Notas iniciais
Meninas não me matem! Fiquei sem PC por um longo tempo por isso a demora para atualizar. Mas agora ele está bom e, eu irei perturba-las com as atualizações.

Esse capitulo em especial vai para a minha loba Alinica, uma das minhas mais antigas leitoras. Obrigada loba por me acompanhar a tanto tempo. Te amo ♥ Parabéns, hoje os lobos são seus!
Baah! Chará esse capitulo também é seu! Linda recomendação.

Vamos descobrir o que aconteceu na vida de nossa guerreira Híbrida? Mais um capitulo: Renesmee.

Nos vemos lá embaixo...
Boa Leitura!!!

A lenda de um Imprinting.

Capitulo 15 – Fuga.

Minha mãe Bella, se mostrava nervosa enquanto terminava as malas. A fraca trepidação de suas mãos revelava o quanto ela estava nervosa ao retornar a cidade que com tanto custo deixou para trás e tentou esquecer. Ela sabia antes de todos que não haveria ninguém a sua espera como era de costume, nenhum vestígio de que ela um dia havia vivido e isso fazia com que lágrimas secas saíssem de seus olhos. Eu via nitidamente e conseguia sentir a dor que ela carregava. De certa, naquele exato momento ela pensava no seu pai Charlie que eu nunca cheguei a conhecer. Pensava nos antigos amigos, na sua vida humana e em tudo que deixara para trás.

Ainda tentava entender o porquê de Tícia ter escolhido justamente Forks para nós nos abrigarmos. De fato aquela cidade significava uma grande parte de minha família. Havia uma grande herança de tempos nela, significativa para todos os Cullens. No entanto, Forks era um lugar suscetível para os vampiros. Aquela mesma cidade já havia sido cenário para diversos confrontos e batalhas e nós; vivendo nela; seriamos vulneráveis. Não conhecia muito bem os planos de Tícia, mas sabia que poderia confiar cegamente em tudo o que ela dizia. Deixando-a a frente para escolher até mesmo o meu destino.

O elo que ligava Tícia a mim era forte. Lembro-me de quando nós duas – ainda quando eu era criança – nos encontramos pela primeira vez. Minha família e eu fugíamos desesperados do Clã Volturi quando os mesmos descobriram onde estávamos. Quando eu, em um surto por sangue devastei quase todo um vilarejo. Minha família sempre teve regras para aquele tipo de “fome”, só que eu, com os transtornos que reinavam em meu interior e a comida humana já não surtindo o mesmo efeito a cada ano passei por diversas recaídas ao longo dos anos. Eu, sempre deixava rastros por onde passava, ainda não havia aprendido a esconder-me e fingir ser uma humana normal sem desejos, sem aventura, sem sangue. Eu era um alvo fácil de ser encontrado e por aquele motivo, todos nós nunca tínhamos um paradeiro certo. Em certa noite na Flórida, quando a nevoa tocava o chão do pântano, onde tio Jasper tinha encontrado uma pequena casa de madeira envelhecida e desabrigada eu, enquanto brincava espalmando a água, a vi com sua capa preta ao corpo no escuro. Ela estava fraca, machucada e seu sangue chamou-me a atenção.

Sem ao menos pensar, eu atravessei o pântano ao seu encontro. Ao encontro do sangue que tanto me instigava. Ao aproximar-me de Tícia, ela para a minha surpresa e espanto, abriu um enorme sorriso angelical em seus lábios, fazendo-me enrijecer. Nunca havia presenciado nenhuma presa expressar tal felicidade diante da morte, tal carinho e admiração e a sua expressão me privou de meu ato assassino. Por um longo tempo nossos olhares se trocaram e então, eu pude ver nela, uma criança como eu. Ela não demonstrava medo. Aos poucos o entorpecer do cheiro de seu sangue foi sendo cessado, já não a olhava como uma presa fácil e agora quem sentia medo era eu. Já não queria machucá-la.

