April, 24th, 2013

Don parou de correr e olhou ao redor.

— Onde estamos? — Pergunta Don, para Thomas.

— Não acredito... A Caverna do Arqueiro. — Tommy ficou animado. — Olha só que legal. — Ele começou a mecher nas coisas.

— Precisamos saber em que ano estamos e procurar pela Dawn. — Don diz para Thomas que estava mais preocupado em olhar tudo por ali.

— Quem são vocês? — Pergunta Felicity.

— Com tanto lugar tivemos que parar logo onde a minha mãe está? — Thomas pergunta baixinho.

— Como conseguiram entrar aqui? — Pergunta novamente. Don e Thomas não sabiam o que responder.

— Desculpa, moça... — Começou Thomas. — Nós... Nós... Me ajuda! — Ele buscou ajuda em Don que rolou os olhos e negou. Ele também não sabia o que fazer ou o que dizer. Uma flecha passa por meio deles e eles se viram dando de cara com Oliver.

— O que vocês fazem aqui? — Ele pergunta. Ele poderia ter matado os garotos, mas como ele poderia? Eram só duas crianças. — E quem são vocês?

— Devemos contar? — Thomas pergunta.

— Eu não sei... — Don nega.

— Respondam! — Oliver aponta uma flecha na cabeça do filho, sem ao menos saber desse detalhe.

— Calma, Oliver... São só crianças, eles não sabem o que fizeram, vai ver estão aqui por acidente. — Felicity intervêm.

— Isso... Nós... Em que ano estamos? — Pergunta Don. Felicity e Oliver se encaram.

— Viajantes do tempo? Como as Lendas do Amanhã? — Pergunta Felicity.

— Não. Tipo o Flash. — Responde Thomas e ele recebe uma cutucada.

— Espera, vocês são filhos do Flash? — Pergunta Felicity.

— Não... — Responde Thomas.

— Sim... — Don diz ao mesmo tempo e encara o amigo. — Sim... E por acidente, nós viajamos ao passado. Que tempo é esse?

— Dois mil e treze... — Responde Oliver, ainda apontando o arco e flecha.

— Oliver... Abaixa isso. — Felicity abaixa a mão dele. — Vocês estam e dois mil e treze, crianças. — Responde Felicity.

— Ok, então vamos voltar ao nosso tempo... Tchau. — Don corre novamente e vê várias imagens desconexas. Ele para em um beco escuro. Olha para trás e ver um saída. Olha para frente e vê outra saída.

— Tenho que te achar, Dawn. — Ele fala desesperado.

— NÃO. — Ele ouviu Barry gritar e olhou para trás vendo Savitar matar a Íris e seu corpo cair imóvel ao chão.

— Droga... — Ele deu alguns passos para trás e tentou entender o que se passava. Tão logo ele corre e volta no tempo em busca de sua irmã. Ele sabia que não podia ficar ali, por que foi exatamente a parte do tempo em que seu pai estava tentando mudar. A qualquer custo. Ele correu mais um pouco e viu imagens de seu passado, viu ele e Dawn brincando de guerra de neve e também viu eles lutando contra a Nevasca, ele só não sabia se isso seria passado, presente ou futuro.

Ele parou de correr e percebeu que era dia em Central City. Procurou em algum lugar por data e viu no jornal.

— Sete de fevereiro de dois mil e dezessete... — Ele passa a mão pelos cabelos. — Você tem que está aqui, Dawn... Por favor, esteja aqui. — Don olhou para os lados e percebeu que esqueceu de alguém. Ele sumiu e em seguida voltou com Thomas.

— Você me esqueceu lá. Sabe como foi ver os meus pais descutindo sobre quem eu sou? — Ele pergunta.

— Você quer ver eu te levar de volta? — Don ameaça. — Agora calado, eu preciso pensar. — Diz Don. — Como vamos encontrar a Dawn.

— Em dois mil e dezessete, o que estava acontecendo com seus pais? — Thomas pergunta. — Eu sei que os meus estavam separados. — Ele bufou.

— Meu pai tentava mudar o futuro... — Don tenta lembrar. — Eles nunca me contaram tudo, eu só sei que o meu pai tentava mudar todo o futuro,eles tentavam impedir a morte da Íris pelo Savitar e se eu não me engano... Eles irão para a Cidade do Gorila logo. — Ele suspira. — A Dawn pode estar no Laboratório. — Sem esperar por mais nada, Don agarra Thomas e correm até ao Laboratório. Ao chegarem lá eles jogam vários papéis para o alto, mas apenas Julian e Caitlin estavam lá.

