A Lenda De Um Imprinting.

13 Capítulo 13 - Um toque.


Notas iniciais
Olá meus amores!!!
Bom, irei dar uma mini bronca em vocês primeiro ù.ú
Não fiquei nem um pouco satisfeita com o numero de comentários no ultimo capitulo. Eu sei que eu estou sumida, não tenho atualizado com a frequencia que geralmente atualizo, mas eu preciso que vocês me motivem a atualizar com urgencia, então não fujam de mim, e sim, apareçam!

Esse capitulo, eu particularmente achei fofo. Graças as minhas "wolfas" do FTJW esse capitulo saiu ainda hoje. Capitulo para vocês minhas lindas! *-*

Bom, agora vamos ler?
Nos vemos lá embaixo...
Boa Leitura!

Algo me puxava sem mãos para que seguisse aquele caminho. O paralelo de dois traços. O caminho que me afastava, que nos afastava havia se juntado se unido como se tivessem ligado a linha que mantinha presa aqueles dois únicos pontos. O universo já não existia naquele mundo para mim. Nada me desprendia do caminho que estava a seguir e nunca me desprenderia. Algo dentro de mim gritava sem voz e eu conseguia ouvir mesmo no silencio das palavras. Não precisava ouvi-las com precisão, pois tudo a minha volta dizia e guiava-me para o caminho. Os rochedos, a relva agora negra sobre minhas patas as arvore silenciosas que dançavam com o vento, o brilho da lua mesmo fraco; diziam a direção que deveria seguir como setas espalhadas pela estrada, como um alvo de sinalização.

Os compassos de meu coração, o sangue fervoroso pulsando em minha veia tornavam-se latentes como se a fibra que cobria o meu peito estivesse ao ponto de se romper. Sentia-me nervoso; e como não estar? Eu ia a caminho dela, de minha escolhida. A caminho da mulher que com uma flecha envenenada quase arrancou minha vida. Não sabia como ela reagiria com a minha presença e isso me atormentava, mas não iria fugir mais como havia feito antes. Precisava vê-la, aproximar-me dela, mesmo que para isso eu precisasse presenciar a morte mais de mil vezes. Ela era o porquê de eu existir, foi por ela que eu havia sido transformado e seria por ela que eu iria mudar. Quebrar o gelo que havia se formado em meu interior para que enfim pudesse enxergar o propósito de minha sina.

O cheiro entorpecente agora dominava minhas narinas... Ela estava perto e aquela confirmação fez com que meu coração pulsasse ainda mais. Eu me encontrava radiantemente feliz por estar e saber que me encontrava no caminho certo. Pela primeira vez eu lutava a favor e não contra. Sempre lutei pelas batalhas erradas, sempre me mostrei prostrante as coisas que alimentavam o meu ódio, que me amarguravam mais e não iria permitir que os meus próprios erros fossem cometidos novamente. Iria ser um Jacob antes de um Black e iria ser o Jacob Black, o alpha da tribo quileute quando o mesmo precisasse estar presente.

Leah estava certa, meus lobos, minha família... Todos estavam. A solidão não era o melhor jeito para fugir. Eu havia sofrido muito em minha vida, só que não poderia deixar que a dor que eu alimentava gelasse o meu coração. Como o velho Billy Black dizia: As lutas sempre vêm para nos transformar. E isso, era o que me tornaria mais forte.

O pulsar de seu coração já era ouvido assim como o barulho da água corrente do rio que nos separava. O maldito tratado que separava os dois mundos no qual nós pertencíamos estava imposto novamente. Então como chegar até ela? Como eu iria me contemplar com a visão perfeita e angelical de seu rosto? Atravessar o rio seria a escolha mais plausível que poderia haver, mas o ato simples de travessia poderia causar uma enorme confusão, tanto para os meus lobos, quanto para os vampiros. Então o que fazer? A dúvida me consumia.

Fiquei parado entre os arbustos que pareciam mais nuvens negras na terra pensando em qual escolha tomar, pensando em qual decisão seguir. Por um intervalo curto de tempo pensei em ficar somente ali parado sentindo o seu cheiro me entorpecer, mas havia caminhado demais para apenas desistir no final. E sem falar que ficar parado ali seria também um modo de fuga.

Escutei o ranger dos galhos secos sendo quebrados, eram passos que pareciam ser tranquilos. Os passos pareciam se aproximar mesmo eu ainda ouvindo-os distante. Um coração a martelar, uma respiração serena e tranquila... Espantei-me quando reconheci o pulsar de um coração humano que cantava a cantiga mais bela que eu já ouvira. O cheiro forte de damas da noite... Sem que quisesse ou premeditasse, me destransformei voltando a minha forma humana. Aquele cheiro ainda vinha forte em meu nariz e se não soubesse diria que, aquele cheiro, era a minha maior fraqueza.