Olhei brevemente para as minhas mãos e pensei em tocá-la, mostrar para ela quem de fato eu era, mas cortando os meus pensamentos sua voz soou:

– Finalmente eu a encontrei minha Protícia. Há espero desde antes de você ser gerada para lhe servir. – Ela mostrou-me seu pescoço e pude ver sua veia pulsante; minha boca salivou. No entanto eu não queria mais machucá-la.

Eu tentava mesmo com dúvidas entender suas palavras e quando pensei em perguntá-la algo ela se pronunciou novamente:

– Não tenha medo de mim Renesmee, como eu falei, eu quero lhe servir, ser seu alimento, sua protetora, sua Tícia. Eu serei seus pensamentos, basta tomar uma gota de meu sangue para que eu siga-a cegamente e guie seus caminhos. – Ela falou firme como se estivesse certa do que dizia.

– Quem é você? E o que você quer? – Perguntei. – Você é um dos Capas Vermelhas? – Perguntei referindo-me aos Volturi.

– Me chamo Aleka e sou tudo o que vê, ou o que quer ver. Sou uma filha da natureza, uma feiticeira e não luto a favor dos Volturi.

– Por que quer que eu beba o seu sangue? – Minhas palavras saiam um tanto amedrontadas.

– Porque eu passei anos esperando por isso. Você desconhece Renesmee, mas há uma grande história com seu nome. Farei de ti uma guerreira e contarei sua lenda, basta você beber.

Naquele instante o cheiro de seu sangue entorpeceu-me ainda mais, senti-me seca, com uma fome absurda e aproximando-me, cravei meus dentes em seu pescoço, bebendo o seu sangue, unindo a sua magia mesmo sem saber ao meu corpo. Unindo os mundos que ali habitavam. Daquele dia em diante Aleka tornou-se minha Tícia, minha protetora e nós nunca mais nos separamos.

*~*~*~*

Todos já se reunião a sala prontos para partir. A esperança era o que nos alimentava naquele momento. Meu pai Edward, mantinha os olhos fixos em minha mãe. Mesmo ele não lendo os seus pensamentos, assim como eu, ele conseguia ver a dor que ela trazia em seu rosto. Todos conseguiam ver a dor da minha mãe, mas ninguém ousava perguntar como ela se sentia.

Algo dentro de mim de fato queria conhecer aquela cidade. Sempre quis conhecer o lugar onde meu pai e minha mãe haviam se conhecido e mais. Havia algo que rangia em meus pulmões quando meus pensamentos me levavam para aquela cidade que eu nunca conhecera. Sentia alguma coisa me puxar para ela e já não sentia meu ser e nem o via em outro lugar que não fosse Forks. Era como se eu não pudesse viver se não fosse nela – como se em todo o mundo – Forks fosse o único lugar que existisse. Meu coração pulsava tão forte e de certa forma dolorido. Algo que mudaria o meu destino se encontrava lá e Tícia de alguma forma já sabia disso.

– Acho que já podemos ir. – Carlisle olhou para todos.

– E se eles ainda viverem por lá? – Tia Rose murmurou quase que para ela mesma, porém, chamou a atenção de todos. – E se ainda tiver deles por lá? – Ela olhou para minha mãe que engoliu suas palavras em seco.

– Eles quem? – Eu perguntei, não sabia sobre quem eles falavam.

– Os transformos! – Foi minha mãe que respondeu. – Será possível? – Ela olhou para meu pai assustada.

– Sempre há uma possibilidade, afinal, eles se transformam quando há perigo. E nós ao olhar deles, somos um grande perigo. – Meu pai concluiu.

– Mais temos o tratado que foi imposto pelo primeiro deles. Eles têm que o respeitar. – Esme falou.

– Nunca se sabe, mas temos que ter esperança. – Tio Jasper falou usando o seu dom tranqüilizante para acalmar todos, menos minha mãe, que por alguma razão o bloqueava.

