A Little Help From The Future
3 3x11 - Dead or Alive

March, 2th, 2033
— Meu pai, vai me matar, nós estamos fritos, bem fritos, ferrados, nós estamos ferrados... — Dizia Don andando de um lado a outro no enorme lugar de onde Masha havia sumido.
— Para onde ela foi? — Pergunta Thomas. — A minha mãe vai me matar e a sua também.
— Eu não tenho mãe, eu e Dawn não precisamos dela... — Don é ríspido.
— Ela pode estar por ai, mas ela se importa com vocês. — Diz Thomas, mas Don o ignora.
— Eu tenho que ir atrás dela... — Don se prepara para correr.
— Você nem sabe qual tempo ela está, sabe nem se ela está nessa terra. — Don suspira.
— Não posso deixar minha irmã perdida no tempo.
— Tá e como você vai voltar, oh Sherlock? Nem você e nem ela têm cem por cento de controle sobre os poderes.
— Você podia ter pensado nisso antes de apostar com ela, droga, Thomas. — Don passa a mão nos cabelos. — Eu vou atrás dela.
Presente
— Eu já disse, Cisco, não posso revelar muito sobre o futuro. — Masha/Dawn, diz perdendo a paciência com o latino. Eles haviam acabado de treinar e voltavam para o córtex.
— Só fala, se eu consigo uma namorada? Alguém que me entenda e ria das minhas piadas. — Eles param em frente a mesa.
— Caitlin... Faz ele parar de fazer perguntas sobre o futuro, pra mim? — Masha não notou que Julian estava ali.
— Futuro? Você é do futuro? — Julian pergunta.
— Sim, sou uma velocista do futuro,de 2033 pra ser sincera... Sei o destino de todo mundo aqui e não, eu não vou dizer nada do que sei. — Masha diz já impaciente, antes de Julian fazer perguntas.
— Eu preciso fazer um teste nela e ela se recusa, porque eu preciso retirar seu sangue, ela diz que assim eu reconhecerei seus pais. — Diz Caitlin.
— E o futuro pode mudar, o que esta acontecendo agora, Barry está tetando mudar o futuro e as suas ações terão consequências, então enquanto todos tentam salvar a Íris, eu só quero voltar à dois mil e trinta e três e garantir que esteja tudo bem.
— E porque você não faz isso? — Pergunta Julian.
— Ela não tem controle sobre os poderes, ela sabe usa-los e quando usa-los. — Diz Caitlin.
— O que eu não sei, é parar... Com toda certeza se eu não tivesse tropeçado, eu teria ido parar em outra década ou sei lá. — Dawn se senta na mesa. — Nós só precisamos descobrir como eu consigo controlar a minha velocidade enquanto eu começo a correr.
— Seu nome real é Masha? — Julian pergunta.
— É sério? Acabei de te dizer que eu sou uma velocista do futuro que não sabe usar os poderes, sei sobre cada um de vocês aqui mais que o próprio Savitar e você só me pergunta se meu nome real é Masha?
— Masha é um nome muito feio. — Diz Cisco.
— Meu nome não é Masha! — Ela diz brava. — É só um nome fictício. E ótimo agora mais pessoas sabem sobre mim, que lindo, vou acabar presa aqui pra sempre e quem sabe nem nascer. Mas espera, se eu ficar aqui, eu me verei nascer e será que poderei impedir eu mesma de vim para o passado e não ficar presa aqui? Pera o que? To confusa.
March, 3th, 2033
— VOCÊS VIAJARAM PARA O PASSADO? — Barry pergunta irritado. — SABE DAS CONSEQUÊNCIAS?
— Sei, mas diferente de você, eu não fiz nada para alterar a linha do tempo e você já sabia que eu ia voltar no tempo. — Diz Dawn. Barry tapou a boca com a mão e esfregou os dedos no lábio. Era verdade, Barry sabia disso.
— Porque está tão bravo? — Pergunta Don. — Você sabia que iamos ao passado e não nos contou.
— Quem vocês viram? — Os irmãos se encararam e respiraram fundo.
— Todos, vi o Vozão, tio Wally, HR, Cisco... — Dawn engoliu em seco para evitar as lágrimas e olha para baixo. — A minha mãe.
— Conseguiram capturar a Nevasca? — Don pergunta para mudar de assunto.
Presente
— Ótimo, Masha... Agora tenta parar... — Caitlin ordena e Masha tenta, mas acaba se embolando e caindo.
— Auch... — Ela diz fazendo careta.
— Você está indo bem... — Diz Caitlin tentando encoraja-la.
— Bem? Ela está horrível. — Julian é sincero. — Ela corre bem rápido, mas é uma tragédia na hora de parar. Ela nem saberia vencer o Savitar assim.
— Então acho que eu poderia ir lutar com o Savitar, quem sabe eu não me embolo e acabo derrubando ele, feito uma bola de boliche? — Masha sai da sala com raiva. Ela segue até o lugar onde Barry treina a sua velocidade e senta na esteira, lembrando quantas e quantas vezes ela treinou ali, para aprimorar a sua velocidade.
