A Little Help From The Future

6 Extra I - Make the Memories


Notas iniciais
A partir de agora os capítulos se passaram no futuro...

Memórias são traiçoeiras , muitas vezes elas aparecem em momentos inoportunos, para nos fazer cair. Memórias são nossas fraquezas, não importa se essa memória é boa ou ruim, as memórias sempre serão nossas fraquezas. Para os gêmeos, as memórias eram traiçoeiras, era a chave para destruí-los. Eles tinham uma memória triste e tocante. Diante de toda a tristeza que os filhos sentiam, Barry trouxa a Caitlin da terra-8, ela era quase a mesma coisa da Caitlin deles, porém ela sabia controlar os poderes e por isso era de grande ajuda para o laboratório.

Voltar para o futuro e deixar os pais na cidade do gorila era algo que nenhum dos dois queriam isso, mas foi preciso fazer isso. Don e Dawn viram o alívio no olhar de Caitlin e tiveram a certeza que aquela seria a última vez que eles veriam a mãe daquela maneira.

Don parou de correr e segurou a mão da irmã impedindo que ela continuasse.

— Onde estamos? — Pergunta Dawn olhando ao redor.

— Parece a caverna do arqueiro. — Dawn sorri e encara o irmão.

— Legal. — Ela diz quase em um sussurro.

— Ah não, vocês de novo? — Eles viram ao ouvirem a voz de Felicity. — Espera, ela não era um garoto?

— Ela é a minha irmã, o garoto que estava comigo já está em segurança no tempo certo. — Don informa e Felicity cruza os braços.

— Porque veio aqui novamente? — Ela pergunta.

— Estamos tentando voltar para o nosso tempo. — Dawn responde.

— Vocês não são meus filhos com o Barry, são? — Felicity pergunta assustada.

— NÃO! — Os dois respondem ao mesmo tempo. — Em que ano estamos? — Don pergunta.

— Dois mil e dezoito. — Ela responde.

— Nós só adiamos um ano. — Don se frusta ao dizer essas palavras.

— Podemos ver o que aconteceu em um ano! — Dawn sugere.

— É perigoso, mas eu também tenho curiosidade de ver... — Ele se vira para Felicity. — Obrigado Felicity. — Os gêmeos seguram as mãos um do outro e correm em direção à Central City, parando em frente ao Laboratório. Estava parecendo mais um ambiente de terror, o teto como sempre estava quebrado, as paredes descascadas e parecia que iria desabar a qualquer minuto.

— O que aconteceu aqui? — Dawn pergunta.

— Parece que está abandonada à anos. — Don completa. Ele avalia o local e eles caminham até a porta, o gêmeo força, mas a porta não abre.

— Podemos vibrar para entrar. — Dawn sugere.

— Não, se vibrarmos da forma errada podemos acabar presos ou a porta pode ceder e desabar sobre nossas cabeças.

— Então, qual o seu plano? — Pergunta a gêmea.

— Você controla o outro poder, certo? — Don pergunta.

— Sim?! — Ela responde como se fosse outra pergunta.

— Usa para a abrir a porta. — Dawn respira fundo e se aproxima da porta.

— Só porque eu quero... — O som do gelo se transformando em neve se fez presente e a névoa fria começou a aparecer a a congelar a fechadura até a mesma ceder e se quebrar. — Esse é o melhor poder de todos.

Eles entram no laboratório e sentem o ambiente frio e húmido. As paredes estavam descadas e com marcas e o chão havia gotas de sangue.

— Parece que aconteceu uma batalha aqui. — Disse Don.

— Porque está tão escuro? — Pergunta Dawn.

— A luz deve ter acabado. — Responde Don continuando a andar. — Cuidado onde pisa. — Ele alerta. Dawn continua a andar e percebe que a porta da sala braile está aberta.

— Don olha... — Ela entra na sala e vê algo aceso. — Se está sem energia, porque essa manchete está aqui?

— "Flash desaparece durante crise" — Don lê a manchete. — Está datado em vinte e cinco de abril de dois mil e vinte e quatro.

— Dois anos após o nosso nascimento. Quem escreveu? — Dawn pergunta.

— Julie... — Don iria continuar.

— Julie? Não foi a Íris? — Don nega. — Então ela morreu mesmo. — Dawn se frusta e respirando fundo ela olha ao redor. — Essa não era a sala que o papai deixava a gente? — Don olha ao redor.

— É mesmo... — Ele olha para a notícia novamente. — Porque nosso pai desapareceu?

— Isso eu não sei, mas ele terá que nos dar muitas explicações... Vem, vamos ver se descobrimos mais alguma coisa.

Eles continuaram a andar e perceberam que após um ano o laboratório estava destruído. As lâmpadas balançavam e rangiam no teto. Ao entrarem no Córtex eles perceberam que estava pior do que imaginavam. A mesa estava rachada, um dos computadores quebrados e o lugar onde ficava o traje do Barry estava totalmente destruído.