Senti o cheiro que já estava habituada ao longe. Ela estava próxima e antes de olhar para a porta para vê-la entrar, ela atravessou a sala olhando-me e sorriu, falando em meus pensamentos “Bom dia, Protícia!” antes de se redirecionar aos outros.

– Vejo que todos estão prontos, mas houve uma mudança nos planos. – Ela falava firme e mesmo assim angelical, de uma forma que somente ela conseguia. – Edward. Bella. Vocês irão primeiro.

– Por quê? – Perguntei.

– Bella precisa reviver o passado. – Foi tudo que ela disse. – Eu e os outros iremos depois.

Minha mãe a olhou espantada. O que Tícia queria dizer com aquelas palavras? Era o que todos queriam saber.

– Não podemos ir sem vocês. Sem Renesmee. – Minha mãe indagou.

– Todos ficarão protegidos, não tenha medo. – Tícia disse. – Edward vai! – Tícia quase ordenou.

Meu pai atendeu ao seu pedido e segurando os braços de minha mãe, que se encontrava horrorizada, eles partiram.

Após meus pais partirem, minha família e eu partimos para a tribo Ticuna junto com o Clã das Amazonas. Na tribo Ticuna, assim como eu existia Nahuel que também era um Híbrido. Nahuel não havia tido o mesmo azar que eu, e o Clã Volturi não sabia de sua existência. Tícia sempre me dizia que Nahuel tinha uma apreciação diferente pela a minha pessoa, mas eu nunca vi nada a mais nele do que somente um amigo, um professor. A convivência com ele me ajudou a aprender quem eu era e o que uma hibrida era capaz.

– Você nunca mais voltará, não é mesmo? – Nahuel me perguntou após nós nos afastarmos dos outros.

– Não sei se será possível. – O respondi. – Nem ao menos sei o que me aguarda naquela cidade. – Falei apreensiva.

– Não tenha medo. – Ele olhando-me abriu um sorriso fraco enquanto seus olhos brilhavam e se aproximou tocando-me a face. – “Eu sempre estarei rezando por você”. – Ele se comunicou comigo em pensamento. – “Sentirei saudades, Nessie.” – Ele falou, soltando suas mãos de minha face.

Levantei minha mão até seu rosto moreno, também lhe tocando a face e falei: “Eu também sentirei saudades bom amigo”.

Sem que premeditasse, Nahuel abraçou-me forte. Nunca, desde que nos conhecemos havíamos tido um contato tão próximo, mas ao contrário do que pensei eu me senti confortável nos braços de meu amigo, me senti a vontade.

– Eu tomei a ousadia de aperfeiçoar o seu arco e flecha. – Ele disse, pegando uma bolsa com flechas que se encontrava ao chão. – Use essas flechas a partir de hoje. – Ele as estendeu para mim. – Eu passei meu veneno em todas as laminas para lhe proteger. – Ele sorriu.

– Muito obrigada. – Falei pegando as flechas de sua mão. – Não sei como agradecer.

–Não precisa. Eu fiz por amor a você. – Ele completou, fazendo meu rosto corar.

Permanecemos na tribo Ticuna por mais dois dias que transcorreram calmos. No entanto, as folhas amareladas das arvores começaram a cair e tínhamos que partir. De certa, naquela altura meus pais já haviam chegado a Forks e nós levaríamos mais alguns dias até conseguir, por fim, alcançá-los.

Notas finais
Meninas o que acharam?
Coloquei mais pontos sobre a Tícia neste capitulo para vocês a conhecerem melhor e saberem como é o elo dela com a Nessie! Um pacto de sangue. Será só esse o elo de Nessie e Tícia?
Agora sabemos o porque do veneno nas flechas!
Estão com saudades do nosso Alpha? Eu to!!! Quem sabe no próximo!

Mereço Comentários? Obrigada a todas as lobas que comentaram!
Mereço Recomendações? Mandem!!!

Beijinhos amore...
Até o próximo capitulo...
By: Milleyd ♥