Ainda escondido nos arbustos, eu a vi. Agora ela estava sentada ao chão recostada em uma arvore olhando para o céu como se contemplasse as estrelas. Meu coração martelou radiante. Uma áurea de paz chegou até meu ser como se aquela tranquilidade, a paz de espírito que sentia estivesse emanando dela ao meu encontro. A lua pouco iluminava a sua face, mas eu conseguia vê-la com tanta nitidez que poderia dizer que estava a sua frente. Suas bochechas levemente rosadas, seu rosto sereno, suave... A luz do luar batia ao encontro de seu rosto o deixando ainda mais perfeito, agora o iluminando, dando a vida que seus olhos nem sempre sentiam. Na expressão de sua face eu não via a guerreira que havia conhecido há dias atrás. Não sabia ainda quantos dias permaneci com o veneno de sua flecha percorrendo pelas minhas veias, mas poderia dizer que haviam sido muitos, pois a imensidão de meu desespero para encontra-la era tão forte que poderia dizer que nunca mais poderia passar um dia sem – mesmo que avistando de longe – a sua linda face.

Seus cabelos repousavam em cachos em seus ombros. Já não estavam acobreados, eles agora tinham um tom negro que clareava ainda mais sua pele. Seus olhos chocolates como duas amêndoas brilhavam. Ela estava tão distraída à margem de seus pensamentos, em seus devaneios que ao menos havia percebido a minha presença tão próxima a ela. Porém, naquele instante seu coração pulsou mais forte, quase com o mesmo desespero e a mesma fúria que o meu e de seus lábios palavras soaram tão esperançosas quanto o brilho resplandecente de seus olhos.

– Tícia. – Ela sibilou olhando para a lua. – Dos fundos de seus olhos eu consegui ver a frieza de um homem. A noite sombria, fria e gélida em seus olhos mostrava a dor vivente de batalhas; a sua amargura. – Ela pausou. – O rubor nebuloso. A sua sede por vingança... O olhar daquele homem mostrava-me as mais de mil noites de puro espanto. Os dias sem brilho de sol, mesmo este resplandecendo dia após dia. Ele era pura escuridão, Tícia. O seu rosto sombrio lapidava um semblante frio, cruel e marmorizado. Seus olhos penetrantes, seu maxilar rígido mostravam um homem imparcial; mostravam-me um guerreiro. Mas ele era apenas um menino, Tícia. Apenas um garoto envelhecido, maduro. Um homem jovem ou um jovem homem. Em partes ele parecia como a mim. Petrificado, mesmo parecendo um humano de pele macia.

Quando ela terminou de sibilar aquelas palavras percebi, que o homem que ela descrevia a lua era eu. Ela via-me de um jeito tão profundo e doloroso. Mesmo vendo-me por uma única vez ela desvendou tudo em mim, até mesmo o que eu próprio desconhecia. Como ela havia percebido e sentido tão profundamente toda a minha tristeza? Lágrimas quentes desciam de meus olhos naquele momento. Algo dentro de mim acalentava. Minha respiração parecia apenas um fio fino, um chiado.

– Tícia, por que os seus olhos não me saem da mente? Por que a imagem dele grita em minha cabeça e coração dessa maneira tão forte que chega ser insuportável? – Ela agora se questionava. – Meu pai me mataria se lesse esses pensamentos, ou tentaria mata-lo, como eu mesma tentei. – Ela abaixou sua cabeça olhando para as suas mãos e por um segundo achei que lágrimas também descessem de seus olhos. – Ele é um inimigo, Tícia. – Suas palavras me doeram. – Não posso ter tanta compaixão por alguém que tenta matar minha família. – Suas palavras saíram com revolta. – Eu só queria tocar-lhe a face para que ele compreendesse todos os nossos desesperos. Já estou cansada de fugir. E... – Ela olhou assustada para o lado quando eu, distraidamente, perdido em meio ao soar de suas palavras pisei em um galho seco fazendo-o estalar.

Como se tivesse sentido o cheiro; o cheiro familiar dos lobisomens ela acordou de seus devaneios ferozmente. Sua expressão não mostrava mais a menina mulher sonhadora, esperançosa e cheia de dúvidas altamente claras que estava a sonhar, contando seus problemas para a lua. Ela levantou-se em um pulo, com a mesma graciosidade do dia da batalha. Seu arco e flecha dourado já se encontravam em mãos. Meu coração palpitou somente ao imaginar aquela flecha vinda ao meu encontro novamente. Um rosnado cresceu em meu peito.

