A Lenda De Um Imprinting.

12 Capítulo 12 - Um novo caminho.


Notas iniciais
Olá meus amores!!! Desculpem por estar demorando tanto com minhas atualizações, mas o trabalho está me sugando e quando tenho tempo, estou cansada para escrever :
Mais ahh vamos deixar isso pra lá! Tem capitulo novo chegando o/

Bora ler?
Boa Leitura!

Após partir, após deixar Leah e os outros lobos para trás eu corri apressadamente para o templo. Para a casa dos guardiões quileutes com mais raiva e fúria do que poderia imaginar. Por dentro de meu ser eu era só vingança, ira, revolta; nada mais.

Grunhidos de meu lobo explodiam em minha garganta; ele me contestava. Mas a dor vivente em meu coração impedia-me de aceitar qualquer repreensão vinda de quem fosse. Minhas patas tentavam trilhar caminhos que me afastassem de meu objetivo. Eu conseguia senti-las tomando, involuntariamente, caminhos contrários. Porém, naquele instante eu não poderia deixar ser levado por elas. Eu deveria ir para onde queria, mesmo que para isso as regras que eu como um alpha deveria obedecer fossem quebradas.

Eu sabia que iria ser punido pelos meus atos e que as repreensões de meus deuses iriam ser severas. Só não sabia o quão severas iriam ser; não tinha noção disso.

A irá dos deuses moviam montanhas e eu era somente uma rocha entre elas.

Passando pelas matas virgens que me levariam ao templo, já consegui sentir o vento frio e furioso vindo ao meu encontro. A ventania feroz mostrava-me que eu não era o único furioso ali e aquela confirmação obvia me deu medo.

“Volte!”

Uma voz ecoou em minha cabeça, no entanto, eu já me encontrava perto demais dali para poder desistir. Eu iria encontrar maneiras, mesmo que não houvesse, para quebrar aquele encantamento, aquela magia que me tornava quase um escravo dela. Eu queria poder ama-la, mais até do que já amava. Porém como amar um de seus inimigos quando o mesmo tenta mata-lo?

Ali, ainda ao longe eu já avistava as estatuetas de pedra dos meus antigos ancestrais, o templo já era avistado. Uma luz branca, quase transparente descia dos céus no meio do templo, no circulo de pedra que o cercava. A luz, como uma aurora interligava os céus e a terra, unia os dois mundos místicos que eu, como um transformo fazia parte.

Um frio percorreu sobre a minha espinha dorsal, provocando-me calafrios e novamente a voz que me contestava soou:

“Não entre!”

“Não quebre as regras guerreiro!”

A voz me contestava tardiamente. Eu já havia quebrado as regras. Eu quebrei-as no exato momento em que renunciei o meu imprinting, no momento em que deixei meus lobos, minha família a mercê dos inimigos sem oferecer-lhes proteção alguma. Eu as quebrei no exato momento em que resolvi partir.

“Pare!”

A voz gritou em minha cabeça e obedecendo a sua repreensão minhas patas frearam sobre a terra formando um desenho de linhas sobre a mesma. Meus músculos ficaram rígidos e como um soldado em guerra meu corpo ficara ereto. Meu lobo tomava controle sobre o meu corpo. Minha cabeça levantava-se aos poucos, mas não era eu que a movia. Minha cabeça parou no momento em que meus olhos avistaram. – Agora a minha frente. – As estatuas de pedra. Os guerreiros estavam a minha frente e ali, olhando para as rochas que os moldava eu não via somente pedras; eles também se encontravam ali em espirito. A luz branca que descia dos céus agora como fumaça tomava formas como se me mostrassem um filme. Desenhos de lobos em ataque eram no que elas se transformavam. Mais uma vez o desconhecido se apresentava a mim.

As folhas secas que se encontravam ao chão formavam redemoinhos em volta de meu corpo. A ventania que antes estava forte agora parecia um furação. Com o vento, um chiado agudo quase estourou meus tímpanos e de dentro de minha cabeça vozes ecoavam longe, tão longe... Chegando a cada minuto mais perto até que se tornaram quase insuportáveis de ouvir. Dialeto quileute. Era na língua de meu povo que eram pronunciadas com revolta.

“Sentes isso guerreiro?” – A voz gritou. – “Sentes a dor que provocaste em você mesmo? Sente a represália, a frieza de seu coração?” – A voz ecoava com revolta. – “Não nos acuse guerreiro, não nos culpe pela história tortuosa que estás a escrever.” “Não somos nós que a escrevemos. A sua história é um livro que só cabe a você redigi-lo”. – A voz gritava furiosa em meus ouvidos.

“Jovem guerreiro, você é o elo que liga os mundos existentes.” “Você é a chave mestra e a sua escolhida é a porta para cessar a dor de nosso povo. Não se julgue antes de conhecer os seus princípios. Não nos acuse, antes de conhecer o porquê de ter sido o escolhido para triunfar.” – Uma segunda voz falava com exatidão.

