A Little Help From The Future
7 Extra II - Back to the Future

— Não, nós não capturamos a Nevasca e não tentem mudar de assunto. — Os gêmeos se encaram. — O que estavam pensando? Eu sei as consequências de voltar ao passado.
— E nós também, quando estávamos treinando a primeira coisa que você nos alertou foi isso, mas diferente de você nós não alteramos NADA da linha do tempo. — Diz Dawn. — E se isso não aconteceu significa que você sabia que íamos voltar no tempo. — Barry para e fica olhando para os filhos abismado. — Se não mudamos nada, significa que fazia parte da nossa linha do tempo voltarmos lá por acidente.
— O castigo de vocês já está dado. Uma semana sem sair de casa e duas semanas sem ver o Thomas. — Dawn ri com desdém.
— Então o castigo de sair de casa irá se prolongar, porque só conhecemos o Thomas mesmo. — Dawn ironiza.
— Pro quarto. Agora. — Barry corre e deixa as crianças em casa.
— Não entendi porque ele está tão bravo, já que ele sabia que nós íamos voltar! — Diz Don.
— Eu também não. Vamos ver o álbum de fotos? Pra ver se não mudamos as pequenas coisas. — Don concorda com o irmão e eles vão até um armário na sala onde havia vários álbuns. Cada um pega um e se sentam no chão. Dawn passa uma mecha de cabelo para trás e eles começam a passar as fotos rapidamente.
— Nada aqui! — Don diz pegando outro álbum.
— Nem aqui. — Por fim eles olharam todos os álbuns. — Bom... Nada mudou. — Dawn põe as mãos na cintura e encara o irmão. — Sabe porque nós nunca fomos ao sótão? — Ela se vira para o irmão.
— Papai disse que era pra ficarmos longe. — Ele responde.
— Exatamente. Ele disse isso quando tínhamos seis anos, ficamos com medo e nunca subimos, mas hoje a história é diferente.
— Não esta com medo?
— Estou apavorada. — Ela responde e Don ri. — Mas se o papai não quer que nós subimos lá é porque ele esconde algo. Vamos.
~*~
— Barry, você tem que contar para eles... — Insistiu o Joe. — Eles são inteligentes e irão descobrir tudo por si só.
— Eu não posso... — Barry diz apoiado na mesa.
— Nós sabíamos que eles iam voltar no tempo quando eles começaram a crescer. — Começa Wally.
— Eu sei... — Barry se frusta.
— Eles usaram o poder vindo dela? — HR pergunta girando a baqueta dele.
— Eu acredito que não... Dawn sabe como controlar, mas o Don não, se ele usou, ai devemos nos preocupar.
Enquanto isso na casa Allen, os gêmeos estavam no sótão com uma lampada acesa e Dawn espirrava por causa da poeira.
— Achou alguma coisa? — Ela pergunta olhando ao redor e se voltando para o irmão. Ela notou que ele estava olhando para baixo. — Don? Tudo bem? — Ela pergunta.
— O que? Ham... Sim, tudo bem... — Ele diz rápido e escondendo as mãos. Mas Dawn o conhecia bem o suficiente para saber que ele escondia algo.
— Deixa eu ver sua mão. — Ela pede.
— O que? — Dawn vai até ele e puxa as suas mãos.
— Don... Porque não contou? — Don puxa as mãos de volta. A fina camada de neve estava começando a aparecer e logo ele estaria congelando tudo o que tocasse.
— Eu não queria que você se preocupasse, temos problemas maiores. — Ele diz passando da irmã.
— Nós entraremos em um problema maior se nós não revertermos isso. — Ela olha para os lados. — Onde estão as luvas? — Ela pergunta.
— Não, eu não vou usar aquelas luvas de novo, eu me sinto a Elsa. -Ele resmunga.
— Isso ou congelar tudo o que toca. O que prefere? — Ele acaba se dando por vencido.
Depois de ter posto as luvas de lã que impediam que ele usasse os poderes, eles continuaram a procurar.
— Isso é inútil... Essa procura é inútil, não encontramos nada. — Ele bate os braços ao redor do corpo.
— Talvez não estejamos procurando direito. — Ela dá de ombros. Como um imã, Dawn se vira e retora a uma caixa que ela já havia procurado.
