A Lenda dos Imortais: A libertação dos Selos

1 Prólogo - Tauriens, Trovens, Gloown e Taurietron


Notas iniciais
Isso é o começo de uma história muito longa e complexa, prestem atenção e leiam com calma. Espero que gostem. :)

Do nada, surgiu tudo. Criado por alguém, alguém que não podíamos ver tampouco provar sua existência. Estrelas ocupavam o nada, o vasto e escuro espaço, sem limites de fronteira. Este certo alguém teve filhos, bons e maus que, como o progenitor, se materializaram do nada. Eram os Tauriens, os maus, que, em busca de poder, destruíam estrelas. Os outros eram os Trovens, os bons. Os Trovens achavam que sua existência tinha um significado, e usando sua sabedoria e magia criaram planetas que serviram de lares, belos e cheio de vida. Tauriens destruíam aquilo que os Trovens chamavam de lar, e assim a guerra entre os Trovens e Tauriens começava: o mal e o bem, a criação e a destruição.

Os Tauriens podiam ser definidos como uma raça impetuosa e fria. Na sua forma normal tinham entre 1,80 a 2 metros. Seus olhos variavam do vermelho-sangue ao branco-neve, e seus cabelos eram negros como a maldade em seus corações. Os machos eram chamados de taurienianos e as fêmeas de taurienianas.

Quando a guerra contra os Trovens começou, as taurienianas foram proibidas de procriar. Em vez disso, a magia ficou responsável pelo aumento populacional dos Tauriens. Com a magia nasceram tauriens de tamanho padrão, fortes, poderosos e obedientes e capazes de atingir a forma titânica de um Taurien rapidamente.

A forma titânica de um Taurien aumentava a força do mesmo em dobro de acordo com o poder mágico. Assim, a sua altura podia chegar até 4 metros, e eram revestidos por uma armadura impenetrável a não ser quando sofriam impacto exercido pelas espadas trovenianas mais poderosas.

Tiran era o líder dos Tauriens. Ele era o mais forte em questão física e mágica, e o seu tamanho em forma normal era 5 metros, sendo que quando ativava sua forma titânica crescia o dobro disso.

Os Trovens eram uma raça de sábios e poderosos. Todos tinham um tamanho padrão de um 1,90 a 2 metros, exceto as fêmeas, cujo tamanho variava de 1,70 a um 1,80. Seu líder e rei era Trov, que ao invés de criar seus filhos com magia como os Tauriens, permitiu que sua raça procriasse normalmente. O número de Trovens era muito maior que o de Tauriens, mas não tinham o mesmo nível de força física. Mesmo assim, era tolice comparar sua magia e sabedoria com a dos filhos maus.

Os Trovens normalmente usavam roupas brancas para combinar com seus cabelos, mas suas vestimentas de batalhas eram armaduras fortes e douradas, a sua resistência tão grande quanto as armaduras titânicas dos Trovens.

Uma batalha entre duas raças imortais não teria fim, já que a grande sabedoria e magia de ambos os lados foram capazes de criar armas que podiam sugar o poder mágico dos seres imortais e até mesmo matá-los. As lâminas dos Tauriens eram chamadas de “Julgamento de Tiran”, e as dos Trovens eram chamadas de “Trov”, em homenagem ao seu líder.

Tudo mudou na batalha de Illums, um planeta criado pelos Trovens. O ataque dos Tauriens começou em massa: bolas de fogo caíram dos céus e destruiu grande parte do planeta. Depois do bombardeio os Tauriens caíram feito meteoritos em Illums.

Um exército de cem mil Trovens cercou o último forte restante de Illums. O Sol estava nascendo e o seu brilho iluminou a armadura e os olhos dos Trovens, o que lhes deu coragem de enfrentar os Tauriens na forma titânica. No momento em que o Sol brilhou mais forte, uma trombeta soou a leste e a oeste, e logo em seguida duas trombetas soaram a norte e sul: eram os Tauriens, e com um exército de cinquenta mil estava cercando a última fortaleza de Illums. Os Tauriens estavam em sua forma diabólica com espadas e escudos longos, os mais altos estavam com machados e marretas e o Taurien que liderava esse exército era Aron. Quando o forte estava cercando, Aron desembainhou sua espada e gritou “Só pode haver uma raça imortal! E essa raça é a nossa! Taurien! Taurien!”. Os Tauriens gritaram e foram ao combate.

