A Little Piece Of Heaven
11 Beyond control
Notas iniciais
Na madruga seguinte Rebecca estava pronta para caçar demônios. Trajava uma roupa preta de caçadores de sombras e levava todas as armas que fosse precisar.
– Boa sorte e volte viva – disse Santiago. O vampiro beijou-a longamente antes de deixa-la partir.
Ela não precisa de sorte, tinha tudo o que seu pai havia ensinado e seus próprios truques. A primeira visita que faria seria Azazel, o demônio que Magnus aprisionou a tanto tempo.
– Está pronta? – Ela perguntou a Teri, a feiticeira que havia contratado e tinha mãos escamosas de peixe.
– Sim, senhora.
– Então vamos.
Rebecca atravessou o portal com Teri logo atrás de si. Uma semana e tudo estaria acabado.
Na frente do hotel Dumort, Santiago ponderava sobre a aliança que tinha feito com Rebecca. Ele adorava tê-la em sua cama , mas não tinha certeza se podia confiar nela.
– Tem certeza que ela está bem? – perguntou Will, o segundo no comando de Santiago.
– Ela quer injetar sangue de demônio e anjo em si mesma. – Santiago deu de ombros – Se der errado é ela quem morre e nós apenas vamos voltar ao que era antes.
...
– Não acredito que vamos casar escondidos – disse Jace.
Ele parecia exalar felicidade desde que Clary o encontrou na frente das ruinas o Instituto e disse que aceitava se casar com ele.
– Vamos finalmente ser felizes. Eu te amo tanto Jace. Não posso imaginar perde-lo.
Ela o beijou apaixonadamente. Beijar Jace sempre era excitante, quente e apaixonante e ela nunca se cansaria disso.
– Tudo bem. Precisamos ir – disse ele – O horário é as nove e ele não vai esperar por muito tempo.
Eles estavam em Las Vegas, que era o único lugar no mundo que aceitaria casa dois adolescentes de 17 anos.
A capela era uma coisinha branca e pequena e parecia brilhar como todo o resto da cidade, atraindo turistas bêbados para casamentos que eles nem sabia que aconteceria.
– Oh, meus jovens – disse o homem que supunha-se ser padre – Ai estão vocês. Vamos começar logo.
O padre ficou discursando e dizendo palavras que todos os padres diziam e ela parou de escutar. Seus pensamentos divagaram para um tempo quando ela era criança e imaginava casar-se com alguém, vestida de branco como uma princesa da neve e seu noivo seria um príncipe vestido de terno.
Mas isso foi antes de ela se tornar caçadora de sombras e sua vida virar um completo inferno. Agora ela estava se casando com um vestido vermelho que usou no baile de boas vindas do colégio e seu noivo estava vestido com calças jeans e jaqueta de couro preta.
– Jonathan Christopher Lightwood. Você aceita Clarissa Adele Fray como sua legitima esposa?
Que bom que esse homem não sabia a quantidade variada de sobrenomes que nós dois tínhamos.
– Aceito.
– Clarissa Adele Fray... – Começou o padre.
– Ah, pelo amor de deus! – esbravejou Jace.
– Tudo bem, tudo bem – disse o padre fechando seu livrinho de couro preto – Você aceita se casar com ele?
– Aceito.
– Eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.
E Jace a beijou com uma paixão que ela nunca havia visto antes.
...
Exatamente uma semana depois Rebecca Morgenstern voltava para o Hotel Dumort com os seis frascos de sangue cheios.
– Você conseguiu – comentou Santiago quando ela entrou no salão empoeirado do hotel.
– É claro que sim.
Suas botas de salto alto faziam barulho a cada passo que ela dava. Rebecca nunca tinha se sentido tão poderosa e diferente, de alguma forma andar pelo Inferno e por lugares ainda piores a deixou forte e fria.
– Onde está Teri?
– Morta. – disse Rebecca indiferente – Ela não conseguiu sobreviver quando fomos pegar o ultimo frasco de sangue.