Meu coração palpitava a cada instante em que as duras e sabias palavras dos guardiões ecoavam em minha cabeça. Uma pressão sobre os meus pulmões arrancava-me o ar, era difícil respirar, mesmo tendo ar suficiente em meus pulmões para fazê-lo inchar. Um bolor se formava em minha garganta, como se toda a minha angustia, a dor vivente que sempre sentira estivesse ao ponto de explodir em um rosnado furioso. Eu queria respostas para o que estava acontecendo comigo, queria explicações para toda a vida que vivera e queria saber o significado de tudo aquilo.

“As respostas vem com o tempo grande guerreiro, não fique parado questionando-se, pois assim, elas nunca chegarão.” – A voz do primeiro guerreiro soou, acalentando as minhas perguntas. – “Você não tem só mãos, lembre-se disso.” – A voz me alertou. – “As respostas que procura irão aparecer quando você aceitar o que eres. A transmutação não vem para todos. Se ela foi concedida a você é porque você é capaz de grandezas.”

Um novo vento bateu ao encontro de meu rosto antes que novamente a voz de um dos três guerreiros quileutes viesse ao meu encontro.

“Guerreiro, existe alguém entre nós que quer falar-te algo. Ouça a voz a ser pronunciada não só com ouvidos, mas também com o coração, pois ele é o que te move, ele é seu guia”. – A voz de um dos guardiões soou.

Quem entre eles queria falar comigo? Eu me perguntava, clamando por respostas quando a voz que entorpeceu todos os meus sentidos soou.

“Meu pequeno grande guerreiro.” – A voz de Billy, meu pai, soou ao vento. – “Não tenhas medo de suas lutas e tão pouco do que você pode se tornar. As lutas sempre veem para nos transformar, lembre-se disso. Um guerreiro não é movido somente pelo seu povo e sim pelo que acreditas e eu sei que o meu menino acredita em grandezas. Eu acredito em você meu pequeno Jacob. Sempre acreditei! Por que duvidas disso?” – Ele me questionou. – “Tudo na vida tem um propósito e o seu vai mais além do que a sua escolhida. Você desconhece o que foi feito para você, o caminho para trilhar e por isso questiona-se tanto. Somente abra o seu coração e se entregue a vida que te foi concedida. Um amor. Ele nos move meu pequeno e também te moverá. Não se rebele, não fuja!” – Ele me pediu. – “Apenas deixe as suas pernas o guiarem, apenas deixe que seu lobo guie seu corpo ao encontro daquela que arrancará sua dor. Vá! Vá ao encontro da sua libertação! Você sabe o caminho, sabe onde o encontrar, então apenas caminhe...” – A sua voz se calou.

Tudo naquele momento na floresta se cessou. Não havia mais vento no ar e nem mesmo a luz transparente e resplandecente que interligava os céus. Tudo havia ido embora sem adeus e somente eu permanecera ali; inquieto.

As palavras dos guardiões, tudo o que foi dito a mim naquele momento ecoava em minha cabeça como se ainda estivessem sendo soadas. Aquelas palavras, principalmente as do homem que eu amara mais do que tudo, vieram como um conforto para meu coração. Tudo se suavizara.

Com um vento calmo a fragrância que tirava todos os meus sentidos, que me desprendia do mundo veio ao encontro de minhas narinas, adentrando em meus pulmões quase arrebentando a fibra de meu peito que agora batia descompassado. Eu tentei renegar aquele cheiro, esquece-lo, porém agora mais do que nunca estava compreendido que ele nunca sairia de meus sentidos. Eu poderia correr para todos os cantos, chegar ao estremo do Canadá ou até mais além, onde os filhos da Lua se encontravam escondidos, que mesmo assim, o seu cheiro ainda iria me tocar a face sem mãos. Nada desprenderia aquilo que estava selado com a magia mais forte que poderia existir; o amor. E era por essa magia que eu deveria lutar.

Sem que percebesse minhas patas tomaram um novo rumo, um caminho novo a seguir e eu o conhecia, conhecia o caminho para onde estava sendo guiado e desta vez, pela primeira vez, percebia que não eram as minhas patas que me guiavam ao meu encontro e nem o lobo que rosnava dentro de mim. Pela primeira vez eu sentia que meu coração tomava a direção de meu ser, e aquilo era mais do que uma confirmação, era um alivio por compreender que pela primeira vez eu estava no caminho certo. Sem perguntas, sem questionamentos. Não havia nada que pudesse me entorpecer naquela estrada. Uma corda me puxava ao encontro dela, eram cabos de aço...

Notas finais
Meus amores o que acharam?
Será que finalmente o coração do nosso lobo amoleceu?
E ele está indo em direção a Nessie, o que será que acontecerá?
Deixei algo no ar nesse capitulo, uma palavra que vai ao estremo do Canadá e até...
Hum... Surpresas nos esperam!
Comentários? Comentem! Tenho leitoras lindas demais que podem sim aparecer! Recomendação? AHHH AMARIA ♥

Beijinhos minhas amoras!
Até o próximo capitulo...
By: Milleyd ♥