— Hey Don... Se tem energina na nossa salinha, será que não conseguiremos ligar o computador? — Dawn sugere.

— É uma ótima ideia, mas para ligar o computador precisaríamos do painel do teclado. — Ele encara a irmã e ela até já imagina o que ele pensa.

— Não. Nós. só conhecemos duas pessoas que podem fazer isso, uma nós não podemos trazer até aqui e a outra nem sonha em nascer ainda e nós não podemos... — Don corre e em frações de segundos volta com Thomas. — Voltar no tempo e trazê-lo novamente.

— Oi Dawn... Bom te ver também, faz quanto tempo, quatorze anos? — Thomas ironiza.

— Engraçadinho. Você precisa nos ajudar. — Dawn pede.

— Oh claro, eu só sirvo pra isso. O que querem? — Thomas cruza os braços.

— Dá para ligar esse computador? Queremos saber o que aconteceu durante todo esse ano. — Don informa.

— Vocês podiam fazer como pessoas normais e lerem jornais ou assistir noticiários? Ou perguntar aos seus pais? — Thomas pergunta arrogante.

— Vai logo, Thomas. — Dawn ordena. Thomy bufa e se vira para tentar ligar o computador.

— Feito... — Ele diz quando a tela se acende. — O que querem saber?

— Tudo relacionado ao nossos pais e ao Laboratório Star. — Don fala se aproximando do amigo.

— Okay... Palavra-chave. Laboratórios S.T.A.R. — Ele digita. — Aqui nós encontraremos todas as notícias desde março de dois mil e dezessete até os tempos atuais que eu julgo ser Outubro de dois mil e dezoito. — Eles se encaram e suspiram. — Bom... Kid Flash é o novo herói. — Thomas ler o título da manchete. — O tão famoso Kid Flash que vem salvando a nossa cidade há alguns meses finalmente começa assumir a segurança da cidade. Quando perguntado sobre o Flash, o garoto apenas respondeu que ele estava dando um tempo. — Thomas passa para outra notícia. — Detetive Joe West se interna após morte da filha. Após a morte de Íris West, o detetive West passou a beber e parou de trabalhar, amigos e familiares acharam melhor interna-lo em uma clínica de reabilitação. — Thomas passa novamente a notícia. — Cisco Ramon é dado como morto, equipe cancela buscas pelo corpo. O que aconteceu? — Thomas pergunta.

— Não sabemos. — Don responde. — É só mais um dos grandes misterios que temos que resolver.

— Nosso pai só nos contou que ele era um traidor e que ninguém deveria confiar nele. — Dawn completa. Thomas passa novamente para outra notícia.

— Nevasca causa... — A leitura de Thomaa foi interrompida por uma rajada de gelo que foi lançada contra a tela do computador.

— Vejam se não é o trio parada dura. — Caitlin diz com sua voz gélida. Com som de gelo se quebrando.

— Caitlin. — Dawn sussurra.

— Meu nome é Nevasca... — Nevasca se aproxima deles de vagar, como um tigre pronto para atacar a presa. — Gêmeos... Eu estava com saudades de vocês... Como vocês nasceram? Íris está morta. Não me digam que Barry partiu pra outra? Ele conseguiu? — Nevasca faz beicinho e tomba a cabeça para o lado. — Achei que vocês eram filhos da Íris. São tão patéticos quanto ela. Então o que aconteceria caso... — Nevasca se aproximou ainda mais das crianças. — Vocês nunca voltassem ao passado? — Ela pergunta e agarra Thomas pela camisa tão rápido e de surpresa que foi um ataque que nem um deles pudesse evitar.

— Por favor, solte o Thomas. Ele não tem nada haver com isso. — Dawn pediu.

— Awn... Você gosta dele? — Nevasca desdenha e Dawn engole em seco. — Deixa eu te dar uma dica, querida... O amor nos destrói. — Dawn encara o irmão e em seguida as mãos dele, então ela entende o que ele estava tentando fazer e começa o jogo de distração. — O amor nunca me fez nada. Apenas me transformou nessa assassina fria e calculista.

— Você não é assim... Sei que a Caitlin que eu conheci ainda está ai. — Dawn fala e Nevasca a encara.

— Own... Esses discursos já não funcionam à muito tempo... O que vocês acham se eu matar o amiguinho de vocês aqui e agora?

— Eu não sou amigo deles, na verdade eu nem gosto deles, por favor, não faz nada comigo. -Thomas diz desesperado.

— Você ama o Barry. — Nevasca encara Dawn de volta. — Por esse motivo você não deixou a cidade com o Ronnie, por esse motivo você não o matou quando pôde e é por esse motivo que está com tanta raiva. Porque ele sempre amou a Íris. — Várias lembranças começam a passar pela cabeça da Nevasca.