— Quando o Barry perdeu os seus poderes para o Zoom e tentou recupera-los. — Caitlin estava parada na porta. — Ele acabou ficando preso na Força da Aceleração e quando ele voltou, ele voltou confiante que ia derrotar Zoom, de que ia vence-lo. Ele era o único que acreditava, ninguém mais acreditava, nem mesmo eu... — Masha ouvia tudo com atenção, Caitlin se aproximou dela com os dedos entrelaçados. — Ele tinha um brilho no olhar e uma grande confiança na voz, o brilho no olhar dele era de esperança, ele nunca perdeu esse brilho. — Caitlin se sentou ao lado da garota. — Eu vejo esse mesmo brilho em seu olhar e a mesma confiança em sua voz, eu vejo o quanto você está se esforçando para conseguir controlar a sua velocidade, você nunca perde o brilho, o mesmo brilho de esperança que o Barry tem. — Masha sorri e encosta a cabeça no ombro de Caitlin. Caitlin apoia a sua cabeça na dela também e segura a mão dela. — Nós somos uma equipe, Masha, não guardamos segredos... — Masha respira fundo. — Mas sei que no seu caso é de extrema necessidade... Nós como uma equipe, ajudamos um ao outro, ajudamos o Barry a recuperar a sua velocidade, ajudamos o Barry de diversas maneiras e eles me ajudaram também, me ajudaram quando fui dominada pelos poderes...
— Você quer dizer o Barry! — Caitlin encarou a menina. — Vocês me contam histórias, quer dizer... Eu ouvi muitas histórias. Sei que de todo mundo, Barry foi o único que acreditou em você. Acreditou que você não seria capaz de ser a vilã. — Masha respirou fundo. — Você vê essa esperança em mim?
— Sim... E é por isso que eu acredito que você vai conseguir controlar seus poderes. — Caitlin sorriu confiante para Masha. — O que me diz? -Ela estende a mão e Masha a pega.
— Vamos lá. — Ela diz sorrindo.
~*~
Masha P.O.V.
H.R. fazia a sua história maluca em sua canetinha, enquanto Cisco tentava chamar a atenção dele.
— H.R... — Cisco o chama pelo que eu penso ser a terceira vez.
— O que? É... Estamos aqui. — Ele diz se levantando.
— Barry precisa de ajuda. — Informo.
— Sim, precisa... — Diz ele como se soubesse de alguma coisa.
— Onde está o Kid Flash? — Pergunta Caitlin. Estavam todos em suas posições de costume, Caitlin com Cisco ao lado, eu a frente dela. Julian andou e parou ao lado de Cisco.
— Ele está a caminho. Você está a caminho? — Ele pergunta sussurrando, mas eu ouvi. — Precisam de você na ponte Keystone. — H.R. informa.
— É sempre tudo desorganizado? — Pergunta Julian e ele estava me dando nos nervos.
— Há um método para a loucura, camarada. — Diz Cisco. Caitlin sorri, gente, eu amo o sorriso dela. — Veja e aprenda.
— Gangue Elétrica ao norte. — Informa Caitlin pelo comunicador.
— Tem que para-los antes que entrem na auto-estrada. — Digo.
Eles conseguiram derrotar a gangue e voltaram para o laboratório felizes por mais um crime resolvido e por Wally estar tão bom no que faz. Eu e Caitlin fomos para outa sala para fazer alguma coisa.
— Vamos brincar de Lego? — Pergunto ao vê-la jogar várias pecinhas do brinquedo de montar na mesa.
— Vamos reconstruir a cena da Íris sendo morta pelo Savitar. — Ela diz juntando as mãos. Respiro fundo. — Sei que você não quer mudar o futuro, mas temos ajuda-lo. — Respiro fundo outra vez.
— Sinto dor na sua voz...
— Vamos construir logo isso... — Ela desconversa.
— Quem sugeriu? — Pergunto.
—Julian... — Ela responde quando começamos a montar os brinquedos.
~*~
— Julian sugeriu recriarmos a cena em 3D. — Informa Cisco.
— Com brinquedos... — Barry desdenha.
— Os meios não importam. — Diz Caitlin.
— Obrigada. — Diz Cisco. — Olho no lance, Barry.
— Esse sou eu? Porque um astronauta?
— Olho no lance, Barry. — Diz Cisco novamente.
— Você precisa atravessar esse lance em 0,21 segundos para salvar a Íris. — Informo.
— E o que vocês acham? — Ele pergunta esperançoso.
— Achamos que é impossível... — Diz Julian surgindo do nada. Ele começa a explicar coisas lógicas e diz que é impossível Barry percorrer a tal distância em 0.21 segundos. Espero que nenhum deles se lembrem que eu corro cinco vezes mais rápido que o Barry e que posso atravessar a distância em menos que 0.21 segundos.
— Tenho que voltar a CCPD e você também. — Diz Julian saindo da sala.