– E como você chegou até aqui?
– Eu vejo aprendendo coisas novas com o sangue e planejo testa-lo na próxima noite.
Rebecca subiu as escadas e passou por Santiago. Ela foi direto aos aposentos do líder dos vampiros e tirou toda a roupa.
Santiago abriu a porta e ficou surpreso com o que encontrou.
– Sentiu minha falta?
– Mais do que possa imaginar – Ela respondeu.
Ela livrou-se das roupas dele rapidamente, correndo suas unhas pelo corpo do vampiro enquanto tirava as roupas dele. Podiam-se ver longos arranhões vermelhos que não duravam muito.
Santiago a jogou na cama e ficou por cima dela, enquanto beijava seu pescoço e o mordia Rebecca gemia e gritava. Ela sentiu saudade dos toques dele, de ser amada por alguém e desejada, o inferno não era uma colônia de férias.
– Vamos logo Santiago – ela gemeu
O vampiro milagrosamente atendeu seu pedido, mas ao invés de penetra-lo de uma vez, Santiago virou-a de costas e penetrou seu anus.
Rebecca gritou com a invasão. Essa era uma das únicas partes que estavam intactas nela e doía como o inferno agora, ele não foi carinhoso ou cuidadoso, apenas estocava com força enquanto ela tentava reprimir as lagrimas.
– Não achei que alguém como você fosse querer carinho – disse Santiago entre gemidos.
O vampiro masturbou-a com a mão enquanto estocava por trás. Rebecca sentiu o prazer invadindo seu corpo e ela finalmente gozou, Santiago logo a seguiu e os dois caíram exausto na cama.
Ela definitivamente tinha sentido falta dele.
– O que você planeja para amanhã a noite? – perguntou Santiago com a voz rouca – Mais sexo louco?
– Não – ela sorriu – Vou matar Jocelyn e Luke sozinha.
– Isso não vai ser fácil. Eles são experientes.
– Por isso mesmo, quero saber até onde o sangue funciona.
– Quanto você já tomou?
– Quatro frascos de cada um?
Santiago pareceu verdadeiramente impressionado e apavorado.
– Rebecca e se algo acontecer?
– Não vai
– Mas...
– Cale a boca, Santiago! – ela gritou.
O vampiro a deixou irritada e ela se obrigou a sair da cama dele e ir para seu próprio quarto, em sua fúria de pegar as roupas e sumir bateu o cotovelo na quina da mesa e este começou a sangrar.
Desde quando um cortezinho doía tanto?
– Tudo bem? – perguntou Santiago.
Rebecca saiu do quarto batendo a porta
O vampiro deitou-se novamente. Ele sabia que não era bom contrariar Rebecca agora que ela estava tão poderosa e cheia de si, todos os vampiros sentiam o poder que emanava dela depois que ela voltou da viagem, mas só ele percebeu o que tinha de errado.
Ele não a penetrou com força suficiente para machuca-la ainda que fosse a primeira vez, o corpo dela deveria ter aguentado, mesmo uma batida de cotovelo doía para ela. Para Santiago era obvio que o sangue tornava Rebecca mais suscetível a dor.
Rebecca estava em seu quarto empoeirado e escuro, seu cotovelo ainda doía da pancada. Ela estava tão irritada que se sentia pronta para matar a primeira coisa ou pessoa que aparecesse em seu caminho, mas por sorte ninguém apareceu.
Ela puxou o baú de baixo da cama e passou a mão carinhosamente pelos frascos delicados, eram todos feitos de cristal ricamente entalhado e agora estavam cheios de um sangue preto e espesso. Rebecca preparou a seringa, misturou um frasco de cada sangue e imediatamente sentiu a adrenalina tomando conta de seu corpo.
Por que ela precisava se segurar? Ela podia ir até a casa de Jocelyn e Luke e matar a ambos. Esse era o grande teste que ela planejava para a próxima noite, mas agora ela não conseguia esperar.
Ela iria para a casa de Luke e Jocelyn e mataria a ambos.
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