– Apareça cachorro. – Ela cuspiu as palavras.

– Você não precisa lançar essa flecha ao meu encontro novamente. – Falei ficando de pé ainda em meio aos arbustos. – Eu não irei te fazer nenhum mal. – Falei a fitando.

– Há quanto tempo está a me observar? – Ela falava com destreza.

– Tempo suficiente para ouvir tudo o que pensa ao meu respeito. – Respondi.

– Tícia, por que não me avisou? – Ela sussurrou como se “Tícia” fosse alguém e não somente a lua.

– A filha dos sanguessugas não é somente um mostro letal, também é maluca? – As minhas próprias palavras me doeram.

– Não seja irônico. – Ela gritou com raiva. – Por que não sai detrás dos arbustos? – Ela perguntou.

– Não estou vestido adequadamente. – Murmurei. – Para dizer a verdade, retire o vestido. – Mesmo a luz do luar; vi seu rosto corar.

Ela bufou.

– O que você queria que eu compreendesse? Você falou que queria me mostrar os seus desesperos, por quê? – Perguntei curioso com a voz serena.

– Não importa! – Ela falou ríspida.

– Me mostre. – Eu pedi.

– Você não é confiável. – Ela falava com medo.

– Eu nunca te machucaria. – Assumi. – Palavras de um alpha.

– E por que não? – Ela me olhou sem entender. – Ouvi muito bem quando você disse para meus pais que mataria o monstro que eles haviam gerado.

– Podemos dizer que eu mudei minha opinião. – Eu me direcionava a ela, sem perceber que minhas palavras já não saiam secas e ásperas como antes, existia sim algo um pouco sarcástico e irônico, mas aquele era somente o jeito que era antes. Eu realmente me sentia mudado.

– Mostre-me. – Insisti.

Vendo-a virar o rosto para que eu pudesse sair detrás dos arbustos eu entrei na água acabando com a dúvida de minutos atrás, se quebraria ou não o tratado. E sim, eu havia o quebrado.

Meu coração rasgava-me o peito de tão exaltado que se encontrava. O gelo que existia dentro de mim estava sendo, enfim, quebrado. Adentrei ao rio, indo ao fundo até que a água pudesse atingir minha cintura. A chamei e sentindo os meus batimentos e os seus batimentos aumentarem, a vi, também adentrar ao rio. Ela caminhava devagar pela água, a luz da lua agora batendo em suas costas, dava-me a imagem de um anjo sem asas, ela era linda. Seus olhos brilhavam, ela estava receosa, porém firme. Ela de fato não havia puxado Bella; pensei.

Quando ela chegou perto o suficiente para que seu hálito doce e seu cheiro pudesse ser sentido em minha face, meu coração se energizou. Meu corpo tremia levemente e não era porque eu iria me transformar. Aquele trepidar nem ao menos se parecia com o de transformação. Era forte, intenso, tênue... Desconhecido. Ela encarou-me, olhando em meus olhos e por um instante quase acreditei que ela sentia a mesma trepidação, o mesmo ardor no peito, a mesma queimação que eu sentia. Eu realmente queria toca-la naquele momento, abraça-la e sentir pela primeira vez a sua maciez, mas via que ela ainda não estava preparada para tal ato imprudente, então apenas fiquei parado observando-a e sendo observado.

Ela se aproximou mais – até mais do que o necessário – e nossos corpos agora quase se chocavam um ao outro. Olhando-me, ela abriu os lábios rosados e pronunciou como um sussurro suas doces palavras. Sua mão direita veio ao encontro de minha face e quando a senti em meu rosto, seus lábios murmuraram.

É apenas um toque. – Ela murmurou com a voz doce. – Não tenhas medo do que verás. – E um filme se passou...

Notas finais
Olá amores!!!
O que acharam desse encontro de Renesmee e o Jacob?
Como muitas de vocês pediram para que eu detalhasse os sentimentos de Nessie, resolvi adiantar um pouco isso e mostra-lo para vocês.
Ahhhh eu gosti *-* Deu para ver como Nessie consegue enxergar mais no Jacob do que ele próprio consegue enxergar e eu amei isso.
Nosso lobão quente e gostoso está voltando meninas, to sentindo isso! o/
E agora a pergunta, que pelo menos para mim, não quer calar...
O que afinal de contas é Tícia? Será que é a lua como Jacob acha, ou é outra coisa misteriosa que aparecerá na nossa lenda?
Deixei vocês curiosas? Espero que sim!

Mereço comentários e recomendações nesse capitulo? Mandem!!! Seus dedos não irão cair!

Até o próximo capitulo amores....
Beijinhos...
By: Milleyd ♥