— Dawn, nós já procuramos nessa caixa. — Ignorando o irmão, ela puxa a caixa. Se ajoelha no chão e puxa a tábua solta do assoalho onde escondia uma pequena caixa. — Como você...
— Eu não sei, eu só lembrei que essa tábua rangeu quando eu pisei. — Ela retira a pequena caixa de lá e nota que tem outra em baixo. — Pega essa outra. — Don pega a caixa e os dois se sentam no chão. Dawn abre a caixa e vê que nela há vários objetos e fotos e na caixa do Don havia cartas.
— São as cartas da Nevasca. — Don sussurra.
— Ela nos mandava cartas? Porque o papai nunca nos disse? — Ela pergunta puxando as cartas das mãos do irmão.
— Na verdade, eu sabia... — Ele começou. — Nós nunca contamos para você, eu e o papai, porque você iria querer ler.
— E você não? — Ela indago tirando os olhos do bolo de cartas em suas mãos.
— Pra quê? São só cartas de uma mãe super-vilã que estava com a consciência pesada por abandonar os filhos. — Dawn volta a encarar as cartas. Ela coloca as cartas ao seu lado e começa a pegar os objetos da caixa.
— Olha, parecem as algemas que papai colocou em você. — Ele pega os objetos das mãos da irmã e começa a observa-los. Dawn então vê uma foto, foto que parecia ter sido tirada no natal. — Ei... A mamãe estava usando as algemas aqui. — Ela diz mostrando a foto.
— Acho que são as algemas para a mamãe conseguir controlar os poderes... Acha que isso funcionaria hoje? — Ele pergunta e ela dá de ombros.
— Ah claro... Lembrei, quando eu cheguei à dois mil e dezessete, mamãe usava essas algemas, mas elas começaram a falhar e Julian criou um colar. — Ela se recorda. Voltando para a caixa ela encontra uma outra foto, era o Barry e a Íris. — Se papai era tão apaixonado pela Íris, porque nós não somos filhos dela? — Ela pergunta.
— Talvez porque ela morreu? — Don franziu a testa.
— Não... Nevasca parecia não ter ideia de que seríamos filhos dela em dois mil e dezoito. Isso tudo é muito estranho.
— Esta duvidando que somos filhos dela?
— Não... — Ela diz rapidamente. — Somos filhos dela, mas porque? Você acha que ela nos encomendou da cegonha? — Ele rola os olhos. Dawn volta para a caixa e vê outra foto. — Olha. — Na foto havia dois bebês, ambos com as mãos cobertas por gelo e pareciam estar em uma caverna.
— Somos nós? — Ele pergunta.
— Não sei... O que é isso nos nossos pulsos. — Dawn pergunta apontando para uma fita nos braços de ambos. Don pega outra foto e encara a mesma assustado.
— Dawn... Temos um problema. — Dawn observa a foto com o irmão e veem dois bebês, exatamente como na foto que eles viram anteriormente, mas quem os segurava era Cisco.
— Um grande problema.
~*~
Thomas escrevia em um bloco de papel, mas logo suas anotações se bagunçaram e se esvoaçaram. Ele ouviu um baque e se vira.
— Gêmeos tornado. — Ele encontra Don de pé, mas Dawn estava no chão. — O que perdeu ai Dawn?
— Só minha dignidade. — Ela se levanta. — Precisamos de você.
— Quando não precisam? — Thomas cruza os braços. — A diferença é que eu não vou mais voltar ao passado e arriscar a minha vida, sendo que vocês nem aceitam a minha ideia.
— Ai é que está, talvez a sua ideia não seja tão ruim assim. — Diz Don.
— Pera ai, o que? — Ele encara os gêmeos.
— Agora não vai ser acidente, voltaremos para o passado porque precisamos. Temos que descobrir o que realmente aconteceu com o Cisco e algo me diz que ele não morreu. — Dawn informa.
— Então vamos para que ano? — Ele pergunta.
— Dois mil e vinte e dois. — Don informa. — Mais precisamente em dezembro. — Thomas assentiu e sorriu dizendo;
— Isso vai ser divertido.
Fale com o autor