Foi uma batalha sangrenta que durou dois dias ao arredores do forte, e quando ele foi penetrado, houve batalha nos muros e nos salões, exceto no salão do senhor de Illums, e Aron fez questão de ir lá sozinho e matar o mesmo. Mas quando chegou lá teve uma surpresa: não era o “senhor”. Era a “senhora” de Illums, que, no momento que viu Aron, materializou uma espada em sua mão. Ela tinha aproximadamente um metro e oitenta, seus cabelos eram brancos, seus olhos tinham o tom de verde e azul, seus lábios eram avermelhados e sua pele era branca e macia. Aron caminhou na direção da mesma que estava com a espada em mãos e falou:

— Não há rendição. Não há prisioneiros ou prisioneiras, só há a morte para sua raça! – O Taurien ergueu a espada para dar lhe um golpe final, mas a senhora de Illums jogou sua espada no chão, o que deixou Aron surpreso.

Aron a encarou com surpresa, e ela falou ao mesmo.

— Não vou me render, muito menos ser sua prisioneira. E você não é o infinito para falar que minha raça não deve perecer! – Os olhos da Troven brilhavam ao entrar em contato com a espada.

— Hmm... Tem belos olhos... – disse o Taurien admirado, o que deixou a Troveniana surpresa. – Não irá se render, e disso eu tenho certeza. Não será minha prisioneira, e eu... E eu não a matarei. Diga-me seu nome, Troveniana.

— Mysth... Por que tens piedade de mim?! Sua raça é desprezível e vive para nos matar! – Mysth percebera que o Taurien estava admirado com seus olhos. – Por quê está me olhando assim?!

— Não é piedade que tenho por você, é... – Aron foi interrompido por um grito vindo de fora do salão. Era o capitão Taurien.

— Mataste o senhor de Illum, vosso comandante? – Aron olhou para a porta, e depois olhou para Mysth.

— Sim! – Mysth olhou surpresa para Aron, mas antes que falasse alguma coisa, o Taurien fez com que ela desmaiasse. Depois disso Aron foi até a porta e perguntou: – Há algum sobrevivente?

— Não, não há nenhum sobrevivente senhor... Destruímos Illums, ou o senhor a quer como presente da vitória?

— Illums é minha, sou capaz de protegê-la sozinho. Retirem todo o exército e o envie para nosso próximo alvo, Goord.

Aron deu um simples discurso de incentivo ao exército, e rapidamente os mesmos se retiram e atacaram Goord sobre o comando do capitão. Em Illums só restaram Mysth e Aron, que lhe contou a razão de não ter matado ela. Mysth ficou surpresa e em dúvida, mas agradeceu, pois já estava cansada das matanças de Tauriens e Trovens. Ambos queriam que as batalhas entre as duas raças terminassem, e assim, pela primeira vez desde o surgimento dos Tauriens, um deles foi capaz de sentir algo: ter um sentimento de amor por uma Troveniana.

E esse amor trouxe mais uma surpresa: deu fruto a um ser e a uma nova raça.

A união de um Taurieniano e uma Troveniana, que é algo que a lei de ambas raças não permite, é tão impossível de acontecer que o ato mais próximo disso é manter laços de amizade permanente com a raça oposta. O amor dessa união e seu fruto teve um preço: um milênio após o ser ter nascido, foi descoberto o relacionamento de Mysth e Aron, e que os mesmo tiveram um filho de uma nova raça de imortais, o único e provavelmente último Taurietron. Trov o rei Troven, e Tiran, o rei Taurien sentenciaram o Mysth e Aron à eternidade no infinito. Os dois se olharam uma última vez, mas antes de serem enviados ao infinito, o capitão do antigo exército de Aron apareceu. Ele e mais alguns Tauriens estavam levando um jovem algemado em direção ao casal. O capitão olhou com nojo para Mysth e Aron e falou:

— Dois traidores! Dois vermes inúteis e nojentos! Vocês não só quebraram uma lei, quebraram um juramento feito pelas nossas espécies! Agora irão ver o fruto de sua traição morrer! Vou cortar o pescoço de seu filho na sua frente, Aron! Ele é um mutante, uma praga! Um Taurietron!

