A Little Help From The Future

2 3x10 - Borrowing Problems From the Future


Masha P.O.V.

Caitlin e eu estamos indo falar com o Julian, eu não estou entendendo nada e acho que eu ter voltado ao passado alterou um pouco as coisas.

— Você quer mesmo se livrar dos poderes? — Pergunto segurando a mão dela.

— Quero, eu não quero machucar mais as pessoas. — Ela respira fundo. — Eu quase matei meus amigos e eu não quero que isso aconteça novamente. — Ela responde sem me encarar.

— Você quer dizer o Barry? — Ela para em frente a delegacia e me encara. — Sou do futuro e eu conheço todos vocês, Barry me contou que você quando estava sendo tomada pela nevasca tentou mata-lo, mas não conseguiu, Barry conseguiu controlar você, estou certa? — Ela continua me encarando.

— Você sabe muito não é? — Ela pergunta e eu sorrio.

— Muito mais do que vocês imaginam. — Respondo.

~*~

O Museu do Laboratório S.T.A.R não foi pra frente e o Barry não conseguiu vencer o saqueador, o que me deixou um pouco confusa e preocupada. No futuro tudo isso aconteceu da maneira contrária. Respirei fundo enquanto via todos preocupados com o fato de Barry ter sido atingido por uma arma potente e diferente das outras as quais eu não sei o nome. Caitlin olhava o seu pulso e os outros dicutiam sobre o nome e o nome foi dado pelo HR. Saqueador... Pelo menos o nome de bandido era o mesmo. Caitlin recebeu uma mensagem e se retirou e obviamente eu fui atrás dela.

— Cait? — A chamo. — Tudo bem?

— Sim... Eu recebi uma mensagem do Julian, quer ir comigo até a delegacia? — Sorri e peguei a sua mão.

Eu poderia contar que nada do que eles estam fazendo iria alterar o futuro? Ou será que iria?

— Recebi sua mensagem... — Disse Caitlin para ele enquanto eu andava atrás dela.

— Oi... E você trouxe a garota? — Ele pergunta saindo de um lugar que mais parecia uma jaula.

— Eu sou tipo a sombra dela, só que menor. — Digo para não passar batido.

— Queria me desculpar por ter sido um babaca, não sei o que deu em mim. — Ele diz se sentando. Caitlin se senta em frente a ele e eu me posiciono ao lado dela.

— Será que é porque você é realmente um babaca? — Não seguro a risada. Eles me encaram.

— Foi mal... — Eu disse e ele continuou me encarando até voltar a sua atenção para a Caitlin. — Porque você ofereceu uma oferta de trabalho para ele? — Pergunto saindo da CCPD com ela.

— Ele pode pensar em algo que ainda não pensamos sobre os meus poderes. — Respiro fundo.

— Caitlin... Se você se livrar dos poderes, talvez eu não irei nascer. — Ela me encara.

— Como assim? — Pergunta e eu respiro fundo.

— É melhor conversarmos sobre isso em casa, não? — Achei que no trajeto até em casa ela ia esquecer, mas foi engano meu.

— Pode falar... — Ela diz quando eu tentei fugir para o banheiro.

— Isso pode bagunçar o futuro. — Digo em uma tentativa de não contar, mas eu mesma daria com a língua nos dentes loguinho.

— Não está vendo o que estamos fazendo? Ninguém aqui está preocupado com o que iremos mudar ou não. — Ela se altera.

— Mas eu me importo, acha que eu não tenho vontade de impedir toda vez que vocês falam de mudar todo o futuro? Mas quer saber... — Me alterei também, como meu pai sempre diz. Eu tinha o temperamento da minha mãe, calma sempre, mas quando me irritava, era horrível, como um tornado. — O futuro até agora não mudou, pelo menos não todo ele, se eu estou aqui ainda, isso significa que você se tornará a Nevasca, Barry vai desaparecer em 2024 e a Íris morre. Satisfeita? — Despejo tudo e saio da sala deixando ela antonita. Mas me arrependo e volto. — Mas o futuro não está escrito, como o Barry disse que o HR não estava lá da primeira vez que ele viajou para o futuro e contar para ele mudou algo e eles também mudaram a manchete, seu futuro pode ser mudado também.

— Porque você parece triste falando isso? — Ela pergunta aflita.

— Porque qualquer ação por mínima que seja... Pode me fazer parar de existir. Agora eu preciso tomar um banho. — Eu disse saindo da sala.

Narrando

Íris acabou se acostumando com a presença de Masha por ali e acabou se apegando a garota, mesmo com um pé atrás. Aquela menina tinha um dom incrível de fazer a pessoa se apaixonar por ela, e Masha lamentava no futuro ser diferente e muitas daquelas pessoas ali, no futuro, não estariam nem mesmo se importando com ela.