— Ele realmente quer ajudar. Do jeito esnobe dele. — Diz Caitlin e eu a encaro tipo; "Do que é que você ta falando, mulher?".
— Ele está certo. Ele foi um babaca, mas não posso discutir com os cálculos. — Diz Barry triste. — Vamos pensar em uma maneira disso funcionar. Íris não morrerá. — Ele diz convicto e eu respiro fundo.
~*~
Uma nova meta-humana da terra-19 apareceu. Ela queria o H.R. ao que parece, na terra-19, viagens interdimencionais são proibidas.
— "Enquanto Francisco jogava seus cabelos sedosos para trás e dava risada, eu traçava um plano para derrotar os bandidos..." e continua assim por páginas. Ele vêm publicando isso sem o nosso consetimento.
— Você comete um crime, está sendo procurado e fica publicando suas histórias? Sério? — Pergunto sentada na mesa e de braços cruzados. — Você ainda está transformando você mesmo como o Herói. — Digo.
— É, todas as histórias tem esses personagens, o público adora. — H.R. me responde.
— Eu prefiro o Barry. — Diz Caitlin e eu não consigo evitar o sorriso.
— O Barry... — Diz H.R. com desdém.
— O que foi aquilo? Primeiro a Patinadora Dourada e agora ela? — Pergunta. Caitlin.
— Eu não me controlo por quem me apaixono. — Diz Cisco. — Mesmo se forem super vilãs sexys e malvadas. — Caitlin tomba a cabeça para o lado.
— Então você se apaixonaria pela Nevasca? — Pergunto e todos me encaram, até Barry. — O quê? Ouvi dizer que ela é bem sexy. — Barry dá de ombros e todos eles voltam ao assunto.
A pena pra quem viaja para outra terra, como o H.R. fez, é a morte, então Cisco acabou por desafiar a Cigana para um duelo. Ele é louco.
— Ela é muito boa. — Digo.
—Você vai conseguir. Vamos treina-lo e você vai conseguir. — Diz Barry.
— Sim... — Concorda Caitlin.
— De um a dez. Quanto vocês acham que eu posso vencê-la?
— Nenhuma. — Digo.
— Pra não ser ruim. Um. — Diz Julian. Mais um tempo de discussão e finalmente Cisco concordou em treinar. — Posso transformar esse lugar pra você treinar, Caitlin, prepare a emfermaria.
— Porque é para preparar a enfermaria? — Pergunta Cisco.
— Porque ela vai precisar de atendimento médico... Quando você derrota-la. — Caitlin se aproxima de Julian e o puxa junto comigo.
— Precisa melhorar... — Disse Caitlin para ele.
— Eu estou tentando.
Cisco lutou com a Cigana e a venceu, nós no laboratório. Eu, Julian, Caitlin e Barry, ficamos muito preocupados, eles começaram a viajar por portais e indo parar em qualquer lugar e o pior, não podíamos intervir, seria como quebrar uma regra. Barry e H.R. quebraram essa regra e H.R. ficou com a Cigana como uma garantia. Mas mesmo a Cigana sendo bem poderosa, Cisco conseguiu vencê-la.
— Ele venceu? — Pergunta Caitlin.
— Ele venceu... — Diz Barry e ele e Caitlin comemoram com um Hi-Five. Barry também lança um hi-five comigo. Fiquei imaginando como seria a nossa vida se a minha mãe estivesse conosco e essa fosse uma vitória do Don. Será que eu posso mudar o futuro para que isso aconteça?
~*~
A Cigana disse que diria na terra dela que matou o H.R. o que significa que ficaremos com esse irritante para sempre. Mais uma coisa que não foi mudada no futuro.
— Eu não estou gostando nada da sua aproximação com o Julian. — Digo deitada.
— Porque? — Ela pergunta. Ela fazia massagem em meus pés.
— Eu não quero que ele seja meu padrasto antes que eu nasça. — Solto rápido e arregalo os olhos percebendo que falei de mais.
— O quê? — Que lindo. Deu merda.
Narrativa
Uma luz surgiu na Orla de Central City. E um garoto saiu dela. Don havia conseguido voltar no tempo.
— Tenho que te achar, Dawn.
— NÃO. — Ele ouviu Barry gritar e olhou para trás vendo Savitar matar a Íris e seu corpo cair imóvel ao chão.
— Droga... — Ele deu alguns passos para trás e tentou entender o que se passava. Tão logo ele corre e volta no tempo em busca de sua irmã. Ele sabia que não podia ficar ali, por que foi exatamente a parte do tempo em que seu pai estava tentando mudar. A qualquer custo. Ele correu mais um pouco e viu imagens de seu passado, viu ele e Dawn brincando de guerra de neve e também viu eles lutando contra a Nevasca, ele só não sabia se isso seria passado, presente ou futuro.
Ele parou de correr e percebeu que era dia em Central City. Procurou em algum lugar por data e viu no jornal.
— Sete de fevereiro de dois mil e dezessete... — Ele passa a mão pelos cabelos. — Você tem que está aqui, Dawn... Por favor, esteja aqui.
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