— Não! Dragnvikt, não! – gritou Mysth, chorando.

Dragnvikt era o nome do filho de Mysth e Aron. Ele tinha apenas mil anos (jovem para os padrões de idade daquele mundo), tinha cabelos negros, mas também alguns fios brancos naturais, como os dos Trovens. Seus olhos tinham a mesma coloração que os de Mysth, e sua altura era de quase um metro e noventa. Ele tinha um físico forte como o deu um Taurien e perfeito como o de um Troven.

— Dragnvikt? É esse o nome da criatura? Que seja, irão ver ele morrer agora! – quando o capitão desembainhou sua espada, Aron quebrou as correntes que prendiam seus braços, assim como Mysth. Aron assumiu sua forma titânica e nocauteou o capitão com as próprias mãos, e Mysth materializou sua armadura e sua espada.

— Dragn! Venha por aqui! – gritou Mysth enquanto puxava seu filho pelo braço, correram através do palácio atravessando corredores e pontes, até chegar em uma ponte suspensa de pedra que tinha uma espécie de portal no fim do corredor. Aron ficou de guarda na entrada da ponte e Mysth mandou Dragnvikt entrar no portal. Suas últimas palavras para o filho foram: – Você é um ser único, você é a prova que as duas raças podem se unir e dar um fim nessa guerra por poder! Mas para isso deve ser forte o suficiente para derrotar os tiranos, Trov e Tiran! Agora vá...

Dragnvikt adentrou o portal e foi para um vasto e perdido lugar no espaço. a última coisa que viu foi Aron lutando contra Trovens e Tauriens, que tinham se unido para sentenciar os “traidores” e a “criatura”, e sua mãe, Mysth, usando magia para destruir o portal.

Dragnvikt admirou o vasto espaço sem fim, e lembrou-se de uma das coisas mais marcantes que sua mãe havia dito ao mesmo quando criança: “Se você pode imaginar, sonhar, você é capaz de qualquer coisa”. Dragnvikt lembrou de Illums, sua “casa”, e, em homenagem à sua mãe, criou um planeta tão belo quanto o de sua mãe, mas com dois pequenos planetinhas pequenas a sua volta, uma lua para o maior, e duas outras pequeninas para os menores.

O nome do planeta maior era Gloown, e dos dois pequenos eram Aron e Mysth. Dragnvikt providenciou uma vegetação bela e cheia de diversidade em seu planeta, e o deixou mais vivo com a criação de animais simples e belos. Dragnvikt também criou monstros para lhe servirem e protegerem caso houvesse o ataque de Tauriens ou Trovens, mas essas criaturas não tinham inteligência o suficiente nem para saberem o que eram, e, por sua vez, se rebelaram contra Dragnvikt, assim se tornando selvagens e malignos. Eles destruíam qualquer um que viam, se tornaram carnívoros, se alimentando da carne dos animais, e começaram a se reproduzirem e evoluirem, dando origem a diversas espécies que seguiam o caminho da destruição total de Gloown.

Dragnvikt denominou esses monstros de Skrinkes. Em resposta à destruição de sua maravilha, Dragnvikt criou dez monstruosas, poderosas e impetuosas criaturas, cujo único objetivo era derrotar os Skrinkes, algumas delas ele apenas atribuiu poder, pois nasceram da terra, do fogo e da água. Dragnvikt ficou admirado com o poder dessas criaturas, e lhes atribuiu nomes, sendo eles: Vulkanic, Fancor, Sester, Stanker, Pythos, Craptony, Gorlon, Dramonk, Drevon e Ecalyptor.