— Nunca mais corra comigo assim, sem avisar. — Diz Thomas.

— Quem são vocês? Quem são eles? — Pergunta Julian para Caitlin.

— Eu não sei... — Diz Caitlin. Don para ao ouvir aquela voz. Ele fica estático olhando para Caitlin.

— Uau... Ela é... — A frase de Thomas é interrompida quando Dawn aparece no córtex.

— O QUE VOCÊS ESTAM FAZENDO AQUI? — Os meninos olham para Dawn. Que estava sendo seguida por Cisco.

— Você os conhece? — Pergunta Julian e ela suspira.

— Sim, esse é o meu irmão... — Ela aponta para Don. — E esse é o melhor amigo dele. Eles são o Bunny e o Bear.

— O que? — Eles perguntam juntos.

— Posso falar com vocês? — Dawn puxa os garotos.

— O que aconteceu aqui? — Cisco pergunta e Julian e Caitlin inibem. Enquanto isso, Dawn leva o irmão e o amigo para o corredor.

— Porque vocês vieram, aqui? — Ela pergunta. — Eu tinha tudo sobre controle.

— Você demorou pra chegar, então viemos te buscar. — Diz Don.

— Nós não podemos voltar agora. — Diz Dawn. — Eles estam me ajudando a controlar os poderes e eles podem te ajudar também.

— Você contou alguma coisa? — Thomas pergunta.

— Não muito, eles não sabem quem são os meus pais, exceto por Cisco.

— CISCO? — Don pergunta.

— Eles não sabem nem sabem meu nome real e o Cisco não é burro. — Ela cruza os braços. — Ele ligou os pontos.

— E que nomes foram aqueles? — Pergunta Thomas.

— Não podemos contar nosso nome real. — Diz Dawn. — Por isso agora vocês serão conhecidos como Bunny e Bear. — Ela diz apontando de Thomas para Don.

— Porque? — Ela rola os olhos com a pergunta de Don. — Porque ficar aqui?

— Porque eu ainda não sei parar de correr e você não sabe usar os seus poderes de gelo. — Ela explica.

— Tá e eu? — Pergunta Thomas.

— Você nem devia estar aqui. — Diz Dawn irritada. — Porque veio? — Ele dá de ombros.

— Eu nunca vivi uma aventura. — Ele dá de ombros.

— Certo. Só quem sabe é o Cisco, o Julian e a Caitlin. Mas não toda a verdade, porque a Caitlin ainda não ligou os pontos, mas Julian definitivamente irá liga-los logo. — Ela suspira. — Aqui eu me chamo Masha Sváty, orfã de mãe e o pai é ocupado de mais para prestar atenção na filha que foi atingida pelo acelerador de particulas e ganhou super-velocidade.

— Pra quem você contou essa história? — Ela pergunta.

— Pra Íris, Wally, Joe, H.R. e eu acho que só. — Dawn respira fundo. — Vocês serão Bunny e Bear. Bunny é o nosso amigo e você Bear, meu irmão.

— Deixa eu adivinhar. — O gêmeo começou. — Você é a Masha. — Dawn sorri fofa.

— Exato. Agora temos que disfarçar e falar com eles em particular, vocês não podem ficar no mesmo lugar que eu e Caitlin.

— Porque? — Eles perguntam juntos.

— Porque vocês são meninos e... Caitlin quase descobriu a verdade, mas eu inventei uma desculpa e disse que era uma piada.

— Menos mal... — Diz Don. — Mas Dawn... E se você der com a língua nos dentes? — Ela o encara sem entender.

— Eu? — Se faz de ofendida. — Sabe que eu sei muito bem guardar segredo.

— Sim... — Eles respondem ironicamente.

— Vamos parar de duvidar de mim e vamos voltar para lá.

~*~

— Mais dois viajantes do futuro? — Pergunta Cisco. — Isso fica cada vez melhor.

— Não fica não, agora que eles estam aqui, todo o futuro pode ter mudado. — Diz Dawn irritada.

— Se o seu irmão está aqui, significa que você pode voltar parar casa. — Diz Julian.

— Poder não é querer! — Diz Dawn.

— Mesmo com o D... Bear vindo me buscar, nós precisamos de ajuda, ele tem os mesmos poderes que eu e não sabe usa-los.

