca gritar e Simon estava atacando-a.

– E ai você matou ele? O SIMON! ELE ERA SEU AMIGO.

Clary fechou os punhos e bateu no peito de Jace, ele não pareceu sentir muita coisa além de irritação.

– Não! Ele era um maldito vampiro, um vampiro que devia ter queimado junto com o Alec.

Os olhos de ambos estavam cheios de lágrimas. Rebecca comemorou sua inteligência, finalmente o casal estava separado e nada mais poderia impedi-la de eliminar todos os Lightwoods da face da terra.

– Não Jace, ele é mais um funeral.