— Eu passei anos cuidando dele, desde o seu coma até quando ele virou o Flash, sempre concertei o pedaço de seus erros e ele o que fazia? Ele escolheu a Íris, mesmo quando... — Uma rajada de gelo se chocou contra a cabeça de Nevasca que caiu imóvel ao chão.

— Demorou. — Thomas reclamou.

— Acho que é porque eu não uso esse poder por uns... DEZ ANOS. — Don se irrita.

— Ok meninos, já chega. Temos que ir embora. — Dawn encara Caitlin por mais uma vez e segura a mão do seu irmão enquanto eles correm. Don para novamente e dessa vez eles estam próximos à uma banca de jornais.

— Que ano é hoje? — Thomas pergunta.

— Don... Usa sua visão aguçada para ver a data naquele jornal. — Don encara o jornal e como uma camera dando zoom ele consegue visualizar a data.

— Oito de Outubro de dois mil e vinte. — — Ele responde.

Eles ouvem uma explosão e se viram vendo uma rajada de fogo no céu e raios um pouco abaixo dele.

— Nuclear... — Thomas começou. — Ele faz parte das Lendas do Amanhã. Ficam passeando pelo tempo.

— Tipo a gente agora? — Dawn pergunta.

— Não... De um jeito mais legal. Eles têm uma nave e tudo, minha mãe já namorou um dos mebros da equipe. Ray, eu acho.

— Então Porque eles estam aqui em Central City? — Don pergunta.

— Minha mãe me contou que uma vez aliens invadiram a terra e foi necessário o time Flash, a equipe Arrow, as Lendas do Amanhã e a Super Girl para detê-los. Mas isso foi em dois mil e dezesseis. Porquê estam todos juntos novamente? — Dawn olhou para a frente após ouvir todas essas informações vindas de Thomas e viu uma forte névoa fria se aproximando e três raios passar por eles.

— Acho que é a nossa mãe... — Dawn diz tristonha.

— Nós não podemos ficar aqui... É perigoso. — Don informa.

— Ou... — Eles encaram Thomas quando ele se faz presente. Uma ventania começa, fazendo os cabelos esvoaçarem. — Eu tive uma ideia, mas é arriscado de mais para o futuro.

2034

As memórias das coisas que a Caitlin disse para o Barry martelavam na sua cabeça.

"Mas porque você se importa? Você tem a Íris. Você tem o seu final feliz, mesmo que todos ao seu redor estejam quebrados..."

Barry passa as mãos pelos cabelos e bate com a cabeça na parede. Ele sabe que tudo o que esta acontecendo é culpa dele e ele sabe que a Nevasca só esta esperando pelo momento certo para atacar. Mesmo afastada ela estava presente na vida dos filhos. Deixava presentes e cartas, cartas essas que as crianças nunca leram, Barry fazia questão de esconder todas de Dawn, Don apenas não queria lê-las, mas Dawn era diferente, ela tinha um coração puro, se lêsse as cartas, seria um problema. Já basta o colar que Nevasca deixou em frente a casa deles e por acidente a Dawn acabou achando e agora ela usava. Colar este que não serve mais para nada.

— Barry... Eles também são meus filhos, eu quero vê-los. -A voz gélida e sem emoção da Nevasca soou aos ouvidos de Barry naquela noite.

— Você propôs esse encontro para isso? Você os quer para que? Ham? Quer mata-los?

— Eu nunca faria isso e você sabe...

— Eu sei que você não é mais a mesma e eu não confio mais em você, Nevasca.

— Oh, então é isso, não é? — Barry continua encarando a Nevasca firme. — Sabe que ano é esse? Dois mil e trinta e quatro... Lembra-se de quando estávamos na jaula na Cidade do Gorila na terra-2? — Barry se retesou.

— Lembrou? Oh... Aquelas crianças que apareceram de forma misteriosas e com histórias mal contadas são os nossos filhos. Eu não me toquei na hora, mas quando eu os vi crescer... Tudo se encaixou. Então, querido, sugiro que conte logo para eles tudo... Tudo o que você fez para tentar salvar a vida da Íris, tudo que aconteceu entre nós e o porque de eu ter deixado eles na sua porta quando eles tinham dois dias de vida. Ou eles irão descobrir sozinhos. E quando eles voltarem no tempo, eu saberei e estarei pronta para me certificar de que me aproximarei dos dois.

As memórias de Barry são interrompidas pelo soar do seu celular. Ele tateia a calça e o pega do bolso vendo que se trata de Felicity.

— Felicity, oi... — Ele ia falar algo, mas é interrompido.

— Barry, temos um problema e você precisar vir aqui e rápido. — Ela diz nervosa.

— O que aconteceu? — Barry pergunta já se levantando.

— As crianças... Elas voltaram no tempo...

Notas finais
Comentem o que acharam... Beijos!