— Você ainda não conquistou cem por cento da minha confiança. — Diz Íris para Masha, todos eles estavam na casa nova do Barry para uma pequena confraternização. — Eu ainda irei descobri mais sobre você. — Masha riu sem humor.

— Acho que você não deve procurar algo que não vai gostar nem um pouco do que vai achar. — Diz para Íris tentando parecer brincalhão, mas ela falou com uma expressão tão séria no olhar, que a Íris se retesou.

— O que você esconde?...

— Masha, vem aqui... — Caitlin chamou a menina que se levantou do sofá em frente a janela e seguiu até Caitlin. A Dr. Snow havia comprado várias roupas para a menina, hoje ela estava linda em um vestido preto rodado, com pequenas pedras brilhantes até a região da cintura, com os cabelos presos em um ponytail ao lado e uma leve maquiagem. Além de acessórios como brincos, pulseiras e um lindo anel. Uma sapatilha preta finalizava o visual de mocinha. Enquanto se arrumava, Masha valorizou cada momento, Caitlin cuidou dela no futuro e certamente cuidaria dela no passado. Não a Caitlin do Barry, como o seu pai costumava chama-la. E sim outra Caitlin de outra terra. Masha sempre teve a vontade de conhecer a mulher que o seu pai tanto falava, uma mulher forte, dócil e que colocava a segurança de quem ela amava acima de qualquer coisa.

March, 2th, 2033

Central City nem sempre fora tão fria, às vezes chovia, mas não a ponto de ser neve todas as épocas do ano. O fluxo de turista abaixara e muitos moradores estavam deixando a cidade, logo ela se tornaria mais uma cidade abandonada no mapa, mais uma cidade esquecida e que seria ponto turístico, não pelas atrações e pelo famoso Flash, mas sim por estar vazia e abandonada, digna de filme de terror onde as pessoas morrem congeladas.

A garota ajeita o gorro nos cabelos claros e põe as suas luvas, esconde o colar entre as roupas. Pronta para sair mais um dia na neve.

— Com o tempo a gente se acostuma, certo? — Disse um garoto com os cabelos castanhos e olhos azuis hipnotzantes. O menino de doze anos era um pequeno galã, seu nariz era fino, os lábios bem desenhados e um rosto bem definido, assim como sua irmã gémea, eles eram lindos, graças à uma genética abençoada.

— Por quanto tempo mais? Já derrotamos Savitar, porque aqui ainda está dessa maneira? — Ela pergunta indignada.

— Sabe muito bem porque... Agora vamos, papai está nos esperando no laboratório, com tio Wally e o Oliver. — O menino se prepara para correr.

— Acha que a Felicity veio? Adoro ela. — A menina se prepara também.

— Sei muito bem quem você adora... — A menina rola os olhos da provocação do irmão.

— Cala a boca...

— 3... — O menino começa a contar e a dar saltinhos.

— 2... — A menina estica os braços.

— 1... — O menino diz e logo corre em disparada soltando fios de luzes vermelhos pela cidade.

— HEY... — A garota corre para alcança-lo e deixa fios de luzes azuis. Quando os dois corriam, eles davam cor a cidade que sempre era tão branca.

A garota era tão rápida que conseguiu passar do irmão e chegar um segundo antes dele, porém ela não conseguiu parar e foi de encontro a mesa do córtex.

— Autch... — Disse ela debruçada na mesa.

— Oi Dawn... — Diz Oliver. Dawn levanta a mão para acenar brevemente para o arqueiro, antes de se levantar completamente recuperada.

— Ela ainda não sabe controlar os poderes... — Diz o garoto. Ele corre e para em frente a irmã. — Aposto que você gostaria de saber como parar assim, não? — O menino fica centímetros afastado da irmã.

— Hey Don... Já chega... — Barry empurra o garoto para longe da irmã.

— Oi tio Oliver, tio Wally... — Diz Dawn acenando para eles e sentando-se em cima da mesa. — Porque estão todos aqui e onde está a Caitlin da terra 8?

— Ela voltou para terra 8... — Responde Wally.

— Porque? — Pergunta Don.

— Porque ela precisava... — Responde Barry. — E também nós vamos agir. — Dawn e Don se encaram...

— Quer dizer... Ir atrás da Nevasca? — Don indaga. — Pai... Isso é suicídio.

— É loucura... Porque ir atrás dela? — Pergunta Dawn. — Frio é tão legal...

— Central City está entregue nas mãos dela, ela esta congelando a cidade cada vez mais. — Diz Wally. — Temos que dar um fim nisso.

— Dawn e eu nem sabemos controlar todos os nossos poderes, como podemos lutar contra a Nevasca?

— Nós iremos lutar... — Diz Barry apontando para ele, Wally e Oliver. — Vocês dois estarão em completa segurança com a Felicity e Thomas.

~*~

Starling City nem parecia ser próxima à Central City, a cidade estava linda com a primavera e o clima agradável, além das flores pela cidade.