— Da minha vontade iríamos embora agora mesmo, nosso pai vai enfrentar... AI! — Dawn chuta o pé do irmão antes que ele fale de mais, Julian encara os dois desconfiado, Cisco olha para Caitlin tentando saber se ela já ligou os pontos. E sim, Caitlin não era burra, ela logo juntou os pontos, mas havia muita coisa confusa para ser resolvida ainda.

— Eles precisam de um lugar pra ficar. — Diz Dawn.

— Como assim? Ele também não sabe como parar? — Pergunta Cisco.

— Ele sabe, tanto que parou em outros lugares do espaço-tempo atrás de mim. Ele não sabe controlar o outro poder... — Dawn olha para o irmão.

— E você? — Caitlin aponta para Thomas.

— Sou só o amigo deles que decidiu viajar no tempo para ter uma aventura. — Ele levanta as mãos.

— Foi com ele que eu apostei uma corrida. — Diz Dawn. — Don... Acho melhor levar o Thomas de volta. — Dawn encara os outros. — Merda...

— Don e Thomas... Bom saber... — Diz Caitlin. — E o seu nome real? — Ela se direciona pra Masha.

— Dá pra voltar no tempo e reverter isso? — Don nega para a irmã.

— Dawn... Mas isso não importa agora... Don leve o Thomas de volta ao nosso tempo. — Don some e volta a aparecer segundos depois.

— Prontinho... Devolvido. Apesar dele ter gritado um pouquinho. — Don fala esticando os braços.

— Okay, Don, Masha vocês podem ir abrindo o bico, aqui não é orfanato e vocês terão que inventar uma boa história para ficarem aqui. — Diz Caitlin brava. E os irmãos se encaram.

— O nome dele não pode ser Don. — Diz Masha. — Já basta vocês sabendo o meu nome verdadeiro.

~*~

— Ainda não sei porque eu não posso correr com eles? — Pergunta Dawn.

— Tem certeza que não sabe? — Julian a provoca.

— Vamos fazer apostas? Eu aposto 50$ no Barry. — Começa Don... Ou Owen, já que foi o nome que ele sugeriu para ele naquele tempo.

— No meu mundo as apostas foram banidas depois de um incidente. — Diz H.R.

— Então que bom que vive aqui agora. — Começa Íris. — Mas eu aposto 20$ no Barry.

— Só isso? — Pergunta Dawn dando a volta na mesa e parando ao lado de Caitlin. — Eu só não aposto porque não tenho dinheiro... Owen, você apostou porque mesmo? — Ela se direciona ao irmão que dá de ombros. Don estava parado ao lado de Cisco, que estava sentado em frente ao computador.

— Eu aposto 80$ no Barry, mamãe precisa de um microscópio confocal. — Diz Caitlin.

Don P.O.V.

Às vezes nem dá pra acreditar que eu estou conhecendo realmente a minha mãe. Ver a minha verdadeira mãe era legal. Ela era doce, meiga, simpática e a única coisa que eu não gostava era o Julian. Ele era babaca sempre e minha mãe parecia estar gostando dele.

Um meta-humano que era capaz de fazer com que as pessoas se decomporem rapidamente apareceu em Central City e por motivos de segurança. Caitlin prendeu a mim e a Dawn em casa.

— Eles sabem que somos rápido o suficiente para deter o meta, não é? — Pergunta Dawn.

— Mas eles não querem que façamos isso, principalmente a Caitlin. — Respondo.

— Ela tem um instinto protetor com a gente.- Diz Dawn. — Desde que eu cheguei, ela me trata como filha.

— E enquanto ao Barry... O nosso pai. — Ela solta um longo suspiro.

— Ele está tão obsecado em encontrar uma maneira de salvar a Íris que acho que não se importa se eu sei controlar os poderes e se eu sou realmente uma vilã tentando ajudar.

— Falando nisso... — Começo. — Acha que devemos tentar impedir a Caitlin com o Julian? Ela parece estar se apaixonando por ele.

— Acho que não podemos fazer nada, estar aqui já é perigoso. — Ela se levanta e segue para a cozinha. — Além do mais... Se não desaparecemos ainda... — Ela abre o armário e pega um copo, seguindo até a geladeira e a abrindo. — Significa que o futuro não mudou. Pelo menos não todo ele. — Ela enche o copo com água e o bebe.

— Tem razão... Mas Dawn, qual o real motivo de você querer ficar aqui?

— É a única chance de conhecermos nossa mãe... Quem sabe assim nós não conseguimos trazê-la de volta?