A destruição dos Skrinkes foi total, os dez fizeram um ótimo serviço. Dragnvkit, sabendo do poder de destruição de suas poderosas criaturas, decidiu selar as mais poderosas, sendo elas: Ecalyptor e Craptony. As outras bestas foram seladas com o passar do tempo, pois causarão certa destruição. Dragnvikt deixou alguns monstros viverem e se reproduzirem.

Ainda pensando em uma criatura que fosse capaz de servi-lo, Dragnvikt criou os Grantz (gigantes), e os Azon (anões). Ambas as espécies eram inteligentes e sabiam como usar a matéria prima que Gloown contia. Dragnvikt percebeu que essas duas espécies não tinham a perfeição que desejava apesar das mesmas criarem uma escrita, língua, casas, vilarejos e aproveitarem de tudo da terra para sobreviver, se alimentando de animais e descobrindo frutas, vegetais, legumes e sementes que podiam ajudar na evolução e sobrevivência da sua raça.

Assim veio a grande ideia de Dragnvikt: como um Taurientron, ele se via como um ser perfeito, então por quê não criar um ser a sua base de aparência, inteligência, habilidades e magia? Assim, criou quatro tipos de seres, começando pelos Murghor (Magos), que foram dotados de magia e sabedoria; depois os Vashes, que se subdividiam em países, os Truks, que formaram um país único e por último os Utherions, que eram geralmente loiros ou possuíam cabelos brancos, suas orelhas são pontudas e lembram os Trovens. Sua força era inigualável a qualquer outra das três raças, pois o único objetivo que essa tinha era prezar, cuidar e proteger tudo aquilo que Dragnvikt criou. Os magos podem vivem até mil anos dependendo de seu poder mágico, os Vashes e Truks vivem em tornar de duzentos anos, já os Utherions (Guardiões) podem viver até mesmo dez mil anos dependendo de sua força e coração. A criação do ser feminino para cada raça foi com o objetivo de prosperar sem o uso de poder, assim criando gerações de famílias e expandindo a população das quatro raças.

Gloown se deu ao luxo de ver os conflitos entre Truks e Vashes desde o primeiro século de vida de Gloown, onde os magos tentavam manter a paz, e os guardiões só se envolviam caso Gloown fosse afetada. Assim Gloown ficou mais dividida ainda, mas, apesar das batalhas todos os reinos, os magos e guardiões, principalmente, serviam Dragnvikt da maneira que ele desejava, aproveitando, cuidando, prezando e agradecendo ao mesmo todos os dias por lhes dar vida, saúde e sabedoria. Dragnvikt gastou mais poder do que tinha na criação de Gloown e seus habitantes, mas esse preço que ele pagou por abuso de seu poder resultou na criação perfeita de seu planeta: todas as espécies evoluíram, se reproduziram, nasceram, morreram e aproveitaram.

Mais de setecentos anos se passaram, e o poder que Dragnvikt perdeu ao construir tal maravilha foi voltando aos poucos. O Taurientron ficou admirado com diversas construções de monumentos e castelos que seus espécimes inteligentes construíram e decidiu construir sua própria fortaleza, que se localiza no meio do mundo. Ela é cercada por montanhas e possui uma vasta planície de pedra envolta de seu enorme castelo, que possui uma muralha circular protegida por grandes estátuas de ferro que atacam a qualquer movimento inimigo. Já dentro da muralha se encontra um grande pátio que fica de frente com o único portão da cidadela. No centro da muralha há um enorme palácio que possui uma grande abertura onde geralmente Dragnvikt observava os admiráveis templos, estátuas, torres e os raros guardiões que recebiam a chance de viver ao lado do mesmo.

A grande e maravilhosa criação de Dragnvikt está pronta, mas essa não era a única criação dele: ele também criou mais três pequenos planetas que ficam envolta de Gloown. Dragnvikt disse que esses planetas protegem Gloown do ataque de Tauriens e Trovens, que na língua geral de Gloown eles chamam Tauriens de titãs, Trovens de deuses e Taurietron de Titã deus.

Notas finais
Algumas coisas ainda não estão claras, mas com o decorrer da história vocês vão entender. Obrigado por lerem. ^^