— Olá Gêmeos Tornado... — Diz Felicity abraçando os dois. Felicity os chamavam assim desde pequenos, e esse acabara se tornando o nome de super-heróis das crianças. — Já estava com saudades de vocês.

— Acho que só assim para a gente nos ver. — Diz Don.

— Olá, Masha... — O garoto loiro e de olhos castanho claro entra na sala. — É bom ver os gémeos tornado novamente.

— Thomas Robert Queen, se você incomoda-los, você estará em uma das maiores encrencas da sua vida. — Diz Felicity, quando mais novos, os gémeos e Thomas brigavam muito, hoje, era diferente, eles apenas futucavam um ao outro.

— Não vou incomodar ninguém, aff... — O menino se joga no sofá.

— Não se preocupe, Felicity, nós estaremos bem aqui até o nosso pai ir lutar contra a Nevasca. — Felicity assentiu.

— Bom... Então, acho que eu não tenho muito o que fazer... — Felicity diz. Quando eles eram crianças era mais fácil cuidar deles, agora que já são crescidos, a história muda, eles devem ter muito passando pela cabeça deles. — Se precisarem conversar... — Diz Felicity.

— Minha mãe é uma ótima ouvinte... — Diz Thomas.

Mais tarde naquele mesmo dia, as crianças estavam na Caverna do Arqueiro junto com Thea e Dig.

— Não toquem em nada... — Disse Thea.

— Tia, não temos mais cinco anos. — Thea estapeia a cabeça do sobrinho duas vezes, antes de seguir com Felicity. — Ei vocês dois... — Chama Thomas. — Eu achei um lugar interessante por aqui... — Diz ele e chama os gémeos disfarçadamente para que ninguém note.

Thomas abriu uma espécie de porta secreta e desceu as escadas, os gémeos o seguiu, porque eles eram curiosos afinal, e sempre mexiam com o que não deviam.

— Wow... — Diz Don. — Esse lugar é incrível. — Don diz indo para o meio do espaço enorme, vazio e úmido.

— Quando eu me tornar o próximo arqueiro, aqui será a minha caverna. — Dawn rolou os olhos.

— Porque não ter a sua própria identidade? — Pergunta a garota. — Porque ser o próximo arqueiro?

— Porque temos sempre um novo prefeito?

— Essa comparação foi ridícula, Thomas. — Thomas observa o lugar, um espaço grande capaz de ser construída duas casas ali. Porém pequeno para Dawn que ainda não sabia como controlar os poderes e certamente se bateria com a parede.

— Tá, vamos tornar as coisas mais legais. — Don e Dawn encara Thomas. — Eu aposto que você não consegue correr daqui até aquela parede em menos de dois segundos. — Ele diz e Dawn encara a parede que não era tão distante pra ela. Ela não sabia como parar, então a parede a parararia.

— E eu aposto que você não consegue correr mais rápido do que eu. — Dawn cruza os braços.

— Claro que não, você é velocista.

— Convenhamos que você é devagar até pra uma pessoa normal. — Diz Don.

— E pelo que eu sei, pra ser o arqueiro, precisa ser ágil. — Dawn alfineta.

— Eu sou. — O garoto bate firme o pé. — Eu sou ágil.

— Então prove... Corra comigo. Eu chego à parede em menos de dois segundos, você chega em menos de dois minutos. — Dawn estende a sua mão e Thomas a aperta.

— Fechado... — Eles ficam lado a lado para se prepararem.

— E em 5... — Don começa a contar. — 4... 3... 2... VÃO. — Eles começam a correr, Dawn corre tão rápido que não passa de um borrão, mas o local havia um pedaço de madeira que passou despercebido por Dawn que acaba por tropeçar nele. Um portal então se abre e Dawn cai para dentro dele.

— DAAAAAAAAAAAAAWN.... — O irmão mais velho da garota grita por ela e passa a mão no cabelo, preocupado, exatamente como o pai fazia.

— Masha... Masha... — A menina despertou de seus desvaneios com os estalos que Caitlin dava com os dedos. — Está tudo bem? — Ela pergunta preocupada.

— Ham... Está sim, só saudades de casa... — Ela suspira. Caitlin e ela estavam próximos à Julian e Cisco.

— Iremos te ajudar... — Caitlin toca o ombro da menina. — Eu prometo. — A menina sorri triste e assente, ela queria puder falar o que acontece e como será o futuro de cada um, mas ela não pode... Porque isso afetaria à todos ali e até mesmo quem nem chegou a nascer. — Olha. — Caitlin mostra o colar que Julian havia feito pra ela.

— É lindo... — Masha toca no colar de Caitlin e sorri triste. Seus olhos enchem de lágrima, Caitlin percebe e iria pergunta-la o que houve, mas HR propôs um brinde, desviando toda atenção para ele.